Fotografias

49 Comemoração Tripla


Notas iniciais
Oiii, meus amores sz. Como prometido, cá estou eu trazendo o penúltimo capítulo para vocês. Espero que gostem *-*

A lancha cortava a água salgada numa velocidade impressionante, rumo à automar. Manu continuava sem entender o que estava acontecendo. Estavam fugindo? Era isso? Mesmo sem saber as respostas não podia deixar de curtir o momento. A brisa que batia em seu rosto a estava acalmando aos poucos. Já Sarah estava entretida com o centro de comando do veículo aquático, enquanto se afastavam cada vez mais da praia.

– Onde foi que você conseguiu essa lancha? – Foi a primeira pergunta que Manu fez ao vê-la finalmente levantar do banco. As bordas molhadas do vestido de seda estavam transparente, coladas às coxas alvas. – E para onde estamos indo? Nós tínhamos combinado em passar a festa com a galera – Observou-a se aproximar devagar.

– Foi presente da Nanda – ela deu de ombros e sorriu, aproximando-se ainda mais. Os detalhes de fora da lancha eram em vermelho e branco, por dentro tendo o assoalho de madeira escura e os estofados em bege. – E eu não faço a mínima ideia de para onde nós vamos. Coloquei na rota automática que a Nanda programou e, de acordo com ela, será uma experiência inesquecível.

– Mas nós prometemos... – Manu se autointerrompeu ao sentir os braços envolverem seu corpo de forma possessiva.

– Nós vamos voltar para a festa, garanti isso para a índia. Duvido que a galera deixaria ela viva se por acaso não voltássemos – rindo, a ruiva andou junto a ela, empurrando-a devagar até que seus corpos caíram sobre o pequeno sofá da lancha.

– O que você vai fazer?

– Vou fazer o que não poderia ao ir pra festa com a galera – Sarah lambeu o pescoço dela, causando-lhe arrepios intensos. O vestido que ela usava estava parcialmente molhado, como o seu, e conseguia sentir o tecido gelar contra suas coxas, mas não se importou. Olhou-a nos olhos e sorriu. – Eu quero consumar esse casamento antes da lua de mel.

– Para com isso, garota – a loira riu, embora estivesse completamente arrepiada. Seu corpo respondia à ela de uma maneira extraordinária.

– Agora que você é minha mulher, eu nunca vou parar – nem esperou que ela respondesse, pois selou os lábios macios com os seus num beijo que já se iniciou intensivo e forte.

Poderia passar um milhão de anos e um pouco mais até, mas Sarah nunca iria deixar de amar aquela mulher. Por mais que estivessem apenas começando uma vida juntas, já haviam passado por muitas coisas, muitas provações quase impossíveis de se atravessar. Mas conseguiram. Por amor, por quererem continuar juntas. E foi com esse pensamento que Sarah começou a despi-la lentamente, no mesmo tempo em que seus lábios sugavam o inferior dela.

– Só você para pensar numa coisa dessas... – conseguiu dizer entre os beijos, deixando que ela descesse o zíper de seu vestido e espalmasse suas costas com a mão aberta, sentindo a textura de sua pele sedosa como pétala de flor. Seu corpo estremecia a cada toque. Simplesmente era impossível não sentir aquele mar de sensações deliciosas quando ela fazia aquelas coisas.

– Shhh – Sarah deu-lhe um selinho e mordeu-lhe o queixo de leve, antes de descer beijando-lhe o pescoço enquanto deslizava as alças do vestido pelos ombros alvos.

Era simples como um mais um. Seu corpo mais o dela dava em um produto totalmente inflamável. Só com o mais leve dos toques, parecia que seus corpos incendiavam inconscientemente. Manu estremecia a cada beijo, a cada deslize dos dedos dela em sua pele, sentindo-a beijando, lambendo, mordendo. Os suspiros escapavam de seus lábios mesmo quando tentava reprimi-los.

Sarah amava o gosto que ela tinha. E poderia repetir aqueles movimentos durante toda sua vira, nunca iria se cansar. Nunca iria enjoar de amá-la daquela forma tão... intensa. Voltou a beijar-lhe o pescoço, deliciando-se com o cheiro do perfume que ela usava. A brisa soprava forte, sacudindo o tecido de seus vestidos. Sem querer esperar mais, desceu o dela até a altura da cintura, revelando os seios moderados, cobertos por um sutiã também branco.

– Eu já falei que você é linda? – Indagou num sussurro, bem próximo ao ouvido dela. Manu mordeu os lábios e apenas assentiu com a cabeça.

A lancha continuava seu percurso mar afora, rasgando a água em alta velocidade. O céu ia mudando de cor aos poucos, revelando um já próximo por do sol. Só que nenhuma das duas notou qualquer mudança, nem mesmo quando o automóvel aquático parou depois de pouco mais de meia hora. Sarah não ousou parar um só segundo, agora beijando a barriga definida e terminando de tirar a calcinha de renda clara. E simplesmente a tomou ali, agora pela primeira vez como sua esposa. Ambas dançaram num mesmo ritmo até chegarem ao orgasmo quase simultaneamente.

– Deus, o que deu em você? – Manu disse entre golfadas de ar. Seu corpo estremecia por completo. – Você nunca foi tão... intensa.

– Espere só por nossa lua de mel – ao dizer, mordeu-lhe o queixo e sorriu, também tendo a respiração ofegante.

– E quem disse que eu vou deixar você me tocar? – A fotógrafa sorriu divertida, fazendo carinho no rosto dela.

– Mas você não tem que deixar, eu vou te tomar à força.

– Essa eu pago pra v... – Os olhos azuis desviaram da mulher mais linda do mundo e se arregalaram de imediato ao ter contato com o que possivelmente seria a vista mais surpreendente que já vira em sua vira. – Olha isso, Sarah.

Ao ouvi-la, a jogadora de vôlei seguiu o olhar dela, também tendo a mesma expressão de surpresa como resposta. Estavam de frente para a costa da Região dos Lagos, onde o sol descia lentamente de encontro ao pequeno conjunto de ilhas e colinas. O céu alaranjado, juntamente com os raios da enorme esfera amarela, fazia com que o mar cintilasse de uma maneira perfeitamente inesquecível. O restante do ar escapou dos pulmões de Manuela, que se viu vislumbrada com uma cena tão magnífica.

– Meu Deus, que lindo – disse ao se sentar no colo de uma nua ruiva de olhos verdes, que também estava maravilhada com tudo.

– Acho que esse é que é o presente de casamento da Nanda – Sarah comentou e soltou um suspiro admirado. Nunca tinha visto nada tão perfeito em sua vida. O nascer do sol em Copacabana era lindo, o por do sol no Arpoador também, mas aquilo chegava a ser... mágico. Não tinha nem palavras para explicar. – Eu queria aproveitar para te dizer uma coisa – sorriu abertamente quando os olhos azuis a fitaram com curiosidade. Manu era tão perfeita quanto qualquer fenômeno da natureza. – Você, sem sombra de dúvidas, foi o maior e melhor presente que eu já ganhei na minha vida. Agora, como sua esposa, quero te fazer a mulher mais feliz do mundo. Isso tudo porque eu te amo demais e não vivo sem você.

– Você sempre me faz ficar sem saber o que dizer...

– Não precisa me dizer nada. Só quero que fique ciente que eu sempre farei o possível para te ver bem, para ver esse sorriso maravilhoso que só você tem – enquanto dizia, Sarah encostou a testa na dela e suspirou, olhando-a nos olhos. Estavam nuas no meio do mar, dentro de uma lancha disponibilizada como presente de casamento e sendo acompanhadas pelo mais belo dos fenômenos naturais; o por do sol.

– Eu te amo mais que tudo e quero ser sua mulher para toda a eternidade – Manu sorriu de um jeito apaixonado e a beijou brevemente.

– Não se preocupe, porque você será minha por bem mais que isso – assim que terminou de dizer, a ruiva a beijou intensamente.

(...)

Já com as estrelas visíveis no céu escuro de uma noite sem nuvens, a galera curtia ao som de David Guetta. Os pés deslizavam e sacudiam a areia pálida e fria, porém o ambiente estava quente como carvão em brasa. E isso não tinha nada a ver com os litros de vodkas digeridos desde que a festa havia começado.

De um lado, as mães das noivas conversavam sobre o fato de Sarah ir morar em Fortaleza. Aquela era a primeira vez que conversavam por mais de dez minutos, pois sempre eram atrapalhadas por algo ou alguém. Dona Helena ficou sabendo de todo o assunto com Júnior e também sobre todo o alívio de uma mãe angustiada em ver a filha livre daquele homem violento. Mas, antes de voltarem ao assunto da mudança, dona Helena fez uma nota mental sobre dar uns tapas bem dados em Manu por não tem contado mais a fundo aquele assunto tão importante.

Do lado oposto, Gugu e Luquinhas brincavam com diversos baldinhos e pazinhas de plástico, fazendo castelos de areia desajeitados e deliciosos bolos de areia molhada, nem ligando para a bagunça que os adultos estavam fazendo. Afinal, para que ficar dançando se podiam fazer um castelo cheio de soldados fortes?

– Pelo amor de Deus! Até que enfim vocês apareceram – Marcela se aproximou de Sarah e Manu, que caminhavam do mar para onde eles estavam, de mãos dadas. Fábio a abraçava por trás.

– Ai de vocês se não aparecessem – Claudia também se aproximou, mas com dois copos de caipirinha em cada uma das mãos. – Vamos beber, porque temos muito o que comemorar.

– Temos? – Sarah riu, embora não tivesse pensado duas vezes em pegar a bebida alcoólica. Estava morrendo de sede. Deu uma enorme golada e olhou para a morena de olhos azuis.

– Claro que temos, afinal não é todo dia que casamos e engravidamos, não é? – Com aquela pergunta de Clara, todos os presentes ficaram em silêncio. Até mesmo a galera da roça. Manu e Sarah franziram as sobrancelhas.

– Não está falando delas, está? – Juliana também resolveu participar do assunto, curiosa como todos os outros. Claudia se manteve o tempo todo quieta, mostrando que não estava por dentro do assunto de sua mulher.

– Não vai me dizer que...

– Sim, meu amor. Eu estou grávida – Clara finalmente revelou, vendo os olhos azuis de sua esposa arregalarem como resposta. – Descobri hoje.

– Como assim, descobri hoje?! – A morena indagou, boquiaberta. Nanda, que ajudava as crianças com o castelinho de areia, mantinha-se antenada no assunto. – Você tinha me dito que a coleta dos meus óvulos e a escolha do doador era coisa para o futuro...

– Eu quis fazer uma surpres...

– Espera, gente – Lia entrou no meio da bagunça, mal notando que as mulheres mais velhas deixaram de conversar para observá-los. – Esse negócio de coleta... você vai ter um filho dela, Clara? Tipo... dela mesmo?

– Vou, mas parece que ela não gostou da ideia – a loira suspirou e recebeu um abraço de Victor, que logo a parabenizou pela gravidez. Bento, Bruno e Miguel as observavam enquanto bebiam de suas bebidas.

– E quem foi que disse que eu não gostei? – Antes mesmo que a musicista dissesse alguma coisa, Claudia a abraçou apertado, erguendo-a do chão e rodando-a. – Só mesmo um louco não ficaria feliz em receber uma notícia dessas. Eu já falei que te amo hoje?

– Já, mas você dizer que me ama nunca é de mais.

– Eu te amo, sua besta – e beijou-a com todo o amor que sentia por ela. Deus, quem imaginaria que iria virar mãe de uma hora para outra? Se estivesse sozinha, com certeza estaria surtando naquele momento.

– Bom, já que temos dois motivos para comemorar aqui, que tal voltarmos a beber? – David ergueu a garrafa de uísque com ambas as mãos.

– Acho que diria que vocês teriam três motivos – Victor disse mais alto que os gritos, chamando a atenção. Quando todos o olharam, ele virou e roubou um beijo de Denise, puxando-a contra seu corpo.

– MEU DEUS AMADO, VAI CHOVER CANIVETE! – Sarah sentiu-se obrigada a gritar, jogando um punhado de areia no casal.

– Só eu que acho que vou precisar de tempo para me acostumar com essas meninas se agarrando desse jeito? – Dona Flávia indagou, sentada bem distante da bagunça, embora sorrisse com a alegria da garotada.

– Eu também vou demorar, pode acreditar – elas se entreolharam por alguns segundos e caíram na gargalhada. Não tinham muita opção de escolha, já que suas filhas agora estavam casadas, só restava aceitar e tentar se acostumar com aquele estardalhaço todo que eles faziam por qualquer motivo.

(...)

Sendo eleita diversas vezes como a cidade mais bonita do mundo, Veneza mostrou-se ser a melhor escolha para as recém-casadas passarem a lua de mel. Era uma pena que a maior parte da verba que Sarah tinha guardado no banco tivesse se esvaído com a compra do lote de terra e a construção da casa no nordeste. A sorte foi a teimosia de seus amigos, que cismaram em fazer uma vaquinha e juntaram para comprar a passagem, hospedagem e todo o resto para as duas. Por mais que negassem, saberiam que lutar contra uma dúzia de teimosos era praticamente uma guerra perdida. Então aceitaram de bom grado.

Agora estavam ali, dois dias e meio depois da festa de casamento, na varanda do hotel Palazzo Stern. Sarah abraçava sua esposa por trás, tendo o queixo apoiado no ombro desnudo. E, ambas tinham certeza de uma coisa, a galera não poderia ter escolhido um hotel melhor. Ele, com sua estrutura rústica, porém muitíssimo luxuosa, ficava às margens do Grand Canal e só a dez minutos à pé, através da Ponte Accademia, da praça de San Marco, que era considerada o coração de Veneza.

– Quando você me conheceu, você se imaginava que um dia estaríamos casadas, curtindo a lua de mel em Veneza? – Sarah indagou, falando bem juntinho à orelha dela, causando-lhe arrepios involuntários.

– Nem sonhava com isso – a loira entrelaçou seus dedos nos dela, abraçando os braços em volta de seu corpo. Um sorriso bobo brotou em seus lábios, como sempre o fazia quando a ruiva dizia qualquer coisa. – Você então nem se fala, não é? – Olhou-a.

– Claro que sonhava com isso.

– Deixa de ser mentirosa, garota – Manu virou de frente para ela e a cutucou na barriga, fazendo-lhe cócegas. – Você demorou um ano para perceber que sou eu o amor da sua vida.

– Concordo – a jogadora de vôlei a prendeu contra a sacada da varanda e aproximou tanto o rosto que pôde sentir o hálito quente bater contra seus lábios. – Mas agora que percebi, nada no mundo me faz tirar isso da cabeça.

– Ah é? E por quê? – Os olhos azuis brilhavam. Às costas de Manu, lá em baixo, dezenas de barcos passavam pelo canal.

– Por que estou disposta a te ter na minha vida para toda a eternidade – colou ainda mais seu corpo ao dela, intercalando suas pernas.

– Para ter isso, você terá que pagar muito caro – a fotógrafa sorriu de um jeito travesso, apertando-lhe a bunda descaradamente. Sarah riu alto, não acreditando.

– Não seja por isso, delícia – Sarah a ergueu no colo, tendo as pernas dela enlaçadas em sua cintura, e a levou para a cama. Antes de ser jogada no colchão, a loira visualizou como o sol se punha perfeitamente entre as arquiteturas antigas da cidade italiana.

Surpreendentemente, era como Sarah um dia havia dito: O amor delas era como o sol, forte e poderoso. E Manu não poderia se sentir mais feliz, pois estava ao lado de quem mais amava no mundo. Ao lado da mulher com quem casou e com quem decidira passar todos os dias de sua vida. O que mais poderia querer? A perfeição já estava ao seu lado.

Continua...

Notas finais
Gente, meu aniversário é amanhã, então, como presente, ces poderiam dizer o que acharam do capítulo né? u.u uhasuhs PS¹: Victor namorando é milagre na terra. PS²: Veneza