Fragile

1 Chapter: I. Guilty


Notas iniciais
Então. Eu fiquei um pouquinho triste com a morte do Elliot, então eu estava pensando: E se ele não morresse? Porque, sabe né. O Leo continuaria maníaco de qualquer jeito ASHUAHSUAHU Mas ok né. Eu já tentei escrever alguns romances (yaoi) mas não deram muito certo. Espero que dessa vez eu não tenha forçado muito a barra.

— Hm? O filho dos Nightray está vivo? — ouvia as vozes das empregadas ali no mesmo cômodo. Pigarreou baixo, sem que as jovens escutassem. Estava ali acordado já fazia tempo.

Apenas não queria abrir os olhos.

— Eu achei que naquele incidente ele tivesse sido morto também.

— Parece que ele foi operado por um médico excelente e por sorte sobreviveu.

Irritante.

Ele já sabia de tudo aquilo. Por que elas tinham de continuar a falar nisso? Aquelas palavras traziam-lhe más recordações.

— Sério? E isso faz tempo?

— Acho que faz uns dois meses... o Nightray já recebeu alta e saiu do hospital mas eu só fiquei sabendo disso agora.

— Quem te contou?

— Eu ouvi a Charlotte comentar isso com alguém mais cedo. — o jovem jogado no sofá pegou o livro que encontrava-se aberto tampando o seu rosto e tacou no chão, fazendo as duas empregadas pularem assustadas com o barulho.

A de cabelos negros virou-se rapidamente, amedrontando-se em ver que o garoto estava acordado.

— Ei, calem a boca. Vocês só ficam fofocando o dia inteiro. Estou aqui há tempos tentando cair no sono mas vocês não param de falar. — reclamou, virando o rosto para o lado e cerrando os olhos impacientemente, irritado.

Aquilo tudo era tão irônico. Quem diria que ele começaria a agir como um garotinho mimado?

Como Elliot Nightray?

— Oh, minhas sinceras desculpas, senhor Leo. — desculpou-se a empregada, aproximando-se do jovem. — Eu não sabia que o senhor estava acordado. Além disso, Vincent-sama disse que queria falar com o senhor quando acordasse. — a mulher que antes falava sobre Elliot Nightray com a outra empregada apenas temia por sua vida a irritação de Leo e até onde ele poderia chegar se elas o irritassem novamente.

— Vincent... ? — murmurou, levantando sua nuca para apoiar os braços nas almofadas do largo sofá e sentar-se, sentindo sua cabeça arder. Colocou as mãos na mesma, numa tentativa inútil de fazer a dor diminuir. — E o que ele quer?

— Eu não sei, senhor. Vincent-sama não me deu muitos detalhes então não consigo responder-lhe. — fez uma breve reverência, logo virando-se e parando à porta. — Com licença. — saiu do cômodo apressada, deixando a outra empregada sozinha com Leo.

Leo a encarou como se a mandasse sair do cômodo imediatamente.

— Mande Vincent aqui. — ordenou. A jovem apenas assentiu, murmurando "sim, senhor" antes de deixar a sala rapidamente.

Bufou. Jogou-se no sofá novamente, escondendo seu rosto entre as almofadas. Aquela triste imagem de Elliot banhado pelo próprio sangue ainda estava presente em sua mente. Ele sabia que era sua culpa. Não importava o que Vincent dizia.

No final, ele sempre seria o culpado.

Pelas lágrimas de Elliot, por sorrisos falsos, animação fingida. Aquilo sempre foi culpa sua e sempre era ele quem causava toda a tristeza no jovem loiro.

E sempre será.

Ele não suportava aquilo. A culpa estava o destruindo interiormente e lentamente. A cada pedaço destruído mais dor sentia. Ele não estava se fazendo de idiota? Afinal, Elliot Nightray estava salvo.

São e salvo.

Para outras pessoas, talvez. Mas Leo sabia que Elliot estava sofrendo. Por não ter mais seus irmãos, por ter descoberto a verdade. E por odiá-lo talvez? Não, não era isso.

Era por sentir a falta de Leo.

Por segundos, sentiu as lágrimas refrescarem seus belos olhos lilases e traçarem um rastro suave em seu rosto, até seu queixo.

"Não".

Balançou a cabeça negativamente, limpando as lágrimas com as mãos e pondo-se a estreitar os olhos abaixando as sobrancelhas. Rangeu os dentes, cerrando as mãos irritado. O que estava fazendo? Aquele não parecia ele. Chorando por Elliot estar bem? Não, definitivamente, não queria aceitar.

"Eu odeio..."

Escondeu o rosto com as mãos, agarrando os próprios fios de cabelos e os puxando levemente para baixo. Sentiu seu peito se contorcer. Aquele pequeno desconforto era dolorosamente insuportável.

"... O mundo inteiro".

Soltou os braços, fazendo-os caírem folgados ao lado de seu corpo. Normalizou a respiração, curvando levemente a coluna para frente e apoiando-se nos próprios joelhos. Ao ouvir barulho de passos vindo do corredor, voltou à postura inicial. Endireitou suas costas na parte lateral do sofá, logo recolhendo o livro que jogara no chão. Aqueles passos eram sem dúvidas de Vincent.

Ouviu o barulho da porta ser aberta, mas não teve o trabalho de virar a nuca para ver quem era.

Ele não precisava ver.

— Leo. — ouviu a doce voz do servo pronunciar-lhe o nome, logo sentindo o olhar do loiro sobre si. Vincent se aproximou de Leo, parando ao lado do sofá azulado onde se encontrava.

— O que você quer, Vincent?

— Eu queria apenas dizer que o baile será amanhã. — Leo franziu o cenho, logo irritando-se com as palavras doces do jovem. Virou-se, apenas para ter a visão dos orbes bicolores do homem.

"Mas que lindos olhos, Leo".

— Baile? — perguntou, com uma pontada de irritação reinando em seu tom de voz. Vincent sorriu amarelo, arqueando as sobrancelhas.

— Sim. Oh, eu não te contei, Leo?

— Não. — respondeu, seco.

— Eu devo ter me esquecido. Mas de qualquer maneira, irei à um baile amanhã e gostaria muito que você fosse também. Como servo, eu não deveria me separar do meu próprio mestre, certo, Leo? — abriu um sorriso amigável, diferente do anterior. Leo estreitou os olhos, virando-se para frente novamente e cruzando os braços.

— O que o faz pensar que eu vou?

— O seu dia não foi muito bom, não? — comentou, murchando o sorriso perante o entusiasmo forçado de Leo.

— Não me leve tão a sério. Eu não gosto desse tipo de evento e você sabe disso. — fitou o chão, balançando as pernas infantilmente.

— Sim, eu sei. Mas você não poderia fazer isso por mim? — percebeu a careta reprovadora de Leo, logo lembrando-se que sentimentalismo à seu próprio respeito não funcionaria com seu mestre. — Digo, ao menos me acompanhar até o local. Você não precisa necessariamente participar do baile.

— Vou pensar nisso. — bocejou, esticando seus braços e pernas preguiçosamente, enquanto sentia seus ductos lacrimais se contraírem. — Te dou a resposta amanhã. — por fim, sorriu falsamente. Vincent conseguia ver que por dentro daquele sorriso convincente, Leo ainda estava magoado. Sentindo-se culpado. Mas achou melhor não lembrá-lo daquilo, retribuindo o sorriso do jovem Baskerville.

— Fico feliz em ouvir isso. Agora, se me dá licença, Echo está me esperando lá em baixo. — acenou levemente para Leo com a mão esquerda, saindo da sala larga.

Leo suspirou. Nunca pensara que as coisas sem Elliot seriam tão complicadas. Não por não saber como agir além de parecer infantil mas por si mesmo.

Ele estava mais instável do que nunca.
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Notas finais
Então, negada, que vocês acharam? Tá bom? Ótimo? Lixo? Ficou a merda mais cagada que você já leu (wtf)? Críticas construtivas são bem-vindas. Eu não mordo, não q
Logo estarei postando o segundo capítulo S2 Comentários são muito bem-vindos também ^^
Já que tem poucas fic envolvendo o Leo e esse lance todo de ser Glen e o Elliot morrendo e blá blá blá, eu resolvi postar essa fic que eu já estou escrevendo há um tempinho e finalmente tomei vergonha na cara para postar [sabe, eu morro de vergonha quando se trata de postar lemons] XD
Até o próximo capítulo então o/