Forever and Ever - Revisando
7 Capítulo - 7 Let me make you happy
CAROLINE
Fique deitada na cama por um tempo. Olhando para as sombras que os primeiros raios de sol projetavam no chão depois de outra noite insone. Olhei para as formas, lembrando de quando ainda era uma criança, de quantos usava as mãos para projetar sombras de animais. Sempre quando acabava a luz.
Me sentia especialmente horrível naquele dia, era segunda feira. O que indicava que teria que me levantar, me vestir e ir para colégio. Enfrentar aulas de química e trigonometria logo pela manha.
Teria que entrar na sala e reencontrar meu ex melhor amigo. – Sim ex! – ele tinha me abandonado, não tomara nenhuma atitude de vir até mim e dizer que não sentia o mesmo. Que estava até mesmo enojado pelas extensões de meus sentimentos por ele. Ou apenas nunca me veria como algo além de sua amiga confidente. Me levantei, me arrastando até o banheiro. Depois de me higienizar, desci as escadas procurando não fazer ruído. Molly e Thomas ainda não se levantaram. Sai indo para ponte, ainda faltava uma hora para ter que ir e lidar com meu inferno interior.
Fiquei sentada na ponte, olhando para o céu imaginando o calor que aquele dia faria.
A verdade era que minha mente estava trabalhando, sentia até mesmo uma pressão crescente no meu crânio. Maquinando o que fazer quando voltasse para o mundo real. Quando visse Stefan e como se não bastasse ele ainda tinha Damon. Tinha bloqueado ele completamente. Estava quase seguindo o conselho de um maluco que vira uma vez na TV palestrando para viciados.
Coloque um elástico no braço e toda vez que sentir vontade de cheira. Bem… Use-o
A dor anularia o pensamento e assim anularia o sentimento. Qualquer que fosse o sentimento que estava escondendo a sete chaves de mim mesma.
Molly me deu um forte abraço sussurrou-me ao ouvido que tudo ficaria bem
— Não se esqueça que nos somos Forbes.
Apenas assenti ainda desanimada demais para protestar o quanto aquilo suava ridículo e nenhum pouco reconfortante. Mas apenas dei um dos meus sorrisos tortos e cruzei a porta. Respirei fundo, tentei manter minhas feições tranquilas e meus olhos impenetráveis assim que cruzei a porta. Alguns olhos me seguiam, podia ouvir algumas garotas comentarem a cada passo meu. Pelo visto tinha ganhado certa popularidade, sensualizando na mesa de Tyler Lockwood, andando com líderes de torcida e feito dois irmãos saírem no soco por minha causa. Ergui a cabeça e me assegurei de manter meu nariz o mais empinado possível. Não ficaria envergonha. Não fiz metade do que elas faziam, apenas perdi o controle por uma noite, ou duas. Deveria ser punida por isso? Não!
— Oi Care – Matt beijou meu rosto, fui pega de surpresa tanto que tinha certeza que meu rosto estava num tom vermelho tomate. Seu sorriso se escancarou ainda mais – Como foi seu fim de semana?
Suspirei voltando a mim, era incrível como ele pronunciava meu nome de uma forma tão doce e suave.
— Como se não soubesse Donavan, me ligou o tempo inteiro – ele deu ombros me acompanhando no corredor.
— O que posso fazer. Você criou uma certa dependência emocional em mim – ele me envolveu com seus braços, senti uma súbita onda de calor crescendo dentro de mim – Sempre com essa carinha, triste e perdida – ele segurou meu queixo – Embora eu ache que é apenas charme seu, para me manter atraído.
Fiquei olhando seus olhos azuis, tentando absorver aquela cantada. Em geral odiava cantadas, mas no modo como Matt dizia, parecia ser aqueles poemas que Molly era viciada. Fiquei ainda mais envergonhada por gostar. Eu esmurrei seu peito. Oh má ideia. Ele segurou meu pulso olhando-me profundamente. Senti meu coração tamborilar no peito, no ritmo de alguma música dançante.
— Bom dia – Bonnie se meteu entre nos sorrindo beijando meu rosto e o dele. Matt desviou os olhos ao mesmo tempo em que eu. Não sabia se ficava aliviada ou com raiva da intromissão de Bonnie
— Vamos entrar? – ela sorriu de forma divertida. Matt sorriu novamente e me puxou para sala.
Meu coração e cabeça fugiram do corpo quando entrei e meus olhos se encontraram com os de Stefan. Elena ainda estava sentada ao seu lado, sorrindo. Fiquei agradecida de não ter comido nada no café. Pois tinha certeza que voltaria tudo. Ele ficou paralisado olhando para mim, desconfortável era palavra correta, mas foi quando Matt se voltou para mim, puxando mais uma vez minha mão. Lançando um olhar desafiador para Stefan que notei algum tipo de brilho.
Raiva ou irritação, tanto faz. Eu me apresei e sentei ao lado de Matt, abrindo um livro.
Concentrando-me nas milhares de palavras que pareciam flutuar quando tirei os olhos por um segundo, quando olhei Stefan que desviou os olhos para Elena que o chamava. Olhei extasiada para palavra se formando no ar “Patética”
Manei a cabeça constando minha aparente loucura temporária. A aula parecia ter se arrastado, fitei o relógio umas quinhentas vezes.
Quando faltavam dez minutos. O professor Connor se levantou ajeitando o jaleco manchado de giz. Disse aquela frase detestável:
Trabalho em grupo.
Afundei-me na cadeira, fuzilando aquele homenzinho atarracado meio careca e provavelmente um homem amargo, infeliz que adorava transformar a vida de seus alunos num inferno. Mandou que Bonnie distribui-se papéis com temas. Eu, Matt Bonnie formamos um grupo. Estávamos quase entregando o nome, quando ele olhou para papel e olhou em volta
— Senhorita Forbes, ouviu que disse? Tem que haver cinco ou mais então… Ele olhou para Elena e Stefan que pareciam encolhidos na mesa. Olhei para Matt e Bonnie que me deram um olhar terno e compressível. Engoli seco enquanto caminhava rumo ao casalzinho feliz
— Gostariam de fazer grupo com a gente? – Stefan olhou-me surpreso, já Elena franziu a testa. Tive certeza que ela odiou a ideia tanto quanto eu. Um silêncio incomodo se instalou, me sentia desconfortável demais para perguntar de novo. Matt veio a meu socorro.
— Então estão dentro, ou não? – perguntou sem, mas delongas encarando Stefan novamente.
Elena assentiu com a cabeça tocando novamente no braço de Stefan. Senti vontade de arrancar seus cabelos fio a fio. Ela deu um sorriso, forçado e disse:
— Por mim tudo bem, e você Stefan? – ela se voltou para ele apertou a mão de Stefan que voltou a si, desviando os olhos de mim. Ele apenas assentiu com a cabeça
Covarde! Nem ao menos disse ele mesmo.
O sinal já havia tocado, Matt e Bonnie me apressaram para sair, mas eu estava com a mente mais lenta que uma lesma. Milhões de pensamentos inundaram minha cabeça me dando dor de cabeça.
Matt novamente me envolveu com seu braço, me guiando para próxima aula. Mas sentia a cabeça doer de um jeito que estava preocupada, se ele não explodiria. Química, era aula de agora. Fiquei feliz por não ter Stefan e Elena de companhia. Olhei em volta, meu parceiro de todas as aulas não estava. Olhei em volta procurando Damon, que ainda não tinha visto naquele dia. O professor já passava as fórmulas a serem feitas quando Damon chegou.
— Esta, atrasado, Salvatore
— Estava no meio de uma coisa importante, não dava para parar. Se é que me entende.
O professor e eu reviramos os olhos, senti aquele enjoou involuntário novamente ao pensar na “coisa importante” que ele estava fazendo. Damon olhou em volta, sorriu quando me viu. Não esperou um convite foi logo se sentando ao meu lado.
— Que pensa que está fazendo? – ele franziu a testa olhando pra mim
— Me sentando, Barbie. Na cadeira – ele deu ênfase a última palavra explicando devagar – As pessoas geralmente senta-se em cadeiras, e para isso que elas servem.
— Não seja idiota – cortei – O que está fazendo se sentando comigo?
Ele relaxou na cadeira, olhando me profundamente. Um arrepio percorreu meu corpo, com o jeito como ele me olhava.
— Eu sento a onde quiser docinho – ele acariciou meu rosto
— Eu já tenho um parceiro – Damon olhou para os lados, levantou meu caderno procurando algo – O que está procurando?
— O seu parceiro – explicou levantou outro livro – É a não ser que ele seja invisível, não estou vendo ele em lugar algum.
Revirei os olhos, controlando meu instinto de jogar algo ácido corrosivo nele, mas olhei em volta e só tinha o bom e velho bicarbonato de sódio.
— Algum problema aqui? – indagou professor se aproximou impaciente
— Eu já tenho um parceiro de química e esse… Endivido aqui, não consegui entender.
Damon estava prestes a revidar, quando entendeu que o chamei de indivíduo com desprezo
— Não, não tem mais senhorita Forbes. Mario, foi transferido. Então para unir o útil ao agradável este indivíduo fica sendo seu parceiro pelo resto do ano letivo.
— O que? – gritei indignada – Não! Ele não.
Damon mantinha o seu sorriso no rosto
— Senhorita Forbes tenho mais o que fazer do que dar ouvidos a seus chiliques .
Fiquei boquiaberta, sem ação com tom de voz do professor que fiquei parada um bom tempo
— Agora se me der licença. Ah Salvatore é bom que aproveite essa chance, e tente enfiar algum conhecimento nessa cabeça... Se que e possível.
Me joguei na cadeira apoiando a cabeça na mesa
— Não é tão mau assim Caroline ou devo chamá-la de… Parceirinha – Damon bagunçou meu cabelo sorrindo. Gruiu de raiva e apoiei a cabeça na mesa querendo ter alguma arma letal que transformasse em cinzas com um só olhar.
Damon
Sempre pensei que toda aquela conversa de destino, era nada mais nada menos. que uma bobagem sem limites. Mas na última semana, aquela questão vinha e voltava a minha mente. Stefan parecia ter desistido de ir falar com Caroline, em vez de correr e se declarar ele preferiu ficar com Elena, dizia que não era um namoro, não estavam juntos.
Mas sabia que, pelo menos, com Elena ele não ficava apenas vendo filmes. E naquele dia eu tinha me atrasado, quando entrei Caroline estava sozinha na mesa. E ainda por cima, agora éramos parceiros de química. Eu estava tentando manter distância, respeitar os sentimentos do meu irmão retardado. Porém não era culpa minha se o destino estava nos unindo. Caroline ficou emburrada o resto da aula, não tinha a menor paciência para nada que eu fazia ou falava.
— Damon, não é assim. Ouviu o que ele disse, até aqui – ela indicou apontando um ponto no tubo de ensaio.
— Eu que eu estou fazendo – rosnei impaciente, começamos a discutir novamente, acabei misturando substâncias erradas, que derramaram em mim
— Droga, que merda essa?
Caroline começou a gargalhar
— Está rindo do que? Isso esta queimando.
— E bicarbonato de sódio Damon – explicou e pegou um lenço na bolsa e me estendeu – Traduzindo, é só sal
— Ah... Eu sabia.
— Obvio que sabia.
— Isso mancha? – ela negou com a cabeça ainda sorrindo – É você ri.
— Foi engraçado – ela sorriu para mim, ficamos olhando um para cara do outro, nem me dei conta que a aula tinha acabado.
Ela abaixou a cabeça, podia ver suas bochechas vermelhas, sorri involuntariamente. Ela se atrapalhou derrubando os livros. Quando fui ajudá-la nossas mãos se tocaram, senti uma corrente elétrica percorrer meu corpo. Ela ergueu a cabeça e quando nossos olhos se encontraram, eu não tinha controle de mim mesmo. Aproximei-me de seu rosto, olhando para seus lábios e ela para os meus.
— Care – Bonnie apareceu na porta a chamando – Opa, e… Desculpa.
— Não, chegou na hora certa – Caroline se levantou feito um foguete e mais rápido ainda cruzou a porta. Fuzilei Bonnie com olhar ela me deu língua e saiu sendo puxada por Caroline.
STEFAN
Elena apertou minha mão tentando me chamar atenção. Eu até tentei concentra-me no que ela dizia, mas não consegui. Sabia que cedo ou tarde reencontraria, mas a sensação que apenas olhar pra ela me causava. Me deixou tonto, eu não consegui dizer nada. E me senti um covarde por isso.
Damon tinha razão a meu respeito, eu não tive coragem de ir até ela e dizer… Qualquer coisa! Ou apenas ouvi-la, porque não fazia ideia do que sentir, do que pensar. Dormia olhando sua foto, tentando reformular, os pensamentos aqueles sentimentos embaralhados dentro de mim.
— Está assim por ela não é? – Elena disse desanimada, olhando para Caroline que cruzou o corredor correndo com Bonnie a tira colo, Damon veio logo atrás olhando para ela, com sorriso.
— Elena…
— Não tem problema — Elena se levantou beijando meus lábios. — Eu entendo.
A abracei e ela apoiou a cabeça em meu peito circundando os braços envolta da minha cintura.
Elena era um conforto pra mim. Era carinhosa e sempre doce. Mesmo depois de saber sobre as minhas incertezas em relação à Caroline, ela tinha decidido que ficaria ao meu lado. A verdade e que tinha sentimentos por Elena também. Por isso tudo era tão complicado. Damon sentou-se à mesa do refeitório, parou de sorrir, mas podia notar certa excitação.
— Oi – ele disse arqueando a sobrancelha para mão de Elena que segurava a minha.
— Oi – Elena respondeu de má vontade. Mesmo com estando trégua o clima entre nos parecia não voltar ao normal, ficamos em silêncio olhando para qualquer lugar.
— O que aconteceu com a sua irmã? – Damon perguntou de repente
— Ela está doente, gripada ou indisposta, não quis vir pro colégio
Elena e eu nos entreolhamos com a pergunta dele, ele deu ombros e se levantou indo em direção a saída, mas parou perto de Caroline bagunçando o cabelo dela, que lhe deu um tapa seguindo de um xingamento. Eles agiam como se nada tivesse acontecido, eu os invejava. Na verdade Damon foi até ela, se explicou coisa que ainda não tive coragem de fazer.
CAROLINE
— O que exatamente eu impedi que acontecesse entre você e Damon? – Bonnie sorriu franzindo a testa.
— Eu nunca fiquei tão feliz em te ver – admiti – Damon é meu novo parceiro de química, pelo resto do ano.
Bonnie começou a rir alto
— Ei, não tem graça, sabe o quando ele e irritante? Ele nem sabe o que é um tubo de ensaio.
— Idaí com aquele corpo e aqueles olhos. Quem se importa com o resto? – bati meu ombro no dela – Ai, Care posso te perguntar uma coisa – assenti – O que exatamente você sente pelo Damon?
Fiquei paralisada, pensando na pergunta. Não me permitia se quer pensar nisso.
— Ah… Sei lá. Não faço idéia, a maioria do tempo que passo com ele, eu o odeio.
— E outra metade?
— Bem, a outra eu o suporto, ele me faz rir de vez em quando – Bonnie fez uma expressão pensativa – Tá legal porque essa cara?
— Já pensou na possibilidade, de que talvez esteja se apaixonando por ele?
— Não, eu não estou apaixonada por ele, eu amo Stefan – respondi convicta. Porque amar Stefan era única coisa que tinha certeza a essa altura
— Eu sei, eu sei. Mas isso não impede de estar apaixonada por outra pessoa. É normal, inclusive.
— Gostar de duas pessoas? Isso é mais algo como Katherine faria...
— Oh, não se apresse em julgar Caroline, você pode um dia ser pega nessa situação. Pode acontecer com qualquer um – Bonnie me censurou, respirei fundo me levantando
— Okay Gandalf não vou julgar Golon, tudo bem – Caroline olhou o rosto confuso de Bonnie
— O que?
— Nada, às vezes esqueço que você e líder de torcida.
Estávamos cruzando a porta quando senti uma mão segurar meu braço
— Stefan…
— Caroline... Nós precisamos conversar.
Estremeci com seu tom de voz, ou a jeito em que estava me olhando. Olhei para Bonnie aflita e ela me deu sorriso encorajador e sussurrou
“Vai”
...
Subimos para o teto da escola, era uma área proibida, porém ninguém nunca respeitava o aviso. Encostei-me na sacada, olhando as pessoas passando parecendo formigas vendo daquela altura.
— Então, o que queria me dizer – perguntei ainda sem olhá-lo, ele se aproximou de mim e puxou meu braço.
— Caroline, eu sinto muito – revirei os olhos quando ele disse isso, o que só o fez me segurar mais firme – Sinto muito, por não ter ido atrás de você e lhe dito no mesmo dia tudo que pensava. A verdade é que… Eu não tinha ideia do que dizer ou pensar. Quando me disse aquilo, fiquei sem ação – ele acariciou meu rosto e me derreti com toque – Você é pessoa mais importante da minha vida... E eu te amo.
Comecei a ver tudo com uma neblina expeça como se tivesse num daqueles sonhos de princesa, imaginei que ele me puxaria e me beijaria. E prendi a respiração na expectativa de seu beijo, mas ao invés disso ele beijou minha testa demoradamente. E me envolveu com seus braços, podia ouvir seu coração, tão acelerado quanto o meu quando apoiei a cabeça em seu peito.
De repente me toquei de que tipo de amor ele se referia, ele tinha dito que me amava mais não me beijara como tantas vezes sonhei. Ele estava apaixonado. E fui forçada a lembrar com amargura, que de novo, não era por mim. Stefan não me amava do mesmo jeito.
Se amasse não estaria namorando Elena. Fiquei tonta novamente, um sabor amargo subiu em minha boca. Lagrimas brotaram em meus olhos, comecei a chorar, e me senti extremante patética por isso. Me afastei e ele me soltou relutante. Enquanto andava para longe dele sentia minhas pernas bambas,
— Caroline.
— Não, tudo bem – enxuguei meu rosto – Tudo bem.
Repeti debilmente, tentando abrir a porta, mas tremia tanto que não consegui. Ele se aproximou e girou a maçaneta, mas antes que saísse dali correndo. Ele me puxou, me beijou nos rosto, várias vezes e quando se aproximou dos meus lábios eu virei o rosto. E vi a choque escurecer seus olhos.
— Somos amigos Stefan, não precisa me beijar por pena.
Beijei seu rosto e sai dali correndo, chorando, corri o mais rápido possível. Alguém me parou, olhei surpresa para Matt que segurou meus braços.
— Caroline, está tudo bem?
Assenti com cabeça, incapaz de falar qualquer coisa agora. Abaixei a cabeça envergonhada demais para dizer algo. Ele ergueu meu queixo, secando minhas lágrimas com as pontas do dedo
— Care, não chora.
Ele me abraçou e aceitei seu abraço. Parei de chorar, minhas lagrimas pareciam ter secado. Depois de um tempo em seus braços me afastei, quando levantei a cabeça para olhá-lo. Ele tomou meu rosto nas mãos e me beijou.
— Matt, por favor, eu…
Ele me silenciou me beijando novamente, mas dessa vez mais se demorou mantendo os olhos fechados.
— Care, eu sei que não é de mim que você gosta. Mas me deixa pelo menos tentar – pediu afastando uma mecha de meu cabelo – Me deixa fazer você feliz.
— Matt, eu não quero te iludir, eu estou confusa demais
Me afastei com as mãos na cabeça, ele puxou minha mão.
— Eu não vou me iludir, eu sei o que sente, e por quem sente. Mas acontece que não consigo mais tirar você da cabeça. Então, me dê uma chance.
Apertei sua mão, ele me puxou com força e depois de eu assenti com a cabeça ele me beijou. Quando nos afastamos repousei a cabeça em seu ombro ele sussurrou em meu ouvido.
— Eu vou te fazer feliz Care, eu prometo.
Fechei os olhos e concordei com a cabeça. Torcendo que Matt conseguisse curar todas as feridas que Stefan deixou, torcendo que aprendesse a amar Matt Donavan como ele merecia
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