Fragile
3 Chapter: III. Nasty
Notas iniciais
Olá, querido leitores *gota*Desculpe pela demora para postar, mas aqui está o terceiro capítulo que eu fiz com tanto amor e carinho para você, meus queridos u_u AHSUAHSUAHUSH
Porque tipo, minha criatividade estava nível zero XD Mas agora acho que... ainda está nível zero :B QQQ
Para quem queria ver o Elliot se encontrando com o Leo e um bom diálogo vai querer me matar nesse capítulo .___. AHSUAHSUAHSUHAUSH
Enfim, até lá em baixo~
Vincent andava pelos corredores quando finalmente conseguiu encontrar o seu suposto mestre. Andou até ele com um sorriso falso, como de costume.
— Leo. Você está aqui. — o outro não pareceu gostar de encontrar o loiro, mas apenas deu de ombros. — Você vai ao baile?
— Estou me forçando a fazer isso. — respondeu, piscando os olhos um par de vezes.
— Oh, que boa notícia! — exclamou, animado. — Então é melhor nos apressarmos.
— Hein? Mas o baile é daqui duas horas. — reclamou.
— Sim, eu sei. Mas eu quero falar com uma pessoa e não quero chegar atrasado. Ela chegará bem cedo, provavelmente. — Leo olhou-o desconfiado, logo abrindo um sorriso vitorioso.
— Essa pessoa é Ada Vessalius?
— Sim. Você me conhece mesmo, não é?
"Puxa-saco".
— Vamos. — o loiro guiou Leo até uma carruagem do lado de fora da mansão, abrindo a porta da mesma e fazendo um pequeno sinal com a mão para que o mesmo se sentasse lá dentro.
Leo entrou na carruagem, sentando-se ao lado da janela. Vincent entrou em seguida, fechando a porta e sentando-se na frente do mesmo. O Baskerville apoiou-se na janela, cerrando levemente os olhos.
— Tentarei dormir mais um pouco. — avisou, logo encostando sua cabeça folgadamente na pequena abertura preenchida com vidro.
— Você dormiu até 14:00 e ainda está com sono? — estranhou, por Leo ser normalmente mais energético.
— Me deixe dormir, Vincent. — rosnou, cruzando os braços.
O loiro suspirou. Achava que algo incomodava o jovem garoto. Leo estava estranho ultimamente; mais irritado que o normal, talvez. Quando o via, estava cansado. Mas antes não era bem assim.
Há algumas semanas notou ter algo errado com Leo. O tempo das semanas?
Desde que encontrou Elliot estava daquele jeito.
Fechou os olhos, mas não conseguiu adormecer. Não estava mais com vontade de dormir.
Estava com medo de sonhar com Elliot outra vez.
Cruzou as pernas nervosamente, mexendo-as histérico. Puxava sem querer as sobrancelhas para baixo vez ou outra, o que não passou despercebido por Vincent.
A viajem foi mais comprida do que esperavam. Vincent quis parar num local da floresta por alegar estar com fome. Queria pegar uma maçã numa das árvores e isso irritou profundamente o jovem Baskerville. Quis comer no local como se aquele fosse um piquenique mas isso Leo não conseguiu aturar por si mesmo.
Segurou Vincent na carruagem, para evitar outra parada. Aquela "busca por maçãs" havia levado uma hora – ou mais – e chegariam atrasados de qualquer jeito.
(...)
Assim como pensou. A carruagem parou em frente à uma mansão enorme, onde já haviam várias pessoas concentradas em volta. Vincent, ao perceber que estava atrasado, bufou irritado. Saiu da carruagem, pegando a mão de Leo para ajudá-lo a sair do pequeno veículo.
Leo olhou em volta. Aquele clima sempre o fez sentir-se mal. Haviam várias pessoas conversando, comendo, dançando. O barulho estava absurdamente alto e o deixava enjoado. A música era tocada por uma orquestra no canto da parte coberta da mansão.
— Leo. Se sentir-se mal, aguarde-me dentro da mansão. — o loiro avisou, apontando para a residência.
— Tarde demais. — referiu-se à já sentir-se enjoado, cruzando os braços.
— Então aguarde-me lá. Obrigado por me acompanhar. Você é um ótimo mestre. — sorriu, simpático.
Leo deu de ombros, não ligando para o que o loiro pensava sobre ele – além de saber que não o via como um "ótimo mestre". Atravessou o pátio, sentindo olhares sobre si.
"Quem é esse?", "É um garoto?", "É um nobre?". Eram as perguntas que ouvia a cada passo dado. Olhou em volta emburrado, logo irritando-se novamente. E pensara que havia se acalmado...
Entrou na mansão, observando o local. Ao meio do corredor, havia uma janela dourada. Encarou as árvores do lado de fora, avistando Ada Vessalius, ao lado de Oz Vessalius. Logo, encostado num dos muros próximos, estava uma familiar cabeleira loira arrumada. Olhos raivosos e entediados, punhos cerrados.
Cerrou os olhos. Aquela súbita dor crescente em seu peito aumentava aos poucos ao ver o rosto daquele jovem.
Elliot Nightray.
Os orbes azuis-piscina do loiro direcionaram-se à janela. Não sabia ao certo o motivo de olhar para lá, apenas uma sensação estranha de estar sendo observado reinou em seu corpo.
Por um momento, jurou ter visto Leo na janela da mansão.
Sua respiração tornou-se pesada ao perceber que Elliot olhava para si. Saiu de sua vista.
"Se eu soubesse que ele estaria aqui, não teria vindo".
Olhou para os dois lados repetidamente. Encarou a porta do lado esquerdo da sala, com uma pequena etiqueta branca com letras bordadas e decoradas: "Sala de música". Por impulso, deu lentos passos até lá, abrindo-a lentamente.
"Eu não deveria estar aqui, acho".
Seus olhos passaram pelos instrumentos, parando em alguns que o interessava. Guitarra, violino, flauta transversal, bateria. Mas nada conseguia ganhar sua atenção como o grande piano de cauda negro presente no canto da sala. Andou até ele em passos lentos. Passou a mão levemente sobre o piano, levantando a tampa que ficava por cima de suas teclas. Seus olhos brilharam subitamente ao ver as teclas limpas e brancas do instrumento.
Puxou o banco negro perto do piano, sem se importar se poderia tocar naquelas teclas. Sentou-se no mesmo, pisando nos pedais afim de ajeitar seus pés sobre os mesmos. Logo começou a bailar seus dedos sobre as teclas, numa triste melodia. O nome da canção era...
"Lacie".
Fizera um novo arranjo para a música. A deixara mais lenta, mais triste. E antes de Elliot quase ser morto por sua chain, planejava mostrar à ele. Havia terminado aquilo. Era deveras complicado, mas gostava daquele arranjo. Fechou os olhos afim de apreciar a própria melodia. Gostaria muito de tocar a música com quatro mãos com a ajuda de Elliot, claro.
O loiro do lado de fora jurava ter visto alguém. Ignorou as perguntas de Ada quando passara apressado pelo jardim prestes a entrar na mansão. Abriu a porta.
Estava curioso. Ele realmente tinha visto alguém e aquela parecia ser a oportunidade perfeita para esquecer Leo por ao menos um momento. Afinal disseram para ele que o melhor amigo fora sequestrado – não que realmente acreditasse nisso.
Mas ao fechar a porta e abafar o som do lado de fora, começou a ouvir uma melodia.
Familiar demais.
Seguiu o som que um piano proporcionava, parando em frente à uma porta marcada por letras que juntas formavam as palavras "Sala de música". Ah, aquilo lhe lembrava muito de Leo. Os tempos em que ficavam no internato e depois das aulas tocavam juntos no piano de cauda branco da escola.
A tentativa de se esquecer sobre ele não estava funcionando.
Mas ao se dar conta da música que tocava, arregalou os olhos. Reuniu sua coragem, já irritado por alguém mais – além dele e de Leo – saber tocar Lacie. Abriu a porta, preparando-se para interromper a linda canção com um sermão. Mas algo o fez mudar subitamente seus pensamentos.
Aquele cabelo azulado, fios lançados para cima descompassadamente. Vestido de um modo elegante.
"Leo?"
Ele sentiu vontade de chorar por um momento.
O garoto que tocava ali não pareceu perceber a presença de outra pessoa na sala. Ainda movia livremente as mãos sobre as teclas do instrumento, pisando levemente no último pedal da direita quando necessário.
Elliot se recompôs, fitando o chão tristemente. A coragem que juntava abandonou seu corpo, mas tratou de juntá-la de novo imediatamente.
— Arranjo legal. — murmurou melancólico, mesmo que com certa irritação no tom de voz.
A melodia parou repentinamente quando a voz do jovem Nightray ecoou pela sala. Leo arregalou os olhos.
"Por que ele entrou aqui?"
_
Notas finais
Foi mal, hein, mas eu não pude evitar >8D~
Poxa, sempre tem que ter aquele finalzinho esperançoso de capítulo, poxa e.e
O Vincent não é um caquinho? Não? Ok :B
Antes que vocês me perguntem o motivo do Leo não ter ido igual um bom Baskerville encapuzado com aquele sobretudo lindão e vermelho deles, é que ele está fingindo que ele não é um Baskerville, só para não atrair muita atenção u.u Sabe como é que é... ele mal gosta de festas, então imagina se um monte de gente fosse para cima dele tipo "OMG É O LÍDER DOS BASKERVILLES *---*". Resultado: ele ia cometer suicídio lá mesmo ASHUAHSUAHSUHAU XD /brinks
Não se esqueçam dos meus reviews lindos (que eu sei que vocês sabem como se faz um), hein u.u AHSUAHSUHAUSH Falando em reviews... LEITORES FANTASMAS (se manifestem :D), EU SEI QUE VOCÊS ESTÃO AÍ!! Se vocês não se manifestarem... EU COMETO SUICÍDIO JUNTO COM O LEO HEIN ASHUAHSUAHSUAHUSHAUHSUAH sqn
Enfim, até o próximo capítulo e obrigada por ler e me aguentar aqui, negada! o/
Kissus ~♥
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