Fragile

8 Chapter: VIII. Ennie


Notas iniciais
OOOOE CAPÍTULO NOVO YAY )o)
Esse capítulo tem uma OC minha, a Ennie lindja u.u AHSUAHSUHAUSHAUHSUAHSUA Adoro ela, foi inspirada na minha irmã :,D #apanha
Aliás, eu recomendo ouvir essa música linda aqui http://www.youtube.com/watch?v=eoz9xgOdjHk quando o Leo começar a falar com uma ruiva musicista *Q*
Enjoy ♥

Em alguns minutos, Vincent teve a visão do jovem Baskerville, que descia as escadas de entrada da mansão fitando o chão, com uma expressão calma e serena.

Em alguns passos largos encontrava-se na frente do servo, que deu-lhe um sorriso despreocupado.

— Eu achei que você ainda estava dormindo. — murmurou o loiro, enquanto virava-se e ia de encontro à carruagem que os aguardava alguns passos para trás.

— Eu queria estar dormindo mesmo, mas alguém atrapalhou meu sono. — jogara uma indireta tanto a Elliot quanto a Vincent, acompanhando o de olhos bicolores num ritmo tranquilo. — E bom dia, Vincent.

— ...Aquele servo o deixou dormir? — pegou a mãos do mestre afim de guiá-lo até a carruagem e sua entrada, o que foi feito sem hesitação. Adentrou o veículo logo após o Baskerville, fechando a pequena porta do mesmo.

— Por que não deixaria?

— Eu não sei. As empregadas disseram que vocês não pareciam bem quando foram chamá-lo. Aconteceu alguma coisa, Leo? — Leo franziu o cenho, murchando o pequeno sorriso que durara até bastante tempo.

— Paula e Liza? — disse as mais prováveis que vieram em mente, logo deixando-as serem acusadas por as ver mais cedo.

— Sim. — o de cabelos negros não parecia querer dar continuidade àquela conversa. Aquele era um assunto chato perante a opinião do mais novo. — Vamos, Leo. Seja sincero comigo.

— Você está parecendo a Vanessa... — murmurou para si mesmo sem intenção de fazer o servo ouvir, cerrando os punhos. — Não aconteceu nada. Por que acha que ele fez alguma coisa afinal?!

— Porque ele sempre foi um tanto violento. Eu conheço ele, Leo.

— Não tanto quanto eu, pelo o que escutei. — apoiou as mãos nas coxas cobertas pelo pano caro que jazia sobre elas, olhando para a janela e só assim percebendo a carruagem já em movimento. — Aliás, você deveria me dizer onde está me levando antes que eu comece a ficar desconfiado. Mais do que já estou.

— Estou indo ver Gilbert.

— Então por que eu estou aqui? Não tenho intenção de falar com esse Nightray traidor. — rosnou, sem fitar os orbes do servo.

— Porque servo e mestre nunca devem se separar.

— Estou me sentindo uma pessoa horrível por deixar Elliot sozinho. — ironizou, arqueando uma sobrancelha e dirigindo os olhos à face do loiro.

— Ele... não é um bom servo, é? Quer dizer... não parece respeitar você.

— Engraçado, ele me trata melhor do que você. — sussurrou, tentando deixar a irritação de lado. Revirou os olhos, suspirando ao tentar encontrar a paciência que perdera logo de manhã.

— ... — Vincent encarou-o sem saber o que dizer. Apenas desviou o olhar e fitou logo o chão. — Ao menos, não exigiu que você voltasse a ser um mero servo.

— Uhum. — assentiu, sem realmente ouvir o que o outro lhe dizia.

— Bom, sinto muito por fazer você me acompanhar. Se quiser passar em algum lugar antes, nós podemos fa–

— Quero voltar para a mansão.

— Seja mais paciente. Você parece muito irritado ultimamente.

— Que seja. — debruçou-se sobre a janela, apoiando as mãos na mesma enquanto deixava folgadamente sua perna esquerda sobre o espaço livre do banco em que estava.

— Eu sei que tem alguma coisa errada. Se você quiser me contar–

— Coisa que eu não quero...

— ... — suspirou, tentando manter a calma. — Eu vou te ouvir.

Seu mestre estava ficando mimado ou era apenas impressão?

— Tá bom, eu sei disso. — reclamou, formando um beicinho com os lábios. — Mas eu poderia te pedir uma coisa? — Vincent subitamente sorriu. Mesmo que por segundos, vira Leo oferecendo mais uma vez a gentileza que tinha antes. Mas ele sabia que aquilo não iria durar.

— Sim, claro.

— Aceite logo o Elliot, droga. — o de olhos bicolores encarou-o perplexo.

"Aquele Leo gentil de segundos atrás deveria ter sido uma ilusão".

— Mas se ele fizer mal à você...

— Ele não vai fazer mal nenhum. Confie em mim. — disse, num tom rígido, enquanto cerrava os olhos por alguns segundos.

— ...Tudo bem. Eu confio em você, Leo.

Achou melhor manter-se calado. O mestre provavelmente estava dizendo a verdade. Parecia muito apegado ao loiro, e dificilmente o via considerar alguém como um amigo. Aquela palavra parecia quase não existir no mundo do Baskerville de tanta sutileza à esse ponto.

Ou seria "pureza" a palavra certa?

Até aquele dia, ele tinha quase certeza de que nunca apresentou-lhe alguém como amigo. Aquilo era raro.

Afinal, só apresentou à ele Elliot daquele jeito há um tempo atrás.

Estavam conversando sobre o comportamento do próprio Leo, e o mesmo acabara por deixar dizer um súbito pensamento sobre Elliot alto demais. E assim que o loiro o perguntou quem era – ele se lembra das exatas palavras do mestre – obteve a resposta sem hesitação, depois de insistir um pouco com a teimosia de tratar o Nightray como "ninguém".

"É um amigo. Só isso".

E naquela hora não parecia ter entendido o motivo de Vincent ficar surpreso daquele modo.

"Amigo?"

Resolveu logo afastar tais pensamentos, antes que começasse a enlouquecer novamente – o Nightray era insano por natureza. O loiro tentou relaxar antes de tentar dizer algo mais para o mestre, que observava a paisagem mostrada pelo vidro da janela interessado.

Respirou fundo, apertando levemente o banco um tanto duro – mas mesmo assim confortável – da carruagem.

— Você não gosta do Gil?

— Não posso dizer que não gosto, do mesmo jeito que não posso dizer que gosto. Eu nem o conheço. — disse num tom infantil, soprando no vidro que encarava e deixando-o embasado propositalmente, numa tentativa de fazer o tempo passar mais rapidamente.

— Quer que eu o apresente? — sorriu amarelo. Perguntara aquilo só por educação.

Não queria mais ninguém entre ele e seu amado irmão. Gilbert era dele – para o próprio, claro – e caso Leo o visse, poderia tentar se enriquecer com o mesmo, colocando-se na frente dos dois.

Na cabeça de Vincent, o papo era outro. Caso Leo se apaixonasse por ele – o que felizmente não aconteceria – teria problemas.

Muitos problemas.

— Não tenho interesse em conhecê-lo, obrigado. — respondeu, seco. Sua expressão estava irritadiça e Vincent temia que o Baskerville teria uma explosão de raiva a qualquer momento.

— Entendo. — pronunciou, aliviado. Sorriu verdadeiramente para mestre – que estranhou a reação – logo começando a brincar com as fitas feitas de enfeite em suas roupas.

Em alguns minutos – demorados demais para o Baskerville devido seu tédio, não que fosse diferente para Vincent (que estava demasiadamente ansioso para conseguir se distrair) – já estavam em frente à Pandora.

A organização que já estava na palma das mãos de Leo.

Vincent encarou-o por um tempo, abrindo a porta da carruagem e saindo de dentro da mesma.

— Você vai vir? — perguntou num tom amigável, estendendo-lhe a mão num convite para acompanhá-lo.

— ... — Leo analisou-o por um curto período de tempo, para enfim pegar sua mão e sair da carruagem. — Eu não quero entrar lá.

— Não é necessário. Me espere aqui então, tudo bem? — o mestre assentiu.

— ...O que Gilbert estaria fazendo aqui?

— Só lembrando-se dos velhos tempos, creio eu.

— Hm. — fez um sinal com a mão, permitindo à Vincent que saísse de sua vista.

Leo observou o jardim bem cuidado repleto de belas borboletas e flores de cores vividas, andando por entre elas sem atrapalhar seu caminho e sentando-se num dos bancos decorados próximos à uma fonte.

Encarou as árvores pacientemente, batucando os dedos na madeira do banco.

"Esse lugar é realmente agradável".

O som de um dos instrumentos que mais conseguia lhe agradar invadiu seus ouvidos. Uma melodia doce e suave tocada visivelmente bem, por uma flauta transversal. O Baskerville levantou-se e olhou em volta, logo tendo a visão de uma bela jovem sentado num banco nem tão próximo de si. Andou calmamente até o local.

A garota tinha cabelos ruivos enrolados, presos numa maria-chiquinha com laços azuis. Usava roupas de cores um tanto escura, mas assim como as de Leo, feita com tecidos caros.

O Baskerville sempre gostara daquela melodia, e lhe trazia algumas boas recordações.

"Somewhere over the rainbow".

Ao término da múscia, o Baskerville juntou a palma das mãos, aplaudindo sutilmente; pregando um susto na ruiva que até aquela hora não havia o percebido.

— Bela música. — murmurou, sem olhar nos olhos da jovem.

— Também acho. — respondeu baixo. — Eu não tinha te visto aí. — sorriu sem graça, um tanto tímida. — Faz muito tempo que está aqui?

— ... Não. — encarou-a por um curto período de tempo, para logo estreitar os olhos. — Você é um membro da Pandora?

— Hm... depende. Quem é você? — a ruiva não tirara o sorriso do rosto, logo deixando Leo um tanto desconfiado. Colocou discretamente a mão sobre a arma que levava consigo. — Quero dizer... não é um membro da Pandora também, é?

— Não.

— Então, respondendo a sua pergunta. Sim, eu... era um membro da Pandora.

— Era?

— É. Você sabe, os membros foram todos capturados pela família Baskerville. Mas eu me safei! — exclamou entusiasmada, estendendo a mão para Leo. — Aliás, meu nome é Ennie. Ennie Tensy. E você?

— ...Me chame de Leo. — ao perceber que o Baskerville não apertaria sua mão, Ennie baixou-a, levantando-se do banco com a flauta transversal vermelha com chaves douradas em mãos.

— Nome bonito. — antes que o jovem percebesse, sentiu alguém tocar seu omrbo ao tentar chamar-lhe atenção. Olhou levemente para o lado, percebendo a presença de Vincent.

— Leo. Vamos? — sorriu gentilmente, logo olhando para Ennie. — Olá, lady Ennie.

— Olá, Vincent.

— Se conhecem? — perguntou seco.

— Sim. Ela é nossa espiã. — Leo franziu o cenho, irritado.

— E desde quando nós temos espiãs?!

— Ah, nós só a mandamos para a organização Pandora para recolher algumas informações, já que ela trabalhava para nós e era competente com isso. — Ennie logo esboçou um largo sorriso no rosto, pulando nos braços de Leo.

— Você é um Baskerville? — riu alegre. Leo afastou-a, indelicado.

— Sou, sim. — virou-se, andando em direção à carruagem de onde veio. — Vamos, Vincent. — o loiro apressou o passo, acompanhando Leo; que levantou uma das mãos, acenando. — Nos vemos por aí, Tensy. — murmurou antes de sumir da vista de Ennie. A ruiva deu uma última olhada nos dois que caminhavam para longe, sorrindo. Logo andou para o lado oposto, pronta a retirar-se.

Os dois jovens entraram na carruagem, e depois de um curto período de tempo já estavam a caminho da mansão.

Leo não se importava realmente com Ennie. Se Vincent dissera que era uma espiã, então que seja. Ele tinha muitos problemas a resolver e a ruiva só lhe deixaria com mais coisas sem que conseguisse o fazer.

Talvez devesse só ignorar o fato de que conhecera uma espiã — que nem sabia que tinha — e fingir que ela não existia. Isso não era bem o jeito dele resolver as coisas, mas não tinha uma outra escolha, em sua visão...

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Notas finais
OOOOH COMO ASSIM "ESPIÃ"?!!!! )º0º)
Aí, ignorem isso que eu não tinha uma ideia melhor, então ela virou tipo uma espiã mesmo XD Acho que isso não vai mais ser retomado, mas tipo, ela entrou na Pandora a pedido do Vincent para conseguir informações para os Baskervilles, e agora que eles dominaram geral a Pandora, ela foi pro lado deles u.u QQ ASHAUSHAHSUAHSUAUSHUA
BOOOOM, o próximo capítulo será postado dia 08 desse mês (Inner: imagina que é desse mês ¬¬) e será um capítulo extra, comemorando o aniversário do Elliot ♥ ~todos dança~
É quase certeza que terá lemon também, hmm 66' AHSUAHSUAHSUAHSUHAUSH
Espero que tenham gostado, e até o dia 08 )o)
Não se esqueçam dos meus reviews, seus lindos ♥