Fragile
16 Chapter: X. Misunderstanding
Notas iniciais
Não sei se vocês já perceberam, mas o Leo só ficou moscando a fic inteira até agora q AHUSHAUSHAUHSUAHSUAHSUH Mas fazer o quê se o Elliot num deixa ele avançar nos planos malignos u.u (uati) HAUSHUAHSUAHSUAHSUHAUSH
Esse capítulo é mais focado na comédia da desgraça do Elliot (isso aew) q
Então enjoy~
— Leo. — chamou, encarando o mestre que lia um livro sentado no chão, ao lado do sofá.
— Elliot. — respondeu-lhe, sem desgrudar os olhos do livro em suas mãos.
— ... — o herdeiro suspirou, irritado. — O que você está lendo?
— Livro. — Elliot sentiu vontade de bater a cabeça na parede até não conseguir mais respirar. Leo estava um inferno naquele dia, e o loiro sabia muito bem qual era o motivo.
— Poderia ser mais específico?!
— Não. — o Baskerville não se deu o trabalho de olhar para o servo enquanto falava; o que com certeza deixara Elliot irritado.
— Tudo bem... — murmurou, tentando manter a calma. — Você está bravo comigo?
— Eu não preciso responder isso.
— Apenas me responda logo. — ordenou, encarando o garoto, que ainda naquela situação lia tranquilamente.
— ... — manteu silêncio, estreitando os olhos em desaprovação.
— Leo! — chamou-lhe a atenção, logo percebendo que o mesmo não iria lhe responder. — Tá, eu entendi. Você não vai falar comigo. Cara, qual é o seu problema?! Só porque eu fui falar com a Charlotte depois de você me beijar que você está bravo? Era realmente um assunto importante! — mentiu, levantando o tom de voz.
— Se você não queria nada, o mínimo que poderia fazer era me dizer, mas parece que você estava mais preocupado com a Charlotte do que com o seu melhor amigo. — reclamou, rangendo os dentes.
— Ah, fala sério! Não é como se eu não quisesse aquilo! — exclamou, cruzando os braços. — Por que você sempre leva para o lado pessoal?!
— ... — respirou fundo, cerrando os olhos irritado. — Elliot, perceba que você me deixou sozinho depois de um beijo para falar com outra pessoa. Qualquer um entenderia que essa pessoa é mais importante. — tomou liberdade de olhar nos olhos do herdeiro, que encarou-o arqueando a sobrancelha esquerda. — Não foi realmente você quem fez aquilo, foi? — referiu-se ao presente que Charlotte havia preparado para Leo, no nome do Nightray.
— Não parece que foi? — não se sentia confortável a mentir para o mestre. Ele realmente odiava dizer mesmo meias verdades ao Baskerville.
— Não, não parece. — respondeu francamente, olhando-o com desdém. O herdeiro simplesmente andou até a porta da grande sala, preparando-se para ir embora.
— Eu não vou passar o meu dia discutindo com você. — sussurrou, logo saindo apressado e deixando Leo sozinho novamente.
Elliot andou em direção do horizonte pelo corredor, que dava para o jardim. Logo acabara por encontrar Charlotte, que por puro azar da parte do loiro, o viu também.
O herdeiro não queria falar com mais ninguém.
No dia anterior, acabara por voltar tarde ao quarto. Vincent havia o achado e logo, os servos começaram a discutir. Elliot perdera a noção do tempo e voltou a ver Leo quando estava amanhecendo. E para a sua surpresa um tanto desagradável, o mestre encontrava-se ainda acordado.
Os dois discutiram pela demora de Elliot e Leo tocou no assunto do beijo, o que o deixou mais nervoso do que antes. E cansado de bater boca, simplesmente expulsou o loiro e o mandou dormir no sofá.
Elliot sentia o corpo inteiro doer.
— Garoto Nightray! O presente funcionou? — riu maliciosamente, cobrindo a boca com a mão direita.
— Funcionou, sim. — ironizou, fazendo uma careta. — Estou dormindo no sofá, fui expulso do meu próprio quarto. — puxou as sobrancelhas para baixo, irritado.
— Ah! Você fez alguma coisa errada! — exclamou. — Garoto, eu trabalhei duro para fazer o presente, e é assim que você me agradece?!
— Eu nunca pedi para fazer um presente em meu nome! E outra: Se você não tivesse feito aquilo, Leo não teria me beijado e eu não teria o deixado sozinho, e obviamente estaria tudo bem agora, além de eu estar dormindo numa cama confortável e não em um sofá! — exclamou, com uma expressão irritadiça. Charlotte pareceu surpresa, para logo mudar sua expressão para uma incomodada.
— Ele te beijou? E você o deixou sozinho? — perguntou surpresa ao imaginar Elliot deixando o mestre sozinho. — Até eu te bateria se você fizesse isso comigo.
— Mas eu estava—
— "Estava" o caralho. — reclamou. — Eu te ajudo a consertar isso.
— Não. — emburrou-se, estreitando os olhos. — Você já bagunçou muito as coisas, deixe que eu resolvo.
— Você vai piorar as coisas, se é que já não fez isso.
— Não vou piorar as coisas.
— Vai sim. — cruzou os braços, sorrindo amarelo. — Deixe isso comigo, garoto Nightray. Vou resolver as coisas.
— Não, Charlotte! — exclamou, cerrando os punhos.
— Mas eu nem vou cobrar! Quer ver? Eu até já tenho dicas boas do que fazer... — murmurou, tentando despertar interesse no loiro.
— E quais seriam?
— Só conto se você for realmente fazer o que eu disser.
— Eu ganho mais se procurar no Google. — zombou, arqueando uma sobrancelha e sorrindo vitorioso.
— Vamos lá, garoto! Eu te prometo que vai dar certo.
— Aliás, eu já tenho o meu pedido. — Charlotte encarou-o confusa.
— Que pedido?
— O que eu faria em troca daquelas informações. — a Baskerville parecia ter se lembrado, logo franzindo o cenho e forçando um sorriso meigo.
— Ah, sim... o que você quer que eu faça? Compre um sorvete para você? — brincou, gargalhando.
— Quero que você me sirva por dois meses. — a garota encarou-o surpresa, logo fazendo uma careta.
— Um mês, e eu preparo um jantar romântico para você e para o mestre Glen. — Elliot encarou-a, cogitando a possibilidade de um jantar dar certo.
— ...Um mês e meio, sem jantar. E você não se mete na minha relação com Leo.
— Me meto na relação, sim. — contrariou, fazendo um biquinho com os lábios.
— Vou aumentar para três meses desse jeito. — ameaçou, cruzando os braços irritado.
— Eu fico cinco meses se você deixar eu me meter na relação de vocês. E ainda te dou grana, se você quiser.
— ... — pareceu surpreso com a proposta, que fora aumentada. O loiro olhou em volta, para ter certeza que ninguém ouviria aquilo e logo acalmou sua expressão. — Fechado. — Charlotte gargalhou alto, dando pequenos pulinhos, para comemorar a sua investida na relação de seus dois "mestres".
— Mestre Nightray, você não vai se arrepender! — exclamou, com um largo sorriso no rosto.
— É o que eu espero... — murmurou para si mesmo, para assim voltar a atenção em Charlotte. — O que você ia me dizer?
— Então. Eu acho que vai funcionar se você o convidar para ir num lugar que ele goste. — Elliot tentou cogitar a ideia, mas logo fez uma careta reprovadora. — Que lugares que ele gosta de ir?
— Hm... teatros, eu acho. — pigarreou, revirando os olhos.
— É um lugar perfeito para rolar um clima! — exclamou, animada. — Você convida ele para ir ver uma peça.
— Orquestra. Ele prefere ver orquestras.
— Tanto faz. — deu de ombros, cerrando os olhos e formando um biquinho com os lábios. — Será o primeiro encontro de vocês, eu acho.
— E o que eu vou falar para ele? "Oi, estou te mandando sair comigo"? Porque ele não vai aceitar. — pronunciou as palavras num tom irritado, cruzando os braços.
— Se você pedir com jeitinho, aposto que ele vai aceitar. Você é um garoto bonito e ninguém resiste ao charme de garotos bonitos.
— Há! Essa é nova. Defina "pedir com jeitinho" então.
— Você tem que olhar nos olhos dele e jogar o cabelo para trás de um jeito bem charmoso! — Charlotte parecia animada demais com a relação. Elliot franziu o cenho.
— Uhum. — disse pouco convencido com as palavras da Baskerville. — Mas ainda não sei o que dizer para ele.
— Não se preocupe, mestre Nightray. Você pede para sair com ele no quarto, porque eu estarei na janela te mostrando alguns papeis com as palavras que você tem que dizer. — piscou, insinuando coisas com gestos de mãos.
— Eu posso confiar em você?
— Claro! Eu sou uma ótima cupida, até melhor que a Ennie... — jogou o cabelo para trás, vaidosa.
— Quem é Ennie?
— Ex-membro da Pandora. Ela conhece o mestre Glen. E eu acho que é uma ótima ideia chamá-la para ser cupido. — sorriu, inclinando levemente a nuca.
— Ok, Charlotte. Já entendi. — deu-lhe as costas e começou a andar para longe, já irritado com a falação da Baskerville, que o seguiu.
— Mas você vai convidar ele agora?
— Se possível. Apenas para você ver como não vai dar certo. — disse, emburrado.
Entrou na mansão, ainda seguido por Charlotte. A Baskerville pegou papel e caneta no quarto e logo foi pela parte de fora da mansão até a janela do quarto. Como de costume, Leo encontrava-se lá, lendo um livro. Elliot entrou no cômodo um tanto perturbado com o que iria ter de fazer.
Leo fitou-o de canto do olho por segundos – o que passou despercebido pelo herdeiro – e logo voltou sua atenção para a leitura.
O mestre estava um tanto chateado com Elliot e logo não daria início à conversa.
O servo olhou para janela e logo teve a visão de Charlotte – que segurava papeis em formato A3. A mesma escrevia neles com uma caneta preta e logo as mostrava para o herdeiro, discretamente.
— Olá, mestre Gle... — o outro franziu o cenho. Às vezes, Charlotte havia esquecido que Elliot chamava o mais novo apenas de "Leo". — Digo, Leo. — tratou de corrigir a frase, lançando para a Baskerville um olhar reprovador. A mesma desculpou-se com sinais que fizera com as mãos e logo, o servo continuou lendo, ou ao menos tentando.
"Que letra mais estranha".
— Eu queria... falar com você. — Leo olhou-o um tanto confuso. Charlotte agradeceu Deus por fazer a janela não estar no campo de visão do mestre.
Por enquanto, Leo estava reagindo de um modo positivo ao plano da Baskerville.
Charlotte escrevera algo rapidamente em outro papel e passou por cima do já riscado, mandando Elliot o ler em voz alta.
— É sobre... pausa dramática... ? — o loiro logo percebeu do que se tratava os asteriscos ao lado das palavras, tentando pensar em como corrigiria o erro. Leo olhou-o franzindo o cenho, perplexo. Charlotte bateu na própria testa pela burrice (segundo ela) do herdeiro, que pigarreou ao tentar dizer mais alguma coisa. — Ah, tá. É sobre... o nosso desentendimento.
— Antes de tudo, se você veio tentar falar comigo por mais discussão acho melhor você parar. — pronunciou emburrado, sem olhar para a face do loiro.
— Não, Leo. Não é por isso... — sussurrou por conta própria, logo voltando a ler os bilhetes de Charlotte. — Eu queria te convidar... como... reconciliação para ir ao... teatro. — forçou um sorriso ao ler as palavras no canto da folha:
"Sorria agora, seu idiota!"
Leo o encarou com uma expressão calma e diferente da anterior. Parecia mais sereno – mas Elliot tinha certeza que estava assim apenas por fora.
— Reconciliação? — Leo repetiu, arqueando uma sobrancelha.
— É. Porque você tem... olhos bonitos... — apertou os olhos, para logo conferir se lera certo. Aquela parecia um frase muito forçada para ele, que murmurou alguns palavrões antes de deixar, sem querer, escapar palavras desagradáveis por entre os lábios finos. — Olhos bonitos?! Você acha que eu sou uma colegial apaixonada?! — exclamou, dando um passo em direção à janela.
Charlotte irritou-se com a atitude do loiro e logo jogou os papeis no chão, num ato de fúria, saindo de fininho para que Leo não a percebesse.
Elliot tapou a boca ao perceber o que dissera, assim tentando evitar si mesmo de dizer outra coisa que não deveria. Leo arqueou as sobrancelhas. Largou o livro ao seu lado na cama, logo levantando-se e andando até Elliot, que recuou um passo.
— Pode repetir? — o mestre estralou levemente o pescoço, como uma ameaça. O herdeiro engoliu em seco, nervoso.
— Er... — ficaram um tempo em silêncio, para o mais novo cansar-se do jogo de olhares que faziam e afastar-se do loiro.
— Então tá, Elliot. Você não vai dizer que meus olhos são bo–
— Não foi isso que eu quis dizer. — atropelou as palavras do outro, que grunhiu impaciente.
— Alguém já deve ter lhe dito isso, mas se você não tem nada de bom para falar, é só manter-se calado. Deveria seguir isso e usar esse seu cérebro do tamanho de um mosquito para pensar antes de dizer algo. — disse, enquanto voltava para o sofá no canto do quarto.
O Nightray achou melhor nem dizer nada. Apenas puxou as sobrancelhas para baixo e saiu do quarto, estralando os dedos.
Charlotte disse que daria certo.
Notas finais
Essa frase ficou deselegante, pera aí: Charlotte, Charlotte, Charlotte... fazendo bosta como sempre Q Deu na mesma, ok ASHAUSHAUHSIASUAHSJ
Mas acalmem-se todos, as coisas ainda vão piorar... u.u (Inner: VISH)
Sim, aquela Júnia de uns capítulos anteriores aí aparecerá em breve. E a Ennie logo ajuda nos planinhos, mas ela é mais para o final Q Aguardem o Doug e o Fang que irão aparecer tbm ASHAUHSUAHSUAHAHUSHAUSHAUSH E não, eles não se escafederam não XD E o Fang tá vivo ♥
Mais dois doidos para ajudar a Lottie. Daqui a pouco, Lily vai estar aí no meio também. Só falta chamar o Xerxes que o grupo de loucos estará completo -SQN
Aí eu acho que o capítulo ficou grande outra vez. Eu nunca gosto do tamanho dos capítulos, tipo, uma hora o negócio tá grande, outra tá muito pequeno... fazer o que né :S q
Enfim, o Vincent vai se intrometer tbm e vai ser engraçado porque o Elliot não gosta dele e' /ok :|
O Leo... é um mala ASHAUSHAUHSUAHSUAH Mas é fofura demais para não gostar dele, poxa XD~
Aquela velha história: Ele merece levar tiros. Só que nunca. (WTF)
Espero que vocês tenham gostado, e mandem reviews, sim? *----*
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