Fraca

1 Minha história


Notas iniciais
Mesmo q ñ queiram ler o cap todo, eu queria muito q respondessem a pergunta do final. Alias essa história é completamente real

Eu posso dizer que por um tempo fui uma criança normal, que quer amigos e se divertir, que não tem nenhuma grande preocupação e que deixa os problemas irem como o vento. Porem sempre fui masoquista, e eu achava normal. Com nove anos eu estava brincando com outras crianças na praça na frente da minha casa, e só entrei um pouco pra fazer um lanche. Peguei uma barra de queijo em cima da geladeira e pus no balcão. Idiota como qualquer criança pequei a primeira faca que achei, ela era de cortar carne. Depois de cortar uma fatia de queijo eu deixei a faca cair, ela foi de encontro ao meu dedão do pé de ponta. Doeu muito e a quantidade de sangue foi imensa. Mas eu não me importei, eu só queria sair, jóquei a faca na pia e lavei o pé sem cuidado algum. Comi rapidamente o queijo e limpei o chão, logo corri pra praça. Eu tenho essa cicatriz ate hoje, e mesmo tendo me machucado tanto, uma criança ignorou sem dar importância a tamanha dor. Mas só agora consigo juntar os fatos e ver que eu já tinha isso em mim.

Com dez anos meus pais se separaram e nesse momento meu mundo foi levado por um furacão. Fui morar com minha mãe na casa da minha tia, ficavam ela, eu e meus dois irmãos gêmeos num quarto, minha tia em outro, meu avo na sala, minha prima na copa e meu primo e sua namorada num quarto fora de casa. Minha mãe era sempre brava, tive que começar a fazer serviços domésticos, coisa que nunca tinha feito antes pois era mimada, alem de que comecei a engordar e minha mãe vivia me chamando de gorda e fazendo brincadeirinhas. Enquanto com meu pai eu podia comer o que quiser, ele não queria era que eu emagrecesse, deixava eu ficar 24Hs no computador, minha mãe deixava duas, alem de ele nunca brigar , brincar comigo e sempre me abraçar e demonstrar carinho, enquanto minha mãe não demonstrava hora nenhuma.

Então eu quis morar com meu pai, mas minha mãe não permitiu. Sempre que ia pra casa dele, antes de ir embora eu chorava muito, mas ele nunca fez nada pra ganhar minha guarda. Ele vivia a mandar indiretas sobre o quanto minha mãe era ruim, como ela era irresponsável, mas sem ele não tínhamos o dinheiro de antes e eu tinha que fazer coisas como ir pra escola sozinha, que ele considera inaceitável ate hoje e eu tenho 15 anos. Para ele eu sou uma bonequinha de porcelana. Ele nunca moveu um dedo mesmo sabendo o quanto eu sofria por estar longe dele. Então comecei a fazer que minha mãe não me quisesse por perto. Eu dizia que odiava ela e não mostrava se quer um sorriso em sua presença.

Sei que ela sofreu muito por causa desse comportamento, eu queria deixar claro que eu não a amava e dizia isso sem pensar duas vezes. Mas eu também me destruí. Eu pensava que não precisava de ninguém, que estava bem sozinha. Afastei qualquer amizade, vivia num mundo de dor. Me sentia bem ao estar longe dos meus pais, mas sempre sentia de volta a escuridão quando voltava. Foram os piores anos da minha vida. E meu pai não moveu um grão de areia neles enquanto eu descontava sem piedade em minha mãe.

Com doze anos finalmente minha mãe me deixou morar com meu pai. Na epoca o namorado dela tinha sido promovido para Campo Grande, mas ela não quiria ir com ele e deixar sua familia. Mas ela não aguentava ficar ali sem mim e foi com ele. Porem eu não era mais meiga e carinhosa, meu pai queria ficar junto de mim e me dar carinho, brincar comigo. Mas eu continuei me isolando, ficava o dia trancada em meu quarto. Por minha mãe finalmente ter me libertado eu voltei a ama-la, nossa relação foi reconstruida e eu vi que meu pai tambem estava errado. Morei com meu pai somente seis meses e depois voltei a morar com minha mãe. Pois ele me tratava como uma boneca de porcelana que ao encostar quebrava. Eu não podia nem abrir o portão sozinha(sem exagero, não podia mesmo), não podia sequer esquentar agua no MICROONDAS. Alem de ele recriminar o fato de eu me isolar.

Ao ir morar com minha mãe comecei a ficar confusa. Eu queria ficar sozinha no meu mundo, mas isso novamente não foi possível. Minha mãe me obrigava a fazer serviços domésticos (lembrando eu era mimada, então isso era o fim do mundo, eu chorava sempre por isso) e ela não me deixava ficar muito no computador, alem de querer me obrigar a sair e ter amigos, ela só não me queria dentro de casa. Eu não sabia o que eu preferia.

Quando voltamos pra Brasilia, eu fiquei rapidamente amiga da Kariny. Mas eu me sentia sufocada perto dela, arrumava brigas por motivos idiotas. Mas ela dava valor a nossa amizade e me pedia desculpas, mesmo a culpa sendo minha, ela não me deixava em paz ate estarmos bem de novo. Mas no ano seguinte fomos separadas de sala e rapidamente nossa amizade foi por água a baixo. Então no ano seguinte teve greve no inicio do ano e só os alunos responsáveis iam a escola pra ter as poucas aulas que estavam disponíveis. Eu voltei a ser amiga da Kariny e também de uma amiga dela a Larissa. Nós nos tornamos inseparáveis.

Mas meus problemas com meu pai ainda eram grandes. Ele continuava a falar mal da minha mãe, me criticava por eu ir a casa de minhas amigas quase todo dia, por usar roupas curtas, por pintar meu cabelo de rosa. Mas eu amava meu pai mais que tudo, eu tinha muito medo dele desaparecer. E ele se casou de novo, claro que a mulher não se importava muito. A vidinha dele com ela se tornou primeiro plano.

Então meu padrasto foi novamente transferido agora pra Goiania. Eu iria me separar das minhas amigas, mas elas eram tudo que eu tinha, estava desesperada. Eu achava que poderia sempre contar com meu pai, engano meu. Eu escrevi uma carta pra ele com todos os meus sentimentos e fui pra casa dele passar um fim de semana.

Fomos pro novo apartamento dele com a mulher, era uma bagunça de caixas pra todo lado. Fizemos o almoço e ele me falou pra ir buscar talheres. Estavam vários numa vasilha grande, e ele me disse pra tomar cuidado com uma faca que só de encostar cortava. Então almoçamos e dei a carta pra ele. Ele disse que não, pois agora ele tinha a vida dele com a mulher, que não tinha se quer uma desculpa pra me dar. Eu comecei a chorar, estava morrendo de raiva. Eu disse que não queria mais falar nada e me tranquei no quarto. Minha vontade era sair batendo nas coisas, ele me pediu pra abrir a porta, mas eu disse que queria ficar sozinha e ele desistiu.

Então me lembrei da tal faca, a peguei e cortei meu braço de uma vez. Logo rugi e soltei ela no chão pela dor. Mas não incomodou muito, não importava, não era maior do que eu sentia no momento. E eu gostava de ver o sangue, me acalmava. Então eu parei de chorar, me sentindo aliviada.

Notas finais
Eu só queria que falassem o q acha acerca desse assunto.
É errado? Eu obviamente ñ posso falar pra ninguem por isso por favor me digam sua opnião.
No proximo cap mostra coisas q aconteceram mais proximas do presente;