Fracos
1 Capítulo 1: A ilha – Parte 1
Notas iniciais
Visão de Hermione Granger
[The piano Guys — Desert Symphony]
[https://www.youtube.com/watch?v=RQ5ljyGg-ig]
Não importa o quanto tentamos fingir, apagar, esquecer, certas coisas nos acompanham para a vida toda, e não é diferente para uma bruxa como eu. Por mais que eu tente, as sombras vão sempre me acompanhar.
Não sei quantos inícios de cartas estão lotando a lixeira do lado da minha escrivaninha, porém devo ter tentado mais de cem vezes fazer a carta que me traria paz interior, infelizmente nem mesmo a minha favorita delas eu tive coragem de amarrar a pata de uma coruja, afinal parecia covarde demais contar um segredo como esse em uma carta, mas eu devia realmente contar a verdade? Passei tanto tempo fingindo que a verdade parece estranha, e pior, e se ele nunca me perdoasse? Não consigo suportar essa ideia
Bato minhas unhas em cima da escrivaninha e encaro o envelope cor de céu, o que eu devia fazer com ele? Queimar? Amarrar a uma coruja? Entregar pessoalmente? Droga Hermione! Onde esta sua coragem?
Uma coruja branca com asas mais escuras pousa na minha janela, uma carta esta amarrada a sua pata.
Levanto com um meio sorriso para a conhecida coruja, Victorie. Antes de me aproximar observo, Bichento não esta por perto. Victorie e Bichento tem um longo histórico de desavenças e eu não queria contar ao dono outra vez o motivo de Victorie voltar com penas arrancadas e marcas de garras de gato por todo corpo. Eu acaricio a meiga coruja e retiro a carta com cuidado para ler no mesmo instante:
Querida Hermione,
Nós precisamos conversar imediatamente, mantenha-se alerta quando eu estiver por perto, tenho sérios motivos para acreditar que estamos em perigo.
Ora, se já não bastasse eu ter que fazer o sétimo ano em Pégaso quando eu poderia estar na faculdade, ele precisa dizer que estamos em perigo... Não tenho boas vibrações sobre esta ilha, eu nunca fui uma pessoa sensitiva, a matéria de Adivinhação para mim sem dúvida sempre foi entediante, porém não consigo deixar de sentir que fortes acontecimentos estão por vir.
Abro minha gaveta e jogo a carta fechando logo em seguida
Olho a escrivaninha e ainda esta lá, mais uma das minhas cartas que talvez nunca sejam enviadas. A verdade em si é um perigo, enumerei todas as possibilidades de reação a carta serem negativas, e elas são de 90%, eu não acredito que os 10% positivos estejam ao meu favor, a matemática não erra, a possibilidade de eu sofrer terrivelmente por não contar depois de todos esses anos é quase absoluta.
Uma buzina gritante do lado de fora da casa anuncia que meu taxi chegou
Sem pensar duas vezes eu pego o envelope e enfio na minha mala não tão pesada. “Eu resolvo depois” eu penso
Visão de Draco Malfoy
[Nickelback — Lullaby]
[https://www.youtube.com/watch?v=4OjiOn5s8s8]
A seringa é retirada do meu braço levando uma quantidade significativa de sangue.
–Sente-se bem? – o doutor Lisbon pergunta com sua voz rouca
–Eu estou bem, sempre estive bem – eu respondo sem paciência – não é por mim que nós estamos aqui.
–Paciência, Malfoy – o Sr. Greengrass me repreendeu. Carlisle Greengrass é um homem muito alto e magro, trajando um elegante terno preto, olhos muito azuis e um impecável cabelo loiro, penteado perfeitamente para trás, sua pele é branca e tão transparente que posso ver suas veias saltarem na sua testa quando me repreende. Greengrass transpira classe e educação, mas um homem esperto como pode ver em algum lugar dos seus olhos algo parecido com arrogância. – Cuidado com a saúde nunca é exagerado
Não respondo, apenas o encaro impaciente até ouvir minha mãe tossir engasgada com a poção que o doutor a receitou, imediatamente eu entrego mais um lenço branco a minha mãe que o mancha de sangue o usando para limpar a boca, ela repousa a poção no colo e respira com tanta força que qualquer um na sala conseguia sentia sua dor e dificuldade para voltar a respirar normalmente.
Doutor Lisbon, Sr. Greengrass e eu estamos parados, respirando devagar, enquanto observamos ela se recuperar, a pedido dela que desde a primeira vez nesse quarto de hospital insiste em fazer as coisas, sozinha, Narcisa Malfoy mesmo debilitada ainda é uma mulher forte e orgulhosa.
Ainda não me parece real, mas é, eu Draco Malfoy estou com minha mãe internada em estado crítico em uma hospital mágico público. Mamãe retoma o ar e acomoda suas costas a almofada na maca, ela perdeu muito peso, seu corpo se resume a pele e ossos, o cabelo esta perdendo a cor, sua pele esta mais pálida e os olhos estão avermelhados, este último sintoma é um efeito das poções receitadas no hospital
–Carlisle tem razão, Draco – ela diz – precisa estar de olho na sua saúde, o destino prega peças.
–É, eu estou olhando pra uma dessas peças – respondo
–Eu só estou morrendo, você não precisa seguir o mesmo destino...
Nunca mais diga isso – eu a interrompi com uma voz firme que soou como uma ordem – Não ouse morrer mãe. Não ouse morrer. Ainda não esta na hora, e eu não vou deixar isso acontecer.
–Bom... Ainda estaria aqui quando se casar com Astoria – ela continua o diálogo normalmente, eu admiro essa sua habilidade, eu não seria assim estando neste estado, pois sou grande covarde comparado a ela – não se esqueça de mim quando for enviar os convites Carlisle.
–Não esquecerei – o homem respondeu com um sorriso.
Saio do quarto sem avisos, sem educação, batendo a porta, sem ligar para o que irão dizer, doença e casamento juntos são coisas demais para eu assimilar, e como se não bastasse, lá esta ela, sentada no corredor, com as mãos cobrindo o rosto, os ruídos denunciam que ela esta outra vez chorando
Não consigo resistir... Posso contar com os dedos de uma mão as lagrimas de quantas pessoas podem me incomodar, e as lágrimas dela me incomodam muito. A pequena Astoria Greengrass levanta a cabeça para me olhar, ela é uma menina magra e de cintura muito fina, longos cabelos loiros ondulados amarrados em um rabo de cavalo, lábios finos e belos olhos castanhos que estão inchados de tanto chorar, atrás dos seus óculos de grau forte, vestida de um jeito inadequado é difícil ver sua beleza em baixo das roupas largas e de seu cabelo sempre amarrado.
–Como a titia está? – ela me pergunta em meio a soluços
–Ela vai ficar bem – eu respondo a abraçando
–Precisamos mesmo ir pra ilha?
–Sim
Visão de Hermione Granger
Não gosto de repórteres, não gosto de atenção exagerada, não quando se trata de algo tão estúpido como estar embarcando para a ilha, por que eles não gastam suas energias documentando e lutando pelos diretores de elfos na nossa sociedade? Isto me parece muito mais útil do que seguir meu namorado e eu com suas câmeras de flashes luminosos até o navio
A pior parte, é que pessoas como eles nunca aceitam um “não” como resposta ou respeitam a nossa privacidade. Desde a guerra eles não deixaram nenhum de nós em paz, Harry que já era famoso se tornou uma espécie de ídolo e arrastou Rony e eu, seus melhores amigos, nesta loucura sem sentido, eu não sei por que pode ser tão interessante para pessoas que nem ao menos me conhecem saber se Rony e eu estamos namorando. Rony é meu namorado sim, porém por que eu quero ficar divulgando isso por aí?
Esses repórteres sempre fazem uma imagem distorcida de mim para o público, descrevendo-me como uma garota brilhante que usa seus artifícios de inteligência para conseguir um namorado famoso, a lista deles inclui Rony Weasley, Viktor Krum e até mesmo Harry Potter!
De cabeça baixa e passos largos em ritmo acelerado, Rony leva-me pela mão para longe da multidão de repórteres e só volto a levantar a cabeça quando já estou pisando no navio. Gina e Harry estão logo atrás de nós, Gina está vermelha, zangada, só de observar minha melhor amiga eu consigo imaginar que ela será a primeira a reclamar do assédio em voz alta, a ruiva odeia ser comentada como “a namorada do Harry Potter”, principalmente agora que eles não estão namorando, enquanto isso, Harry esta silencioso, com a cabeça baixa passando pela multidão escandalosa naturalmente, uma habilidade que eu invejo.
Finalmente eles sobem no navio, Gina resmunga sem parar o quanto eles são intrometidos e perversos enquanto nós encontramos uma cabine.
Sento encostada ao meu namorado, nós estamos de mão dadas, enquanto Harry e Gina parecem estar sentados o mais longe possível, nada acontece entre eles desde o beijo antes do casamento, Gina faz questão que eles não troquem muitas palavras e isto deixa quase todas as vezes em que sentamos todos juntos uma coisa desconfortável
–Então meninos, como foi o primeiro teste para se tornar auror? – eu perguntei tentando quebrar o gelo
–Foi legal – Rony respondeu
–Foi mesmo, foi à parte de feitiços – Harry continuou – eu acho que nós temos muita chance.
–Você tem, com certeza, vocês deviam ver como as coisas ficaram estranhas quando Harry Potter apareceu em um simples teste – Rony diz um pouco excluído – eu nem sei se prestaram atenção no meu teste.
–Isso não é verdade Rony, você foi muito bem.
–É irmão, afinal não seria justo dar a vaga só para Harry só por que venceu Voldemort, você estudou bastante e não tem treinamento melhor que a guerra.
–Gina tem razão – eu disse apertando a mão de Rony – você tem tanta chance quanto Harry
–Eu tenho uma ótima notícia – Gina de repente da um sorriso de orelha a orelha, seus olhos azuis brilham quando olha para cada um de nós, fazendo toda a tensão para dar a notícia – Rony você já sabe, por favor, não estraga a surpresa. Eu consegui galera! Eu fui aceita em uma liga profissional de Quadribol, a Harpias de Holyhead!
–Nossa! Isso é ótimo, Gina! – eu disse animada dando um abraço na minha amiga – Você ainda nem terminou os estudos e já tem um emprego garantido!
–Isso é perfeito! – Harry também esta com um grande sorriso – como batedora?
–Sim!
–Isso é fantástico! Extraordinário! Parabéns! – Harry a abraça, e Gina esta tão animada que não se importa em abraça-lo.
–O que? – eu não entendi o que seria tão extraordinário
–Gina é a primeira mulher da história a entrar pra uma liga profissional como batedora
Demoro alguns segundos para processar tamanha importância na carreira profissional de alguém e só consigo repetir:
–Extraordinário! Molly deve estar muito orgulhosa! Pena que não esta aqui
–Ela já sabe, — Gina riu – apesar de que a gente sabe que ela iria querer estar aqui por outros motivos.
–Celestina Warbeck, Fleur mataria para estar aqui – Harry diz rindo.
–Como ela deve ser ao vivo? – Rony pergunta – Mamãe comprou uma câmera incrível só para eu fotografá-la
–Não sei. Saberemos logo
Os assuntos fluíram naturalmente durante as duas horas de navegação.
A ilha Pégaso é propriedade particular de Celestina Warbeck, uma bruxa cantora muito famosa por ter uma poderosa extensão vocal e um estilo extravagante, sem dúvida existem muitas músicas dela que eu admiro, porém não faz meu estilo, foi sorte nossa ela ter oferecido sua ilha para usarmos enquanto Hogwarts esta em ruínas, ainda faltam três meses para a reconstrução total e por enquanto estaremos aqui.
O primeiro mês não será dedicado as aulas comuns como transfiguração e poções, será livre para atividades recreativas, cursos e clubes, outras estrelas e figuras importantes estarão entre nós, é um tipo de comemoração pós-guerra, mesmo que já tenha se passado três meses desde que Voldemort foi derrotado.
Juro, eu estou tentando me animar, entretanto não consigo parar de visualizar todas as cartas de faculdade que eu recebi, os envelopes estão lotando minha gaveta de documentos, e infelizmente não posso ingressar em nenhum curso, pois não tenho o meu sétimo ano escolar. Quase todas as cartas oferecem bolsa integral, é fantástico. Isso não é nada justo para mim, eu estou atrasada por causa da guerra.
Observo pela janela, o navio esta cada vez mais perto da ilha, devagar se aproxima do porto, formando pequenas ondas azuis que se quebram lindamente na areia branca, Harry também esta olhando com um sorriso no rosto, nossos olhares se cruzaram e eu rapidamente viro à cabeça para outro lugar, fingi estar sorrindo para Rony, quando na verdade eu estava pensando na carta que eu havia escrito, ela ainda está na minha bolsa. Eu devia entregar a Harry?
Rony é o primeiro a levantar para pegar sua mala, isto me desperta do meu devaneio. Respiro fundo, fechos os olhos e me levanto, pego minha bagagem, calada, tomando cuidado para se quer olhar para Harry.
Os quatro saem da cabine e seguimos para o convés, os alunos estão amontoados e conversam alto entre si, desde o primeiro ao sétimo ano, ninguém esconde a admiração ao ver a beleza da Ilha.
A praia de areia branca se perde de vista, no meio, um longo caminho feito de pedras que brilham na luz do sol, carruagens de cavalos nos esperam. Há uma linda floresta mais a frente, a estrada de pedra passa pela floresta e me impede de ver como é o interior da Ilha.
Nós esperamos pacientemente até nossa vez. Quando chegou o momento dividimos a carruagem com alguns outros grifnórios, abaixamos o teto que protegia nossas cabeças do sol para todos poderem ver melhor o lugar. A estrada de pedras entra em uma floresta diferente da de Hogwarts, muitas folhas e frutos regam o chão, algumas árvores são incrivelmente altas, as folhagens não permitem que o sol chegue muito intenso até nós, e a uma infinidade de espécies novas, ao longe posso ouvir macacos, sapos, grilos e pássaros, e outros barulhos de animais que não consigo identificar, algum bichinho atravessa nosso caminho e segue para o outro lado da floresta, devia ser um esquilo, estou aliviada por não termos o ferido.
A estrada se torna cada vez mais larga até chegarmos a uma clareira, mal consigo acreditar nos meus olhos, aquilo era uma pequena e charmosa cidade. Algumas casinhas, comércios, lojas, restaurantes, a maioria com o nome “Warbeck” no letreiro, os moradores acenam para nós, sorrindo, e nós sorrimos e acenamos de volta, no fim da estrada uma ladeira não tão inclinada abre caminho para um castelo, tão grande e bonito quanto de Hogwarts, o azul cintila no sol e faz ser mais mágico, é tudo muito bonito e bem encaixado no ambiente.
Somos orientados a sair da carruagem e esperar, quando todos os alunos chegam do navio, os portões do castelo se abrem e muitos homens de terno saem formando uma linha na nossa frente, todos estão com suas varinhas na mão, olhando-nos intensamente. De repente McGonagall sai pelos portões trajando um longo vestido negro, quando vejo por mim já estou batendo palmas com alguns alunos para nossa nova diretora.
Minerva McGonagall espera pacientemente as palmas terminarem:
–Bem vindos a Ilha Pégaso! – ela exibe um grande sorriso – É com muito prazer que assumo a liderança dos alunos de Hogwarts este ano! Espero que vocês estejam apreciando o ambiente. Teremos os principais avisos e regras anunciados durante o almoço. Esta noite, como já é conhecimento de todos, teremos o baile de boas vindas, estejam vestidos adequadamente em um traje de gala, aqueles que não vieram preparados para o baile, nossa pequena cidade conta com algumas lojas. Sejam educados e cordiais com a nossa equipe e os moradores, do contrário será contado como falta grave, façam de tudo para que nossa estadia na Ilha seja agradável. Com vocês, Celestina Warbeck.
Palmas, gritos, assovios e muitos flashes se seguiram, Rony rapidamente foca a câmera no portão principal onde uma linda mulher negra sai usando um vestido azul que cobria seus joelhos. Celestina Warbeck não parecia tão diferente ao vivo, altura medial e um corpo forte e saudável para sua idade que beirava os cinquenta anos, pele escura, grande olhos negros e cabelos curtos, uma franja molda seu rosto dando um aspecto moderno a sua figura.
Aproveito o alvoroço para procurar Blásio, o dono da coruja Victorie desta manhã, ele esta muito longe de mim, também me observando, o rapaz esta perto de uma menina loira baixinha, Draco Malfoy e Pansy Parkinson, quatro sonserinos. Nós acenamos com a cabeça um para o outro e aproveitamos o momento de distração dos nossos amigos para ir juntos para longe.
Blásio me guia para longe de olhares curiosos, atrás de toda a multidão, disfarçadamente ficamos um do lado do outro.
–Sua expressão corporal não mente, você não gosta tanto dele – Blásio comentou olhando de muito distante para Rony
–Esta é a parte em que ti parabenizo pela dedução? – eu soo irônica, porém não olho para ele, finjo que estou olhando para Celestina que discursa sobre sua ilha – Sem demonstrações arrogantes, vai direto ao ponto, Blás.
–Mamãe esta no hospital
–Ela esta bem?
–A torturaram
–O que?
–Olha pra frente Hermione. Disfarça!
–Ok – eu suspiro – o que aconteceu? Por que não me chamaram imediatamente?
–E no que adiantaria?
–Quem a torturou?
–Não sei, ela também. Homem encapuzado invadiu nossa casa. Ele sabia que perguntas fazer, perguntou diretamente sobre você. Hermione, o homem sabia o segredo, mamãe disse que ela não contou nada, mas ele deduziu que seria verdade com as reações dela, tem alguém por aí que sabe a verdade e é perigoso, capaz de matar.
–Por que ele não a matou?
–Por que eu cheguei a tempo, atravessei a porta enquanto ele voava numa vassoura pela janela.
–Ela podia ter morrido... Vou escrever uma carta. Sinto-me culpada por não estar lá... Meu Merlin...
–Não temos tempo para culpa, Hermione. Conte a verdade ao Potter
–Você sabe que não é fácil
–É mais fácil pra você esperar que ele saiba por outra pessoa?
–Não
Um silêncio cai sobre nós
Eu estou perdida em pensamentos, possibilidades, sentimentos, conflitos... Tem um caroço na minha garganta que me traz vontade de chorar, porém sei que isso não me dará uma solução, por isso concentro-me em deixar meus olhos secos, piscando para afastar as lágrimas. Sonhei por muito tempo com o momento da verdade, nunca imaginei que teria que contar apressadamente por um motivo tão perigo como este.
Depois de um tempo calado, Blásio suspira e olhando para frente diz um baixo:
–Senti sua falta.
–Eu também te amo – Respondo. Finalmente o olho, Blásio corresponde fixando seus olhos escuros nos meus. Entreolhamo-nos por alguns segundos, calados, sem expressar sentimentos com qualquer outra coisa a não ser um olhar sincero e cheio de saudade, a última vez que nos vimos brigamos por uma coisa tão estúpida que eu não me preocupo em lembrar sobre o que foi, então Blásio segue caminho para junto dos seus amigos e me deixa sozinha.
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