Fragile

5 Chapter: V. Master to Servant


Notas iniciais
AAAAEW NEGADA o/ *joga pétolas de rosa para cima*
Postando capítulo adiantado aqui ;P
BOM. Agora eu decidi que o dia fixo para eu postar novos capítulos de Fragile será aos fins de semana. Ou seja, se em alguma semana eu não postar no sábado, eu vou postar no domingo XD
E já que hoje é sábado... bom, é dia de postar. Então está aí a tão esperada conversa entre Vincent e Elliot ASHUAHSUAHSUHA Bom, eu chamaria isso de briga e não de conversa mas... é. .__.
Até lá em baixo *3*

— Vincent.

— Desconfiei que você estaria aqui. Você adora mesmo tocar piano, não é? — aproximou-se de Leo, logo sentindo um olhar pesado sobre si. Subitamente olhou para o lado, jurando ter alguém ali.

E não foi surpresa ver um par de olhos perolados encarando-lhe raivosamente.

— Mestre Leo, o que ele está fazendo aqui? — perguntou com um certo nojo, forçando um pequeno sorriso no rosto – e claro, dando ênfase à primeira palavra da frase. Colocou-se na frente do mestre para que caso Elliot saísse do controle, pudesse protegê-lo.

— Pergunto eu. — Elliot interrompeu, sem nem mesmo deixar Leo dizer algo.

— Eu vim falar com o meu mestre.

— E eu com o meu servo. — encararam-se raivosos, enquanto o Baskerville sorria nervosamente sem saber o que dizer – além de conseguir ver raios saindo dos olhos dos mesmos.

"Oras... eu não deixei claro que não sou mais servo de ninguém?"

— E por que ele continuaria sendo seu servo?

— Porque... — olhou para o chão, tentando encontrar uma resposta.

Leo percebeu o rumo que aquilo iria tomar, empurrando Vincent delicadamente para o lado e colocando-se entre os dois; levantando os braços na linha dos ombros e fazendo-os andarem para trás.

— Vocês são irmãos. Não deveriam brigar desse jeito. — repreendeu o Baskerville, olhando de canto de olho para Vincent e Elliot.

— Ele não é meu irmão. — murmurou o loiro, cruzando os braços e espremendo os lábios nos lados.

— De qualquer maneira, Elliot, vocês deveriam parar de bater boca. Estariam discutindo por Vincent ter entrado aqui? — disse o mais baixo, logo direcionando-se ao antigo mestre.

— ... — os dois suspiraram em sinal de irritação, desviando o olhar. E depois de analisar os dois e chegar a conclusão de que não reclamariam mais – ao menos para si –, Leo pronunciou baixo:

— Ótimo. — saiu da frente dos jovens, virando-se para a janela pequena no canto da sala e analisando-a. — Aliás, Vincent. Já falou com aquele "alguém especial"?

— Hm... sim. Er... mais ou menos. — sentiu-se incomodado em falar com Leo sabendo que o herdeiro Nightray estava ouvindo, mas prosseguiu. — Eu vim aqui porque queria perguntar-lhe se viu a Charlotte.

— Hm... acho que não a vi, não. Por quê?

— ... Por nada, mestre. — virou-se, erguendo pouco um dos braços para que empurrasse a porta. — Se precisar de algo ou ficar incomodado, me chame. — jogou uma leve indireta para Elliot, saindo do cômodo e apenas lançando ao herdeiro um olhar reprovador.

Leo suspirou assim que teve certeza que Vincent estava longe dali, sorrindo amigavelmente enquanto cerrava os olhos e inclinava levemente a cabeça.

— Desculpe por isso, Elliot. Vincent não gosta que eu fique na companhia de alguém sem ser a dele. — apoiou-se nas grades da janela, logo observando as pessoas do lado de fora.

— Hmpf. — bufou, cruzando os braços. — Leo. Onde estão os seus óculos afinal? — o Baskerville murchou o sorriso rapidamente ao ouvir a pergunta, tentando disfarçar o deslize enquanto fitava discretamente o chão.

— Estão no meu quarto. — o loiro arqueou uma sobrancelha interrogativamente. — As lentes estão quebradas. Foi um acidente. — deu de ombros, brincando nervosamente com os próprios dedos.

— Ah, claro. Aquelas suas preciosas lentes que você me obrigou a comprar. Está me dizendo que você as quebrou, tipo, tão insensível dessa maneira?!

— Elliot, eu não estou sendo insensível. Eu estava ocupado tentando salvar a sua vida quando os óculos caíram no chão e se quebraram. E além disso, eu não vou os colocar de novo. — abaixou as sobrancelha enquanto fechava os olhos nervosamente, logo mordendo o lábio inferior numa tentativa inútil de descontar a irritação repentina que tomara conta de si.

— Hm... ok. Eu vou deixar passar, então. — formou um biquinho pequeno com os lábios, cruzando os braços novamente. Ao reparar na reação de Elliot, Leo deixou escapar por entre os delicados e finos lábios um curto riso; que fizera sem motivo algum o herdeiro corar.

Antes que o jovem Baskerville conseguisse pensar em mais algum assunto, fora interrompido pelo barulho que a porta fez ao bater-se violentamente contra a parede. Olhou para quem abrira a porta nervosamente, logo deixando-se relaxar ao ver a expressão surpresa de uma jovem garota de cabelos rosados.

Elliot franziu o cenho, lembrando-se subitamente da adolescente.

— Oh, Glen-sama! — exclamou ao ver Leo parado ao lado da janela, logo correndo até o mesmo com um largo sorriso no rosto. — Eu posso te abraçar, não é? Não é?! — nem sequer esperou por uma resposta, logo envolvendo seus braços em torno do corpo do Baskerville. — Eu teria me referido à você com mais respeito naquela vez se soubesse que você era o Glen. — logo mexeu a nuca afim de esfregá-la levemente nas roupas do jovem.

— Charlotte. — pronunciou Leo, um tanto surpreso. — Quem te disse isso?

— Foi o Vincent-sama. — sorriu bobamente, apertando seus dedos nas vestimentas do Baskerville.

Elliot encarou-a confuso.

"Glen? Mas esse não é o líder dos Baskervilles? O que raios ele tem haver com Leo?!"

— Hm. Você... poderia me soltar? — sorriu amigável, puxando as sobrancelhas para cima. Charlotte separou-se do garoto, sorrindo. Ao virar-se para o lado, percebeu Elliot que a olhava com uma expressão confusa e raivosa.

— ... Você! — a jovem apontou para o loiro, que franziu o cenho. — Eu quase te matei também! Foi mal, hein... — disse envergonhada, logo encarando novamente Leo. — O que o mestre Glen-sama estava fazendo com esse plebeu?

— ... — Elliot tentou processar as palavras ditas por Charlotte, logo entendendo o que a mesma quis dizer – a seu respeito, claro. — Ei! Eu não sou um plebeu! — exclamou raivoso, aproximando-se de Leo.

— Ah... não?

— Charlotte, el–

— Me chame de Lottie, Glen-sama. — interrompeu, sorrindo.

— Ok, er... Lottie. — Leo continuou, fazendo gestos sem muito nexo com as mãos. — Ele é um amigo meu, Elliot Nightray. Creio que vocês se lembram um do outro.

— Leo, você tem ideia?! Ela quase me matou. E quase te matou também! — apontou para o jovem, raivoso.

— Esse Elliot tem tanta intimidade com você assim para apontar para o mestre Glen? — Charlotte intrometeu-se, com os olhos brilhando levemente ao dirigir-se à Leo. E após pronunciar as palavras percebera o quanto a frase ficara estranha, mas achou melhor permanecer em silêncio depois de dizer algo assim.

— Lottie, Vincent estava te procurando. — o Baskerville mudou de assunto, antes que Elliot ficasse mais nervoso do que já estava. — Você fez algo errado?

— Acho que não. Eu só dei uma escapadinha do serviço para vir ver você, mestre Glen. — o jovem Baskerville logo achou melhor dispensá-la. O loiro ao seu lado iria explodir num ataque de nervos a qualquer momento.

— Então acho melhor você voltar a trabalhar, não? — sorriu forçadamente.

— Hm... tem razão. Antes que Vincent-sama volte, acho que vou ir embora. Eu te espero na mansão, Glen-sama! — dirigiu-se até a janela abrindo-a com certa dificuldade. — E a Lily também quer vê-lo! Então se possível, não demore! — pulou entre a abertura da janela, já correndo em direção da mansão dos Baskervilles.

Elliot andou até Leo acertando-lhe um tapa no topo de sua nuca.

— Me explique o que foi isso. — ordenou o loiro, com uma expressão raivosa.

— Hm? Aquela foi a Charlotte, acho.

— Não isso, seu idiota! Por que ela se referiu à você como Glen?! — gritou, puxando o outro pelo colarinho de sua camisa.

— Elliot... eu... não acho que seja uma boa hora para falar sobre isso. — disse com uma expressão calma, porém o loiro percebia facilmente pelo tom de voz usado o quão perturbado estava.

— E qual seria a boa hora, Leo?! Parece que nunca chega a hora certa para você me contar as coisas! — exclamou, levantando Leo com um forte puxão no pano das vestimentas que segurava.

— Desculpe, Elliot. Eu queria te dizer em algum lugar mais... mais calmo. — o loiro soltou-se indelicado, fazendo o antigo servo dar alguns passos desequilibrados para trás.

— Tá. Se você não quer me contar, então não conte. — deu-lhe as costas, logo começando a andar na direção da porta.

Leo sentiu-se desconfortável ao ver o loiro se distanciar. Não queria cogitar a possibilidade de ficar sozinho – ou sem Elliot consigo – novamente.

Não mais.

— A alma de Glen reside em meu corpo. — respondeu baixo, num sussurro. Elliot parou de andar, virando-se minimamente.

— O quê? — pareceu surpreso em ouvir Leo dizer aquilo. Não achou que o jovem realmente iria lhe explicar.

— A alma de Glen Baskerville. Está em meu corpo. — especificou, pronunciando as palavras mais claramente. O loiro recuou os passos para se virar totalmente para Leo. — E os Baskerville sabem disso. Vincent não teria se tornado meu servo ou me tirado daquele questionário irritante se não tivesse um motivo específico.

— ... — o loiro olhou-o nos olhos, abaixando as sobrancelhas. — Por que não me contou antes... ? — fitou o chão.

— Eu estava tentando te proteger. Olha, Elliot. Eu nâo te vejo como alguém superior por isso, muito menos inferior. Mas eu não posso continuar sendo o seu servo por razões como essa. Originalmente, os Nightrays eram guarda-costas dos Baskervilles. Estarei me opondo ao próprio passado se tomar uma decisão assim. — o herdeiro franziu o cenho tentando processar as informações que Leo lhe deu.

— Você está tentando me dizer... que eu quem deveria servir você?! — perguntou irritado, cruzando os braços.

— O quê? Eu nunca pensei nisso, para falar a verdade. Você quem está insinuando coisas sozinho. — cruzou os braços assim como Elliot, encarando fixamente os orbes perolados do loiro.

— Eu tenho certeza que você estava tentando dizer algo assim. — afirmou, cerrando os olhos irritado.

— Sim, eu estava tentando dizer que não sou mais o seu servo, pela segunda vez.

— Eu sei que não é. Você não precisa mais repetir isso. — o jovem Nightray forçava uma expressão convicta e irritadiça. Ele realmente não queria mais ouvir aquilo. Aquelas palavras perfuravam o seu peito dolorosamente.

— Mas disse para Vincent que era.

— Porque ele é um idiota.

— Você não admite que não sou servo seu, diz o contrário e ele quem é o idiota? — perguntou irônico, um tanto nervoso, enquanto fazia um caminho redondo com os dedos nas mangas das suas vestimentas.

— Quem disse que eu não admito isso?!

— Não preciso de palavras para saber disso. — o loiro encarou-o um tanto perplexo, franzindo o nariz.

— Eu... — bufou, aproximando-se do piano de cauda. Pigarreou baixo, chamando a atenção de Leo. — O arranjo é... bem bonito. — referiu-se à melodia de Lacie, passeando os dedos sobre as teclas, porém sem tocá-las com força o suficiente para conseguir obter som.

— Obrigado. — o outro aproximou-se do loiro, com um sorriso amigável. — Eu ia mostrar para você mas... é, você sabe. — forçou um pouco a abrir mais o sorriso, brincando com os próprios fios de cabelo nervosamente.

— Hm... sabe, Leo. Eu aceito. — o Baskerville o olhou confuso, arqueando uma sobrancelha interrogativamente.

— Aceita o quê?

— Te servir. — Leo encarou-o bastante surpreso, abrindo levemente a boca para dizer algo. — Sei que parece meio estranho vindo de alguém como Elliot Nightray, mas... não é por você. — mentiu, sentindo suas bochechas um tanto quentes. — É para... mostrar para aquele desgraçado do Vincent como eu posso ser... melhor que ele. — inventou uma desculpa logo, desviando o olhar – o que não passou despercebido por Leo. Elliot só queria ficar ao lado de Leo de novo, nada mais que isso – mas não admitiria aquilo tão cedo.

"Você está mentindo".

— ... Vou considerar isso como... um pedido seu. — o loiro fitou seus olhos, parecendo que a qualquer momento voaria em seu pescoço. — Oras, eu nunca te pedi para me servir, Elliot.

— Que seja. — bufou. O Baskerville colocou sua mão discretamente na ponta da espada que guardava consigo. Nunca a deixava visível.

Afinal, pegara aquela espada de Elliot por faltar convicção em si. Ele não tinha culpa, Não sabia se o herdeiro morreria ou não, e ele – e Elliot também – não queria aquela tão preciosa espada ao lado de um cadáver de qualquer maneira – não que seja considerado uma ofensa, claro.

Tirou-a do suporte em formato de cinto que ficava em sua cintura. Elliot encarou-o indignado ao ver a espada negra nas mãos de Leo.

— Leo... o que você... ?

— Acho que você merece isso de volta. — estendeu-lhe a arma, com certo cuidado. O loiro ergueu a mão para pegá-la, mas a espada foi levantada e tirada de sua mira. — Se você prometer que não vai me matar, ao menos com essa espada. — enfatizou a primeira palavra.

— E por que eu te mataria... ?

— Porque eu peguei a sua espada sem você saber. Você estava morrendo, no fim das contas. — o loiro encarou-o nervoso.

— Me dê logo essa porcaria, droga.

— Promete. — pediu, segurando firmemente a espada e deixando-a longe do alcance de Elliot.

— Tá, eu prometo. Só me devolve ela! — estendeu a mão, pedindo para que a espada encaixasse nela e assim Leo a deixou. O loiro encarou-o desconfiado por um momento, mas logo voltou à realidade, colocando-a em qualquer lugar que conseguisse prender de suas roupas.

— Estava sentindo falta dela?

— Cale a boca. — rosnou. Leo andou até o mesmo, colocando gentilmente a mão em seu ombro e fazendo uma leve pressão, em sinal para que o mesmo andasse para a frente, em direção à porta com ele.

— Tenha modos. Agora sou seu mestre, não sou?

— Ah, desculpe. Cale a boca por gentileza, então. — ironizou, logo ouvindo risos da parte de Leo.

Abriram a porta vagarosamente, saindo do cômodo e deixando nele apenas os instrumentos musicais que já estavam presentes.

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Notas finais
O ELLIOT ESTÁ DEIXANDO O ORGULHO DE LADO PARA DEIXAR O LEO FELIZ. OOOWN *///* /levatiro
Porra hein, esse capítulo está tipo assim... ENORME. ASUSHUAHSUAHSU
A Vanessa não ia gostar nem um pouco dessa história do Elliot servir o Leo mas isso não vem ao caso :p
Essa Charlotte... vive se metendo no meio das tretas AHSUAHSUAHSUHA Mas como já vimos no capítulo II, todos nós adoramos a Charlotte u3u ...A menos que alguém não adore /levaporrada/ ASHUAHSUAHSUAHUSHA

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HEY HEY, FUJOSHIS TARADAS! O próximo capítulo vai ter...
*tambores*
L
E
M
O
N
AHSUAHSUAHSUHA É isso aí, logo no próximo capítulo já vai ter lemon u__u É assim, o capítulo já está pronto e eu posso lhes dizer... que o Elliot é uma ANTA (e virgem ainda .-.) ASHUAHUSHAUSHAUHS
ENFIM. Obrigada pelos reviews lindos que vocês deixaram no último capítulo, adorei eles (amo todos vocês, leitores lindos) ♥
Então, até o próximo capítulo o/
Obrigada por ler =W= (e já que você chegou até aqui, por que não mandar um review? -q)