Notas iniciais
Gente pode comentar de boa... eu deixo :v AVISO: Não irei postar uma vez por semana pelo o simples motivo q não estou nem um pouco animada a ficar me torturando, me matando de tanto escrever e me pressionando para pessoas que estão nem ai para a fic. Irei postar no meu tempo e em quando me senti a vontade para o fazer!

AVISO: Não irei postar uma vez por semana pelo o simples motivo q não estou nem um pouco animada a ficar me torturando, me matando de tanto escrever e me pressionando para pessoas que estão nem ai para a fic. Irei postar no meu tempo e em quando me senti a vontade para o fazer!

Quando cheguei ao hotel, eu não consegui dormir ou ao menos cochilar. Apenas o via claramente em minha mente. Os fios castanhos mesclados com alguns, pouquíssimos, crisalhos. O formato atrativo de seus lábios. E claro, o que mais me “enlouquecia”… Os olhos de tons chocolate docemente obscuros. Eles aparentavam tristeza, mais se mantinham de maneira doce de alguma forma.

Eu sempre evitava ler a mente das pessoas a minha volta. Porem a dele, era a que eu mais queria. Queria saber o que ele pensava de mim, se estava com medo após a noite passada, se me achava atraente, embora soubesse que devido ao veneno ele, com certeza, me acharia e claro que independente dele eu era!

Mordi o lábio olhando para todos os quantos do teto.

Eu queria tanto entender o que estava acontecendo comigo.

Me sentia estúpida por ter um pouco mais de dois mil anos e ainda não saber de todas os sentimentos que eu poderia sentir e entender. Me virei de lado olhando a fina fresta de luz que entrava no quarto.

Clara e brilhante ela tocou meus pés. Me encolhi antes que meus segredos atrevessem a tentar aparecer. Me tornei ainda mais melancólica ao lembrar que os vampiros se tornaram por completo criaturas das trevas por minha culpa. E tudo por ter acreditado que seria aceita ou que entenderiam uma criatura diferente como eu, eu havia sido inocente…

Nenhuma raça a não ser os vampiros, saberia ou entenderia o que é ser um de nós!

Quando anoiteceu eu tomei um banho e me troquei. Dessa vez eu realmente o observei a distância, do prédio vizinho. Ele estava distraído e parecia muito pensativo.

Mordi o lábio antes de abrir minha mente logo alcançando a sua. Entrar na mente de alguém era complicado, porém lê-la era extremamente fácil, assim não encontrei nenhuma resistência em lê-la ao contrário daquela vez ao tentar “controlá-lo”.

Me vi em seus pensamentos, meu vulto passando dentre os assaltantes os matando brutalmente, como ele descrevia a si. Assim como na hora e agora quando eu voltava meu olhar a ele seu coração tratava de se disparar. Ele estava se sentindo de alguma forma culpado, mas parecia ter um alívio, algo como temer o que poderia ter acontecido caso eu não parasse aqueles homens. Havia algo que ele temia acima de mim.

Algo mais havia nele. Algo grande que parecia ser o seu pior pesadelo. Algo que fazia ser a única coisa mais apavorante que ele ousava temer. Me ateei a tudo que envolvia a mim, cuja era o que eu queria saber.

Não queria “invadir” sua privacidade!

Ele pareceu estar num impasse, embora sua decisão estive inclinada quase totalmente a não contar a ninguém o acontecido. Ele ponderava se contava ao Barton sobre ter me visto, e o que eu fiz aqueles homens. Em segundos ele me “admirou”. Admirou minha beleza, o que inflou meu ego um pouco, apenas para ser abalado em seguida, diga-se de passagem. Segundo ele minha beleza não justificava “meus atos animalescos”, basicamente.

Ele me achava a criatura mais desumana, em alguns pontos, que ele já viu.

“Quanta indecisão!” –Ri mentalmente com seus pensamentos disfuncionais.

Ele não conseguia se livrar de minha imagem em sua mente. E ao mesmo tempo parecia realmente não querer. Ele também se sentia confuso e “culpado” por pensar em mim. Barton falava muito de mim para ele principalmente de quando fomos ao banheiro.

Ele se demorou a forçar-se a distrair com outras coisas por, pelo menos, um par de hora, porém com isso ele logo se cansou e fora dormir.

Ha ha!

O mesmo que aconteceu comigo, aconteceu com ele.

Ele virava-se incansavelmente na cama. E meu rosto não saia de sua mente. A cada vez que ele me via seu corpo estremecia e ele suava levemente frio por um tempo ate tentar pensar em outra coisa, para logo retorna a mim, de maneira indireta.

Logo sua mente fora desistindo da luta, fora aquietando-se e finalmente permitindo-o a adormecer-se. Ele estava exausto com, e devido, tantos pensamentos. Havia entrando em um profundo estado sonolento. Seu corpo pareceu mais pesado o evitando de se movimentar, seus olhos teimavam em abrir e se fecharem de maneira preguiçosa.

Pulei do prédio indo para sua janela.

Me sentei flexionando minha perna esquerda a deixando sobre a janela enquanto a outra ficou solta para o lado de dentro do quarto. Estiquei meu braço esquerdo sobre meu joelho de mesmo lado. Ele me viu ali, mas parecia estar num meio termo tão profundo que suas reações estavam anestesiadas.

–Pare de lutar, você precisa descansar sua mente Sr. Banner. –Sussurrei de maneira terna a ele para evitar despertá-lo.

–Q-quem… quem é… você? –Sua voz arrastada se esforçou para sair e quando o fez, fez de maneira baixa mostrando resistência. Sabia que ele deveria achar em partes ser um sonho.

–Eve… Eve White… –Sorri calmamente me recordando do filme que me inspirou em mentir meu nome por hora, quando estava com Clint.

–Por… porquê…?

–Eu estou te “seguindo”? – Completei vendo-o quase nos seus últimos segundos “acordado”. –Pare de resistir, você precisa descansar.

–Por…que… – Sussurrou logo adormecendo por completo.

Fiquei ali ainda o observando dormindo. O Ronco baixo me fez rir um pouco. Mas logo me pus seria enquanto observava o homem deitado usando apenas um samba canção claramente já bem usada. O lençol que estava emaranhado a suas pernas, sem cobri-las totalmente e dava-lhe um ar desleixado. O clima estava levemente quente hoje.

Me pus ao lado de sua cama, apoiei uma mão na parede e me inclinei me aproximando o máximo que aguentei de seu rosto. Observei os fios grisalhos começarem a ganhar espaço dentre os castanhos, aquilo era realmente adorável. O rosto de expressão suave começando a ter traços de idade. A barba que começava a se pôr a querer ser feita. Sua pele não era exatamente bem cuidada. Porem era suportável olhá-la. Levei minha outra mão próxima ao seu rosto no intuito de querer tocá-la, porém não o fiz.

Percebi que embora minha sede e desejo de ter esse delicioso e apetitoso sangue, eu não estava tendo mais tanta vontade de o matá-lo.

Molhei meus lábios parando ainda mais perto de seu rosto. Sentia sua respiração batendo contra meus lábios enquanto o barulho um tanto irritante, agora, que começava em sua garganta e tornava-se mais audível ao ir pelo caminho de seu nariz e entre o espaçamento entre seus lábios me fez sorrir quase o tocá-lo.

Resolvi sair dali e ir caçar. Estava sedenta após ter estado tão próximo assim dele!

Apos drenar um homem bêbado que passava, tive a ideia de deixar algo em seu quarto para que ele, Bruce, soubesse que eu estive ali. Estava a caminho do hotel para pegar o livro, deixaria meu livro original de Drácula a ele, marcado em um trecho especifico de uma fala do Dr. Van Helsing: “Ah, o defeito de nossa ciência é o de querer explicar tudo; quando não encontra explicação, diz que nada há a explicar.”.

No caminho ate ele, encontrei uns raminhos de grama, onde pude ver e identificar o trevo de quatro folhas. A memória veio átona de imediato.

“Observei a mulher adorável de sorriso e olhar meigo. Na casa onde ela morava havia um largo canteiro na entrada com dezenas de flores mas o que mais predominava eram os trevos de quatro folhas, ela acreditava na sorte e principalmente no amor…”

Tomei-a em meus dedos as arrancando com suavidade de seu habitat e coloquei-a no trecho a ser marcado logo tomando rumo a torre. Coloquei com cuidado sobre o criado-mudo ao lado de sua cama. Observei-o novamente. Sua expressão estava calma e relaxada e o ronco pareceu um pouco mais alto.

Logo eu me retirei tentando me manter no controle de minha sede, uma vez que minha dieta teve de ser aumentada de dois a cinco corpos na semana.

Deixei que os dias se passassem. Fiquei vendo-o a distância, hipnotizada pelos seus pensamentos e olhos. Ele tinha dúvidas ainda mesmo com o livro se eu havia estado ali ou não. Hora ou outra ele ficava parado com o livro em mãos, apenas olhando para ele. Ele havia gostado de adormecer ouvindo minha voz, mesmo que fosse de uma maneira estranha.

Já havia se passado várias semanas, esperei quando sua mente estivesse mais calma e menos focada em perguntas ao meu respeito. Subi ate sua janela, a do laboratório. Dá mesma forma como eu havia me sentado naquela noite, eu sentei-me novamente ali. Fiquei fitando o chão, como se não quisesse realmente chamar a sua atenção.

AVISO: Não irei postar uma vez por semana pelo o simples motivo q não estou nem um pouco animada a ficar me torturando, me matando de tanto escrever e me pressionando para pessoas que estão nem ai para a fic. Irei postar no meu tempo e em quando me senti a vontade para o fazer!

Notas finais
Eai minha gente, o que acharam? Alguma expectativa ou ideia para o que vai rolar? Bjs '3'