Fotografias

50 Sorrisos na Fotografia - Capítulo Final


Notas iniciais
OMGGGG, último capítulo, gente T_T To muito triste, mas infelizmente chegou a hora de nos despedirmos desses personagens maravilhosos. Vou sentir muita saudade de escrever sobre todos eles. Lia, Claudia, Ju, Clarinha, Sarah e Mari, todos. Mas é isso gente. Primeiramente, eu gostaria de agradecer a todos por acompanharem e pelo carinho também. Sem vocês, eu não teria conseguido concluir essa história tão rapidamente. Foi graças a vocês que isso foi possível, então, obrigada a todos, de verdade. Segundo, ao terminarem de ler, eu dou minhas considerações finais. Vamos ao capítulo? PS: Na primeira linha, tem o link da casa delas. Boa leitura a todos.

Como havia sido combinado, o casal só viram a casa depois da lua de mel. Pegaram o avião da Itália direto para Fortaleza, ao invés de irem para o Rio. Manu estava quase explodindo de tanta ansiedade, sabendo que a ruiva de olhos azuis não se encontrava em melhores condições. E, quando finalmente chegaram à cidadezinha de interior, foram recebidas com abraços e diversas perguntas. A maioria voltada para a cidade italiana e também descaradamente sobre a lua de mel que passaram lá.

Só que, deixando tudo para depois, elas largaram as malas na varanda da casa de dona Helena e correram juntas, de mãos dadas, em direção à colina onde fizeram amor pela primeira vez. O principal caminho que levava até a parte de cima, um corredor cercado por imensas árvores, agora possuía um portão de ferro preto com design floral e tinha seu chão de terra agora limpo, livre de folhas secas e galhos caídos.

Ao chegarem ao final dele, ambas notaram a diferença entre o agora e a última vez em que estiveram ali. A parte em que havia sido aplanada fora muito bem aproveitada, tendo uma piscina mediana com design em curvas, no formato de um amendoim. De um lado, o deque era de madeira, e do outro, de cerâmica antiderrapante, com um caminho que levava a casa. Da borda da extremidade esquerda da piscina, colocaram uma escada também de azulejo e, na extremidade direita, aproveitaram a pedra onde fizeram amor, dando uma visão bem natural a construção. De acordo com a ruiva, ela recusou a possibilidade de tirarem a pedra dali.

Manu não estava acreditando no que estava vendo. Tudo era tão perfeito que parecia não ser real. Ainda do lado de fora, passeando pelo caminho de cerâmica, entre um espaço gramado, a loira percebeu o quanto o paisagismo foi bem aproveitado ali. Algumas árvores de pequeno porte foram plantadas aqui e ali, contrastando com as maiores da entrada principal e obtendo sombra para as cadeiras postas entre a casa e a piscina a fim de trazer lazer tanto dos proprietários quanto dos convidados. Na lateral, havia uma vaga de garagem, de finalmente pôde ver a rede na varanda da frente.

Se Sarah pudesse descrever àquele momento, não conseguia buscar palavras à altura dele. Ver sua mulher tão surpresa e encantada fazia com que seu coração batesse acelerado a cada segundo que se passava. Havia planejado muito aquela casa, tendo a excelente ajuda da arquiteta Vivian e também do Rafael, o engenheiro. E deveria parabenizá-los por terem feito um serviço tão impecável. Por mais que tivesse planejado daquele jeito, ver o projeto pronto a deixava tão admirada quanto Manuela.

Obviamente, a casa ainda não estava mobiliada, pois fariam isso juntas e o mais breve possível. Sarah mostrou o primeiro cômodo da casa, espaçoso e com as paredes pintadas em tons pastel. E revelou que ali seria a sala, seguindo para a possível cozinha, que ao lado tinha um cômodo menor, onde seria, de acordo com a ruiva, a área de serviço. Manu não tinha nem tempo de argumentar sobre o que faria na casa, pois estava abismada com tudo aquilo. Apenas a acompanhava, ouvindo-a falar onde colocariam os sofás e em como preferia que a geladeira fosse colocada afastada do fogão. Antes de subirem as escadas para o segundo andar, Sarah mostrou mais um cômodo e disse que ali poderia ser a sala de jantar.

Já em cima, um pequeno corredor levava aos três quartos, tendo um deles pintado com cores vivas. Antes mesmo de protestar, Sarah alegou que nada a faria mudar de ideia e que ali seria o salão de jogos. Suspirando, Manu resolveu não contestar e foi para os outros cômodos. O menor seria o quarto de hóspedes e o maior o que dividiriam futuramente.

Ainda tinham muito o que fazer para deixar aquele lugar ainda mais perfeito. A verba não era muita, mas sabiam que teriam novamente a ajuda de seus amigos, que nunca as deixavam na mão. Por isso era bom manter quem amamos por perto. Pois, no fim, isso faria sempre a total diferença.

Ali, de frente para a janela, onde viam a vista que tinham da parte da frente da casa e também de toda a cidade colina abaixo, Manu a beijou. Afinal, aquele seria o primeiro da eternidade de beijos na casa onde morariam dali a poucos dias.

(...)

Era apenas mais um dia de sol na cidade do interior. Tudo continuava em seus devidos lugares, nada mudava. E, depois de três anos morando ali, Sarah descobriu que gostava do jeito que as coisas funcionavam. Não havia nada melhor que chegar em casa depois de um dia exaustivo de treino, beijar sua esposa, que muita das vezes era quem chegava primeiro, e simplesmente descansar na rede da varanda vendo a progressão da tarde que virava noite. É, não foi difícil para que se acostumasse definitivamente com aquilo. Só em se ver livre do barulho impertinente da urbanização já era o suficiente.

Manu ainda custava a acreditar que o tempo havia passado tão depressa assim. Há três anos, elas estavam se casando na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Foi tudo perfeito, assim como a inesquecível lua de mel em Veneza, patrocinada por seus amigos. Agora estavam morando no Ceará, perto da galera louca da roça e morrendo de saudades dos retardados da cidade. Mesmo tendo algum tempo livre, fazia dois anos e meio que não os via. A última vez que estiveram na Cidade Maravilhosa, Clara estava com uma barriga enorme e toda boba por saber que o bebê era menina.

Poderia ser tudo tão simples quanto esperavam que fosse, mas nem sempre era assim. Para falar a verdade, na maioria das vezes não era. Por mais que a vida de casada fosse um sonho para ambas, acabou mostrando-se bem mais difícil do que imaginavam que seria. Manu não suportava bagunça e Sarah tinha horror à limpeza periódica. Então acabavam discutindo por causa de besteiras, como não encher a garrafa de água quando a mesma estivesse vazia; estender a toalha no varal depois do banho, não deixando-a sobre a cama; e, o mais importante de tudo, não deixar resíduos de comida no sofá. Mas, por mais que sempre discutissem e Manu vez ou outra fosse para casa da mãe, elas sempre faziam as pazes e se amavam como tratado de paz.

A jogadora de vôlei fez a curva que a tirava da pista principal para a estrada de terra que levava a cidadezinha do interior. Dirigiu com calma, ouvindo uma música qualquer na rádio local. Apesar de balançar levemente o corpo, mal prestou atenção em quem cantava ou qual o ritmo. Prestando atenção na estrada esburacada, Sarah estacionou de frente para uma das três padarias da cidade. Sem dúvida, a melhor delas.

Mesmo sem indícios de chuva para aquele final de semana, algumas nuvens pesadas passavam pela região. Deveria ter alguma tempestade para o lado do litoral mais tarde. Dando de ombros, Sarah entrou no estabelecimento. Tudo se encontrava do mesmo jeito, todos os produtos nos mesmos lugares de sempre. Sarah pegou uma cestinha de plástico e pegou dois potes de doce de leite em pasta e um pacote de goiabada, passando para o departamento de frios logo após.

– Cansada do longo caminho, minha menina? – Dona Nora, mãe de Marcela, a cumprimentou. Com um sorrido exausto, a ruiva caminhou até o balcão de vidro transparente que mostrava variedades de deliciosas iguarias feitas pela mulher mais velha. – O que vai querer hoje?

– Hoje foi bem mais puxado que o normal, mas acho que uma broa de milho e três pedaços do bolo de chocolate de sempre.

– Você e sua mania chata de entrar no quintal de casa e não me chamar – a voz escandalosa da veterinária fez Sarah sorrir abafado, mas não lhe deu muita atenção, até que a sentiu abraçando-lhe por trás. – Ei, já disse para você que minha mulher é outra.

– Mas nós não somos ciumentas, Sarinha – antes de se afastar, ainda rindo, Marcela deu-lhe um beijo estalado na bochecha. – Fiquei sabendo que você recebeu um convite para jogar na Seleção. Sério isso?

– A notícia corre rápido por aqui, ainda não me acostumei – rindo, Sarah assentiu logo após. – Mas é verdade, sim. Mas isso só vai ser no final do mês. Antes disso, pretendo levar meu povo para dar uma volta no Rio. Faz um tempo que não vamos lá.

– Não esqueçam que eu existo, ok? – Ao dizer, Mar voltou para o lugar de onde havia saído.

Efetuando o pagamento de sua compra diária de porcaria com dona Nora, Sarah voltou ao carro e foi direto para casa. Ainda estava vestida com o uniforme azul-marinho com detalhes em branco do principal time de vôlei de Fortaleza. Por querer chegar em casa o mais rápido possível, nem se preocupou em trocar de roupa.

No caminho para casa, passou também na casa da sogra e deu-lhe um beijo estalado na bochecha, certificando-se que Manuela não estava ali. Então, finalmente abriu o portão de ferro e subiu a estrada ladeada por árvores enormes e de folhas escuras. Estacionou seu carro ao lado do de Manu e em fim entrou na enorme casa que tinha construído para passarem a vida juntas.

Diferente da primeira vez que tinha visto o local já pronto, a sala estava impecavelmente mobiliada, sem a deixar muito tumultuada e permitindo que os espaços fizessem com que as correntes de ar circulassem livremente por ali. Antes de entrar, tirou os tênis sujos e atravessou até a cozinha pisando no assoalho de madeira apenas com as meias suadas.

Ao ouvir o burburinho de pessoas conversando, franziu as sobrancelhas. Marcela estava em casa, dona Helena e Miguel também, os gêmeos e Fábio estavam trabalhando, Denise seria impossível estar ali, então quem? Ao aparecer no vão da porta, seus olhos verdes se arregalaram de imediato e o coração pulou umas três ou quatro batidas de uma só vez.

– Até que enfim chegou a margarida – foi Lia quem comentou, falando alto como sempre. Nunca pensou que sentiria tanta falta daquela japonesa chata. Observou-a se aproximar e franziu as sobrancelhas quando o corpo pequeno parou bem diante do seu, com uma careta estampada no rosto oriental. – Você está fedendo.

– Irritante, como sempre – rindo, Sarah a empurrou. Nunca pensou que ficaria tão feliz em ver sua cozinha tão cheia de gente. Atravessou o cômodo e deu um selinho demorado em sua esposa, que cozinhava junto com Juliana. – Antes de abraçar todos vocês, vou tomar um banho rápido.

Sem esperar que respondessem, Sarah saiu apressada do cômodo. Levou menos de cinco minutos para se lavar, secar e vestir. Opinou por roupas leves e principalmente de fácil acesso no guarda-roupa. Então voltou a descer, pulando as escadas de dois em dois degraus. Ao chegar na cozinha, não hesitou em começar agarrando uma certa morena de olhos azuis.

– Acabou sendo realmente preciso nós virmos aqui para matar a saudade – Claudia reclamou, vendo-a se afastar. Os cabelos continuavam do mesmo jeito, assim como os de Clara.

– Onde está a pequena Sofia? – A ruiva indagou, agora abraçando a musicista de cabelos loiros e ondulados. – Nossa, que saudade de vocês.

– Está dormindo no quarto – Clara respondeu, enquanto correspondia o abraço na mesma intensidade.

Sarah fez o mesmo com todos eles, abraçando-os apertado e demonstrando o quanto sentia falta deles em sua vida. Victor surpreendentemente estava namorando sério com Denise, que havia até se mudado para o Rio de Janeiro. Como ela precisava vir algumas vezes ao nordeste, sempre via o rapaz que tanto amava. E, de acordo com ele, durante uma de suas visitas, ficou sabendo que David estava apaixonado por uma ginasta do clube em que davam aulas de futebol.

Todos passaram o restante da tarde conversando e Manu e Ju serviram porções de cachorro-quente nas mesas do lado de fora, que ficavam de frente para a piscina. O por do sol se mostrava bem próximo e a coloração rósea do céu deixava o momento ainda mais perfeito.

Apesar das fotos, tanto Sarah quanto Manu, ficaram surpresas ao verem o tamanho das crianças. Gustavo realmente estava enorme, com dois dentes faltando na boca. Estava mais esperto que tudo e já sabia fazer tarefas de matemática da terceira série, mesmo tendo apenas sete anos. Mas não foi a maior surpresa do dia. Junto com o casal havia mais uma criança. Era um menininho de três anos e evidentemente de descendência direta indígena. Os cabelinhos eram tão lisos quanto de Nanda e ele parecia ter sido gerado pela mesma. Mas, de acordo com elas, na terceira visita que fizeram à aldeia onde a marinheira nascera, uma amiga dela havia falecido ao ser picada por uma cobra peçonhenta, deixando uma criança de um ano e meio, órfã. Nanda simplesmente não deixaria o filho de sua melhor amiga de infância sozinho no mundo e, juntamente com a loira de olhos cor de mel, o adotaram como filho. Seu nome era Cauã.

– Vou pegar a Sofia para você conhecer, Sarah – Clara levantou da cadeira de madeira pintada de branco e entrou na casa.

– Cadê Luquinhas que eu ainda não vi? – A ruiva franziu as sobrancelhas e depois sobressaltou-se, culpando-se por ter se esquecido de algo muito importante. Manu riu, percebendo de cara o motivo daquilo. – Amor, onde está a Tina?

– Está passeando com o Miguel. Não o viu em casa, viu? – Os olhos azuis brilhavam por causa do sol de fim de tarde.

– Ei, quem é Tina? – Mari indagou, acenando para que Gugu fosse até onde estavam. Ele chegou de mãos dadas com o irmãozinho de um lado e Luquinhas do outro.

– Meu Deus, como ele está grande – Sarah estava boquiaberta. O pequeno filhote de japonês estava com quase cinco anos e, de acordo com Juliana, parecia que havia sido projetado para fazer arte.

– Não enrolem a gente – David, que estava sentado ao lado de Juliana, disse. Estava tão curioso quanto o restante.

– Isso mesmo, David. Quem é Tina? – Claudia insistiu.

Aquela era a hora em que morreriam, Manu tinha certeza disso.

– Bom, Valentina é...

– Mamãe! – Manu viu-se esquecendo do que ia falar ao ouvir a voz de uma garotinha, sorrindo abertamente logo depois. Todos, sem exceção, viraram para olhar uma menininha de cabelos ruivos correr desajeitada pelo piso de cerâmica antiderrapante.

– Meu amor, você estava passeando? – Sarah a pegou no colo e beijou-lhe o rosto, sentindo o cheirinho de bebê impregnar suas narinas. Ela disse uma dúzia de palavras e ninguém entendeu nada. – Claro que sim, meu amor – concordou, como se de fato tivesse entendido.

– Essa menininha é a sua cara, Sarah! – Lia exclamou, levantando da cadeira de supetão. – Não vai me dizer que... – Pausou a fala ao olhar a expressão descarada de Victor e Denise. – Vocês sabiam disso, não é?

O silêncio foi a mais sábia e perfeita resposta.

– Seus traíras! – A japonesa apontou para os dois, que encolheram os ombros e riram. Não havia muito o que fazer. Tentando disfarçar, Denise mordeu um pedaço do seu cachorro-quente. – Por que vocês não nos contaram sobre isso?

– Sobre o que? – Clara desceu os três degraus da varanda, indo em direção ao lugar em que estavam. Em seu colo, uma criança de dois anos. Os cabelos eram da cor dos de Claudia, negros como ébano, e os olhos de um tom azul como a garota de cabelos loiros, claros como o mais vasto céu de uma manhã de verão.

– Você acredita que essa menininha é filha dessas duas filhas da puta? – Até a jogadora de vôlei se exaltou, dando um tapa na mesa. As crianças as olharam de um jeito curioso. Clara estava boquiaberta.

– Gente, calma – Miguel se aproximou da mesa e sentou na cadeira vazia ao lado da médica. – Esse não deveria ser um momento de alegria? Não vamos brigar, as crianças estão ficando assustadas com esse revolto todo.

– Você amadureceu – Denise reconheceu, franzindo o cenho. Era tão estranho vê-lo falar daquele jeito tão sério. – Mas vamos logo ao que interessa? – Seus dedos estavam entrelaçados aos de Victor. Quando notou que toda a atenção estava em si, continuou: — Conversei com o técnico da Unifor e adivinhem?

– Desembucha logo, criatura – Sarah jogou um pedaço de pão nela.

– Consegui um amistoso de vocês contra o Unilever, na terça feira – deu de ombros, como se aquilo realmente não fosse nada demais. – Já que vocês estão aqui – ela olhou para Ju e Claudia. – Já podem ir se preparando para perder.

– Ah, mas nunca vou perder para o time dessa traíra – Ju apontou para a ruiva, semicerrando os olhos negros. – Vamos detonar vocês.

– Estou pagando para ver – Sarah devolveu no mesmo tom ameaçador. A fotógrafa apenas suspirou, sabendo que sairia briga dali a três dias.

Depois dos ânimos acalmados, puderam contar a eles como tudo aconteceu. Valentina tinha pouco mais de um ano e era uma criança alegre e muito esperta. Era muito apegada ao tio, Miguel, que a paparicava de todas as maneiras possíveis. Pediu desculpas por não terem contado e explicaram que queriam fazer surpresa, mas o tempo acabou passando tão rápido que não perceberam que três anos haviam se passado.

Mas, no fim, nada abalou o reencontro da galera. Logo mais, o restante do pessoal chegou e, depois das crianças terem ido dormir, fizeram uma verdadeira festa na piscina, sendo observados por um mar de estrelas e uma curiosa e exuberante lua cheia.

(...)

Ninguém, nem mesmo Victor, sabia como Denise conseguia aquelas falcatruas. A garota conseguiu arranjar um evento fechado do maior time de vôlei de Fortaleza contra o maior do Rio de Janeiro. Na arquibancada estavam apenas familiares e amigos, contando com algumas pessoas do próprio clube.

Sendo um jogo treino, os técnicos pediram para que não se esforçassem tanto, até porque havia sete jogadoras da Seleção em quadra. Mas, mesmo dizendo isso, eles mal sabiam o valor daquela partida. Claudia e Juliana passaram toda a importância da vitória para o restante do time, incentivando-o a querer ganhar de qualquer jeito. Até Sarah Pavan, a oposta canadense que fazia um sucesso danado no time carioca, estava disposta a jogar com tudo que tinham.

– Aposto 500 reais no Unilever – David propôs, inclinando o corpo para frente para que pudesse ver o restante do pessoal. Luquinhas estava entre suas pernas e tomava um sorvete de uva que havia comprado para ele.

– Eu aposto na Unifor – Victor apertou a mão dele, mesmo sabendo que o time de Claudia estava um milhão de vezes mais forte que o de Sarah.

– Aposto na minha mulher, lógico – Manuela entrou na brincadeira, dando de mamar para a pequena Valentina.

– Eu vou apostar na Unifor – a única japonesa do grupo disse, dando de ombros. Todos a olharam boquiabertos.

– JU, A LIA VAI APOSTAR CONTRA O SEU TIME! – Mariana gritou da arquibancada, chamando a atenção da mulata, que a olhou com expressão clara de desaprovação.

– Eu estou brincando, sua fofoqueira! Aposto 500 no Rio – bufou contrariada, cruzando os braços contra o peito. Todos riram. Era muito bom fazer Liane provar de seu próprio veneno.

– Não entendo de vôlei, mas aposto no time da Sarah – Marcela também entrou na brincadeira, com Fábio e os gêmeos concordando com ela logo depois.

O som alto do apito as atrapalhou. Sarah jogou a bola para o alto e correu até a linha que iniciava a quadra, saltando para sacar logo em seguida. A bomba de esquerda fez com que Claudia voltasse ao tempo em que jogavam na adolescência. Sempre teve medo dos cortes da ruiva, que sempre foram muitíssimo fortes, mas acabou se acostumando com o passar dos anos. Mas agora? Ela estava mil vezes melhor que antes, tanto que se viu tendo dificuldade em receber, obrigando a levantadora a sair do lugar para subir a bola para as mãos de Juliana. Sem sombra de dúvida, a Seleção Brasileira ficaria imbatível com ela e a jovem levantadora; Roberta.

A verdade era que não importava quem ganharia aquela partida, ou qualquer outra mais a frente. Estavam todos juntos outra vez, agora com muito mais pessoas ao redor. Era como se não precisassem de mais nada para que a vida ficasse completa. Eram felizes, tinham seus filhos e amigos por perto. E, no fim de tudo, o tempo provou que as amizades verdadeiras continuavam firme e forte, em todos os momentos. Afinal, nenhum dos casais estaria junto sem a ajuda e apoio dos amigos.

Na casa de cada um tinha uma fotografia igual, onde todos estavam reunidos no dia do casamento de Sarah e Manu. Poderiam estar distantes e vivendo de maneira diferente, mas isso não significava que era o fim. Muito pelo contrário, aquele era apenas o começo de uma vida cheia de alegrias e momentos inesquecíveis. Afinal, estavam juntos. E os sorrisos na fotografia só mostrava o quão feliz estavam por isso.

Notas finais
É, gente, acabou =/ Mas o que acharam das fotinhas dos nossos lindos bebês? *-* Então, gostaria de responder as perguntas que com certeza muitos farão: • Swann, você vai escrever uma nova história? R: Por enquanto, não. Eu estou ainda com a história Coração Domado em andamento e, antes de começar uma nova, pretendo terminá-la. Então, se quiserem ficar por dentro de tudo e ainda não começaram a ler Coração Domado, corram para lá e eu os receberei de braços abertos. • Mas você tem projetos novos? R: Tenho. Três. E todos Yuri e com o enredo completamente diferente um dos outros. • Quando pretende postar? R: Assim que terminar Coração Domado. Então conto com o apoio e vocês lá, para que eu possa postar cada vez mais rápido e assim poder trazer mais e mais histórias para vocês. • Vai haver mais temporadas com os personagens de Sangue do Meu Sangue e Fotografias? R: Não, infelizmente é o fim. Gente, é isso. Mais uma vez agradeço a todos vocês, que leram e acompanharam todos os capítulos, mandando reviews maravilhosos. Obrigada por existirem, pois sem vocês, eu nunca conseguiria. E espero ver vocês em Coração Domado, ein? Beijo, meus amores e até a próxima história sz
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!