Free Soul
8 Boa sorte com as rodas
- Seja você a metade do meeeeeeu tomate! A melhor metade do meu melhor pedaço!
Alfred cantava desafinado e animado enquanto andava pelo campus com Arthur e Kiku.
- Até você está cantando isso? – O inglês fazia uma careta.
- Qual é o problema? É a música da Free Soul! Sua banda!
- Arthur-san não gostou muito da música. – Kiku informou timidamente.
- Porque ele é um chato. A música é boa!
- Concordo com Alfred-san. Ah! Não na parte que chama Arthur-san de chato.
- Eu sei, Kiku. – Arthur suspirou – Só acho que poderíamos ter criado uma letra muito melhor que essa.
- Mas música não é só letra, Arthie! – O americano argumentava animado – É melodia, ritmo, sentimento! Antônio combinou tudo isso com uma letra e fez uma música bem legal! Qual o problema com isso?
O inglês ficou um tempo quieto. Sério.
- Se ele não tivesse feito essa música sozinho, o resultado seria melhor.
- Ah, queria que ele tivesse pedido a opinião de vocês antes?
- Sim.
- Entendo. — Alfred fechou os olhos, sorrindo — Invejinha.
- Não estou com inveja, git! Eu só queria saber por que ele compôs aquilo sozinho! Não pediu ajuda pra ninguém da banda!
- Nunca sabemos por que as pessoas tomam certas decisões, Arthur-san. – Kiku desviou o olhar um pouco sem jeito – Você é uma pessoa muito... Como devo dizer... Possessiva?
- Possessivo?! Eu!?
- Bem... Sim. As coisas não serão como você acha que deve ser. Mas você fica perturbado com isso.
Foi como se Kiku tivesse jogado um balde de água gelada no inglês.
Alfred parou de andar para contemplar os treinos da arena dos esportes radicais. Arthur e Kiku pararam junto com ele.
- O Circuito será amanhã. – O calouro sorriu para os veteranos. Depois voltou a olhar os treinos. — Estou ansioso com isso!
Arthur ergueu as sobrancelhas e abriu a boca. Olhou de Alfred para a arena e ficou a pensar.
“É mesmo. Ele veio treinado duro.”
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- Acorda, inglês!
Arthur olhou para o albino, que havia chamado-o. Todos estavam no porão de Vash ensaiando.
- O que aconteceu com você? – Antônio erguia as sobrancelhas sem entender – Esqueceu as notas?
O inglês olhou para os outros membros um pouco disperso. Depois tirou a guitarra e deixou no suporte
- Desculpem. Estou um pouco distraído. Melhor treinarem sozinhos.
- O que aconteceu? _ Antônio cruzou os braços. Estava sem a guitarra — Você ta aéreo hoje. O que aconteceu? Alfred?
Arthur corou subitamente:
- C-claro que n-não! D-de onde você t-tirou essa ideia, idiota!?
- Fusososo! Você é um tsundere mesmo.
Gilbert ficou de pé e andou para se encostar na parede:
- Alfred? Tá, ele vai participar do circuito sobre rodas amanhã. Legal. E aí? Acha que aquele calouro vai distrair você?
Arthur passou a mão pelos cabelos bagunçados e desviou o olhar para um canto qualquer:
- Não é nada, está bem? Só estou um pouco distraído. Talvez se eu tomar um chá com o Vash, minha concentração volte.
Francis ficou assistindo a toda cena pensativo. De repende teve uma ideia:
- Mon cher, você sabe bordar, não? Por que não faz algo pra ele?
Antônio e Gilbert arregalaram os olhos e quando se deram conta que tinham certeza que o que Francis dizia era verdade, caíram na gargalhada:
- HEY! — Arthur se enfureceu.
- Bordar?! – Gilbert tentava conter o riso. — BORDAR?!
- Sim, caralho! Sei bordar! Qual o problema?
- É tão estranho! – O espanhol cobria a boca — Um guitarrista do seu calibre estudando o ponto cruz!
- É-é bom pra passar o tempo! — O inglês ficava cada vez mais vermelho, de vergonha e de raiva.
- Meninos, vamos parar com isso. — Francis disfarçava uma risadinha — Ou vou começar a contar os podres de cada um.
Os dois se calaram imediatamente.
- Você não se atreveria. — O albino lançou um olhar assassino.
- Eu não precisaria ir tão longe, mon ami. Hihihi! Agora, Arthur é nosso amigo. Vamos ajudá-lo a se livrar desse vazio dentro dele.
- Isso é fácil. Faça como eu e beba cerveja pra preencher o vazio.
O espanhol olhou para o alemão:
- Ei, o que o Fran sabe sobre você que eu não sei?
- Nada, e você também não pode contar nada sobre mim pro sobrancelhudo. — Respondeu Gilbert levemente vermelho e encarando o inglês. — Bordar, Fran disse. Então, o que a vovó britânica vai bordar pro Al?
- Quem disse que eu vou bordar algum coisa pra ele!?
- Não vai? Então bora beber.
Antônio sorriu sem jeito e com uma gota de suor escorrendo da sua cabeça:
- Temos uma apresentação amanhã de manhã, Gil. Não podemos ficar ressaqueados.
- As vezes você é tão sem graça, Tônio...
- Fusososososo!
O inglês suspirou:
- Vamos voltar a ensaiar. Prometo não me distrair.
- Você está bem? — Indagou o vocalista — Tem certeza?
- Tenho sim. Obrigado. Agora vamos, temos que completar essa música.
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Já era a noite do mesmo dia, e fazia um bom tempo que Arthur estava na frente daquele pequeno prédio. Olhava para cima e abraçava um embrulho. Como a noite estava um pouco quente, estava apenas com uma camisa dos Beatles e uma calça jeans, além dos sapatos. Não pensou bem em se arrumar, então os cabelos estavam mais bagunçados que o normal.
- Arthur?
Arthur não respondeu, nem olhou para trás logo de cara. Seu coração havia dado um salto e seu rosto corado. Era a voz de Alfred.
O inglês respirou fundo e virou-se para ele. Nada falou. Primeiro olhou bem para ele e pelo visto o americano havia acabado de voltar de uma aula.
- Eu não percebi você chegando.
- Em que mundo você estava?
Alfred não estava com o ar de deboche nem falava em qualquer tom de brincadeira. Analisava minuciosamente o estado do inglês. De repente deu um passo a frente e repousou a mão no rosto de Arthur, que acabou enrijecendo o rosto.
- O que faz aqui, Arthie?
Arthur pensou numa resposta, mas nenhuma boa vinha à sua mente. Então empurrou o pacote ao americano e virou-se para um lado, colocando as mãos nos bolsos.
- Pra mim?
- Não, pra minha avó. – Respondeu o mais velho olhando-o de canto — Claro que é pra você. Pra dar sorte.
Alfred corou de leve e piscou várias vezes. Abriu o pacote e viu que era uma blusa branca com um gato preto bordado do lado esquerdo do peito.
- No meu país, isso é sinal de sorte, menos na sexta feira 13. — Explicou o veterano.
- Hoje não é dia 13.
- Eu sei, git.
Silêncio.
De repente o antebraço de Arthur foi puxado e, quando deu por si, o inglês já havia sido abraçado pelo calouro. Um abraço tão aconchegante que nada restou a Arthur a não ser retribuir, mesmo que bastante surpreso.
- Eu vou usá-la, Arthie. Vai me dar muita sorte.
Tola. Esse era o adjetivo que se aplicava à expressão de Arthur enquanto seus braços retribuíam o abraço.
- N-não se machuque, git.
- Hahahá! Um herói não se machuca com tanta facilidade. E se seus amigos imaginários colocaram um feitiço nisso aqui, com certeza vou ganhar!
Ele tinha que estragar o clima.
_ Não eram imaginários, idiota!! E você acreditava neles!
- Eu tinha cinco anos. Acreditava até no Santa Claus. Você tinha oito, era normal ter amigos imaginários.
- Grrr. Ok, o presente está entregue. Tchau.
- Hey. – Alfred o segurou pelo pulso – Thankyou.
O rosto do inglês corou levemente:
- É só uma camisa. – Soltou-se e foi embora andando.
O americano o observou se distanciar e quando finalmente perdeu Arthur de vista, entrou no prédio.
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- Então era Arthur-san que estava lá embaixo? — Kiku estava sentado no sofá e lendo um manga — Se eu soubesse pediria para ele subir.
- Eu duvido que ele subiria. É orgulhoso demais.
- Isso na sua mão é um presente?
- Sim. Pra eu usar amanhã.
- Arthur-san borda. Isso parece algo bordado por ele.
Alfred olhou para o bordado e sorriu:
- Ele só deve estar querendo me provar que não tem ressentimentos. – Respirou fundo – Mas e daí? É sorte! O herói aceita a ajuda de todos os cidadãos da Axis!
- É uma pena que eu precise me reunir com uma equipe pra um trabalho amanhã, mas prometo que vou erguer minhas mãos e mandar energia para você, Alfred-san. – O japonês brincou.
- Hahahá! Thankyou! Meu compromisso é sempre vencer! — Jogou a camisa por cima do ombro — Hey! Vamos jogar vídeo-game depois do jantar?
- Não esqueça que precisa dormir cedo.
- Não se preocupe. O herói é sempre responsável! – Abriu um sorrisão e foi até o quarto trocar de roupa.
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No dia seguinte, todos se concentravam na arena às nove da manhã. Havia uma pequena plateia e muito barulho de conversas soltas.
Anly estava sentada em um banco perto das rampas. Seu irmão, ajoelhado na frente dela, amarrava o patins da moça.
- Hi! – Alfred cumprimentou a equipe assim que chegou.
- Oi, Al! Nervoso? – Perguntou a garota.
- Claro que não! Heróis não ficam nervosos! Hahahahá!
- Hoje serão só as eliminatórias. – Abel terminava de ajeitar os patins da irmã e se levantava – Se tiver a mesma segurança que tem nos treinos, vamos conseguir ir para as finais tranquilamente.
- Olhe! – A belga apontou para o lado oposto — Antônio veio nos ver, mano. Parece que a banda vai abrir o circuito.
- Espero que ele pegue um choque no microfone.
Anly acabou rindo.
- Meu irmão odeia o Antônio, Al. Só porque ele foi meu primeiro namorado.
- Aquele cara é muito inconveniente – Dizia o holandês ajeitando o capacete – Chegava lá em casa e agia como se fosse a dele. Abria a geladeira sem permissão, cozinhava o que bem entendia, mexia nas minhas cervejas, ria de tudo, dava sugestão na decoração da casa... Nunca queira tê-lo como cunhado.
Alfred olhou para os membros da Free Soul e sorriu.
Por ele passaram três nórdicos: Anko, Mathias e Geir Johansen, um ciclista islandês.
- Quem diria que o Abel ia conseguir trazer alguém pro time dele. — O dinamarquês comentava quando conseguiram uma certa distância do outro time — Aquele cara dá medo.
- Abel é um bom skatista. — Comentava o norueguês apático — Não o subestime.
- Está preocupado comigo, Anko?
- Estou com medo que sua idiotice prejudique nosso time.
- Você fala assim, mas eu sei que isso é amor.
Geir olhou para Alfred por cima do ombro:
- Eu já vi aquele ciclista deles treinando manobras. Ele tem habilidade.
- Eu já o vi levando muitas quedas também. — Consolou Anko — Da última vez quebrou o braço.
Os três passaram por uma skatista húngara que parecia perdida pela arena.
- Ei, Eliza! — Mathias ria — Cadê seu time? Resolveram deixá-la na mão?
Elizaveta fechou um punho e deu um soco na palma da outra mão:
- Não. Eles tem amor a vida deles. — Respondeu antes de ir embora.
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Na arquibancada, um calouro do curso de cinema, coreano, chamado Im Yong Soo puxava Yao pela mão e andava tão rápido que o chinês acabou perdendo o equilíbrio e caindo para trás.
- AAAH!
Para sua sorte (ou não) Ivan, que estava subindo a arquibancada, o segurou. Ao ver o russo, o chinês levou um susto.
- ARH! Você-aru!?
- Da. Parece que o destino conspira ao nosso favor, Yao.
- EI, NARIGUDO! – Soo gritava no degrau de cima – LARGA MEU MANO, COISA FEIA!
De repente Natália surgiu ao lado do russo e agarrou o braço dele, olhando ameaçadoramente para Yao.
- Irmão, largue esse boiola e se case comigo.
- Essa família é assustadora-aru! — Yao parecia horrorizado.
Yekaterina se juntou ao grupo e curvou-se para frente ofegante por causa da subida:
- Ivanzinho, Natália, mais devagar. É difícil alcançar vocês. O que estão fazendo?
- Tirando nosso irmão das garras desse veadinho.
Yao tinha vontade de revidar. Pena que os três irmãos davam medo.
De repente Natália viu uma garotinha acenando para ela la de cima. Lily estava com o irmão e chamava pela amiga.
A bielorrussa soltou o braço de Ivan.
- Eu já volto.
- Uhn? — Yekaterina abriu a boca confusa — Natália?
- Minha amiga está me chamando. Depois eu volto. — Foi embora ao encontro de Lily.
A ucraniana ficou apenas a observar. Não estava satisfeita com aquilo.
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Com a paciência se esgotando, Elizaveta procurava pelos membros de sua equipe, chegando ao ponto de entrar no banheiro masculino.
Então ela ouviu as vozes da cabine.
“Tire a mão daí!”
“Por que? Não gosta?”
“P-pare...”
“E se eu fizer isso?”
“N-não... Aaaahmmm...”
O sangue começou a escorrer do nariz dela.
"Gosta?"
"E-espere!! I-isso doi!"
"Não vai demorar. Calado."
Elizaveta limpou o sangue e deu um chute na porta para abri-la fazendo as duas pessoas que estavam lá dentro darem com a cabeça na parede.
- AI!!
Um era um romeno de cabelos loiros e caninos afiados, chamado Anica Popescu. Ele havia caído por cima de um búlgaro de olhos e cabelos castanhos, chamado Lazar Hristov. Os dois estavam no terceiro ano do curso de química.
- Ai. – Lazar olhou para a porta e viu a moça – Não é nada disso que você está pensando! Ele me forçou!
- Agora eu forcei, é? – O romeno estava com a testa sangrando por causa da batida.
- Claro! Eu disse que...
- Ei, patetas! – A húngara estava com um olhar assassino – Por que não estão lá fora?
- Porque aqui dentro está mais divertido. Quer participar? – Convidou o romeno, mas se arrependeu quando viu a mulher pegar uma vassoura – Ei! Peraí, era brincadeira!
- Coloque seus patins agora se não quiser morrer, Anica.
- .... Maldição.
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(Queen)
Os membros da Free Soul batiam o pé no palco de madeira e as mãos de uma forma ritmada, exceto Gilbert que usava apenas o bumbo.
A plateia reconheceu a música e aos poucos a conversa foi se desintensificando
Buddy you're a boy make a big noise
(Amigo, você é um garoto que faz um barulhão)
Playin' in the street gonna be a big man some day
(Tocando na rua, vai ser um grande homem um dia)
You got mud on your face
(Você tem lama no seu rosto)
You big disgrace
(Sua grande desgraça)
Kickin' your can all over the place
(Chutando sua lata por todo lugar)
- We will, we will rock you! – Os demais membros faziam coro.
We will, we will rock you!
(Nós vamos nós vamos sacudir você!)
-
Buddy you're a young man, hard man
(Amigo, você é um cara jovem, cara difícil)
Shoutin in the street
(Gritando na rua)
Gonna take on the world some day
(Vai enfrentar o mundo algum dia)
You got blood on your face
(Você tem sangue no seu rosto)
You big disgrace
(Sua grande desgraça)
Wavin' your banner all over the place
(Agitando sua bandeira por todo lugar)
-
We will, we will rock you!
(Nós vamos nós vamos sacudir você!)
We will, we will rock you!
(Nós vamos nós vamos sacudir você!)
-
Buddy you're an old man poor man
(Amigo, você é um homem velho, pobre homem)
Pleadin' with your eyes gonna make you some peace some day
(Suplicando com seus olhos. Vai ter paz algum dia)
You got mud on your face
(Você tem lama no seu rosto)
Big disgrace
(Sua grande desgraça)
Somebody better put you back into your place
(É melhor alguém te colocar de volta no seu lugar)
A plateia e os competidores se juntaram ao coro na hora do refrão. Inclusive Alfred, que era um admirador de Queen.
Lily acompanhava alegremente e tentava cantar, sendo observada por Natália, que apenas batia as palmas e os pés.
Vash nem isso fazia.
Arthur entrou com a guitarra e o restante da banda manteve-se apenas na percussão. Assim se prosseguiu até o fim da música.
Um coordenador do curso de educação física subiu ao palco e Declarou o circuito de Rodas aberto.
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- Incrível! Elizaveta arrasa na rampa executando o Fakie Hardflip perfeitamente e mostrando que lugar de mulher não é na cozinha! — Comentava Carlos Machado, um cubano alto, forte, de cabelos rastafári e veterano do curso de turismo. — Boa apresentação! Agora vamos ao desempenho do holandês Abel, pessoal!
Elizaveta passou por Abel e antes de voltar para perto do time, ergueu o polegar para Mathias, se gabando por conseguir a mesma nota que ele. O dinamarquês riu pra ela.
Anko cruzou os braços vendo a cena sem qualquer gosto pelo coleguismo dos skatistas.
Na plateia, Antônio comia um pacote de salgadinhos enquanto torcia para o time de Abel.
- Grande coisa — Gilbert bebia um refrigerante — Esse cara não vai conseguir ultrapassar a pontuação da Eliza.
- Mas Abel está incrível! Tenho certeza que a pontuação dele será bem alta.
- Vocês são tão engraçados. — Francis revirava os olhos — Estão torcendo para pessoas que brigam com vocês.
- Mas Abel e eu poderíamos ser grandes amigos. — O espanhol era otimista.
- E a maria macho é minha amiga no fim das contas. — Comentava o albino. — Droga! O holandês conseguiu cinco pontos a mais que a Eliza! Juízes filho da...
- Ah, mas pelo menos ela vai para as finais como skatista. Fusosososo! Olhem! Agora será a vez dos ciclistas!
O Bad Touch Trio olhou para Arthur.
- Heim!? — O inglês se irritou — O que foi? Tem alguma coisa na minha cara por acaso?
- Desculpe. — O albino ironizou — Eu achei que tinha duas taturanas na sua cara, mas eram suas sobrancelhas.
- Espero que tenha se esquecido de passar protetor.
- Eu não esqueci dessa vez!
- Ei. — Vash tinha aparecido e se sentou ao lado de Francis — Até aqui não param de brigar?
- Cadê sua hermanita, Vash? — Antônio piscou para ele.
- Aff. Lá em cima com uma amiga dela. Aquela garota dá medo. O clima fica pesado demais.
- Fusosososo!
- Olhem! É a vez do Al! — Anunciou Francis.
Todos olharam para a arena.
Alfred estava no topo da rampa com a bicicleta. Quando seu nome foi anunciado, escorregou com tudo por ela e começou a executar as manobras.
Anly e Abel estavam na torcida pelo colega ciclista. Até agora o calouro estava indo bem, e nem mesmo transmitia o nervosismo típico de uma primeira vez. A bicicleta ia de um lado para o outro com velocidade e certo controle, apesar de algumas vezes algumas manobras parecessem arriscadas demais.
O americano terminou com um giro de 360° e os olhos de Arthur se arregalaram, temendo uma queda muito feia.
Talvez foi treinando essa manobra que o americano acabou quebrando o braço.
Mas quando as rodas alcançaram novamente a rampa, a bicicleta continuou seu curso e a plateia aplaudiu.
Arthur fechou os olhos e suspirou aliviado. Tudo tinha dado certo.
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A tarde a arena estava vazia. Mesmo assim, Alfred e Arthur observavam a paisagem pela grade.
- Você conseguiu. — Dizia o inglês — Está dentro do Circuito.
O americano abriu um grande sorriso e levantou o dedão:
- Eu tive sorte também.
- Aquela manobra lhe custou um braço. Aquilo não foi só sorte.
- Eu poderia ter quebrado o braço de novo, não poderia?
Arthur suspirou:
- Por que se arrisca tanto? Não tem medo que aconteça algo mais sério?
- Ter eu tenho, mas...
Silêncio. Os dois olharam para o céu e viram um pássaro sobrevoando o cenário.
- A sensação de desafiar a gravidade é incrível — confessou o calouro — Ficar completamente fora do chão. Livre. Eu não me importaria de quebrar o braço várias vezes só pra conseguir essa proeza.
Arthur admirava tanto o pássaro quanto as palavras do rapaz.
Alfred afastou-se do cercado e pegou a bicicleta:
- Quer dar uma volta? Isso aqui não serve só pra descer rampas, sabia?
O inglês sorriu e se juntou ao americano.
Continua
Notas finais
Ok, pessoal, vou tentar fazer um especial de natal até dia 24, mas vai ser um capítulo avulso e não uma continuação da história. Isso se a criatividade não me abandonar! XD
Ount! E obrigada pelas recomendações! Fiquei muito feliz! Adoro vcs!
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