Forgive Me.
30 Carta para o meu amor.
Notas iniciais
"Muitas vezes, existem coisas improváveis que surgem na nossa vida, mesmo sem querermos. Existe possibilidades de o destino ter mudado o rumo das nossas vidas, assim como tu mudas- te tudo à minha volta. E eu amo- te principalmente por tudo isso.
Quando te vi pela primeira vez, presumi que fosses um mero cliente da agência BW, mas, à medida que fui conhecendo o garoto chamado Black Hilbert, entendi que ele era bem mais que um mero cliente. Ele era o homem da minha vida. O destino criou esta partida, sem ao menos eu saber, e colocou a minha vida ao contrário. Passei a descobrir, aos poucos, o novo sentimento chamado amor. E a partir daí, mesmo quando nos separá- mos, eu continuei a amar- te. Nunca desisti do homem que me conquistou, que me fez descobrir o verdadeiro significado de querer alguém para o resto da vida. Contigo, descobri como é ter um melhor amigo para toda a vida, como é poder rir até doer a barriga. Descobri que o amor nasce de algo tão improvável.
Antes eras um garoto que destruiu a agência (ou parte dela), e agora, és o campeão de Hoenn, Sinnoh, Unova, Kalos, Johto e Kanto. És o herói de Unova, que salvas- te a tua região do mal, juntamente comigo, Reshiram e Zekrom. Depois de tudo isto, fiquei ao teu lado sempre: Fomos em jornada por Hoenn, seguido de Johto, Kalos e finalmente Kanto. Depois de tudo, já namoráva- mós. Pediste- me em casamento, e eu aceitei. Casá- mós aos 21 anos. Amei- te como nunca nunca ninguém te havia amado.
E agora, com estas pequenas frases, a nossa vida a dois começou: Anos depois fiquei grávida de uma menina, chamada Kelly. Depois, exatamente três anos depois, foi de um garoto chamado John. E assim, começou a nossa verdadeira vida, com dois filhos perfeitos que criámos. Kelly tornou- se uma talentosa Top Coordenadora, assim como John, pois eles sempre preferiram concursos Pokémon que batalhas de ginásio.
Os anos foram passando, e ficá- mos cada vez mais velhos. Kelly casou aos 23 anos, com um homem chamado Victor, e teve dois filhos e uma filha, todos líderes de ginásio de diversas regiões. Já John casou com uma mulher chamada Mary, e tiveram um filho Top Coordenador como os pais.
E com o passar do tempo, ficá- mos cada vez mais velhos. Os anos passaram bem à frente dos meus olhos, e quanto dei por mim, toda a minha vida estava a acabar. Não me restava muito mais tempo a teu lado. E eu havia prometido. Havia prometido ficar contigo até ao fim, tal e qual como ambos lutá- mos sempre juntos, sem nunca nos separár- mos.
Então, foi aí. Foi nesse momento, que eu entendi a realidade. Tu estavas prestes a morrer, bem à frente dos meus olhos, deitado na cama de hospital. Lembro- me como se fosse ontem, aquele maldito dia. Olhei- te nos olhos, num choro enorme, pedindo- te, ou melhor, implorando para ficares comigo.
Nesse momento, desvias- te os olhos para mim. Colocas- te a mão suavemente no meu rosto, com um sorriso daqueles que só tu sabes dar. Com a voz fraca, porém, sempre otimista, murmuras- te: “Eu não te vou deixar. Isto é só um até já… Prometo que eu te vou encontrar do outro lado”.
E estas foram as últimas palavras que disses- te, igualmente em lágrimas. Lembro- me perfeitamente desse momento: Uma parte de mim morreu contigo. Posso estar viva ainda, mas, sei perfeitamente que por dentro já não sou a mesma White que era. Era como se eu própria tivesse morrido totalmente por dentro.
Por isso, estou a escrever esta carta para ti, Black Hilbert, salvador de toda a Unova e o meu grande herói, que me conquistas- te. Amo- te. Espero que te lembres para sempre disto.
Pois… Chegou a minha hora. E só queria deixar escrito que tu foste o homem que mais amei na vida; Que mais admirei e que mais quis eternamente. Mas, a vida não é um conto de fadas. Um dia, tudo irá terminar… E infelizmente, esse dia chegou.
Por isso, este é o meu último desejo, enquanto estou viva. Caso estejas a ler isto, que é bastante improvável, quero que saibas que eu continuo sempre a ser a mesma White: Aquela idiota que sempre te fazia rir.
Irei agora ver- te, meu amor… Vejo- te do outro lado?
White Hilda Hilbert”.
Esta carta foi encontrada uma ano e seis meses após a morte de Black Hilbert, e um anos depois da morte de White Hilda. Esta carta encontrava- se debaixo da almofada de Black. Nunca ninguém descobriu o porquê de a mesma estar lá, mas, todos os dias, White escrevia uma carta de amor a Black, e colocava- a debaixo da sua almofada, para que todas as manhãs ele pude- se ler.
Junto a esta carta, encontravam- se milhões delas, todas dobradas, e algumas estavam até debaixo da cama, todas com uma data diferente. Chegaram à conclusão que White nunca parou de as escrever, e colocava, todos os dias, debaixo da mesma almofada, após a morte de Black.
E assim era como ela fazia. Colocava debaixo da almofada, e ia tomar o seu café da manhã. O mais impressionante, é que, mal ela acabava de o tomar e voltava ao quarto, a carta estava aberta sempre em cima da cama, exatamente sempre no mesmo sítio.: Na mesma almofada de Black, sem cima da mesma, totalmente aberta e lida.
Por isso, acredita- se que agora Black e White estejam juntos para a enternidade, como ambos prometeram.
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