Free Soul

9 Férias, festa e francês


Julho. Areia, mar e sol.

Isso tudo combinava com uma coisa.

– Fériaaaaaaaas!

Gilbert e Antônio gritavam juntos carregando Francis, à força, até a praia. O alemão e o espanhol estava com shorts de banho, mas o francês estava de pijamas.

– Parem vocês dois! Esse pijama é novo!

– Deixa de ser bicha e vai pro caldo! – Gilbert gritava — Um, dois, três!

E Francis foi jogado na água.

Arthur se aproximou deles, também com roupa de banho, e começou a rir com deboche.

– Não podemos deixá-lo ai pra sempre? Ou afogá-lo.

– Não seja malvado, Arthur. — Antônio fingia seriedade — Se aforgarmos o aniversariante não vamos ter aniversário.

Francis tossia sentado dentro da água e com as pequenas ondas acertando suas costas.

– Seus malvados! Precisam fazer isso toda vez que faço aniversário?

– Como assim? Ano passado jogamos ovos, primo. Foi diferente.

– Feliz aniversário, francês!! – Gilbert se jogou na água e começou a dar cascudos no outro.

– E cadê meu presente? Me deve um pijama novo!

– Esse dia é o seu presente! Acha que só nós quatro é que viemos passar as férias de verão na sua casa de praia?

– Como?!

Quando Francis acabou de falar, viu mais gente se aproximando da água. Os irmãos Vargas, Ludwig, Kiku, Elizaveta, Roderich, Ivan, Natália e Yekaterina.

Francis sorriu radiante.

Bom, pelo menos havia sorrido antes dele se deparar com o russo e as irmãs dele.

– Que?! Ivan?! No MEU aniversário?!

Da. Está surpreso, não está? – Ivan abria um sorriso yandere para o francês — Seus amigos me fizeram uma oferta que eu não pude recusar. Eu adoro a praia.

O aniversariante olhou para o albino com um olhar assassino, como se dissesse “você exagerou no trote”.

– Ele praticamente nos ameaçou. – Confessou Gilbert com aspecto assombrado.

– Feliz aniversário, Fran! – Feliciano pulou na água e se jogou no abraço do aniversariante.

Merci, Feli. É sempre bom passar o aniversário com primos maravilhosos como... AAAAH! – Suas bochechas foram logo puxadas por Lovino.

– Solte meu irmão, seu tarado!!

– Mas foi ele que me abraçou!

– Feliciano, saia de perto dele. – Dizia Roderich de braços cruzados e olhando sério para o francês.

Gilbert gargalhava com o que Lovino fazia ao amigo, Antônio olhava zangado para o francês, Elizaveta não escondia o sangue que descia pelo seu nariz, uma gota de suor escorria pela testa de Ludwig e Kiku, Yekateria sorria e Natália agarrava o braço do russo.

– Esperem, cadê o Vash e a Lily? – Perguntou o francês ficando de pé.

– Estão a caminho. – Respondeu Arthur – Vash disse que tinha que cuidar das contas do mês antes de vir.

– Isso não me surpreende. –Dizia Roderich se aproximando do baixista com um embrulho – Já que está molhado, meu presente pode ser útil agora.

Francis tomou o pacote entre as mãos e desamarrou o laço de fita. Havia um roupão azul claro bem felpudo dentro dele.

– Que lindo, Roderich. Só que achei que você faria uma canção de presente para mim.

– Não conte com isso. Tem sorte por eu ter vindo.

– Sorte nada, aristocrata! Você fez questão de aceitar o convite! – Gilbert ria, passando o braço em volta do pescoço do primo, que o olhava com desprezo – E ta precisando pegar um sol. Parece uma lagartixa! Kesesese!

– É estranho ouvir isso de alguém sem cor.

– Eu sou albino! É diferente!

– Eu não sabia que viria tanta gente. – Francis olhava para todos — Vamos ter que nos dividir nos quartos.

De repente Natália lançou um olhar maníaco para Ivan:

– Irmão, vamos ficar no mesmo quarto. Assim poderemos treinar pra nossa lua de mel.

Uma gota escorreu pela cabeça de todos.

Gilbert cruzou os braços e olhou decidido para os demais:

– Vamos logo decidir quem ficará com quem.



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Arthur terminava de arrumar o colchão que estava no chão e ao lado da cama de casal. O quarto ficava no segundo andar da casa e era bem aconchegante. Tinha uma pintura coral com uma parede branca, lençóis puxando para o vinho e o nude, uma cômoda de madeira, uma penteadeira, uma cama de casal e o colchão de Arthur.

– Minha cama dá para dois, sabia? – Francis piscou para o inglês.

– Eu prefiro dormir em cima de pregos. – Arthur se levantou e foi até a cômoda – Qual gaveta posso usar?

– Qualquer uma das três últimas. Eu só o ocupei a primeira.

– Obrigado.

Arthur abriu a segunda gaveta e começou a colocar suas coisas lá. Francis o olhava fixamente e o inglês sabia disso. Entretanto fingia que estava muito concentrado na roupa que guardava.

– Dividir um quarto com você, Arthur... Isso é tão oportuno.

– Eu castro você se tentar me violar.

– Será que o problema sou eu? Você bêbado é uma caixinha de surpresa. – Riu, ainda mais quando viu a vermelhidão do menor – Aliais, por que Alfred não veio? Podíamos ter comemorado nossos aniversários juntos.

O inglês virou o rosto:

– Não. Ele me disse que passaria as férias no Canadá com o Matthew. Queriam passar o aniversário com a mãe deles.

Francis desfez o sorriso e coçou a cabeça:

– É mesmo. Al e Matt tem sobrenomes diferentes. Os pais deles estão separados?

– Você transou com Matthew e não sabe disso?

– Preciso saber disso pra transar?

– ...Você não presta.

Francis soltou um riso descontraído:

– Se você não fosse tão difícil, veria que está totalmente errado.

– Eu conheço você desde criança. Se até agora não vi nada de bom, é porque não tem como eu ver.

– Nunca estivemos tão juntos como agora,cher. Sempre tem histórias de guitarristas flagrados com o baixista da banda.

– É o vocalista que fica com o guitarrista.

– Então quer pegar o Antônio?

Silêncio.

Arthur perdeu imediatamente a cor e a paciência:

– Peraí. QUE?!

Francis gargalhou:

– Você demorou a responder!

– Porque isso foi absurdo demais,frog! Eu não tenho interesse nenhum naquele espanhol idiota, ao contrário de você que com certeza já deve ter tentado agarrá-lo!

Para a sua surpresa, Francis não continuou a brincadeira. Parou de gargalhar, mas manteve o sorriso. Um sorriso nostálgico. Não dizia mais nenhuma palavra, apenas olhava para Arthur.

– O-o que foi? – O inglês perguntou confuso.

– Nada. Só lembrei que quando éramos crianças, Tônio achava que eu era a prima dele.Prima. Ta, eu o achava bonito. Até hoje acho.

– Então eu estou certo? Você tentou pegá-lo?

– Não. Nunca tentei. Nem ele, nem Gilbert.

Arthur calou-se. Na verdade ele tentou abrir a boca para falar algo, mas não soube o que dizer, então se calou.

O baixista sorriu graciosamente:

–Eles são como irmãos pra mim. O Tônio e o Gil. Imagine se eu me aventurasse com um deles? Perderia essa...coisaque nós temos. – Apertou a bochecha do inglês e piscou com um dos olhos — Vamos voltar pra festa? Já sinto o cheiro do churrasco.

O baixista foi embora do quarto deixando o guitarrista emudecido para trás.

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– Gol! – Gritava Feliciano antes de chutar a bola de futebol e realmente acertar o gol demarcado com dois gravetos na praia.

– Odeio esse jogo. – Lovino resmungava pegando uma latinha de cerveja do isopor depois de sofrer o gol.

– Aaaah, vamos só mais uma partida,fratello. Eu posso deixá-lo com cinco pontos de vantagem.

– Engula seus pontos, idiota! — Tomou mais um gole — Aposto que só está jogando comigo porque aquele batatão ta ocupado com o churrasco e aquele samurai prefere ficar lendo manga.

Feliciano pegou a bola e sorriu:

– Claro que não. Eu quero jogar com você porque eu gosto de você.

Lovino corou levemente:

– M-mentiroso.

– Vee. Eu não estou mentindo. Vamos jogar só mais um pouco,fratello. Depois faremos o que você quiser.

– Unf. Está bem.

Antônio assistia a tudo com um sorriso bobo e sangue escorrendo por uma das narinas. Até que levou uma cutucada de Arthur.

Yo? — O moreno foi ver quem o havia distraído — Holla, Arthur! O que foi?

– Pelo menos limpe essa hemorragia, idiota.

– Hemorrag... Aaah! Eu nem percebi! Fusosososo! — Limpou o sangue com a mão.

O inglês revirou os olhos:

– Você por acaso gosta de incesto? É isso?

– Bem, eu apenas gosto de ver eles dois juntos. Se bem que era mais fofo quando os dois eramniños. Eu adorava vê-los abraçadinhos.

– Eu não vejo nada de fofo.

– Por que não? O amor fraternal é muito lindo.

Ao terminar de falar, o foco da visão de Antônio recaiu justamente em Yekaterina e Natália. Uma estava de frente para a outra e a ucraniana passava protetor solar no rosto da bielorrussa.

– Você tem problemas. — Resmungou Arthur.

De repente os dois ouviram um grito. Gilbert corria pra cima deles, fugindo da húngara que balançava ameaçadoramente um guarda sol. Numa atitude precipitada, correu para trás de Antônio e o usou como escudo contra qualquer ataque de Elizaveta.

– Ei, Gil!

– Me defenda, tonto! Eu faria a mesma coisa por você!

– Mentira! Quer que eu apanhe no seu lugar!

Elizaveta apontou o guarda sol para os três ameaçadoramente. Até mesmo Arthur se assustou.

– Você estava pensando em abaixar o calção do seu primo, não estava? — Questionava ela ao albino.

–Só por que o aristocrata estava na minha direção? Eu não posso ficar um tempo pensando que você acha que eu quero aprontar?

– E desde quando você pensa?

– Ei! — Gilbert saiu detrás de Antônio para enfrentar a moça — Eu penso em coisas incríveis, tá?

O alemão e a húngara começaram a bater boca e em seguida voltou a perseguição ao melhor estilo gato e rato. Um rato albino.

– Eles parecem bem amigos. — Comentava Arthur observando-os.

– São sim. Eles demonstram isso da maneira deles.

– Sabe, eu sei que Gilbert não gosta de mulheres, mas... Acha que ele pode acabar gostando dela?

O moreno deu de ombros:

– Talvez sim. Talvez não. Eu nunca vi Gil e Fran verdadeiramente apaixonados por alguém. Sabe como é. Fran ama todo mundo e Gil não ama ninguém.

– Você parece ser o ponto de equilíbrio.

– Sí.

– Deve ser por isso que eles gostam tanto de você.

Silêncio. O espanhol olhou para o inglês e sorriu, mas sem dizer nada. Em seguida saiu andando para perto da churrasqueira.



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O churrasco ficou por conta de Ludwig. Enquanto ele cortava os pedaços e deixava-os na mesa ao lado, os outros apenas se serviam. A cerveja era a sua única companheira naquele trabalho.

– Quer ajuda? — Francis se ofereceu enquanto amarrava os cabelos.

– Não. Eu disse ao bruder que cuidaria da comida.

– Mas cozinhar é uma das coisas que mais gosto de fazer. Não me importo em ajudar.

– Você gosta de cozinhar, mas sua especialidade é fazer um bando de pratos com nomes estranhos.

– Eu nunca ouvi você falar mal da minha comida,mon ami. – O francês sorriu e piscou com um dos olhos.

– Para tudo tem uma primeira vez.

Antônio se aproximou dos dois e se intrometeu na conversa roubando um pedaço de wrust:

– Se um dia essa “primeira vez” chegar, com certeza há algo errado com o Fran.

Francis desfez o sorriso e franziu o cenho.

– Como? — O alemão ficou curioso.

– Todo mundo sabe quando Francis está mal. Ele perde a mão. Não consegue cozinhar nada que preste. Nem mesmo um ovo frito.

– Pare de ficar falando isso, idiota. – O francês virou-se para o amigo e cruzou os braços – Só porque um dia você comeu um bolo queimado? Vai lembrar isso pra sempre?

– Você quase me matou de infecção intestinal, primo. Sua comida estava tão ruim quanto a do Arth... FRANCIS, CUIDADO! – gritou.

Uma bola de futebol vinha com alta potência pra cima de Francis e só não bateu na cabeça dele porque Ludwig o puxou pelo braço e o tirou da rota da bola.

Ao invés disso, ela acertou a churrasqueira.

E Ludwig teve que segurar para não surtar.

– AAHRR!

Não que ele tivesse conseguido.

Feliciano e Lovino se aproximaram do lugar. O primeiro olhou para o irmão desapontado:

– Vee...Fratello, por que chutou a bola pra cá? Está tão longe do gol...

– O batata, o tonto e o francês no mesmo lugar. Por que eu chutaria no gol?

Antônio sorria amarelo e Francis lançou um sorriso interessado para o italiano que chutou a bola, mas o menor fingiu não ver. Cruzou os braços e virou o rosto.

Ludwig massageava a cabeça tentando se manter paciente:

– Vou ter que lavar essa carne se ainda quisermos ter um churrasco. Agora vão embora.

– Ta. — Feliciano concordou naturalmente — Acho melhor acabarmos com o jogo, fratello. O que quer fazer?

Lovino cruzou os braços e virou o rosto.

– Nada. Eu vou para o quarto pra ver se tem algo mais divertido pra jogar.



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Lovino entrou no quarto e foi para perto da cômoda. Ficou olhando para ela. Abriu a gaveta e começou a procurar alguma coisa divertida. Nada. Fechou a gaveta.

Olhou para a janela. Deu um quarto de volta e se aproximou para olhar por ela.

Alguém entrou no seu quarto.

– Ei! — O italiano viu que era Francis — O que faz aqui?

– Deixou a porta aberta.

– E-eu só vim procurar algo pra jogar. O que você quer, idiota?

– Apenas agradecer. Feliciano me deu um bom vinho italiano em nome de vocês. Já disse obrigado a ele.

– Unf. Foi apenas o Feliciano que comprou. Eu não dei nada pra você.

– Sério? — Ele se aproximou de Lovino — Quer dizer que é meu aniversário e você não me deu nada?

– Como se eu fosse gastar meu dinheiro comprando algo pra você.

– Então o problema é dinheiro? — O francês deu um breve riso — Então podemos resolver isso. – Colocou as mãos na cintura do italiano e o puxou para perto — Tem algo que você pode me dar.

– I-Idiota! O que está fazendo?

– Nada,mon petit. – pousou uma das mãos em seu rosto – Nadaainda.

O francês puxou o menor pela nuca e o beijou. Lovino tentou resistir no início, mas acabou cedendo. As línguas dos dois se tocavam e se sentiam. E o italiano apoiava as mãos na janela atrás de si tentando resistir ao calor do beijo.

Por sorte o vidro estava fechado.

A mão de Francis escorregou pelo peito de Lovino. Ele gemeu um pouco, principalmente quando o maior beijou seu pescoço.

– A-aaahh!

– Você não gosta? – Dizia o loiro colocando a outra mão dentro do short de banho do outro.

– I-imbecil...

O loiro começou a massagear o membro do menor e Lovino abriu a boca queimando por dentro. Colocou os braços em volta do pescoço de Francis e mordeu o lábio inferior. Seu rosto estava vermelho.

Francis se afastou e se ajoelhou na frente do italiano. Sorriu maroto e olhou para cima. Lovino estava encostado na parede com olhar contrariado, mas não dizia uma palavra.

– O-o que foi, s-seu francês i-idiota?

– Seria muito esperar que você me pedisse?

– M-morra...

Francis baixou o short do menor até o joelho. Pegou o sexo do italiano e começou a lamber. Fazia isso em toda a extremidade e sugava a glande. Lovino erguia a cabeça e arfava. E quando o francês colocou todo o membro dele na boca, segurou os cabelos do loiro e abriu mais as pernas.

– Arh! Arh! — O italiano gemia enquanto o francês chupava e lambia seu sexo, que estava completamente dentro da boca do maior.

Francis se divertia com os gemidos de Lovino. Fazia os movimentos de sucção com vigor e sentia prazer com o prazer do parceiro. O menor rangia os dentes e apertava os cabelos loiros enquanto se movia pra frente para aumentar o estímulo. O francês passava a língua pelo sexo dentro da boca sem parar de masturbá-lo.

Quando viu que Lovino já estava muito excitado, lambeu toda a extremidade do membro e ficou de pé.

O francês virou o italiano de costas e Lovino prontamente colocou as mãos no vidro da janela, torcendo pra ninguém olhar pra cima. Francis segurou o quadril e penetrou.

– A-a-aaaahhh!!

– Não grite,mon amour. — O francês começou a se movimentar. Seu membro entrava e saía do italiano, que movia o quadril e ofegava mais rápido.

– P-Pra você é fácil falar! Arh! Arh! Arh! – As estocadas foram ficando mais aceleradas e o italiano abriu mais a boca para gritar – ARH! ARH!

Isso... Petit. - O francês se curvou pra cima dele e continuou o entra e sai.Bela paisagen, não acha?

– Eu! Arh! Arh! Arh!

– Eles nem imaginam — ia com mais vigor — Nem fazem ideia.

– Mais… Arh! Arh! Ma... Arh! Arh!

O maior puxou os dois braços do menor pra trás e continuou indo com força. Os corpos queimavam, os dois suavam e as estocadas eram cada vez mais deliciosas.

Lovino queria se contorcer. Seus gemidos eram cada vez mais altos. Francis continuava se movendo intensamente dentro do corpo teso dele sem pensar duas vezes. O italiano rangia os dentes, tendo o francês investindo violentamente.

– I-Idiota!! Arh! Arh! Eu! Eu vou...!! Ahh!

Lovino movia o quadril na velocidade das estocadas. O atrito causado pela entrada e saída do membro de Francis em seu ânus e causava um prazer inigualável.

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A noite, num quarto do segundo andar, Ivan dormia numa das camas abraçado a uma garrafa de vodka enquanto seu colega de quarto austríaco havia ido tomar banho num banheiro localizado no corredor.

Roderich terminou de enxugar os cabelos e vestir a roupa quando abriu a porta dando de cara com Yekaterina e Natália. Ambas com toalhas e material de banho nas mãos.

– Querem usar o banheiro?

– Não, só ficamos com vontade de observar a porta. – Natália debochou da pergunta idiota.

Yekaterina sorriu:

– Pode nos dar licença? Queremos tomar banho.

– Ah. Claro.

As duas entraram e fecharam a porta. Em poucos segundos, Roderich começou a ouvir o som da água caindo do chuveiro e um pedido de Yekaterina para esfregar as costas da irmã.

Ficou parado olhando para a porta, e nem percebeu Elizaveta atrás dele.

– Eu não sabia que você era tarado.

Roderich tomou um susto:

– Que!?

– Eu esperava mais de você.

– Não seja boba. Não é nada do que você está pensando, embora você não seja a pessoa mais indicada para falar de mim.

O rosto dela corou um pouco:

– Do que está falando?

– Digamos que eu não me esqueci das perguntas que me fez quando nos encontramos.

– M-mas é diferente.

Subindo as escadas vinha Feliciano e Kiku. O segundo trazia uma bandeja com um bule e uma xícara. O primeiro parecia cansado.

– Bebeu demais, Feliciano? — Disse o austríaco.

– Sim... Mas está tudo bem, Roderich. Kiku fez um chá pra eu ficar melhor. – Então ele olhou para Elizaveta – Ciao. Nós não nos falamos antes, mas vocêé uma garota muito bonita! É sua namorada? Sou Feliciano Vargas! Qual o seu nome?

Roderich olhou feio para o rapaz e a moça corou.

– E-Elizaveta Hedervary.

– Elizaveta? Que nome lindo!

Kiku suspirou:

– Feliciano-kun, controle-se, onegai.

– A propósito – Roderich se intrometeu – Onde está Lovino?

– Dormindo. Fratello parece bem cansado. Eu estou dividindo o quarto com ele.

– E eu com Ludwig-san. – Informou Kiku – Estou levando esse chá para ele, se já não estiver dormindo.

– Ele também deve ter bebido demais. — Lamentava Roderich — Os únicos que ainda estão no clima de festa são os membros da Free Soul. Espero que não impeçam ninguém de dormir.

“ELE É UM BOM COMPANHEIRO! ELE É UM BOM COMPANHEIRO! ELE É UM BOM COMPANHEIROOOOOOOOOO! NINGUÉM PODE NEGAAAAAAR!” O coro do Bad Touch Trio se ouvia longe.

O austríaco suspirou:

– Com muita sorte eles escaparão de um coma alcoólico.

– É melhor eu levar esse chá para Ludwig-san. — Sorriu o japonês.

– Eu vou com você, Kiku! Tchau, gente! – Disse Feliciano seguindo o menor até um quarto.

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Arthur estava com as pálpebras pesadas, a língua embolada e quase deitado na areia da praia. Mesmo assim terminava de beber sua garrafa de cerveja.

– As vezes acho que você é o recheio hic! Do meu scone hic! Porque muita coisa fica sem graça hic quando você se afasta demais...

Os outros estavam sentados numa roda, bebendo com ele. Estavam com roupas casuais dessa vez, pois o clima estava frio.

– Ei! Essa não é a minha música! — Antônio gargalhava — Você mudou a letra!

– É a minha versão e eu canto porque não gosto de tomates.

– Minha versão é mais incrível! – Gilbert estava feliz demais enquanto erguia a garrafinha de cerveja – Seja você o meu pedaçooooo de wurst!

– Wurst não! — Francis erguia os braços — Queijo! Seja você a metade do meu queijo!

– E quem quer ser a metade de um queijo fedido? Kesesesese!

– Todo mundo quer ser a metade do meu queijo!

– Vash é a metade do seu queijo — O inglês se deitava na areia e fechava os olhos — Suíços gostam de queijo.

– Não diga isso, Arthur. — Antônio coçava a cabeça sem jeito — Se Fran for atrás do Vash, vamos perder nosso produtor.

O francês sorriu de canto:

– Eu ainda chego na letra V. Já saí da letra M. Estou na letra L.

– Mas L vem antes de M.

– Ah. É mesmo.

Silêncio.

De repente a ficha caiu.

– Peraí. Francis? — O espanhol ficou subitamente sério.

Oui?

– Você fez algo com o Lovino?

Num instante o francês ficou sóbrio:

– Eu?!

.

– Bem...

– Amigos não mentem.

O baixista abriu mais os olhos e dessa vez até Gilbert desfez o sorriso.

Já Arthur havia finalmente fechado os olhos e dormido ali mesmo.

– Bem... — Francis forçou um sorriso — Que tal levarmos por este lado? Se eu não mentir, você ficará bravo.

Todos fizeram uma pausa.

– VOCÊ TA MORTO!

Foi muito rápido. Antônio conseguiu dar um pulo e sair correndo atrás de Francis, que conseguiu dar outro pulo e fugir do amigo como uma lebre foge pra não virar jantar.

Gilbert agiu rápido. Correu e conseguiu alcançar Antônio, segurando-o antes que ele avançasse no francês.

– Tônio!!

– ME SOLTE, GIL! EU VOU ACABAR COM ESSE HIJO DE LA PUTA!

– Tônio, se controle! Caralho, Fran! Tanto passivo no mundo e você foi logo pra cima do Lovino!?

– Mas o que eu fiz de errado? — O francês tentava se defender.

– Você sabe! – O espanhol bradava — Eu cuidei dos Vargas desde que éramos niños! Como acha que eu me sinto vendo meu melhor amigo se aproveitar da inocência deles?!

O francês tinha vontade de dizer “que inocência?”, mas não era a melhor hora para debochar dos sentimentos de Antônio.

– Suas crianças cresceram,mon ami.

– Tônio, já passou. – Argumentava o baterista — A gente conhece o Fran. Se o italiano deu foi porque quis.

– Quero ver você dizer isso quando ele pegar seu irmão!

O albino ficou um tempo pensando.

E soltou Antônio.

O francês nem teve tempo de se desesperar, pois o espanhol havia voado como um foguete e conseguido acertar um soco tão forte que o baixista foi lançado ao chão.

– AHH!

Hijo de la puta! – O vocalista colocou um joelho de cada lado do corpo do loiro e o segurou pela camisa – Você passou dos limites! Como você acha que as pessoas se sentem sabendo que depois de dormir com elas, você está pronto pra partir pra outra? Elas podem gostar mesmo de você, sabia?

Os olhos azuis se abriram mais e refletiam o rosto furioso de Antônio. Tão furioso que o baixista não conseguia mais reagir.

– Tônio...

– Eu tentei aceitar esse seu jeito, Fran! Mas fazer isso com uma pessoa que você sabe que é importante pra mim foi baixo! Achei que éramos amigos, seu idiota!

Era como se várias rochas estivessem caindo em cima de Francis. Sua consciência resolveu voltar na pior hora, pois de repente não havia mais festa, bebidas ou até mesmo uma lista de paqueras para completar o alfabeto.

Só havia Antônio enraivecido à sua frente.

Gilbert nem sabia o que fazer. A única coisa que tinha certeza é que não devia se intrometer na briga. E para completar tudo, o celular do albino alertou a chegada de um sms.

Sem ignorar a briga entre os amigos, o baterista pegou o aparelho e leu a mensagem. Os olhos vermelhos se arregalaram na mesma hora:

– M-merda.

Antônio ouviu e desviou seu olhar para ele:

– Gil...?

– Sms do Vash. O carro dele sofreu um acidente enquanto vinha pra cá. Lily está no hospital.


Continua


Notas finais
Desculpem a demora! Estou viajando e tive que parar em uma lan house só pra publicar isso!
Esse capítulo é o primeiro que não tem música, mas os outros terão. Vou postar o outro mais rápido da próxima vez!
Bjs!