Forgive Me.
29 29. Um final feliz!
Notas iniciais
Observava a garota atentamente. Ela parecia nem notar muito na minha presença, pois estava demasiado concentrada a fazer o almoço para mim e para ela. Enquanto ela cantarolava baixinho alguma música que me era familiar, observava- a com o seu olhar alegre e enigmático. Ela pensava em algo, embora estive- se muito focada no que preparava, o que me dava em curiosidade em saber o que se passava nos pensamentos dela.
Eu estava na mesa da cozinha, sentado numa das quatro cadeiras da mesma. Com a cabeça apoiada na mão direita que, com o cotovelo do mesmo braço, estava apoiado na mesa, encarava meio no tédio a garota, com esperanças de ela falar comigo, porém, nada. Era como se ela me ignora- se no momento.
Fazia cerca de quatro anos que estávamos casados, e eu tinha agora 26 anos, e ela 25. Rosa acabou por casar com Hugh, um amigo de infância dela, que por engraçado, era um primo distante meu.
Suspirei baixinho, enquanto uma ideia passou-me na mente, e um sorriso surgiu nos meus lábios automaticamente. Observei- a uma vez mais levantei- me lentamente sem a mesma reparar. Dirigi- me para a White de vagar, sem ela saber. Quando cheguei perto dela, abracei- lhe de costas, colocando os braços à volta da barriga, enquanto pousava o meu queixo no ombro dela, beijando- lhe delicadamente a bochecha esquerda.
–Ai!–A garota se assustara com o meu gesto repentino, que quase deixou cair o almoço que preparava.
–O que está fazendo? -Perguntei apoiando novamente o queixo no ombro dela, fintando intensamente as mãos dela, que cozinhavam. A mesma riu baixinho, respondendo.
–A cozinhar génio! -Ela sorriu, dando- me uma tapa leve na testa, enquanto eu corei um pouco, desviando o olhar para a parede mais próxima de nós, à esquerda.
–Isso eu sei... -Murmurei meio corado- Mas cozinhar o quê?
–O almoço, e é o seu favorito: Macarrão! -Falou White com um grande sorriso brilhante, com as bochechas meias rosadas. Sorri de orelha a orelha, mostrando a minha felicidade, dando- lhe um leve selinho.
–Falta muito? -Perguntei e a mesma riu.
–Vinte minutos, por aí. Vou fazer o melhor macarrão que já alguma vez provou! -Disse a mesma com um olhar decidido, encarando intensamente e cuidadosamente tudo o que fazia.
Desviei o olhar para baixo, e sorri ligeiramente, corado. Abracei com mais força a barriga dela, passando com uma das mãos pela mesma.
–Afinal é um garoto ou uma garota?–Perguntei, e ela riu baixinho novamente. Aquele riso me deixava feliz de o ouvir.
–Por mim, o que quiser, basta ter uma família feliz. -Respondeu, enquanto eu roubei- lhe novamente um selinho, encarando novamente a barriga da mesma. Fazia três meses apenas que estava grávida, por isso, não se notava muito e ainda não se sabia se era um garoto ou garota.
–Já disse que amo- te mais que a minha vida? -Perguntei com um sorriso bobo nos lábios, enquanto ela me roubou um selinho novamente.
–E eu já disse que amo- te para a eternidade? -Perguntou desta vez a garota, corada. Ambos rimos baixinho, até um cheiro de algo queimado surgir. Eu a encarei confuso, e a mesma fez o mesmo para mim, até soltar um berro e olhar para o almoço que agora, já não era comestível.
–O almoço... -Murmurou a mesma em tom de tristeza, ao observar o ex- almoço.
Suspirei e ri um pouco, e peguei na mão da garota.
–Sem problemas. A minha sogrinha tem sempre uma solução! -Afirmei sorrindo e ela suspirou.
–É a terceira vez que queimo o almoço esta semana... -Murmurou fintando o chão e choramingando, enquanto eu ri novamente.
–Você sempre foi e sempre será uma desgraça na cozinha Prez. Admita! -Falei, enquanto ela cruzou os braços, formando um biquinho com os lábios que era mesmo muito kawaii.
–Pelo menos eu não levo a toda a hora pancada da Togekiss... -Murmurou a mesma, e eu bufei.
–Togekiss dos infernos... -Suspirei, pegando na chave de casa, já na entrada, enquanto a mesma me seguia- O que acha que a sogrinha vai dizer ao aparecer- mos lá para almoçar pela terceira vez esta semana? -Perguntei com um sorriso amarelo, e ela suspirou.
–Vai matar você, como de todas as vezes. -Suspirou White, com as mãos na cintura.
–M- MAS FOI VOCÊ QUE QUEIMOU SEMPRE! PORQUE A CULPA É MINHA?! -Reclamei, e ela riu baixinho uma vez mais.
–Porque ela ama a 'filhinha fofa e inocente' dela, e adora bater no 'desgraçado do meu marido safado'.–Disse rindo, enquanto eu a prendi na parede. Observei o rosto dela que, de repente, ganhou uma cor avermelhada. Consegui ver que a tinha pegado de surpresa, ao observar os olhos meio arregalados dela. Sorri de lado, sentindo a respiração meia nervosa e rápida da Prez.
–E o seu marido safado pode 'brincar' com você? -Perguntei com um sorriso de lado, e uma voz meia provocante, lenta e rouca perto do rosto dela, enquanto ela ficou completamente vermelha. Ri um pouco, e sorri- Brincadeira. O seu marido é inocente!
Ela me olhou com uma cara de como quem diz "Sério mesmo?", apontando para a barriga dela.
–Quem é que fez isso menino Black? -Perguntou ainda com a mesma cara, enquanto eu corei da cor de um Arcanine autêntico.
–E- Etto... -Murmurei, corando cada vez mais ao 'relembrar'– N- Não sei de nada...
–Uhum.... -Ela me olhou com um olhar desconfiado- E eu sou uma Meloetta.
Sorri sem jeito, enquanto ela suspirou e sorriu, roubando- me um selinho.
–Na verdade é um Keldeo. -Afirmei, e a mesma bufou, desviando o olhar corada.
–Vamos logo. Quero ver a Togekiss espancar você. -Disse a mesma, pegando nas chaves da nossa casa que estavam na minha mão, e eu suspirei, seguindo-a.
–Temos mesmo de ir? -Perguntei, recuando uns passos atrás dela.
–Sim, preciso de rir um pouco. -Afirmou, continuando a andar, enquanto eu suspirei e corri para ficar lado a lado com ela.
....
....Silêncio...
....
–Posso saber porque não para de olhar para mim? -Perguntou meia corada, meia reclamando.
–É que você é linda...–Afirmei com um sorriso, enquanto ela corou, fechando os olhos.
–Cantadas não vão livrar você da Togekiss.–Disse ela, enquanto eu suspirei, e sorri para a mesma.
–Pelo menos tentei! -Afirmei, roubando- lhe um beijo. Ela corou um pouco, mas retribuiu. Sorri logeiramente enquanto a beijava. Eu amava os lábios dela: Eram perfeitos, finos, suaves e doc-
–Ahram! -Uma tosse forçada surgiu, fazendo eu e White separar- mos automaticamente- Lá por estarem casados, não quer dizer que se 'comam' à porta da casa da sogra!- Reclamou Cinthya brava. Eu e White olhámo- nos completamente vermelhos.
Cara... Essa mulher não tem mais nada que fazer que interromper os nossos beijos?!
–A culpa é do Black! -Denunciou a mesma, apontando rapidamente para mim.
–O QUÊ?! -Berrei, olhando a garota que ria baixinho, enquanto Cinthya a abraçava.
–Tadinha da minha filhinha! Black, seu sem vergonha! -Afirmou Cinthya brava, enquanto eu arregalei os olhos e abri a boca de espanto.
–M -MAS EU NÃO FIZ NADA!! -Tentei escapar- me da situação, mostrando- me inocente. White olhou com um sorriso de lado, e eu bufei, cruzando os braços.
–Looker! -Chamou Cinthya- Traga a Togekiss! O Black veio!
–É para já! -Exclamou uma voz que vinha do segundo andar da casa.
–EU NÃO SOU NENHUM DIVERTIMENTO DESGRAÇADOS!! -Berrei, fazendo as duas rirem de mim.
Sorri ligeiramente, encarando as duas. Podia não ter uma família perfeita: uma sogra que me adorava e um sogro perfeitamente normal, e uma mulher 'totalmente humana', mas era a MINHA família, e eu jamais a trocaria.
–Hey! -Sussurrou White, e eu a encarei- Amo- te tá?
Sorri para a garota, que cruzava os braços corada, novamente com um biquinho.
–Também amo- te... Okay Prez?–Sorri de orelha a orelha para ela, e ela desviou o olhar para mim, e sorriu ligeiramente.
–Para sempre?–Perguntou, me olhando com carinha inocente. Segurei na cintura dela, puxando- a para mim, sorrindo e olhando nos olhos da cor do céu que a garota possuía.
–Para a eternidade.–Respondi, beijando- lhe os lábios.
E assim, será o começo da nossa verdadeira história.
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