Free Soul

12 Coisas do coração


Um palco havia sido montado na Axis University e alguns estudantes trabalhavam nele. Kiku ajudava com a iluminação e por isso estava no penúltimo degrau da escada de madeira. Estava concentrado no seu trabalho, mas um movimento em falso o fez escorregar e cair.

– AAAH!

Ele esperava uma queda feia. O fim estava próximo e ele só conseguia pensar em quem racharia a conta de água com Alfred.

Por sorte um holandês estava la para recebê-lo de braços abertos. Literalmente. O escândalo atraiu todos os que ajudavam na montagem e fez com que uma multidão se formasse para ver se o japonês estava bem. O falatório foi se intensificando até não dar pra entender o que cada um estava falando.

Kiku massageou a cabeça atordoado e quando viu que estava nos braços de Abel, ficou vermelho como um pimentão:

Kami-sama!!

– Ei. Tome mais cuidado aí.

– T-tomarei. Agora pode me soltar. O-onegai!

Feliciano passou pela multidão e quando viu o holandês colocando Kiku no chão, abraçou o japonês sem pensar duas vezes, fazendo o asiático ficar mais envergonhado do que já estava.

– Veeee! Kiku, você está bem?

– F-Feliciano-kun! P-pare, onegai!

Ludwig veio depois.

– Tem certeza que não se machucou, Kiku?

– S-sim. O-obrigado por se preocuparem, Ludwig-san. E-eu irei checar a iluminação!

O japonês foi (correndo) para trás do palco, ficando fora da visão dos três. Abel olhou para o alemão e o italiano e coçou a cabeça confuso.

– O que deu nele?

– Kiku só é um pouco tímido — Feliciano sorriu — Mas ele é muito legal. Gosta de porquinhos da índia, coelhos...

O calouro continuou falando, mas sua voz agora não era mais assimilada pelo holandês. Abel estava com a atenção fixa no lugar por onde o japonês havia passado.

Lazar fazia parte da multidão e se dispersou dela assim que teve certeza que ninguém havia se machucado. Como era um dos organizadores, estava com uma prancheta e tinha que cuidar para que nada desse errado na hora da apresentação. Aliviado por Kiku estar bem, o búlgaro soltou um suspiro. Ele estava de bom humor até um certo romeno cobrir seus olhos com as mãos.

– Quem é?

– Anica! — Lazar se afastou dele — Saia de cima de mim! Por sua culpa eu...

– Ei, idiotas! — Elizaveta surpreendeu o búlgaro pela direita.- Lazar, pode me explicar por que quis ferrar com a banda do Gilbert?

– Foi um pedido da Cécile! Eu só estava tentando ajudá-la!

– Cécile pediu isso? Por que?

– Ela não me disse. Só me pediu para não deixá-los participar.

Elizaveta cruzou os braços pensativa:

– Será que aquele francês fez alguma coisa? Ah, mesmo assim. O pobre do Gil não merece pagar pelos erros do Francis. Eu vou falar com ela. — A húngara deu meia volta e foi embora atrás da amiga.

Lazar olhou para o romeno furioso:

– Idiota! Por que foi contar para aquele fantasma sobre o evento?

– Eu só queria ser legal. Vamos esquecer isso e ir ao banheiro?

– E-eu estou trabalhando!

– Lazaaar! – Chamou Sadik carregando um amplificador. Ele estava longe dos dois e não queria se aproximar, já que o objeto era pesado demais – Coloco esse aqui onde?

– Ao lado daquelas caixas de som.

– Tá.

O turco andou até o lugar indicado e deixou o amplificador ali. No meio de todas aquelas caixas de som, Heracles dormia sentado e encostado na parede, com um gatinho em seu colo.

Sadik fez uma cara feia e chutou o rapaz de leve.

– Ei. Acorde.

Heracles abriu os olhos sonolento.

– Isso é lugar pra dormir, grego?

– Eu já fiz meu trabalho... Arrumei as cortinas...

– Por que veio ajudar se está querendo dormir?

– Vou ganhar dois dias de folga... Por ajudar.

O grego bocejou e esfregou os olhos. Sadik olhava para aquela cena e sem um motivo aparente sua face morena corou de leve.

– Heracles.

– Hm?

– Você por acaso vai pro show com alguém?

Heracles ficou olhando para o chão como se estivesse prestes a dormir de novo. Depois levantou a cabeça e olhou para Sadik.

– Isso é um convite?

– D-digamos que seja. Diga logo se vai ou não, idiota.

– Pode ser. Só que essa não é a melhor forma de convidar alguém. – Fechou os olhos para tirar um cochilo.

– Quer que eu mude a forma por acaso?

– Zzzzz

A vontade que o turco teve foi de chutar aquele dorminhoco mais uma vez.


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Três pessoas lanchavam no teto do palco armado. O Bad Touch Trio.



Antônio, Gilbert e Francis estavam sentados numa perna manca de madeira, perto do teto. Gilbert abria uma sacola e tirava um sanduíche de lá, dando-o para Antônio, que estava à sua esquerda. Depois tirou um sanduíche pra si e passou a sacola com o sanduíche restante para Francis, que estava à sua direita.

Bon apetit. – O francês deu uma mordida no seu sanduíche e olhou para os amigos — Eu estava pensando, Tônio... Matt é mais frágil que Lovino.

Holla? — Antônio olhou para o amigo sem entender — E daí?

– Pode me deixar começar por ele?

O espanhol piscou várias vezes:

– Quer mesmo namorar alguém, Fran? Eu achei que estava falando da boca pra fora.

– Mas... Você disse...

– Eu sei o que eu disse. Mas você quer?

– Por que não? Essa será uma nova experiência. Eu sempre tive parceiros diferentes. Será interessante me dedicar a uma pessoa só. Estou curioso e ansioso pra isso. Só falta escolher alguém.

Gilbert só não caiu na gargalhada porque estava comendo.

– Você realmente não existe, francês! As pessoas conhecem alguém e sentem vontade de namorar essa pessoa. Você escolheu namorar e está escolhendo quem será a vítima.

– Faz parte do meu charme, mon ami. E já que estamos falando de um relacionamento duradouro... – piscou para Gilbert – Não há nenhum problema do escolhido ser você.

O albino tossiu e quase cuspiu o que tinha na boca. Enquanto isso, Antônio olhou de um amigo para o outro surpreso e até deixou de comer seu lanche.

Gilbert franziu o cenho emburrado:

– Até parece que eu conseguiria acompanhar seu ritmo. Quem quer que fique com você vai ter que ter muito fôlego na cama. Ou melhor, vai ter que ter um pau de aço ou um buraco mais largo que a calcinha da minha avó.

– Pare de falar assim. Você não é nada romântico.

O espanhol inclinou-se para frente para poder falar melhor com o loiro.

– Por que só fez essa pergunta ao Gil, Fran? Eu não estaria na sua lista?

Silêncio. Francês e alemão olharam pra o espanhol surpresos. Antônio se tocou do quanto a pergunta havia sido suspeita, ficou vermelho e coçou a cabeça sem jeito.

– Ah! Quero dizer que... Bem... Você e o Gil... Você... Gil... Ah... — Seu rosto foi ficando cada vez mais escarlate.

O loiro fechou os olhos e colocou a mão na direção da boca, cobrindo uma risadinha.

– Você seria a melhor opção, Tônio, mas eu achei que não queria. — Olhou para o espanhol — Por acaso quer ser meu namorado?

– Eh!? Não! Claro que não! É que... Eu achava que...

– Seu grosso. – Francis fez bico fingindo mágoa – Você só queria ter a chance de me dar um fora feito o Gilbert. Malvado.

Gilbert suspirou e fechou os olhos, baixou a cabeça, bufou e passou a mão nos cabelos:

– Seus idiotas. Parem de me fazer imaginar coisas como nós três morando de baixo do mesmo teto e fazendo menage toda noite.

– Seriam noites inesquecíveis. – O francês piscou para eles e terminou seu sanduíche — Mas eu tenho que ligar para o Matt. De agora em diante vocês irão conhecer o novo Francis.

Antônio soltou uma risadinha.

– Essa eu quero só ver.


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A noite havia finalmente chegado. A hora do show se aproximava. Gilbert saiu do banheiro do seu apartamento vestido com uma camisa preta, um lenço grande, vermelho e quadriculado no pescoço, calça rasgada, tênis descolados e óculos escuros.



– Que tal, Tônio? Estou mais incrível do que eu já sou?



O espanhol terminava de amarrar os sapatos. Estava com jaqueta jeans sem mangas, camisa verde oliva e calça jeans. O moreno olhou o amigo da cabeça aos pés.


– Esta guapo, Gil. Mas óculos escuros a noite?

– É incrível como eu! Slash toca de óculos escuros!

– Eu não acho tão incrível.

O albino fez um bico invocado e tirou os óculos.

– Está bem. Mas só porque eu sou incrível de qualquer jeito – O albino tirou os óculos e deixou na cômoda. Depois pegou a máquina digital, que estava bem ao lado.

Antônio terminou de amarrar os cadarços e ficou de pé.

– Estou pronto. Vamos?

– Espere, eu só vou tirar a incrível foto dos bastidores.– Passou um dos braços pela cintura do vocalista e o puxou para perto. Com a outra mão usou a câmera para enquadrar os dois — Diga xis!

Antônio abriu um sorriso radiante e fez sinal de paz com as duas mãos. Sua foto com o baterista foi tirada.

Uma ave amarela e pequena apareceu pela janela e começou a sobrevoar a cabeça do albino até pousar nos cabelos e fazer ninho la.

– Meu Gilbird quer me acompanhar no show!

– Ele não pode ir. Aves são muito frágeis. Ele ficará mais seguro aqui.

– Aqui? Sozinho? Mas ele quer minha incrível companhia!

– Ele vai entender. – O espanhol tirou a ave com cuidado da cabeça do amigo e a levou até o ninho que eles construíram no apartamento – É para o bem dele.

– Coitado dele. Não se preocupe, Gilbird! Seu incrível papai vai contar como foi em todos os detalhes! — De repente o seu celular tocou. — Será que é o Fran?

– Atenda.

Gilbert tirou do bolso da calça e atendeu ao ver o nome do inglês no visor.

– Alo! Você está falando com o incrível...

– ONDE ESTÃO VOCÊS, IDIOTAS!?

– Ei!! Calma, inglês! Já estamos de saída! Ainda faltam quarenta minutos para a abertura!

– Já deviam estar aqui! E veja se consegue falar com o frog! O maldito celular dele está fora de área!

– Ta, ta. – Desligou – Tônio, nosso brinquedinho está nervoso. Temos que nos apressar.

– Fusosososo!


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Ivan bateu na porta do quarto do colega de quarto.



– Francis? Está ai?



– Pode entrar. Está aberta.


– Eu posso?

O russo abriu a porta com cuidado e viu um francês perfumado só usando calças e sapatos, olhando sua imagem na frente do espelho e segurando duas camisas nos devidos cabides.

– Ivan, me ajude. Azul ou amarelo? Amarelo fica bem em mim, mas azul combina com meus olhos.

Da... Está mesmo pedindo a minha ajuda?

– Devo estar desesperado. — O francês riu de si mesmo.

Ivan o acompanhou no riso e se sentou na beira da cama:

– Eu gosto da amarela. Lembra girassóis.

– Sua flor favorita. É mesmo.

O francês jogou a blusa azul na cama e vestiu a camisa amarela. Depois pegou uma jaqueta preta de manga comprida para colocar por cima e se virou para o colega de quarto abrindo os braços.

– Que tal estou?

– Bonito.

– Isso deve ser suficiente. – Pegou uma fita e amarrou os cabelos. – Vamos. Se eu chegar atrasado, o Arthur vai fazer um escândalo.

Aquela naturalidade toda de Francis surpreendeu o russo. Na verdade era a primeira vez que seu colega de quarto tinha um diálogo tão natural com ele. E o baixista percebeu isso.

Perdendo um pouco a cor, Francis sorriu sem graça.

– Então... Vamos?

Ivan piscou como se tivesse voltado à realidade.

Da. – levantou-se e seguiu o francês para irem juntos ao show.


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Arthur esperava os demais pela entrada dos fundos, que dava acesso para o palco. O local estava cheio e a banda Star Killers levantava a multidão. Dava até para ouvir os gritos. Isso deixava o inglês cada vez mais nervoso. Trouxe a jaqueta preta mais pra junto de si. Estava com calafrios e a demora dos amigos piorava a situação.



De repente ele ouviu os passos de alguém. Olhou para trás pronto pra gritar com Francis, Antônio, Gilbert... Qualquer um dos três. No entanto, diferente de tudo o que ele esperava, quem se aproximava era Alfred.

O americano sorria. Aquele sorriso que sempre fazia Arthur ficar emburrado e corado ao mesmo tempo.

– O que faz aqui, Alfred? Essa entrada é só para bandas.

– Hahaha! Isso é jeito de tratar um fã?

Dessa vez o corado do rosto de Arthur se intensificou e sua cara não estava mais tão fechada.

– F-fã? N-não seja idiota,git. Você não é fã da banda coisa nenhuma!

– Tá, tá, mesmo que eu não seja, vim desejar boa sorte. É uma pena que eu não seja bom em trabalhos manuais como você, mas tudo bem. Até os heróis tem suas fraquezas.

Arthur percebeu que a medida que Alfred falava as bochechas do americano ficavam levemente rosadas. Não era só isso. Agora ele agia como quem está embaraçado, dando risadas entre uma pausa e outra. Aquele calouro não era fácil de se ler. Uma hora agia como se tivesse afeto pelo inglês (De algum modo Arthur não duvidava disso), no entanto, o guitarrista não se esqueceu o que aconteceu no passado.

Se bem que Arthur não sabia exatamente o que aconteceu. Aquela era uma boa ocasião pra perguntar.

Reunindo coragem, o inglês olhou para o americano e fez a pergunta que tanto o inculcava.

– Por que não me contou que ia embora?

– ...

Silêncio. Alfred foi pego de surpresa.

– Eu sei. Passaram-se muitos anos... — Dizia o guitarrista — Mas você nunca me explicou.

O sorriso do americano havia sido desfeito. Ele estava sério. De um jeito que Arthur nunca havia visto e que realmente não era da natureza do calouro.

Alfred colocou as mãos nos bolsos e desviou o olhar.

– Meus pais tiveram uma briga feia e decidiram se separar. Eu ficaria com meu pai e Matt com minha mãe. Isso me deixou furioso. — Falou de uma vez.

Arthur arregalou os olhos. Quase nem acreditava que o rapaz havia respondido sua pergunta.

– Eu não sei como decidiram isso, ok, Artie? Minha mãe foi embora com o Matt pro Canadá no dia seguinte e eu fiquei sozinho com meu pai. Ele me disse que íamos embora para os Estados Unidos começar uma nova vida. Eu estava com raiva, estava com medo enão consegui dar a notícia pra você. Quando abri os olhos, já era hora de ir embora.

Houve uma pausa. Alfred respirou fundo enquanto suas bochechas coravam:

– Eu queria te ligar. Mas não sabia o que dizer.

Arthur comprimiu os lábios e as mãos. Seu orgulho não o permitiu chamar o americano de idiota e dizer que não precisava pensar em um motivo pra ligar. Qualquer coisa já bastava, desde que pudesse conversar com ele novamente.

Pensar naquilo fez as bochechas de Arthur ficarem cada vez mais rosadas.

– E-era só ter me explicado a situação, geek. E-eu teria entendido.

I'm sorry. — Alfred sorriu de repente — Mas eu fiquei feliz quando vi que entrei na mesma universidade que você. Mesmo que você tenha encolhido.

– Uhn?! Eu não encol...!!

Antes que o inglês terminasse de falar, alguém disse "deixa eu ver" e chamou a atenção dele e do calouro. Alfred e Arthur então perceberam que estavam sendo vigiados pelo Bad Touch Trio, que havia se escondido atrás de uns containers.

What? — Alfred olhou para os três normalmente, mas Arthur estava enfurecido.

– VOCÊS ESTAVAM AI O TEMPO TODO?!

Lo siento.– Antônio ria e coçava a cabeça desconsertado — Não queríamos atrapalhar.

– Atrapalhar!? Estamos atrasados! Nós já deveríamos ter entrado e...

– Ta, ta. — Gilbert saiu detrás dos containers e gesticulou chamando os outros — Vamos entrar. A plateia nos espera.

– Onde estão os instrumentos de vocês? — Perguntou o americano.

– Lá dentro. As bandas deixaram aí mais cedo.

– Alfred — Francis piscou pra ele — Se depois do nosso show você quiser um autógrafo meu, não hesite em me procurar.

– Você ainda tem que acertar as contas com o meu irmão, Francis.

– Hihihi. Não se preocupe.Talvez possamos virar cunhados. Eu e você.

Não. Alfred não gostou da ideia e sua cara dizia isso. Gilbert percebeu e começou a rir.

O último a entrar no estabelecimento foi Arthur. Ele deu uma última olhada para Alfred e o americano sorriu e acenou pra ele. O inglês sorriu de volta.


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O local estava cheio e o pessoal ainda estava eufórico com a banda que havia acabado de tocar. Para a surpresa de Arthur, Francis e Gilbert, Antônio não parecia nervoso. Como se já fosse um cantor profissional, pegou o microfone e anunciou a todos:



Buenas noches, señores e señoritas! – Piscou para a plateia – Com vocês, a banda Free Soul!



Fez sinal para o resto da banda, e Gilbert bateu uma baqueta na outra três vezes.



Accidentally in Love

(Count Cross)

Gilbert, Antônio, Arthur e Francis iniciaram juntos e a plateia vibrou, afinal a música era bem popular. O próprio vocalista sentiu-se eufórico com a vibração e cantou com todo vigor em meio aos flertes do público.

So she said what's the problem baby?

(Então eu disse 'qual o problema, baby'?)

What's the problem I don't know

(Eu não sei qual é o problema)

Well maybe I'm in love

(Bem, talvez eu esteja amando)

Think about it every time. I think about it. Can't stop thinking 'bout it

(Penso nisso toda hora.

Eu penso nisso. Não consigo parar de pensar nisso)

How much longer will it take to cure this

(Quanto tempo levará pra curar isso)

Just to cure it cause I can't ignore it if it's love

(Apenas pra curar isso, pois eu não consigo ignorar isso se for Amor)

Makes me wanna turn around and face me but I

(Faz eu querer me virar e me encarar, mas eu)

don't know nothing 'bout love

(Não sei nada sobre o amor)

Come on, come on

(Vamos, vamos)

Turn a little faster

(Vire um pouca mais rápido)

Come on, come on

(Vamos, vamos)

The world will follow after

(O mundo nos seguirá depois)

Come on, come on

(Vamos, vamos)

Because everybody's after love

(Porque todo mundo procura um amor)


Enquanto Antônio cantava, Michelle tentava passar pela multidão tentando procurar Cécile. Não conseguiu passar por Bewarld (e ficou com medo de dizer pra ele sair da frente). Também Feliciano parecia animado demais pra notar que a garota queria passar.



Well baby I surrender

(Bem, baby, eu me rendo)

To the strawberry ice cream

(ao sorvete de morango)

Never ever end of all this love

(Nunca termine esse amor)

Well I didn't mean to do it

(Bem, eu não pretendia fazer isso)

But there's no escaping your love

(Mas não tem como escapar do seu amor)

These lines of lightning

(Essas linhas de raio)

Mean we're never alone,

(Significa que nunca estamos sozinhos)

Never alone, no, no

(Nunca sozinhos. Não, não)


– Cécile! — Michelle chamou quando a viu assistindo ao show de braços cruzados — Aaah. Claro que ela não vai me ouvir! — Fez bico, emburrada, e tentou passar pelas pessoas.



Come on, come on

(Vamos, vamos)

Jump a little higher

(Pule um pouco mais alto)

Come on, come on

(Vamos, vamos)

If you feel a little lighter

(Se você se sentir mais leve)

Come on, come on

(Vamos, vamos)

We were once

(Nós estamos uma vez)

Upon a time in love

(Em um tempo de amor)

We're accidentally in love

(Nós estamos acidentalmente apaixonados)


Cécile viu a amiga se aproximando exausta e descruzou os braços.


– Michelle? Eu não sabia que você vinha.



– Eu não vinha, mas você não atende o celular. Yekaterina falou que você estava aqui.


– Quer falar comigo? O que aconteceu?

– Eliza me disse que você não queria que a banda do Francis participasse do show.

A garota de Mônaco corou de repente, arregalando os olhos.

– Eu não acredito que ela contou pra você.

– Por que fez isso, Cécile? Eu achei que você gostava do Francis.

– Eu gosto. — A loira olhou para a morena — Mas ele tinha magoado você.

O rosto de Michelle corou no mesmo instante e seu coração deu um salto dentro do peito. Por mais que não soubesse se a loira estava falando por uma questão de amizade.

Quando a banda acabou de cantar, recebeu os aplausos do p´público. Antônio largou a guitarra e segurou o microfone com as duas mãos, começando a cantar All Star, de Smash Mouth, sendo logo acompanhado pela guitarra de Arthur, o baixo e a bateria, consecutivamente.

Algumas pessoas assobiavam, Alfred era uma delas. Mathias abraçava Anko por trás e quase levava um cascudo dele, mesmo assim o dinamarquês ria como se tivesse realizado uma façanha.

Cécile olhou para o palco e desviou o assunto.

– Até que eles tocam bem, não acha?

Ainda corada, Michelle sorriu:

– Tocam sim.

Cécile pegou a mão da amiga e foram juntas para o meio da multidão ver o resto do evento.


Continua


Notas finais
To perdendo a paciência com esse site =( Não consigo formatar do jeito que quero. O texto não fica no centro e fica dando bug entre os espaços. Não sei se consegui deixar ele bom, mas não quero deixar sem capítulo.
Bjs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.