Notas iniciais
Obrigada a todas que comentaram no capitulo anterior vocês são uns amores! Já os que estão acompanhando a fic e não se diginam nem a me mandar um oi, tomara que quando vocês postarem uma fic, tenha leitores fantasmas para vocês entenderem o que eu e outros autores passam quando vocês sacaneiam e não mandam nem um "oi, ta legal, continua!" U.U Talvez assim vocês entendam o quanto quanto é IMPORTANTE a OPINIÃO de vocês!

3-Antagonista

Atualmente…

Meu sorriso mínimo parecia ser o suficiente para que tio Belmor se mantivesse “alegre”.

–Ele sabe sobre você?

–Não! Claro que não, na verdade e-eu… eu nunca falei com ele. Não ainda…

–Então como descobriu seu nome?

–Olhei nas anotações dele no laboratório…

–Cientista?

–Sim! Especialista em radiação gama.

–Você pretende se aproximar dele?

–Tio…-murmurei me pondo seria. Era contra as leis, tanto nossas quanto da natureza, ele era um humano indefeso e eu uma predadora. –E contra as leis… Eu não posso.

–Apos todo esse tempo ainda vai se deixar levar pela falta de crença de seu pai?-Sorriu sabendo que ele logo me desarmaria. –Você esta… como e que os jovens dizem hoje em dia mesmo?

Eu neguei com a cabeça baixa rindo.

Afim?

–Isso, você está afim dele?

–Tio…-comecei enquanto meu sorriso fora se desfazendo.

–Você esta sentindo algo por ele. –murmurou com um tom mais sério.

–E-eu…

–Isso não fora uma pergunta!

Me mantive em silêncio antes de optar por finalizar aquela conversa.

–Acho melhor eu ir… eu tenho que… dar uma volta.

–Claro! –Esboçou um pequeno sorriso. –Qualquer notícia, basta me chamar.

Eu apenas acenei em concordância.

–Até tio Belmor.

Desliguei a chamada de vídeo, logo fechando o notebook e colocando uma jaqueta.

Me sentei, como o de costume, do lado de fora da janela e fiquei observando a cidade.

Desde o primeiro dia, eu não havia me aventurado tão a fundo como o que ocorreu no banheiro de seu cômodo. Ele passou os primeiros dias completamente em alerta. No dia seguinte, eu não havia conseguido nem ao menos tentar o matar. Logo eu apenas o observava e ele se sentia observado. Para seus amigos ele estava ficando paranoico. Eu estava o assombrando completamente. E eu resolvi pensar que estava apenas retribuindo o favor que seus olhos faziam a mim.

Inspirei a fundo e logo voltei um olhar confuso para o ponto oposto da torre. Ele não saia muito, isso eu havia percebido logo nos primeiros dias. Logo me punha a questionar o que ele faria na rua a uma hora tão avançada dessas.

Saltei ate o prédio mais próximo logo me aproximando e o encontrando alguns quarteirões depois.

Pude ver alguns homens com más intenções o seguindo de maneira cautelosa, um deles estava com uma arma na cintura. Caminhei sobre um prédio de três andares, seguindo Bruce de cima. Quando ele passou diante de um beco o grupo de cinco o abordou!

–Ai cara vai passando tudo… anda!

–Só pode ser brincadeira!-Riu ele passando a mão pelo rosto.

–Anda o tio!

Um deles o empurrou o fazendo se desequilibrar enquanto o outro que o cercou por trás empurrou-o de volta, de um modo estranho, evitando sua queda.

–Esperem, eu vou entregar, só não me… estressem! –Murmurou pegando a carteira.

–Porque?! Vai fazer o que, mane?!-Riu o que estava armado sacando a arma e apontando a ele.

Rosnei sentindo o veneno se aquecer sob minha pele. Saltei logo aterrissando com extrema delicadeza. Eles mal puderam ver o que os atacaram, o que havia apontado a arma a ele seria o último.

Girei meu corpo rapidamente e levantei minha perna dando um único chute em um deles, sendo capaz de arrancar sua cabeça, mandando-a contra a parede, logo rachando-a. Me posicionei atrás de outro e segurei seus pulsos os puxando em minha direção e levantei minha perna apoiando-a em suas costas fazendo a força necessária para que eu arrancasse seus braços. Nesses poucos segundos que se passavam nenhum deles me viram, apenas uma massa negra que se movia rapidamente.

Por fim estava frente a frente com o que apontava a arma. Enfiei minha mão por dentro de seu corpo e agarrei sua coluna vertebral logo com um único arremesso/puxão eu o arremessei contra a parede do beco enquanto me agachava no mesmo momento fazendo com que meu movimento duplicasse sua força. O cheiro de sangue logo impregnou-se no ar. Prendi minha respiração fechando os olhos demoradamente ganhando autocontrole.

O encarei por fim vendo-o assustado. Me levantei de vagar e soltei os ossos em minha mão. Ele me fitava sem qualquer reação e seus olhos estavam quase a ponto de lacrimejar. Já era tarde demais e eu me vi hipnotizada por seus olhos, era a única coisa que eu conseguia olhar naquele momento e a única coisa que eu em toda minha vida não consegui deixar de fazer, claro tirando não o matar.

Eu tentei ignorar as batidas que aclamavam a serem ouvidas. Tentava controlar meus olhos e presas para não saírem para fora logo naquele momento. Ele não precisava me ver de forma ainda mais animalesca do que a de alguns minutos atrás. Ah sim, fazia-se já alguns minutos que estávamos completamente paralisados, um olhando para o outro.

–P-Por… Por quê você vem me… seguindo? –Aquela pergunta pareceu ser a mais difícil que ele já tentou fazer pela forma com saia com dificuldade de seus lábios.

Eu gostava do seu timbre de voz, a forma como ela era suave, rouca e mansa.

Eu finalmente consegui desviar de seus olhos fechei os lábios e engoli a seco fitando o chão ensanguentado ao nosso redor.

–Você está bem, Sr. Banner?-Questionei por fim e o vi se arrepiar claramente ao ouvir minha voz.

–Como você sabe o meu nome?

–Eu vi sua assinatura. –Me senti estúpida ao dizer aquilo, mas já era tarde.

Observei ele se arrepiar novamente. O vento gélido da meia-noite me fez pensar que ele deveria estar com frio. Retirei minha jaqueta me aproximando dele e colocando sobre seus ombros mesmo que fosse ficar como uma blusa de manga 7/8 apertada a ele.

Me segurei com força naquele momento pois fora inevitável não ouvir seu coração disparar. Voltei meu olhar a ele. O vi arfar consideravelmente ao olhar diretamente em meus olhos.

–Porque você está me vigiando? Você veio a mando do Ross?

–O que?! –Sussurrei ainda olhando fixamente em seus olhos de maneira suave.

Acabei me distraindo e meu olhar caiu sobre a veia pulsante em seu pescoço. Senti o veneno se a ponderar de meus lábios. Salivei consideravelmente me aproximando mais dele o fazendo se afastar. Percebi ele me segurar pelos ombros ao ouvir o rosnado escapar dentre meus lábios e isso me fez voltar o olhar a ele e assim me perder dentre sua imensidão chocolate, que estavam amargos e confusos naquele momento.

Me afastei dele correndo, simplesmente corri. Corria o mais rápido que podia, subi para os telhados. Eu parecia não entender ou ser capaz de entender nada sobre mim, sobre minhas decisões ou atitudes, era como se eu estivesse me tornando uma completa impulsiva. Fui ate o ponto mais alto que consegui achar e fiquei ali fitando o nada por uma longa e demorada par de hora.

Seus olhos pareciam tão presos a mim que parecia não existir ferramenta capaz de quebrar as algemas que nos ligava.

Senti o cheiro de sangue se tornar nítido ao meu redor e olhei minhas mãos manchadas de vermelho rubro. Tinha plena consciência da forma quase brutal como eu os matei, mas não sabia exatamente o porque de tal reação.

Ouvi o suave toque de notas tão doces e quase monótomas da Moonlinght Sonata de Beethoven. Era madrugada, e a lua estava em alto, com tal música aos ventos fazia sua melodia soar um tanto bassê. Segui as notas melancólicas ate uma casinha em um bairro de classe media baixa.

Observei a mulher de cabelos claros tocando com suavidade no piano velho. Uma senhora também estava presente, mantinha-se quase adormecida em sua cadeira de balanço no suave balançar sonolento. Com o maior dos silêncios me aproximei dela. A entregaria a morte da maneira mais sutil que consegui-se, ela deveria já ter vivido muito. Não precisava sofrer.

Vi seus olhos se abrirem quando toquei seu pulso. Alguns idosos que eu já havia matado pareciam tão prontos para seu fim que nem ao menos reagiam ao me ver, ao sentirem e perceber que eu estava sendo como um anjo da morte. Seus olhos ficaram um pouco melancólicos ao me ver inclinando em direção ao seu pulso, ao abocanhá-lo ouvi o ar escapar-se dela como um gemido fraco e já sem vida. Solvi ele de maneira calma, vendo-a se enfraquecer enquanto eu me tornava mais vivida a cada gota.

O time fora perfeito!

No momento em que a última nota soou eu estava de pé atrás da jovem mulher. Tampei sua boca e expus seu pescoço logo me servindo de mais uma dose. Ela se debateu, tentou lutar em vão, mas logo seu corpo rolou do banco para os meus pés.

Me sentei de maneira suave ao banquinho e corrigi minha postura de maneira mais rígida, logo colocando minhas mãos suavemente em posição. Deixei meus dedos tocarem as teclas dando início a quase um anúncio das mortes ali daquela casa.

A Marcha Fúnebre de Chopin, sempre teve uma interpretação errada, a meu ver. Não sei dizer se fora pelos anos que a ouvi, a fim as vezes incansavelmente, ou eu tê-la aprendido e tocá-la na maioria das vezes. Mas gostava da forma como cada vez que eu a ouvi, por inteiro, sentia ela se tornando mais atraente de alguma forma.

Enquanto a executava com esmero e perfeição me vi questionando a respeito de Bruce Banner, o que minha mente em particular parecia estar se apegando em se manter mais que curiosa a respeito desse homem.

Qual, seria o estilo de música que ele ouvia?

Ele ouvia música?! Uma vez que nessas últimas semanas não o vi em momento algum colocar ou cantarolar quaisquer melodias. A única melodia que ouvia era seu ritmado coração pulsante.

Deveria ir vê-lo amanha? Deixar que ele me visse novamente, ou talvez, conversar com ele (Mesmo que isso me causasse um pouco de dor)?

Notas finais
Eai o que acharam? SPOILER! Ela vai optar por não ir atras dele, sendo assim, esse é o penúltimo cap :3 Enfim. Bjs.