Forever and Ever - Revisando
6 Capítulo - 6 That Is The Question
STEFAN
Depois da briga com Damon sai correndo para casa de Caroline, pensando em milhares de coisas que tinha para dizer, mas à medida que me aproximava meu coração se acelerava minha cabeça girava tentando colocar meus sentimentos em palavras... Mas como poderia fazer isso?
Como poderia separar meus sentimentos e decidir o que dizer ela.
De uma coisa eu tinha certeza, eu a amava, sempre a amei. Ela fazia parte da minha vida, da minha estória e de quem me tornei. Caroline foi à luz que me salvou depois da perda da minha mãe. Nós tornamos amigos tão facilmente que nem si quer conseguia lembrar-se de como era antes de conhecê-la.
Corri mais rápido, pensando no que fazer caso ela dissesse que o odiava e que agora estava apaixonada pelo Damon.
Parei abruptamente sentindo meu coração palpitar e pânico começar a dominá-lo. Caminhei até a casa dela, dessa vez com medo de bater em sua porta, com medo da resposta que receberia dela.
Quando cheguei a sua casa, estendi a mão para apertar a companhia mais a coragem se esvaiu. Lembrei do seu olhar decepcionado e entristecido ao me devolver o colar.
Eu tinha magoado ela e agora ela poderia estar me odiando e com toda razão. Como poderia chegar agora e pedir perdão a ela, quanto ela esperava muito mais dele.
Suspirei derrotado e estava no último degrau da escada pronto para correr para meu quarto e me trancar ali para sempre, quando ouvi a maçaneta virando, meu coração disparou esperando ser ela... mas não era.
— Olá Molly – ela acenou com cabeça com expressão irritada no rosto, respirei fundo e tomei coragem de perguntar de uma vez – Caroline ela...
— Não, ela não está – ela me cortou fechando a porta, coloquei meu pé impedindo-a de fechar a porta.
— Molly, por favor…
— Por favor, o que? Veio aqui se desculpar, acha que pedir desculpa sempre funciona. Talvez para Caroline, aquela bobinha. Mas não pra mim! Eu não quero ver minha sobrinha sofrendo pelos cantos por você novamente, então vá embora.
— Eu a amo – gritei e me surpreendi por dizer aquilo em voz alta. E de repente era como se tonelada tivesse sido tirada do meu peito, mas minha confissão não pareceu comover Molly, ela revirou os olhos em resposta
— Eu sei que demorei muito…
— Sim demorou. É tarde demais, não me importo nem um pouco se descobriu que a ama. Se depender de mim, você não se aproxima dela.
— Molly me deixa ao menos falar com ela.
— Eu gostaria – mentiu forçando um sorriso ppp– Porém ela saiu.
— Saiu? – perguntei descrente.
— Sim, com Matt conhece? Aquele rapaz incrível veio buscá-la. Ele quis animá-la depois do que aconteceu.
— Molly, você me conhece a vida toda. Por que permitiu que ela saísse com ele?
— Porque Stefan, ele não a faz sofrer como você faz. Eu posso não ser a mãe dela, mas sei somente em olhar quem vai fazê-la chorar, é você e campeão nesse quesito. Agora se não se importa eu tenho muito que fazer.
Molly fechou a porta sem me dar tempo para protestar. Não conseguia acreditar que ela estava com Matt. Provavelmente ele estaria consolando-a, fazendo-a rir quando tudo que causava era lagrimas. Chutei uma pedra com força, me amaldiçoando por ter esperando a benção de meu irmão para conversar com ela
— O que está fazendo aqui? – Damon perguntou confuso quando voltei para casa
— Ela não estava, saiu com Matt – Damon franziu a testa depois me encarou nervoso.
— Então você simplesmente aceitou isso? Vai deixar ela se aproximar do cara?
— O que queria que eu fizesse? Saísse batendo nele ou em qualquer um que chegue perto dela?
— É um bom plano, se fosse eu…
— Se fosse você o que? – perguntei o desafiando, ele riu.
— Calma maninho – ele fez um gesto de desistência com as mãos – Eu já disse que não vou atrapalhar vocês dois. Porém se fosse eu, não descansaria até encontrá-la. Não deixaria que ela tivesse tempo para pensar em outra pessoa que não fosse eu. Mas se quer saber não importa – dei ombros — Tem problemas maiores agora
Damon me estendeu uma carta, cuja caligrafia eu conhecia.
— Aposto que não contou para sua melhor amiga sobre seu pequeno amor de verão.
— Não é nada disso – rosnei
— Ah não? Então por que a carta e perfumada? E por que e justamente de Londres? Você ficou lá nas últimas semanas – suspirei desviando meus olhos do dele que sorriu satisfeito – É eu aqui pensando que me arrumaria uma cunhada italiana e me vem com uma…
— Já disse que não é nada disso. Foi só uma aventura.
— Uau, você vivendo aventuras amorosas. Sempre soube que esse dia chegaria! Acho que é hora de temos aquela conversinha maninho.
— Cala boca Damon – lhe dei a costas ele assobiou
— Eu acho melhor esconder a carta?
— Por quê?
— Eu detesto ser portador de notícias ruins Stefan, mas a sua namorada esta aí na sala. Acho que ela não vai ficar exatamente feliz, com você correndo para se declarar para outra e com uma cartinha de amor em mãos de outra mulher não acha?
— Elena?
— Ué tem outra? – Damon franziu a testa – Ah meu deus Stefan, eu estou tão orgulhoso – ele me deu um tapinha nas costas – A propósito boa sorte, vai precisar.
Respirei fundo antes de cruzar a porta e encarar Elena. Precisava ter uma conversa com ela, coisa que gostaria de adiar por mais tempo, mas sabia que seria injusto com ela. Mas a verdade que minha cabeça estava a mil, confusa como nunca antes, queria conversar com Caroline primeiro, mas o universo parecia estar conspirando contra mim. Não bastasse Elena, ainda tinha ela. Como diabos ela tinha encontrado seu endereço. Ele maneou cabeça deixando essa questão para outra hora. Elena estava parada em frente à instante olhando para as fotos.
— Elena – toquei seu ombro, mas ela não se virou – Está tudo bem?
— Sim. Eu vim até aqui porque tinha certeza de que não iria ter coragem de me ver depois de ontem. Eu vim dizer que…
— Elena... Me deixa explicar tudo, me dê um minuto.
— Não precisa, eu sei. Assim que ouvi você falar da Caroline eu entendi. Eu tinha me apaixonado por um cara que era apaixonado pela melhor amiga – ela suspirou – Não é preciso ser muito inteligente para saber que se deu conta. Eu não vou ficar no meio disso, espero que sejam felizes.
Elena abaixou a cabeça, pude ver uma lágrima escorrer por seu rosto. Eu acariciei seu rosto.
— Elena, eu estou confuso, não tenho ideia do que fazer. – confessei
— Eu tenho, vá até ela e diga o que sente. Ou você não tem certeza que a ama? – inquiriu ela com brilhos nós olhos.
— Não... Eu amo, sei disso. Mas nós podemos ter confundindo tudo.
— E se não for? Se demorar muito para se decidir pode perder ela. E pelo visto o seu irmão tem certeza do que sente por ela – Elena tomou meu rosto, me fazendo encará-la – Stefan você é a melhor coisa que me aconteceu, em tempos. Mesmo agora tendo certeza que nos não teremos chance. Eu acabei de conhecer você, é loucura... Mas sei, que vai se arrepender se não tentar, se não descobrir se realmente gosta dela.
Elena se aproximou e beijou meu rosto.
— Vou estar aqui... Esperando caso de errado.
ELENA
Tive que usar toda minha força de vontade e orgulho para ir até lá. Para dizer cara a cara que sabia de tudo. Que entendia o porquê dele não retornar minhas ligações. Ensaiei na frente do espelho o que diria para ele quando o visse. Mas todas as palavras se perderam quando olhei em seus olhos. Eu estava apaixonada pela primeira vez em minha vida, não era apenas um gostar.
Eu amava tudo sobre ele, não conseguia dormir pensando nele, pensando se ele pensava em mim da mesma maneira. Um mês apenas, nos tivemos lindos momentos. Beijos ardentes e um banho no lago. Ali naquela cidade pequena eu recomeçava minha vida, tinha encontrado o homem dos sonhos de qualquer garota.
Mas ele não era apaixonado por mim. Não como era por outra. Ele brigou com irmão, perdeu o controle, por ela. A verdade e que eu cai de paraquedas no meio da história.
Estava no meio de um triângulo amoroso entre dois irmãos e a melhor amiga de infância. Tinha decidido deixá-lo livre, não me humilhar. Mas a paixão e uma doença que acaba com neurônios. Quando estava prestes a sair daquela roubada eu pulei de novo, ou melhor, ele acabou me atraindo de volta.
"Vou, estar aqui esperando caso de errado".
Então eu o beijei. De início ele não correspondeu, mas depois de um minuto. Senti que ele me queria, me correspondia. Quando nos afastamos, me dei conta do papel ridículo que estava fazendo. Corri porta fora, o deixando confuso para trás.
— Isso acaba de ficar mais interessante –Damon cantarolou, estava sentado na escada de fora com uma cerveja na mão.
— Você costuma ouvir e espiar a vida do seu irmão, sempre?
— Não! Eu não preciso espiar, assisto de camarote. E como assistir uma novela.
— E você com toda certeza e vilão – ele gargalhou deu um gole na cerveja se levantou e me rodeou com sorriso no rosto.
— Acontece que você também é.
— Eu? Eu não fiz nada de errado.
— Ah qual e? Aquele papinho manso… Eu entendo seus motivos, corra atrás dela, mas se der errado eu estarei aqui...
— Idiota!
— Sim eu posso ser, mas eu não estou rastejando pelo amor de um cara que evidentemente não sente nada além de atração, é claro curiosidade de namorar a irmã gêmea da Katherine.
— Por que não cala boca – lhe dei as costas mais ele gritou
— Quer um conselho “ex cunhada"? Não fique no meio disso, vai se machucar.
— Enquanto a você? – me virei o encarando – Acha mesmo que ela ou alguém em sã consciência escolheria você ao invés dele? Acha mesmo que um dia ela vai se cansar dele e correr para o seus braços?
Olhei o sorriso dele se desmanchar e um olhar tão perdido quanto o meu surgir.
— Não – ele murmurou – Por esse motivo tirei meu time de campo. Eu estive ao lado deles esse tempo todo. Eu sei que eles se amam, não vou ficar no meio, é você deveria fazer o mesmo Eleninha.
— Quer saber – me aproximei dele cruzado os braços – Eu aceito o seu conselho, porém não vou segui-lo. Eu vou conquistar seu irmão, ele vai esquecer a Caroline, mesmo que demore. Eu não vou desistir.
— Uau! Você não é somente identifica em aparência com a Katherine, você é tão cínica e dissimulada quanto. Meus parabéns e boa sorte na sua causa.
Ele me deu as costas, jogou a latinha no chão. Fiquei parada pensando. Eu era igual à Katherine?
KATHERINE
Demorei até conseguir abrir os olhos. Minha cabeça latejava e sentia boca seca, estava morrendo de sede e morrendo de dor no corpo.Olhei em volta tentando reconhecer aquele lugar, mas não reconheci. Era um quarto enorme e muito diferente do meu quarto. Estava deitada em uma cama king size com dossel.
Não tinha ideia de onde estava, de como tinha parado ali e quem tinha me colocado na cama. Quando virei para o lado, pulei com susto.
— Onde eu estou, é quem você?
— Calma Katherine – ele sinalizou com a mão – Você não se lembra de mim? –
Foquei no seu rosto, tentando lembrar de onde o conhecia.
— Você é o irmão dele… – ele afirmou com a cabeça e levantei rápido me afastando, mas quase cai estatelado no chão por estar tonta demais. Ele correu até mim e me segurou – Me solta!
— Katherine, eu não quero fazer mau a você.
— Você já fez, me presentou aquele monstro.
— Eu sei, sinto muito.
— Onde eu estou?
— Na minha casa – olhei para os lados assustada – Relaxa, ele não está aqui.
— Por que me trouxe até aqui, por que me ajudou ontem?
— Porque você estava quase inconsciente. Eu não podia sair e deixar você naquele estado. Não depois do que meu irmão fez a você.
Minha mente recuou para noite anterior, a música alta. Eu alucinada sem a menor noção de onde estava e com quem estava. Mas ao poucos conseguia lembrar-me dele e de seu irmão
— O que exatamente você faz? Atrai as garotas pra ele? Usa essa cara de bom moço…
— Não! Ele me viu com você e se interessou por você. Tentei alertá-la, mas você ficou encantada por ele. Todas ficam até conhecê-lo.
— Ah que ótimo! Agora a culpa e minha? – abaixei-me pegando minha sandália do chão.
— Aonde vai?
— Embora, por quê? Pretende me manter presa aqui, me entregar a ele quando der na telha?
— Katherine – ele segurou meus braços – Eu só queria ajudá-la, não toquei em você. E se pudesse votar no tempo não deixaria que saísse com ele naquela noite.
— É uma pena, não tenha uma máquina do tempo no bolso, idiota! Agora me solta.
Ele me soltou, mas permaneceu com olhar sobre mim.
— Me deixa pelo menos levá-la até sua casa.
— De jeito nenhum – peguei meu celular na bolsa e disquei.
A primeira pessoa da lista era Damon, suspirei irritada, tinha me esquecido que tínhamos terminado. Que ele não queria me ver. Para quem eu ligaria agora? Sai da casa dele e quando olhei em volta não reconheci o lugar, não fazia ideia de onde estava
— Katherine…
— Tudo bem. Pode me levar – ordenei derrotada. Ele pegou a chave do carro, Mercedes cinza conversível, ele abriu a porta pra mim.
— Que cavalheiro – Ironizei sem paciência, não confiava nele.
— Quer comer alguma coisa antes de levá-la ate sua casa?
Mesmo querendo dizer não para tudo que ele propunha, não podia mais ignorar que estava faminta. Apenas afirmei com a cabeça. Ele parou numa lanchonete próxima. Devorei duas rosquinhas oleosas, mas não me importei. Ele pediu um café, me fez tomar tudo. Dizendo que ajudaria com a dor de cabeça. O que ajudou, mas eu não disse obrigada.
— Então você e o ajudante do seu irmão. Como funciona? Ele compra e você vende?
— Não, eu não participo disso.
— Claro, então por que toda aquela conversa no bar, querendo saber tudo sobre mim?
— Porque eu vi você bebendo sozinha. É tudo que conseguia pensar era no porque uma garota tão linda estava num bar, àquela hora sozinha. Porque ela parecia conversar com um copo. Eu só queria entender o porquê da mulher mais linda que já vi ter um olhar tão triste.
Não consegui responder a sua explicação. Por um momento me perdi em seus olhos e ele parecia mesmo tão sincero, ele me lembrava um pouco Stefan... Antes de me odiar e desprezar minha existência. Mas manei a cabeça tentando espantar aquele sentimentalismo estúpido, ele tinha o mesmo olhar que seu irmão tinha quando se apresentou para mim. Olhos verdes sinceros e sorriso encantador, beijando minha mão como verdadeiro cavalheiro.
Dizendo meu nome lentamente como se fosse uma canção. E idiota cai na conversa dele e bem... Aonde isso tinha levado ela.
Ele estava jogando seu charme em mim, flertando comigo. Fazendo o mesmo que o desgraçado do seu irmão fez. Usando aquele papo para me conquistar, mau ele sabia que eu era mestre nisso.
— Serio?
Fingi o melhor dos meus sorrisos inocente, mordisquei meu lábio enrolando uma mecha do meu cabelo. Seus olhos castanhos se fixaram em meus lábios e meu sorriso se escancarou ainda mais.
Se ele queria jogar e bancar o bom moço, eu seria sua donzela em perigo.
CAROLINE
Era estranho como em tão pouco tempo minha vida tinha mudado. Tinha uma melhor amiga e usava batom e penteava os cabelos e estava sendo disputada por dois caras, ou melhor, três. Matt veio ate minha casa naquele dia. Molly me obrigou a descer para falar com ele eu ia descer de moletom despenteada, mas ela me fez trocar de roupa. E borrifou perfume em mim. Matt sorriu quando me viu descer. Tentei convencê-lo de que não era uma boa hora e que não seria uma companhia agradável, mas ele deu ombros e insistiu.
Fomos para lanchonete e conversamos e sem perceber estava contando a minha vida inteira inclusive tagarelando sobre a bagunça que era a minha vida sentimental. Matt escutava tudo, pacientemente.
— Me desculpe Matt. Eu não deveria falar disso com você – elesorriu e pegou em minha mão.
— Ei, amigos são para isso. Somos amigos não somos?
Concordei com cabeça, realmente contente com seu apoio. Depois de uns minutos ouvindo sobre sua vida, fiquei ainda, mas encantada por ele. Ele vivia com a irmã problemática Vicki. Sua mãe tinha dito que iria ao mercado um dia e nunca, mas voltou.
Seu pai tinha morrido quando ele ainda era criança e o pai da Vicki abandou sua mãe assim que soube da gravidez. Ele tomava conta da irmã e trabalha meio período para sustentá-la.
— É isso, te contei toda minha vida – ele disse toda aquela história triste e complicada com belo sorriso no rosto .
— Matt, eu sinto muito.
— Não sinta, eu já me acostumei. Uns dias são melhores que outros. Apenas nos dias das mães e ações de graça e que fica meio insuportável.
— Eu sei como é. Mesmo tendo a Molly, ainda são as datas que mais odeio. A gente costuma brigar tanto, ela não é muito mais velha do que eu, são só sete anos de diferença e quando minha morreu... Ela era muito jovem e inconsequente. Pra ser sincera eu nem sei quem cuidava de quem naquela época.
Ficamos em silêncio me lembrando das noites de festa em casa. Das brigas com Molly e a saudade que sentia da minha mãe. Lembrei de Stefan, deitado ao meu lado na grama, sempre pedindo para que eu tivesse paciência com Molly. Suspirei me condenando por sempre acabar pensando nele.
— É seu pai, você não me contou sobre ele? – demorei a responder, bebi mais um gole de café antes de contar.
— Bem a história e simples...Meu pai é gay – ri de sua expressão espantada.
— Eu…
— Eu sei – dei ombros – Se quer saber ele não me faz falta, me lembro pouco dele. Quando estava com minha mãe ele mau ficava em casa... E hoje entendo o motivo.
— Sinto muito.
— Não sinta, uns dias são melhores do que os outros – repeti sua frase e ele sorriu.
— Bom dia – Bonnie disse se sentando ao meu lado – Está um lindo dia hoje não é?
Eu e Matt nos entreolhamos, olhando para o sorriso de Bonnie que cantarolava baixinho.
— O que aconteceu? – Matt perguntou. Ela deu ombros.
— Por quê? Uma garota não pode acordar feliz?
— Claro, mas não sem um motivo – Matt retrucou — Ou melhor, quem?
— Isso mesmo Bonnie. Quem é o passarinho verde que viu para estar tão feliz?
— Nenhum – mentiu sorrindo
— Que seja, e bom ver que, pelo menos, um de nos esta feliz hoje
— Opa pera lá, eu estou ótimo. Fiz uma bela amizade pela manhã. O que mais um cara desejaria – ele sorriu novamente e não pude conter o sorriso olhando para ele, apertei a mão de Matt
— Você não existe sabia? Nem sei como estaria hoje, se não fosse... Vocês dois – Bonnie sorriu dando um tapinha nas costas
— Estamos aqui para isso. Muitas brigas, festas e porres e possíveis confusões virão. E vamos voltar aqui e rir de tudo.
— Exatamente.
Matt reafirmou. Bonnie parou de sorrir de repente ficou olhando para porta. Olhei na direção que ela olhava, uma garota estava de mãos dadas com um garoto
— Vicki – Matt se levantou indo até ela.
— Bonnie está tudo bem? – inquiri preocupada e ela assentiu com a cabeça
— Sim não foi nada – abaixou a cabeça – Vamos embora.
— Ah… Tá claro vamos. Eu vou chamar o Matt…
— Não, deixa. Ele vai ficar dando sermão a Vicki, vamos.
Concordei e Bonnie praticamente me arrastou porta a fora.
DAMOM
Meu irmãozinho me deu um sermão por beijar Caroline, até mesmo bater em mim ele bateu. Eu tentei ser nobre altruísta e o mandei ir atrás dela, mas tinha que admitir que estava soltando rojões por ele não ter conseguido.
Parecia até obra do destino, quando finalmente ele se toca, resolve ir atrás dela e se declarar ela não estava em casa.
— Devia tentar disfarçar um pouco – Stefan sugeriu e dei ombros – Esta, estampado na sua cara que adorou, eu não ter conseguido falar com ela.
— O que é não posso mais rir nessa casa – peguei a carta de Stefan – Não vai abrir?
— Não.
— Quem e ela, e por que parece culpado?
— Não me sinto culpado, não trai ninguém.
— Não é isso que está pensando realmente, não é. Se não se sente culpado, porque não disse para Care sobre as suas férias, detalhadamente.
— Porque não teve importância, não significou nada.
— Pra você, pelo visto a garota que conquistou não pensa o mesmo. Se ela não significou nada, porque deu seu endereço pra ela? – Stefan bufou se jogando na cama – Agora ela pode vir até aqui, quem sabe até esteja esperando um sobrinho meu…
Ri da piada, mas o rosto pálido do irmão o chocou
— Não… Você finalmente... Não é mais virgem.
— Me deixa em paz, Damon.
— Maninho – apertei seu ombro – Eu, como seu irmão mais velho. Tenho que explicar umas coisinhas, por exemplo. Quando tiver um caso, fora do casamento e bom que não de seu endereço. Se possível nem de seu nome verdadeiro.
— Então é assim que faz, seduz as garotas. Conta mentiras e sai como se nada tivesse acontecido?
— Basicamente é, isso que os homens fazem.
— Não, isso é o que canalhas fazem.
— Que seja.
— Faria isso com ela? – indagou sério e fui pego de surpresa com pergunta e por segundo não soube o que responder – Eu sabia que não tinha mudado nem um pouco.
— Está enganado irmãozinho. Se eu estivesse com ela, não olharia para o lado. Nunca daria nenhum motivo para que ela me deixasse.
Stefan me encarou surpreso, chocado era palavra certa.
— O seu problema e achar que somente você presta. Eu sou capaz de fazer tudo, até mudar se isso se significasse…
— Ficar com ela – completou, ainda perplexo – Desde quando senti isso por ela?
— Há um bom tempo – admiti – Você não sacou porque estava obcecado demais pela Katherine para notá-la. Enquanto você choramingava para ela sobre suas namoradas, sobre Katherine. Ela ficava ali na ponte. Chorando em silêncio… Quase sempre por você.
(...)
Três anos antes
Mais uma vez ela passou pela sala correndo. Stefan devia ter confidenciado detalhes sobre seu namoro com Katherine de novo. Suspirando sai de casa e encontrei onde esperava que ela estivesse, ela e meu irmão pareciam ser obcecados com aquela arvore estúpida. A encontrei sentada encostada na ponte com os olhos marejados fixos no lago.
— O que quer aqui Damon? Vai embora! – ordenou virando o rosto para lado.
— O lago por acaso e seu? Acho que não – me sentei ao seu lado, ela olhou para outra direção para que não a visse chorando.
— Qual é drama dessa vez? – ela deu ombros e limpou o rosto.
— Como se isso fosse da sua conta, por que sempre me segue? – ela me encarou com expressão irritada — Damon eu preciso te lembrar que me odeia e que o sentimento é mutuo?
— Relaxa, eu ainda vou continuar te odiando… Mas daqui a pouco — Caroline revirou os olhos – Anda desembucha de uma vez!
— Você sabe muito bem o porquê
— Sim, eu sei – peguei uma pedra jogando no lago – Sabe fico me perguntando, por que diabo não conta a ele de uma vez? Ele pode ser meio lerdo, mas se dizer a ele...
— Ele vai o que, me beijar e dizer que me ama? – ela revirou os olhos – Pra ele eu sou apenas sua irmãzinha e no fim das contas só estragaria nossa amizade
— Quanto e blá-blá-blá. Deixa te contar uma novidade, vai acabar essa amizade cedo ou tarde. Uma hora você vai se cansar e detestá-lo-á, e difícil, mas e verdade.
— Idaí, eu detesto você e ainda te aturo.
— Eu sou diferente, você não tem uma paixão reprimida por mim Liz... ou têm?
— Primeiro… Eca! Segundo já disse para não me chamar assim.
— Tá legal, não chamo mais. Quitão Eli, Lisa ou Beth? — Caroline se levantou irritada.
— Já disse pra parar, não me chama assim.
— Então tá, quatro olhos – Caroline correu atrás de mim
— Retira!
— Ou quê tampinha, vai me bater?
— Vai ver só quem tampinha aqui, seu idiota…
(...)
— Damon – Stefan me chamou, me tirando daquela lembrança.
— O que? – inquiri ainda distraído.
— Se sente mesmo... isso... por ela. Porquê mesmo me mandou ir atrás dela?
— É uma ótima pergunta? Porque minutos atrás você nem lembrou dela quando agarrava a gêmea boazinha – Stefan abaixou a cabeça com seu típico olhar culpado – Você bateu em mim por ela, me disse que me odiaria pra sempre, pelo que eu fiz. Diz que a ama, está aqui confuso pensando em qual delas gosta mais. Eu devo ser muito idiota por desistir dela por você.
Sai dali deixando meu irmão idiota para trás. Porque ele tinha tanto medo de ver obvio, de correr atrás da garota que amava? Tinha sempre que rechiar a vida de drama, complicar tudo. Já estava me arrependendo de bancar o irmão legal e compreensivo. Passei por aquele lago e olhei para sua casa, sua janela aberta e me perguntei se tivesse deixado as implicâncias e minha total obsessão pela Katherine me inclinado até ela e beijado, será que coisas seriam diferentes?
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