Forças Atrativas

3 A chegada - Capítulo 2


Quando chegou a noite tudo estava calmo; todos já estavam em casa e eu ansiava por uma bela noite de sono. Recolhemo-nos às 9 horas da noite após jantarmos. Meu quarto estava frio e totalmente escuro porque o abajur estava apagado; o acendi. Olhei ao meu redor e tudo estava tranquilamente confortável e aconchegante. Estava relutante com a ideia de ter que lavar o meu rosto e trocar a roupa que eu estava por uma mais confortável e folgada. Mas como de costume, apesar da acomodação que a noite e o ambiente proporcionavam-me, eu segui rumo ao banheiro com pressa; fazendo apenas o que era necessário para manter a pele do meu rosto hidratada e limpa e terminar o mais rápido possível para deitar-me. Após terminar a higienização do rosto, escovei os dentes; vesti minha blusa de seda com alças finas e uma calça larga de algodão e por fim deitei. Estava aliviada e predisposta a dormir tranquilamente. E a noite se encarregou de sussurrar o som que a mesma possui.

Ao acordar, meu corpo estava leve feito uma pluma e no meu quarto não se ouvia sequer barulho algum vindo dos outros cômodos do apartamento. Eu não queria levantar, no momento; mas também não queria ficar deitada por muito tempo. Após 15 minutos ao meu despertar, eu finalmente levantei da cama. Penteei o cabelo e o prendi no alto da minha cabeça e escovei os dentes. Sem saber qual era o horário e se tinha alguém em casa, eu fui à cozinha em busca do que comer. Meu irmão e minha mãe estavam na cozinha. Sentei-me à mesa, sem dizer alguma palavra. Após olhar o relógio e ver que ainda era 09h45min da manhã, cumprimentei-os.

– Bom dia. – Meu tom de voz era sereno e sonolento e o meu olhar um tanto cabisbaixo

– Bom dia, Helena. – Disse Victor enquanto se levantava e se retirava da cozinha.

– Bom dia, filha. Dormiu bem? – Disse mamãe de uma forma carinhosa e interessada em meu estado.

– Sim, mamãe. Tive excelentemente noite de sono a ponto de achar que eu tinha dormido demais e acordado muito tarde. Mas felizmente percebo que não.

– Hm... Então, é melhor você comer. Você me parece tão pensativa encarando a mesa. Está tentando recordar algum sonho que você teve nesta noite?

– Não, mãe. Eu acho que não. Só estou com preguiça mesmo.

– Ah sim. Então coma, filha. Tem pão integral, queijo, presunto, cereal, frutas na geladeira... Você escolhe.

– Que bom mãe. Eu estou com vontade de comer cereal. Pode deixar, eu sei me virar (risos).

– Ótimo, meu amor. Eu vou me arrumar, tenho compromissos mais tarde.

– Ok, mãe.

Ao terminar do desjejum fui para a sala e o meu pai estava lá; ele estava assistindo um programa de televisão sobre os esportes locais. Sentei-me no sofá paralelamente a ele. Quando percebeu minha presença, me recebeu com um afetuoso tom musical de bom dia. Troquei algumas palavras com ele, e após alguns minutos, fui para o quarto; tomei banho e me vesti com o objeto de sair neste dia agradável.

No bairro em que eu moro não existe grande possibilidades de lugares para se refugiar a não ser uma banca — quase loja — de revistas e uma rua; a rua cinco com diversas lojinhas e um mercado comercial, apenas. Como eu estava com o intuito de me distrair mesmo estando sozinha, optei por dar aquela olhadinha em cada uma dessas lojas, incluindo a banca de revista que ficava em outra rua, um pouco mais distante.

Comprei um jornal, uma revista sobre conhecimentos em geral e um Sundae de chocolate para tomar a caminho de casa. Eu estava satisfeita por ter passeado pelo bairro e mais satisfeita ainda por saborear meu sundae favorito; o de chocolate.

Quando cheguei ao apartamento fiquei logo a par da novidade que se espalhara; a chegada de um novo morador no mesmo andar em que moro; o filho do nosso vizinho que acabara de falecer herdado seu imóvel. Eu não tinha ideia de quem era este rapaz. Só sabia apenas das discussões e vexames que o seu pai – nosso falecido vizinho – causara muitas vezes tarde da noite.