Four-Leaf Clover

8 Pequenos avanços


Notas iniciais
Muitissimo obrigada a Julia martins que e a umas das unicas a nao ter me abandonado apos esse tempo todo, vc nao tem ideia o quanto eu sou grata a isso! aqui esta mais um capitulo, acho que semana que vem, assim eu espero, postar mais um capitulo! desculpa se ainda nao respondi nenhum review, mais eu irei!!

No dia seguinte eu deixei para ir mais tarde, e logo vi que de fato ele havia trancado as janelas do seu quarto, encamiei-me direto para la uma vez que ouvi o chuveiro ligado. Fui ate o laboratório, também trancada. Rodeei seu andar ate encontrar uma janela aberta por onde entrei por fim, cuja era a do corredor onde tinha o elevador para seu andar. Fui ate a porta de seu apartamento logo abrindo-a, não estranhei muito ela estar destrancada, trabalhava no mesmo andar cuja tinha seu próprio laboratório, via como uma extensão de seu apartamento na verdade. Observei a sala levemente bagunçada. Algumas meias deixada sobre o sofá e papéis e anotações em maior parte…

Caminhei em direção ao seu quarto onde logo o vi saindo do banheiro secando os cabelos com a toalha, ele se assustou ao me ver ali. Mas logo se recompôs.

–Por onde entrou?! –Resmungou confuso com outra toalha em sua cintura.

–Pela a porta por onde mais?! –Sorri de maneira obvia.

–Sera que dá para você sair?! Eu não quero você aqui! –Ele pareceu se estressar um pouco, dei um sorriso negando rapidamente. – Porque você fica fazendo isso?! Quer que eu ligue para a polícia ou um hospício?!

–Eu vou continuar com isso porque me divirto vendo você sendo disfuncional, querendo se livrar de mim pessoalmente, enquanto isso mentalmente implora para que eu apareça! –Sorri indo ate a janela e a abrindo para que eu não ficasse desnorteada com o seu delicioso cheiro. –Admita, você me quer por perto…

–Da onde você tirou isso? –Murmurou cruzando os braços.

Mordi os lábios ponderando em contar a respeito de eu ler mentes, digo qual seria o problema, está se tornando comum algumas pessoas terem poderes.

–Eu leio mentes! –Disse num suspiro desanimada me sentando na janela, e torcendo para isso não “piorar” a ponto de acontecer de eu revelar o que me leva a ter esse poder.

–Ah mesmo?! Você lê mentes? –Riu um pouco incrédulo.

–Me desculpe e que eu estava curiosa sobre você… –Sorri desviando o olhar.

–Ah mesmo? Então me diga o que eu estou pensando…

Dei um sorriso e olhei em seus olhos logo me vendo ali.

–Na primeira vez que você me viu. –Disse sem graça, por me ver com os olhos daquele jeito.

Ele ficou em silêncio por uns segundos.

–Porque seus olhos estavam daquele jeito?

–Se eu te contar eu teria que te matar… E acredite, eu não… o quero fazer. –Desviei o olhar para o chão me ponto seria.

–Acredite, você nunca conseguiria me matar! –Riu sem humor abaixando o olhar. Foi como se a melancolia se apoderasse de seu corpo frágil. Minhas veias transbordaram agonia com seu sentimento evidente e então eu o quis abraçá-lo, telo em meus braços e o alimentar com a falsa esperança de que eu cuidaria dele e o protegeria. –Eu sou um monstro…

Me aproximei de súbito.

–Se você tivesse ideia… – Sussurrei tocando seu rosto o fazendo me olhar. –Eu e quem sou o monstro aqui, Doutor. Eu sou a predadora mais sanguinária no mundo.

Você não sabe de nada! –Disse de maneira frisada segurando meu pulso afastando minha mão de seu rosto. –Você e só uma garota de 20 e poucos anos querendo uma aventura e é completamente louca! –Resmungou.

–Eu sou bem mais velha que você Bruce e se eu lhe contasse minha verdadeira idade você iria me “repudiar” talvez, provavelmente. –Sorri a ele.

–Duvido muito…

–Sobre qual parte? –Tentei segurar um sorriso mas não obtive sucesso.

–De… você ser mais velha.

–Eu sou muito bem conservada… Bruce. –Sussurrei seu nome o fazendo-o olhar demoradamente para meus lábios.

–Então me dê uma, boa, prova de que você e tão velha assim, como diz ser!

–Claro, basta você me soltar… –dei uma rápida olhada para mão no pulso ainda sendo segurado próximo, entre nossos rostos.

–Desculpe. –Murmurou soltando e se afastando.

Alcancei o livro sobre o criado-mudo. O meu livro no caso.

Abri na primeira página, mas não pude deixar de notar o marca páginas bem avançado já. “Ele estava lendo!” –Dei um sorrisinho.

–Como pode ver… –Murmurei lhe entregando a página onde estava a dedicatória a mão com marcas de tintas, escrita pela própria mão de Bran Stoker.

–Agora seu nome é Paisie Montegomery?! –Riu arqueando as sobrancelhas em um puro cinismo.

–Na verdade desde quando nasci! Eu menti o meu nome a Clint. Digamos que para as criaturas certas, meu nome tem muito peso, assim nunca o digo em publico.

–Ah mesmo?! Com essa ainda espera que acredite que você e tão velha assim? Você teria que ter um pouco mais de 117 anos!

–Se quiser posso pedir para que enviem um quadro meu datado de 1840, da era vitoriana! Ou se quiser tem alguns outros mais antigos também, Escolha uma década…

Ele se manteve em silêncio, sabia que ainda não estava acreditando, mas ao menos estava sendo honesta com ele…

–Então… Paisie…?!

–Prefiro Isis ou Izie. Comecei a usar o apelido no final dos anos quarenta.

–Se diz… Será que agora eu posso me vestir? –Murmurou sem graça ao final.

Eu sorri sem olhá-lo e logo me pus em direção a janela.

–Você pode esperar na sala… se quiser.

Parei ainda de costas a ele e mordi o lábio ainda com um largo sorriso no rosto.

“Finalmente!” –Alegrei-me internamente. Me virei a ele e indo em direção a porta fechando-a atrás de mim, porém não sem antes dar-lhe um leve sorriso.

Me sentei em seu sofá com um sorriso bobo nos lábios.

Porque eu mandei ela ir para a sala?! E se ela for uma agente?! Bom se ela estivesse atrás de alguma informação do Hulk já deveria ter conseguido lendo minha mente… –Ouvi seus resmungos baixos mas audíveis a mim. Não entendia ainda o porque de desconfiarem que eu era uma agente.

Ouvi ele se aproximar e voltei meu olhar para o corredor de onde ele vinha. Bruce sorriu sem graça a mim.

–Quer alguma coisa? Chá… Água?

–Tem vinho?

–Não… e-eu… eu evito bebidas alcoólicas.

–Oh. Pode ser, hum, chá então…

–Tem suco… eu acho, se quiser.

–Fico com o chá.

–Ok, chá então… –Murmurou andando levemente de costas de afastando, o que não deu muito certo pois ele quase caiu de costas tropeçando em seus próprios pés.

Me aproximei da bancada de sua cozinha que era integrada com a sala de estar e jantar. Debrucei-me sobre ela e o observei meio nervoso e levemente trêmulo preparando o chá.

–Eu te deixo nervoso? –Sorri ganhando sua atenção.

–Porque dentre todos os vingadores você persegue a mim? E por causa do Hulk?

–Porque, o que o Hulk tem a ver com eu querer me aproximar de você? –Não entendi o porque dele sempre dizer sobre o Hulk, como se ele fosse o guardião dele.

–Você realmente não sabe ou esta querendo jogar joguinhos estilo viúva-negra?!

Em resposta eu apenas o olhei confusa.

–Você esta tentando me confundir de alguma forma?!

Ele me olhou em meus olhos demoradamente.

–Você tem noção o quanto e estranho alguém como você tão… –Ele prendeu o ar em seus pulmões e desviou o olhar. –Não faz sentido alguém tão atraente como você está querendo estar se aproximando de mim… Eu sou…

–Algumas coisas não tem explicação, querido! –Ri me colocando ereta. –Você nem faz o meu tipo, sabia?!

Eu o vi frisar os lábios e negar com a cabeça.

–Eu não sei o porque mas… Eu quero me aproximar de você… –Comecei indo ate ele velozmente. Ele se surpreendeu por segundos e logo ele se manteve olhando para a chaleira com os braços cruzados. –Bruce… –Chamei o fazendo me olhar. –Você, mesmo não sendo em nada meu tipo, usando óculos desnecessariamente, sua pele não sendo uma das melhores que já vi… Eu não sei porque… –Levei uma mão ao seu rosto o tocando com um cuidado exagerado. –Meu corpo implora todo dia para que eu me aproxime de você.

Ele me olhava de maneira desejosa, seus olhos brilhavam e novamente assim como a primeira vez que o vi, meu coração disparou fazendo meu corpo internamente vibrar com cada batida. Ele se moveu lentamente ficando de frente a mim, enquanto eu me escorava na pia. Percebi ele se inclinando lentamente em minha direção, com seus olhos focados em meus lábios.

Tentei ignorar o ritmo crescente das batidas de seu coração despertando um outro desejo em mim. Porem quanto mais ele se aproximava mais eu senti meus sentidos querendo se desvencilharem de meu controle.

Me afastei dele de subido. Pude o ouvir bater a testa no armário que estava logo atrás de onde eu estava antes.

Engoli a seco.

–Acho melhor eu ir, me desculpe. –Murmurei indo ate a larga janela e abrindo-a.

Assim que aterrizei no concreto eu caminhei atordoada tentando conter minha vontade, meu maior desejo, de voltar lá e simplesmente retirar sua vida…

Eu estava mais que convencida de o queria vivo! Ele era o primeiro mortal em toda minha existência cuja eu me importava, eu estava começando a querer quebrar as regras. Estava me envolvendo com ele, isso tirando eu já ter contado a ele que possuía poderes. Era terrível saber o quanto boa parte de mim queria o seu sangue sendo diluído em minhas veias pelo meu veneno.

Meus pensamentos me traziam as imagens, provocava pequenas sensações como a ter seu sangue se deleitando em meus lábios, sua vida saindo de si pouco a pouco.

Notas finais
Eai o que acharam????