Four-Leaf Clover
7 Se dando- quase- bem
Notas iniciais
Devo assumir que aquele dia esperei mais de Clint. Logo ele todo metido a garanhão e tudo mais… Mas deixemos isso de lado. Bruce andava fechando a janela do laboratório, só fechando mesmo. Eu estava dando uns dias a ele, apenas observando se ele ainda estava tentando disfarça que me queria ali. E bom, ele vivia olhando em volta, como se esperasse que eu aparecesse a qualquer momento.
Subi ate a janela do laboratório e o abri, me sentando na mesma com as pernas viradas para o lado de fora.
–Olá Doutor.
–Você de novo?! Clint está na sala de estar, conversando… e só pegar o elevador ate o último andar!
–Não acha que se eu quisesse falar com ele já não teria? –Provoquei colocando minhas pernas para dentro.
Observei seu olhar vir para minhas pernas desnudas. Estava vestindo um short preto de renda e brilho com uma blusa vinho escuro e uma jaqueta de couro, nos pés uma botinha de 1890, de cano curto, era quase um oxford só que com um saltinho maior.
Dei-lhe um sorriso acusatório e um pouco ousado logo começando a andar pelo seu laboratório.
–Olha eu não sei o que você está querendo mocinha, mas peço que pare! Você não devia ficar invadindo os lugares assim! –Resmungou abaixando o olhar e ajeitando as anotações a sua frente.
–Acordou do lado errado da cama, Sr. Banner? –Ri me aproximando e apoiando-me na mesa dele.
–Porque você fica vindo aqui? Quem te mandou? –Murmurou segurando meu pulso e me olhando sério.
–Ninguém me mandou… –Percebi ele engoli a seco e um arrepio se passar pelo corpo dele.
Mantive seu olhar enquanto internamente guardava a textura levemente calejada e quente de sua mão em meu pulso. Ouvi a distância o elevador e tentei me soltar dele porém ele segurou novamente mais firme, não que me impedisse, exatamente, de sair, mas fiquei surpresa dele continuar me mantendo ali.
Voltei o olhar para ele.
–Hum, então você quer que eu fique? –Provoquei-o e não precisou de mais, ele soltou imediatamente meu pulso.
No momento em que Clint abriu a porta eu saltei pela janela.
–Fala ai Doutor… –Adentrou ele com um largo sorriso no rosto.
–Olá Clint! –Murmurou Bruce olhando rapidamente para a janela. Me mantive ali dependurada do lado de fora o observando na surdina.
–Eh… Bruce, lembra daquele dia que cheguei de viagem e mandei um sms para quem estivesse livre ir me buscar no aeroporto e tudo mais, e você foi e depois quando cheguei você saiu correndo atrás da quela garota? –Bruce voltou o olhar rapidamente a Clint que coçava a nuca. –Você conhece ela? Eve White?
–N-não… apenas confundi sua namorada com outra pessoa… –Mentiu tentando ao máximo se manter focado nos papéis em sua mão.
–Ha, ela não é minha namorada… Mas e gostosa pra caralho! –Riu Clint fechando os olhos.
“Que idiota!” –Revirei os olhos.
–Serio, você não tem noção, tinha chamado ela lá em casa e bom… eu deixei ela fraquinha em cima da cama, bom, pelo menos ela sabe muito bem como usar a boca, mas não foi páreo para mim! Mas o ponto é que ela peguntou de você em um momento…
Bruce olhou rapidamente para o lado da janela enquanto deu um pequeno e discreto sorriso.
–Mesmo? –desviou, sem ânimo pegando um aparelho parecido com um tablet e indo ate a tela holográfica principal.
–Por isso perguntei se você conhecia ela…
–Não Clint, eu não a conheço. –Suspirou.
Eles conversaram mais algumas outras coisas que julguei não sendo de minha da minha conta. Uma vez que ele saiu, entrei e me sentei na janela despreocupadamente. Bruce, não pareceu me notar ali de primeira, então me pus a observá-lo. Ele se sentou na cadeira, tirando os óculos e soltando um suspiro de cansaço. Aqueles óculos ainda me intrigavam, afinal não havia porque ele usá-los se o grau era extremamente baixo. Talvez, fossem de descanso. Se fosse o caso, qual seria o porque de usá-los todo o tempo?
–Ele mentiu, sabia? –Chamei-o a atenção. Ele colocou novamente os óculos se voltando para mim.
–Será que terei que trancar as janelas Srt. White? –Suspirou passando a mão pela testa e massageando rapidamente a mesma.
–Ele se irritou quando, logo após eu dar-lhe um momento prazeroso e ele ter… sabe… prematuramente, eu não me contive e questionei-o “mas já?”. De certa forma não o culpo… –Sorri maliciosa a ele que desviou o olhar.
–Eu acredito… na verdade tenho cem por cento de certeza que isso não e da minha conta! O que me leva a questionar algo que eu acredito já ter peguntando antes, o que você quer comigo? Porque fica me perseguindo? –Questionou ele se pondo de pé e pondo as mãos na cintura, após retirar os óculos.
Me pus de pé e me aproximei o olhando de maneira penetrante. Sentia a energia, sua corrente sanguínea fazendo seus músculos cederem um pouco se tornando menos “tensos”. Continuei a me aproximar querendo ganhar uma certa a proximidade maior. Ele, ao notar isso deu alguns passos para trás logo se esbarrando em algo o fazendo ficar sem espaço.
Minha adorável e estranhamente presa estava encurralada por fim.
Me aproximei bem, o suficiente para que eu tivesse que olhar para cima para continuar mantendo meus olhos sobre os dele. Eu estava tão deliciosa e perigosamente perto de seu rosto. Eu podia sentir seu delicioso aroma se tornando ainda mais perturbador do que já era, normalmente, com tal feito.
Seu coração estava um pouco disparado.
Eu sabia o quanto hipnotizador um vampiro era por trocar uma simples troca de olhar, e eu me controlava na presença de Bruce. Mas seus olhos eram tão doces, eu queria ele para mim!
–Porque… –comecei com um sussurro fraco e rouco a ele.
–Porque… O que? –questionou confuso correspondendo sua voz tal como a minha. Eu senti a pontada de desejo que estava exalando dele…
Que doce e saboroso aroma!
Que jogo mais excitante e mortal…
Mortal…
Me afastei de súbito.
–Seus óculos… –Murmurei indo ate sua mesa e pegando-os em minhas mãos. –O gral e baixo demais, no caso apenas para descanso. Porque usa eles como se fosse realmente necessário?
–E-eu… –Começou rouco antes de limpar a garganta e engolir a seco. Sabia que tinha o despertando. –Eu acredito que isso não seja de sua conta… Eu queria te pedir uma coisa, a propósito… –Começou vindo e pegando os óculos de minhas mãos e mantendo uma distância afastada, como uma medida de segurança. –Eu não quero que você continue me perseguindo! Se eu ver você entrando aqui dentro novamente sem ninguém tê-la convidado, eu vou chamar a polícia!
–Você realmente vai querer brincar com esses joguinhos de gata e rato? Mas se for para jogar jogos prefiro xadrez, você será o Rei, move-se uma casa por vez, mas eu sou a Rainha, então só vai acabar quando eu realmente ver que você não quiser! –Observei sua expressão se começar a se torna confusa. –Esse e o problema com vocês humanos… Vocês gostam de dificultar tudo, não são capazes de admitirem nem o que querem!
–Eu não faço a mínima ideia sobre o que você está falando! Mas tenho certeza que você precisa de ajuda psicológica! Eu tenho um conhecido, o Dr. Sansom. Se quiser eu posso ligar para ele!
Eu o olhei com um sorrisinho acusatório.
–Sabe, se seus amigos acessarem as câmeras de segurança, como você já pensou em ativá-las e configurar para chamar a polícia uma vez que eu entrasse aqui, todos veriam você falando sozinho. –Ele semicerrou os olhos e cruzou os braços na frente do corpo.
–Mesmo? –Riu.
–Eu irei fechá-lo, pegá-lo em todas as suas mentiras ate você admitir e desistir desse joguinho estúpido de um quase gata pega rato.
Ele não gostava do jogo que eu estava o pondo, bom, em partes…
–Não suporto pessoas arrogantes e pretensiosas…
–Mesmo você sendo uma em alguns momentos?! –Comecei a rodeá-lo. –Porque não quer admitir? Por orgulho? Ou porque me teme?
–Temer uma garota de 20 anos? Faça-me o favor… –Riu sem humor.
–E quem lhe disse que tenho 20? –Murmurei arqueando uma sobrancelha.
Ouvi seu instinto dar um aviso ao coração fazendo-o disparar consideravelmente. Desviei o olhar. Havia ido longe demais!
–Perdoe-me, excedi os meus limites. –Murmurei dando um sorriso sem graça.
Observei seu olhar inquisidor e admirável sobre mim. Mordi o lábio desviando o olhar.
–Te vejo amanha…
–Eu vou trancar as janelas! Você realmente não está entendendo, não é? Eu não quero você me perseguindo!
–Você não e um bom mentiroso… E embora eu espero que não descubra tão cedo, pois isso poderia envolver a descoberta de outros segredos meus, mas quando você descobrir o meu truque que, segundo você me deixa tão arrogante e pretensiosa, você ira se arrepender tão profundamente por jogar esse joguinho de querer mentir para mim! –Dei um rápido sorriso a ele antes de sair.
Fiquei no alto do prédio vizinho e o observei.
Ele se sentou em sua cadeira principal, estava bastante pensativo. Observei durante minutos. Ele se encostou na cadeira e levou uma mão aos lábios enquanto cruzou o outro braço na frente do corpo. Pude ver o sorriso no canto de seus lábios. Minha curiosidade acabou falando mais alto!
“Como ela sendo tão linda poderia perseguir um cara como eu?! Honestamente ela estava certa, eu queria e estava gostando daquele jogo obsessivo dela. Aqueles olhos, tão hipnotizantes, tão profundos e traiçoeiros… E que pernas!!! Coxas grossas, um bumbum empinado…”
O vi dar um sorriso sedutor logo mordê-lo o lábio inferior e retirando os óculos.
“Pelo visto ela e bem esperta também…”
Sorriu brincando com os óculos na mão.
“Mas mesmo sendo tão… bela. Ah droga! Eu estou abaixando a guarda! Ela deve ser da S.H.I.E.L.D ou foi enviado pelo general! Como eu estou sendo tão burro?!”
Revirei os olhos com o seu pensamento.
Era perda de tempo ficar ali agora. Assim que cheguei em meu quarto eu fiquei deitada na cama. Eu tentei relaxar, mas eu nunca estive tão ansiosa na minha vida, como atualmente. Ele mexia comigo, bom na verdade, cada dia que se passava isso se aprofundava. E eu sabia que estava mexendo com ele também, ele estava abaixando sua guarda. Ele estava cedendo a minha beleza, porém tinha certeza que ele queria saber sobre mim, sobre minhas habilidades.
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