Fragile
7 Chapter: VII. His Game
Notas iniciais
Bom, um pouquinho de enrolação pra vocês, que faz bem pro coração sz' #pode #me #matar
Bom, até lá em baixo~
Riram descontraídos ao sair do baile, um tanto próximos demais. Leo dissera que queria falar com Vincent em particular e depois de muito insistir, o de olhos bicolores permitiu que Elliot trabalhasse para Leo.
Naquele momento era como se declarassem guerra com quem conseguiria a atenção total do Baskerville mais novo.
Ao término do baile, voltaram à mansão dos Baskerville, logo anunciando Elliot como servo de Leo para os mais próximos do mesmo – ou seja, apenas alguns empregados.
E claro, o antigo servo fez questão de trazer Elliot para dormir no mesmo quarto que o seu. O único problema era que Vincent ficava no quarto ao lado. Não que Leo o visse problemático, mas o Nightray não gostava dele.
Nem um pouco.
Era de manhã. Elliot foi convencido pelo novo mestre de passar a noite ali, mesmo que trabalhasse para ele há pouco tempo. Afinal, a cama do Baskerville era bem maior que uma cama de casal normal deveria ser e os dois cabiam ali facilmente e se quisessem, continuariam com certa distância.
Elliot estava tão cansado no dia anterior que a última coisa que viu depois de jogar-se na cama do mestre foi o próprio cobrir-se até o topo da nuca com o cobertor peludo e confortável que ficava em cima do colchão macio.
Abriu os olhos lentamente, sonolento. O relógio marcava 5:46 AM. O herdeiro esfregou os olhos, espreguiçando-se e bocejando. Não tinha a mínima vontade de levantar. Estava frio e a ideia de abandonar aquelas cobertas tão quentes e confortáveis não lhe agradava. Olhou para o lado, fitando Leo, que ainda dormia calmamente. Os olhos fechados e a respiração tranquila, além dos braços nus que agarravam o travesseiro infantilmente e o pressionava contra o seu rosto.
"Fofo".
Balançou a cabeça, tentando afastar tais pensamentos. Ele não poderia ver seu melhor amigo – e agora mestre – daquela forma. Mas sonhara com a noite que passara com Leo depois de sair do bar onde estavam Oz, Ada, Rick e Gilbert. Por sorte – ao menos uma vez na vida – não sonhou com os detalhes, pois se o tivesse, tinha certeza que estaria achando as próprias calças uma peça incômoda.
Afinal, quando não sonhava que estava matando pessoas, sonhava com aquele dia.
Espreguiçou-se, esticando os braços e bocejando de um modo infantil, fungando em seguida. Apertou os lençois que cobriam a cama macia, sem motivo algum. Fitou novamente os olhos de Leo – mesmo que fechados, sorrindo bobamente.
"Eu realmente não estou bem..."
Revirou-se na cama impaciente. Iria tentar dormir por, ao menos, cinco minutos. Afinal, ele normalmente acordava às 6:00 – mas uma vez ou outra 7:00 –, não 5:00.
Virou para um lado e para o outro, fazendo ruídos estranhos ao balançar a cama. Apertou os olhos.
"Eu nunca consigo dormir quando eu quero".
Leo sentiu-se incomodado pela cama não parar de balançar. Apertou os olhos, segurando fortemente o travesseiro. Tomou coragem para ver o que acontecia ali, abrindo os olhos sonolento. Olhou para o lado subitamente, achando que Charlotte, Lily ou Vincent haviam invadido seu quarto à noite.
Por um pequeno momento, esqueceu que estava dividindo a cama com o novo servo.
Iria voltar a dormir se não reparasse nos olhos abertos do loiro, que tentava inutilmente cair no sono, fitando o nada.
— Já está acordado, Elliot? — o loiro assustou-se a ouvir a voz do mestre, virando-se. — Parece... meio perturbado.
— Eu sonhei com algo estranho, só isso.
— Hm. Que horas são agora... ?
— Faltam vinte para às 6:00. — respondeu um tanto irritado por ter acabado de acordar.
— Ainda é cedo. — murmurou para si mesmo, esfregando os olhos. — Pode voltar a dormir, se quiser.
— Eu estaria dormindo mesmo, se eu conseguisse. — pronunciou as palavras pesadamente, massageando de leve as têmporas.
— Você... sonhou com seus irmãos ou algo do tipo? — referiu-se ao dia em que Elliot matara – mesmo que sem querer – a própria família; enquanto era "controlado" por sua chain.
— Não. — pensou em dizer que sonhara com o mestre, mas soaria...
Gay demais... ? Não, Leo provavelmente levaria aquilo como uma ofensa. Afinal, o herdeiro disse mais cedo que sonhara com "algo estranho".
— Se você for levantar, levante logo. Ainda quero dormir e você está roubando meu espaço. — o servo emburrou-se ao ouvir tais palavras ditas pesadamente em sua direção.
— Por que eu não vou no quarto do Vincent, não é?! — ironizou, com uma expressão irritadiça demais até para Leo.
— Seria uma boa. — respondeu no mesmo tom, escondendo os olhos no travesseiro que apertava.
— Você é um mestre muito ruim.
— Aprendi com você. — lançou-lhe um olhar vitorioso ao ver Elliot fechar a cara e cruzar os braços.
— Tanto faz. — bufou, achando melhor não continuar a falar daquele jeito com o Baskerville. Parecia uma péssima ideia bater boca com o antigo servo logo de manhã.
Sentou-se na cama, afundando o rosto na palma das mãos e curvando a coluna levemente, apoiando os braços nos joelhos numa tentativa inútil de levar embora todas as suas preocupações.
Leo começava a balançar histericamente as pernas — ainda cobertas — no ar, cerrando os olhos forçadamente. Cravou suas unhas compridas no pano do travesseiro que cobria sua nuca. Bufou.
Sentou-se, agarrando novamente o mesmo travesseiro e o tacando para o lado nervosamente com a intenção de acertar Elliot.
O loiro sentiu algo macio acertar-lhe fortemente as costas, logo franzindo o cenho. Olhou para trás vagarosamente, irritado. Logo conseguiu a visão de Leo, que estava sentado na cama com as pernas cruzadas. Enchia suas bochechas de ar, espremendo os olhos.
— O que foi?! — Elliot exclamou, irritadiço. Pegou o travesseiro ao seu lado e o tacou de volta, mirando na face do mestre, que desviou sutilmente.
— É culpa sua. — o herdeiro encarou-o com uma expressão interrogativa.
— E... o que exatamente é minha culpa?
— Eu não vou mais conseguir dormir. E o culpado é você.
— Hein?! O que eu fiz pra fazer você perder o sono?!
— Me acordou. Isso é óbvio. — reclamou, franzindo o nariz. Logo sentou-se ao lado de Elliot, para enfim levantar-se.
Andou até a porta do banheiro presente no canto da parede, colocando a mão na maçaneta e preparando-se para girá-la.
— Por que me mandou ser seu servo mesmo? — perguntou baixo o loiro, emburrado.
— Isso não foi ideia minha.
— Não, não foi. Só insinuação mesmo. — zombou, levantando-se.
— Na verdade, foi você quem quis virar servo.
— Qual seria o outro jeito para ficar ao seu lado além desse, hein?! — exclamou, já adotando uma expressão mais irritadiça do que antes.
Leo abaixou as sobrancelhas nervoso. Abriu a boca para dizer algo, mas foi interrompido pelo barulho da porta de entrada do quarto, que fora aberta. Uma familiar cabeleira negra — acompanhada por outra morena — apareceu por entre ela.
Eram aquelas empregadas que não o deixaram dormir de novo.
— C-com licença, senhor Leo. E senhor... servo. — gaguejou nervosa, com um pequeno pano em mãos. Os garotos presentes no quarto a encararam irritados.
— Que é?! — exclamaram em coro. A empregada ali deu um passo para trás, mesmo que subitamente.
— Vincent-sama me pediu para dizer ao senhor Leo que iria sair agora e que gostaria que o senhor fosse junto. Sozinho. E ele não quer atrasos também. — Elliot franziu o cenho.
"Eu também sei jogar esse jogo".
— ... — o jovem Baskerville encarou a empregada desapontado. Afinal, desde quando ela era a mensageira de Vincent? Estava mais nervoso com o próprio servo do que com ela afinal. — Tá.
— Como assim "tá"?! — intrometeu-se o herdeiro, dando um leve tapa na nuca do mestre. A empregada olhou-os desconfiada pelo tapa. Pelo o que ela sabia, eles não era nem um pouco íntimos — e se conheceram há pouco tempo.
Mas ela estava completamente — e obviamente — enganada.
— Você vai me deixar sozinho aqui, seu inútil?! — exclamou nervoso, cruzando os braços. Leo suspirou, cerrando os olhos e tentando buscar a sua paciência.
— Seja um pouco, pelo menos um pouco gentil dessa vez, Elliot. — reclamou, dando um passo à frente. — Arranje alguma coisa para fazer. Aliás, o que você fez nesse tempo em que eu não estava? — o loiro sentiu seu rosto queimar por um momento.
Só se lembrava de ter ficado na cama — chorando pela morte dos familiares e a convicção de que nunca mais viria o servo, mas isso Leo não precisava saber.
O jovem notou a reação do herdeiro — um tanto inesperada —, logo deixando escapar por entre os lábios carnudos um breve riso.
— Não me diga que você ficou chorando pelos cantos. — zombou o mais novo, cruzando os braços.
— Claro que não! — mentiu, um tanto irritado.
— Elliot, eu prometo que não vou demorar. Vá falar com Charlotte, ou se for o caso, com a sua espada. — andou até a frente da empregada, que encarava-os confusa. — Paula, diga que eu irei de encontro à ele dentro de alguns minutos. Só preciso me vestir.
— Sim, senhor. — fez uma reverência respeitosa, afastando-se do quarto. — Vamos, Liza. — puxou o braço da outra empregada, a guiando até a porta do quarto e por fim saindo do mesmo.
Assim que Elliot teve certeza de que aquelas garotas não iriam ouví-lo, aproximou-se do mestre, com uma expressão nada boa — ao menos para Leo.
— Você é um imbecil. — pronunciou irritadiço. O Baskerville o encarou por um tempo.
O loiro realmente achou que iria morrer por causa do olhar do mestre.
Um sorriso amigável logo esboçou-se no rosto do antigo servo, acompanhado por um leve inclinar de cabeça.
— Se precisar de alguma coisa, não hesite em me ligar. — deixou o quarto após pronunciar as palavras gentis para o herdeiro, que além disso não deixou-se levar por aquilo.
Num piscar de olhos, estava sozinho no quarto. Amaldiçoou-se por não ter como discutir com Vincent — ele sabia que a culpa não era sua (e sim do irmão adotivo).
Era melhor se vestir logo, antes que Leo voltasse para o quarto — já arrumado — e começasse a zombar da cara do mesmo.
Por que não? Ele já estava acostumado com esse tipo de coisa.
Notas finais
Se o Leo ser comido pelo Vincent, a culpa vai ser toda do Elliot, vocês estão de prova, queridos leitores! E digam isso para o Elliot, caso ele venha me bater hoje mesmo AHSUAHSUAHSUAHUSHAUSHUA
Bom, o sinal aqui está horrível ~sabe quando o sinal cai de dez em dez minutos? Ok, agora multiplique essa situação por cinco~ então eu tenho que postar logo antes que o sinal caia :,D *chora*
Não sejam tímidos e me mandem reviews, seus lindos ♥
AHSUAHSUAHUS' Então até o próximo capítulo )o)
Fale com o autor