Fragile

19 Chapter: XIII. Irritation


Notas iniciais
HELLO PEOPLES ~~~
Bom, acabou que o presente de Dia das Crianças é o próprio capítulo porque já que eu sou preguiçosa, eu não fiz capítulo especial de Dia das Crianças não. u_u
Bom, enfim. Até lá em baixo ~

Uma semana já havia se passado. Os sete dias foram completos com planos e mais planos vindos de Charlotte, Fang e Doug. Elliot nem conseguia se aguentar mais em pé. Leo ficara irritado por parte de todos os planos e as coisas conseguiram piorar a relação dos dois.

Tudo estava despedaçado. Aquela relação — que já era ruim antes de brigas ou coisas do tipo — piorava a cada dia. As brigas aconteciam com mais frequência, e tanto Elliot quanto Leo levavam cada palavra ao lado pessoal.

O Baskerville estava estressado aquele dia. Depois de se desentender com Elliot, não tinha um dia sequer em que ficava de bom-humor. O Nightray sempre acordava nervoso, mas naquela semana estava batendo seu recorde.

Vincent importunava o irmão desde que Júnia comentou sobre o mais novo querer somente sexo com Leo, o que deixava seu humor pior ainda.

Charlotte chegara a medidas extremas. Chamou Ennie para ajudá-la com os planos. A ruiva teve de voltar de uma cidade um tanto distante nos Estados Unidos da América — onde estava por fazer um pequeno show com sua tão preciosa flauta transversal — apenas para atender o pedido de Charlotte, que dissera que era caso de vida ou morte.

Assim, Tensy simplesmente aceitou voltar por um tempo. Afinal, era Charlotte quem estava pedindo. Não se recusa um pedido da Baskerville.

E assim que chegou na mansão, a jovem lhe pediu conselhos. Ennie — depois de ter ficado emburrada por um tempo — lhe disse que deveria ter pedido pelo telefone e não ter a mandado voltar para isso. E apenas deu seus conselhos — que dirigiram-se para Elliot.

E aquele seria o dia em que o Nightray colocaria o plano em prática.

Elliot caminhou até seu quarto num ritmo descompassado. Estava ansioso, suas mãos tremiam sutilmente. Lembrava-se das palavras pronunciadas calmamente por Ennie: "Você tem de ser sentimental, mas não forçar muito a barra. Se conseguir juntar o sentimentalismo com esse seu jeito nervoso, eu aposto que vai funcionar. Se ele gosta de você, então quer dizer que gosta de caras sensíveis. Vai por mim".

Rezava para que dessa vez desse certo, tentando inutilmente se acalmar. Aproximou-se da porta, já sentindo a atmosfera pesada que cercava o quarto — vinda de Leo.

Girou a maçaneta, enquanto sentia seu corpo perder o controle. Abriu a porta de leve e sentiu o olhar pesado do mestre sobre si. Encarou-o por um tempo, antes de fechar a porta.

"O que era para eu fazer mesmo?"

Cerrou os olhos, suspirando e procurando por um pouco de calma. Leo desviou o olhar, sem a mínima vontade de falar com o Nightray. Elliot deu passos lentos até a cama onde o mestre encontrava-se sentado, juntando toda a sua coragem para conseguir começar uma conversa — que não virasse uma inútil discussão.

— Leo. — chamou fracamente, tentando manter-se um tanto sentimental e se livrar do tom rude que possuía naturalmente.

— O que foi dessa vez? — pronunciou irritado, abaixando levemente a nuca. A verdade era que ele não conseguiria olhar diretamente para Elliot.

Ele iria se entregar se o fizesse, e sabia disso.

— Podemos... conversar? — o mestre assentiu, ajeitando-se na cama. Elliot sentou-se ao seu lado hesitante. — É um pouco cedo para você ficar bravo comigo, eu ainda não te expliquei nada. — murmurou, sua frase era mais para uma reclamação. O Baskerville deixou sair por entre seus lábios carnudos um curto riso, o abafando com a mão; sem deixar Elliot ouví-lo.

— Temo a sua explicação. — comentou num tom um tanto emburrado.

— A culpa é da Charlotte. — entregou os fatos, curvando a coluna levemente. — Ela está sempre tentando se meter nos assuntos que não são da conta dela. E eu acabei por fazer algumas coisas que não queria exatamente fazer... — pronunciara tudo muito inseguro. Tentava dar a desculpa de que Charlotte era a principal culpada de tudo, e aquela falação toda não iria dar em nada.

— Está tudo bem se sentir assim. — sussurrou para si mesmo, sem nem mesmo se importar se Elliot ouviria ou não. — Charlotte sempre é a culpada de tudo para você. — levantou levemente o tom de voz, já na intenção de chegar aos ouvidos do servo.

— Dessa vez é sério. — reclamou, fazendo um biquinho com os lábios. Leo achou melhor não discutir mais com o mais velho, calando-se e se permitindo a — ao menos tentar — olhar nos olhos do servo. — Eu queria te pedir desculpas.

— Desculpas? — o mestre colocou a mão no topo da nuca do loiro, aproximando-se. — Pedir desculpas não parece coisa sua, Elliot.

— Mas é necessário, se eu não quiser dormir num sofá para o resto da vida. — murmurou irritado.

— Se você não estava gostando daqui, era só ir embora. — se afastou do herdeiro, colocando-se na posição inicial em que estava. — Eu iria entender. — cruzou os braços, abaixando levemente a nuca e cerrando os olhos.

— Eu nunca te deixaria sozinho. — não demorou a perceber o que havia dito, sentindo seu rosto esquentar e logo tentou consertar o erro. — Digo, como mestre. — Leo encarou-o um tanto satisfeito com a resposta.

— Parece que alguém ainda não pensa antes de falar. — sussurrou, provocativo. Elliot puxou as sobrancelhas para baixo, nervoso.

— Você só sabe reclamar?!

— Há. Não me faça rir. — o herdeiro logo lembrou-se do motivo de estar lá, tentando acalmar-se um pouco para não começar outra discussão com o mestre.

— Aliás, será que dá para aceitar as desculpas logo?! Se eu tiver de repetir, meu orgulho vai por água a baixo. — disse com sinceridade, estreitando sutilmente seus olhos.

— Você é tão sensível. — ironizou, arqueando uma sobrancelha como se pedisse pelo resto do discurso.

— Eu nunca fui bom com as palavras, e você sabe disso. — reclamou, franzindo o cenho e desviando o olhar do mais novo.

— Sim, eu sei. — sorriu amigável, mudando completamente a sua expressão. — Não precisa dizer mais nada então. — aproximou-se do herdeiro, com um pequeno sorriso no rosto.

Elliot sentiu o suor correr frio por seu rosto ao perceber a aproximação do outro, já satisfeito pelo Nightray tentar se desculpar com o jovem, que nunca ouvira aquelas palavras do herdeiro — e que um dia desejou ouvir. Para ele, aquelas simples palavras já bastavam para se desculpar.

Não precisava daquele plano todo.

Enlaçou seus braços no pescoço do servo, que arregalou os olhos, surpreso com a ação repentina. Elliot sentiu seus músculos relaxarem com o contato, que havia desejado pela última semana de ocorrer. Cerrou os olhos, afim de aproveitar mais daquele momento. Contornou a cintura do mestre delicadamente, logo pegando-se na esperança de aprofundar o beijo — como fizera partir de si a reação da última vez. Deslizou a língua úmida pelos lábios do mais novo, que abriu passagem ao loiro sutilmente, esboçando um pequeno sorriso no máximo que conseguia sem parar o ato de ambos.

Uma guerra era traçada entre a língua do servo e seu tão precioso mestre, que caía propositalmente para trás, arrastando o loiro junto, que ao perceber as intenções do mais novo, empurrou seus ombros para que o mesmo se deitasse na cama. O herdeiro deu um fim ao beijo, logo descendo suas mãos para os botões da blusa de Leo, que lançou-lhe um sorriso satisfeito à reação positiva aos toques.

Dessa vez não teria como dar a desculpa de ter se embebedado e não estar consciente das próprias ações.

Beijou o canto da boca do mestre de um modo sutil, descendo o rastro de saliva ao pescoço do jovem; que estremeceu em resposta, arranhando-lhe as costas levemente. Elliot livrou-se da blusa do Baskerville, a jogando sem cuidado algum no canto do quarto.

Desceu o olhar para o peitoral do mais novo, que apenas assentiu para si — permitindo que ele continuasse com aquilo tudo.

"Bip."

O som repentino do celular de Elliot — deixado no criado-mudo ao lado — invadiu o ouvido de ambos. O loiro parou o que estava fazendo e olhou reprovadoramente para o aparelho. Leo encarou-o, estreitando sutilmente os olhos.

— Apenas ignore. — ordenou, dando leves puxões nos cabelos do mestre que tratou de assentir e continuar as carícias.

Voltou a atenção ao pescoço levemente erguido do outro, lambendo-lhe de leve. Logo deixaria marcas naquela pele pálida, como prova à Júnia de que o Baskerville já não estava tão entregue assim à ela. Tentava ignorar o som do celular, que assim que parava, começava novamente. Aquilo já começava a irritar tanto Leo quanto Elliot.

Por que ele simplesmente não desligava o celular?

O Nightray arqueou uma sobrancelha, parando com o que estava fazendo novamente. Achava que seria algo importante, já que aquele aparelho não parava de cantar. Leo fitou os orbes vividos do herdeiro — que já abandonavam o interesse no mestre — e respirou fundo. Empurrou de leve o servo para que saísse de cima de si e sentou-se na cama, com uma expressão um tanto emburrada.

Tudo estava indo muito bem para ser verdade.

— Vai. — pronunciou irritado. O Nightray encarou-o com o cenho franzido. — Atende logo essa porcaria! — exclamou, cerrando os punhos. O herdeiro achou melhor cumprir a ordem.

A palavra de Glen era absoluta, então...

Pegou o celular, lendo em seu visor quem era. Logo amaldiçoou-se por achar ser alguém importante.

"Charlotte".

Enquanto abria o celular e atendia de modo rude, o Baskerville levantou-se da cama, pegando a peça de roupa jogada no canto do quarto. A deixou um pouco mais apresentável — por estar demasiadamente amassada — e a vestiu, fechando os botões da mesma impacientemente. Fitou o servo, que batia boca com Charlotte pelo telefone em desagrado por ter sido interrompido.

Dizia que diria o que aconteceu para a jovem mais tarde, e que aquela não era uma boa hora. E assim que desligou o aparelho enraivecido, o largou no criado-mudo e olhou para Leo um irritadiço O Baskerville bufou, arrumando a gola da blusa que vestia.

— Da próxima vez, se não for continuar, nem coloque a mão em mim. — pronunciou emburrado. Elliot o olhou como se o perguntasse onde ia. — Pois, deixa eu adivinhar. Era a Charlotte? — perguntou retoricamente, já convicto.

— ... — o Nightray desviou o olhar, procurando por uma resposta. — Você não vai acreditar se eu disser que era importante.

— Não vou mesmo. — confirmou, sorrindo amarelo.

— Por que você sempre fica tão preocupado quando eu falo com a Charlotte?!

— Nossa. Por que será, não é? — ironizou, arqueando as duas sobrancelhas e sorrindo de canto. Deu-lhe as costas, já girando a maçaneta. — Agora, por que você não tenta usar seu cérebro disfuncional para pensar num motivo? — apenas saiu do cômodo, batendo a porta nervoso.

Elliot apenas conseguiu abaixar as sobrancelhas nervosamente.

"Como ela consegue estragar as coisas sem nem mesmo estar aqui?"

Notas finais
VEJO QUE VOCÊS QUEREM ME TACAR PEDRAS, LALALA ~~
Véi, na boa. Como é que a Charlotte consegue fazer merda desse jeito? POXA, BEM QUANDO AS COISAS ESTAVAM COMEÇANDO A FICAR BOAS ASAHUSHAUSHUDHAUHSUAH
Enganei vocês? Acharam que ia ter lemon, não foi? MUAHAHAHAHA q
Vocês devem estar com muita raiva de mim, fala a verdade. @_@
Mas é sempre assim, fazer o quê? Charlotte só serve pra estragar as coisas AHSUHASUHASUHASUHAUHSAUHSUAHS E a anta do Elliot não desliga a porra do celular, esse povo, viu u.u
Ainda terá um lemon. Não se preocupe, coleguinha Q
E além disso, depois desse capítulo eu fiquei em dúvida de quem é mais macho, o Leo ou o Elliot. EU ACHO QUE É A LIZA, E VOCÊS? QQ AHSUAHSUAHSUAHSUAHUSAHUSHAUSHAUSHUAHSUAHSUHSA
Mas vamos ver pelo lado bom: nesse capítulo, aprendemos uma coisa importantíssima! u.u DESLIGUE O CELULAR ENQUANTO ESTIVER TRANSANDO. U_U (uq) AHSUHAUSHAUSHAUHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUHASH
Sei que vocês estão bravos, mas acalmem-se todos, ok? XD
E até o próximo capítulo, seus lindjos! o/
Kiss kiss ♥