Forever and Ever - Revisando

3 Capítulo – 3 Promises were made to be broken


CAROLINE

Abri os olhos me sentindo semelhante ao vampiro quando encontra a luz do sol, era apenas um pequeno fecho de luz, vindo da janela, mas que para meus olhos parecia mais como a luz de um farol na minha cara. Me encolhi na cama, sentindo minha cabeça latejando e minha boca tão seca quando deserto.

Aquela foi a primeira ressaca e por mim seria a última. Com forme ia despertando fragmentos das coisas que fiz durante a festa me fez pensar que estava num pesadelo que soava muito com algum clipe da Katy Perry.

Lembrei vagamente de dançar em cima de uma mesa e sensualizar enquanto algum idiota jogava cerveja em mim. Mas a parte mais perturbadora foram os beijos na festa de Ty. O pior deles nem era o que tinha compartilhado com aquele total idiota, e sim o que eu tinha visto minutos antes. Stefan beijando outra apaixonadamente, pra variar essa outra não era eu.

É quem havia me salvo de fazer algo pior do que apenas beijos molhados com desconhecido completo foi Damon, que até mesmo socou Tyler por mim.

Era minha imaginação ou tudo estava ao contrário. O mundo tinha virado do avesso?

E tudo começou quando tive a infeliz ideia de me socializar como uma adolescente comum. Ir a festas, desfilar com vestidos curtos e me maquiada não era algo que imaginava fazer um dia. Depois dessa decisão estúpida, parecia que tinha caído na toca do coelho e caindo no mundo completamente diferente do meu, mas diferente de Alice não havia nenhum pais das maravilhas a minha espera.

— Então quando pretende levantar dessa cama bela adormecida? – Molly abriu as cortinas eu me enfiei mais dentro das cobertas

— Quitão… Nunca?

— Não pode ter sido tão ruim?

— Ah pode sim. Eu nunca mais volto pra escola – choraminguei me encolhendo na cama.

— Caroline, para de drama! E agora me conta como foi sua primeira festa.

— Horrível! Eu nunca deveria ter escutado você!

— Agora a culpa é minha? Care, mais dia menos você ia ter que sair da sua toca e sair para mundo real é claro que um porre iria acontecer por conseqüência. Por falar em porre, quem te trouxe pra casa, foi o Stefan?

— Não, o Stefan estava muitíssimo ocupado beijando a irmã gêmea da Katherine…

— O que – Molly arregalou os olhos e se sentou desajeitadamente na ponta da cama — Irmã gêmea da Katherine?

— Sim, não bastasse à versão vadia-mor ainda tem a versão metida à santinha, doce e delicada — revirei os olhos me lembrando de Elena — E adivinhe só? Ele está apaixonado por ela.

— Sabe que ele vai quebrar a cara, mas cedo ou mais tarde...

— Sei, mas não vou ficar aqui eternamente até ficar velha e caquética sentada na droga daquela árvore esperando pacientemente tudo der errado para quando um dia ele cogite pensar em mim.

— É assim que se fala – ela sorriu me dando tapinha no ombro — Mas se não foi o Stefan, então quem te trouxe?

— Damon, ele me tirou de lá, antes que eu cometesse uma idiotice.

— O Damon?

— Sim, ele mesmo — Molly franziu a testa, pensativa. – O que foi, por que essa cara?

— Nada. Me lembre de agradecê-lo por isso. Agora se levante, é final de semana e o bar está lotado.

— Me dá uma folga Molly, parece que minha cabeça vai explodir.

— Não. Nem pensar, ressaca não é doença.

Arrastei-me da cama para banheiro, tomei um banho demorado para conseguir despertar. Quando desci, Thomas me deu uma xícara de café forte e quase cuspi tudo fora, mas ele obrigou-me tomar até a ultima gosta, alegando que dor de cabeça logo desapareceria.

Resignada e ainda com dor cabeça fui para restaurante ajudar Molly. Mas não fui de grande ajuda, já que troquei quase todos os pedidos. Molly reclamava de meu estado de letargia, mas mau conseguia ouvi-la, qualquer ruído parecia querer derreter meu cérebro. Tudo que desejava agora era um belo e merecido encontro com minha cama e ali ficar... Para sempre. Aproveitando o movimento fraco, me sentei numa mesa e cruzei os braços e deitei minha cabeça querendo cochilar um pouco, antes que Molly voltasse a me delegar mil coisas pra fazer.

— Caroline – ergui a cabeça e franzi a testa confusa, quando me deparei com Bonnie

— Bonnie, o que faz aqui?

— Eu fiquei sabendo do que aconteceu – ela se sentou a minha frente — Foi minha culpa, eu não devia ter deixado você sozinha…

— Bonnie não foi sua culpa. Eu que bebi demais por um motivo estúpido – forcei um sorriso, antes de apoiar os cotovelos na mesa e massagear minhas têmporas.

— E como está se sentindo com sua primeira ressaca?

— Péssima! O pior foi lembrar tudo o que eu fiz. Eu dancei em cima de uma mesa…

— E beijou o Tyler Lockwood – lembrou Bonnie rindo – Você tem mesmo muita coragem – abaixei a cabeça envergonhada.

— Acho que nunca mais vou conseguir ir pra escola.

— Então que motivo eu teria para ir a escola todos os dias?

Ergui a cabeça e encontrei com olhos azuis de Matt Donavan que estava com sua jaqueta do time de futebol com aquele doce sorriso estampando no rosto.

— Matt, oi — cumprimentei sem jeito, tentando arrumar meu cabelo que parecia uma bagunça.

— Me desculpe pelo furo que te dei, mas tive um problema familiar – Bonnie e eu nós entreolharam suspirando aliviada.

— Então quer dizer que não foi a festa ontem?

— Não. Por quê, o que rolou na festa do Tyler? – tentei encontrar as palavras certas para dizer, mas qual seria a melhor forma de dizer o que fiz? “Ei, eu ia sair com você mais como não te encontrei, fiquei bêbada por ver o amor da minha vida beijando outra e resolvi bancar a vadia louca e beijar seu melhor amigo”

— Não aconteceu nada demais, só o de sempre – Bonnie respondeu antes que conseguisse formular um pensamento. Franzi a testa para ela, que piscou pra mim. Eu queria dizer a verdade para Matt, ele era uma pessoa boa e honesta, ele merecia o mesmo comportamento de mim e Bonnie sendo sua melhor amiga deveria querer o mesmo, então porque ela mentiu pra ele?

Quanto mais eu convivia com as pessoas, menos eu as entedia.

— Mas então já que nos desencontramos. Poderíamos sair um…

— Matt... Eu adoraria, mas não posso.

— Como assim não pode? – inquiriu Bonnie me encarando com um olhar que dizia “Você está louca ou quê?”

— Eu tenho que trabalhar hoje...

— Tudo bem então, eu entendo – Matt disse desapontado

— Não seja por isso. Eu te dou à tarde de folga – Molly surgiu acariciado a barriga – Querem um suco?

Matt e Bonnie aceitaram. Minha tia fazia um pequeno interrogatório para Matt que respondia todas as perguntas sorrindo. Eu a fuzilava com olhos por ela forçar a barra para um encontro entre Matt. Depois de uma longa conversa fiada, com propósito claro de saber mais sobre Matt, ele finalmente se levantou dizendo que tinha que ir.

— Foi um prazer, volte sempre! Os amigos da Caroline são sempre bem-vindos.

Matt me deu um beijo no rosto demoradamente. Meu coração acelerou, de uma forma diferente. Não acelerou da mesma forma como era com Stefan, a sensação era mais leve, mas mesmo assim me fez corar. Podia sentir meu rosto quente.

— Até amanhã, Caroline

— Até – murmurei sorrindo, Matt entrou em sua picape me acenando com a cabeça com aquele lindo sorriso que derreteria ate uma geleira

— Até – Bonnie repetiu gargalhando – Tinha que ver sua cara.

— Ai meu deus, estou muito vermelha? – Bonnie assentiu – Que mico.

— Que nada, acho que é exatamente por isso que ele fica com cara de bobo te olhando. Agora temos que pensar em uma roupa bem sexy…

— Meu deus Bonnie, eu não posso!

— Por que não?

— Porque o Matt é amigo do Tyler, ele vai descobrir sobre a festa…

— Relaxa os dois não são amigos, só se toleram pelo time. No ano passado Tyler ficou com Vicki a irmã problemática do Matt e agora eles não se suportam muito.

— Mesmo assim, me sinto mau por mentir para ele...

Deixei os guardanapos caírem quando vi Stefan entrando, vindo em minha direção. Ele sorriu timidamente, com mãos metidas no bolso de sua calça jeans. Em outro momento a imagem dele entrando no restaurante sorrindo para mim, me faria sorrir automaticamente, faria com que minhas pernas fossem reduzidas a geléia quando ele se aproximasse e estalasse um beijo no meu rosto como sempre fazia. Mas agora tudo que conseguia sentir, era tristeza com a imagem dele beijando Elena se repetindo na minha cabeça. Bonnie apertou meu ombro para que eu voltasse ao normal

— Olá Bonnie — ele cumprimentou, Bonnie deu leve aceno com a cabeça

— Eu vou indo Care, passa lá em casa amanhã – Bonnie apertou minha mão. Senti vontade de puxá-la pelo colarinho da blusa e obrigá-la a ficar.

Não me sentia com forças para ter qualquer conversa com Stefan agora, queria voltar a sentir raiva por que assim seria muito mais fácil mantê-lo longe de mim. Mas tudo que conseguia sentir era aquela tristeza estúpida misturado com decepção. Decepção de mais uma vez vê-lo se apaixonar por outra.

— Caroline, será que podíamos conversar?

— Não, Stefan. Eu tenho muito que fazer agora, não tenho tempo – menti e me abaixei para recolher os guardanapos.

Stefan se abaixou para me ajudar e nossas mãos se tocaram. Estremeci de imediato com toque dele, ergui minha cabeça o encarei. E ele parecia tão desesperado que mesmo não querendo me senti mau. Ele não tinha culpa em não saber que gostava dele há anos. Ele não poderia adivinhar que enquanto ele beijava Elena, meu coração se partia em mil pedacinhos.

— Caroline, por favor – suplicou ainda segurando em minhas mãos.

Suspirei em desistência, mesmo não querendo conversar agora, sabia que não conseguiria evitar aquela conversa por mais tempo. Pedi que Thomas tomasse conta para mim, ele acenou com cabeça e então fomos para fora. Andamos no mais absoluto silêncio até chegarmos ao salgueiro. Olhei para aquela arvore e pela primeira vez senti imensa vontade de pegar um machado e cortá-la pela raiz, quem sabe aquele ato simbólico não ajudasse a esquecê-lo de uma vez.

Ele encostou-se ao salgueiro e fiz o mesmo, me mantendo distante dele que se virou e passou os dedos no nosso nome que estava entalhado ali.

— O que tem de tão importante para me disser? – inquiri quebrando o silêncio cortante, me virando de costas para evitar olhá-lo nós olhos.

— Caroline, eu não sei exatamente o que aconteceu. Do porque de nos afastamos – deixei escapar uma risada seca – Do que está rindo?

— De você, do que disse. Tem ideia de quantas vezes já me disse isso. Quer saber o motivo de tudo isso?

Stefan tentou responder, mas continuei a falar sem lhe dar tempo para me interromper.

— Eu cresci Stefan, eu cresci ouvindo você fazer promessas a maioria delas sempre envolvia a Katherine. Eu ouvi você todos esses anos falar sobre como a amava, ou como a odiava. Eu cansei de ser a amiga que está sempre pronta pra te ouvir. Eu tenho uma vida, problemas. Eu também estive apaixonada esse tempo todo e você nem ao menos notou – desabafei.

— Você está apaixonada? Por quem…

— Não importa, ele é um idiota. Nunca se quer me notou.

Stefan franziu a testa, voltando seus olhos para chão antes de erguer a cabeça, ele se aproximou de mim estendendo a mão e segurando meu rosto, me olhando tão intensamente que foi impossível desviar meus olhos dos dele.

— Caroline, você é minha melhor amiga – ele sorriu largamente, acariciando meu rosto – Quando fiquei longe, foi a pessoa que mais senti falta. Você é pessoa mais importante da minha vida, a que mais confio e a que mais amo também. Sei que esta com raiva de mim, sei que fui um idiota esse tempo todo... Mas por favor, me perdoe. Eu odeio quando brigamos... Não suporto que me odeie Caroline.

Desviei meus olhos para céu tentando me manter firme e não cair na tentação de olhá-lo nos olhos. Mesmo com meu coração dando saltos, com simples toque de sua mão em meu rosto. Com meu silêncio ele se afastou visivelmente desapontado. Com aqueles olhos perdidos e tristes que me fazia querer estender a mão e puxá-lo para mim, abraçá-lo e cobri-lo de beijos para que ele sorrisse novamente.

Parecia uma maldição. Eu ensaiava há muito tempo terminar com aquilo, acabar com aquela amizade que tanto me machucava. Mas não podia, Stefan sempre me prendia de algum jeito. Ele suspirou alto, antes de tirar uma caixinha preta e fitou por alguns instantes antes de estendê-la para mim.

— O que isso? Vai me pedir opinião para dar isso a Elena? – inquiri indignada, Stefan sorriu maneando a cabeça

— Acha mesmo que isso? – ele sustentou meu olhar, então ergui minha mão, ele colocou a caixinha em minhas mãos – Era para ter te dado isso, assim que cheguei.

Franzi a testa para ele que acenou me encorajando a abrir e quando o fiz, por mais boba que soasse um sorriso que não pude conter se formou quando olhei para o colar em formato de coração dourado.

— Stefan é lindo – Caroline sorriu admirando a colar nas mãos

— Coloquei nossa foto juntos, aquela que Molly tirou de nos.

Na foto eu e Stefan estávamos abraçados, estávamos sujos de terra, depois de cair do salgueiro. Do outro lado tinha uma de Liz, minha mãe. Senti uma pontada aguda no peito, aquela que sempre sentia quando pensava nela.

— Pode jogar a outra foto e colocar uma que queira – Stefan murmurou encostado no salgueiro com os olhos presos no chão. Fechei minha mão apertando pequeno coração e sem seguida estendi para ele que me encarou surpreso.

— Coloca em mim — pedi

Um sorriso iluminou seu rosto, eu segurei meus cabelos para que ele colocasse em mim. Me virei para ele segurando o colar. Nossos olhos se encontraram e mais uma vez não dizemos nada, não era preciso, nunca foi.

Abracei Stefan por um longo tempo. Percebi que mesmo que ele jamais me amasse como eu o amava, não podia não tê-lo em minha vida. Mesmo que sempre fosse assim, como amigos. Ele era parte da minha vida, sempre esteve ao meu lado quando precisava. O abracei mais forte, deitando a cabeça seu ombro e olhando para nosso salgueiro, com nossos nomes entalhados lá.

(...)

Sete anos antes.

— Stefan, vamos subir o no salgueiro – ordenei, ele desanimado maneou a cabeça

— Não acho uma boa ideia, quase nos machucamos na última vez – Justificou olhando para o corte em meu joelho.

— Você é mesmo um covarde – disse lhe dando língua e subindo para salgueiro – Se eu desafiasse seu irmão, com certeza ele subiria – Caroline olhou para o rosto de Stefan que agora estava ruborizado, de raiva.

— Porque sempre fala isso Caroline? – choramingou — Sabe o porquê não quero subir.

— Sim, eu sei. Porque e um marica, um covarde. Eu sou uma menina e sou mais corajosa que você – Caroline cruzou os braços se encostando confortavelmente num galho. Stefan subiu o salgueiro, mas permaneceu emburrado – Vai ficar assim mesmo? Com essa cara…

— E única que eu tenho – retrucou tirando o velho canivete que seu avó tinha lhe dado brincando com ele entre os dedos.

— Tá legal, me desculpe! Mas se ficasse em pé ai plantado a Molly logo me acharia.

— Como se ela não soubesse que está aqui, comigo. – Stefan franziu a testa – Por que fugiu dessa vez?

— Eu odeio a Molly e detesto o Thomas. Ela fica agindo como se fosse minha mãe. Mas fica dando festas e bebendo com aquele estúpido. E me obriga a limpar tudo depois.

— Eu gosto do Thomas, ele parece legal.

— Todo mundo parece legal pra você — ralhou

— E todo mundo parece horrível e idiota pra você – censurou – Mas se que saber, eu acho que ela está tentando o máximo que pode. Ela só tem 18 anos em breve sua mãe sai do hospital e tudo volta ao normal.

Caroline suspirou resistindo ao impulso de empurrar Stefan por ser tão chato.

— Você nuca fica do meu lado não é. Eu não tenho ninguém mesmo – Stefan revirou os olhos e se esgueirou para mais perto dela.

— Care, eu sempre fico do seu lado – ele sorriu, batendo seu ombro com dela até que ela sorrisse para ele – Eu sou seu melhor amigo.

— E mesmo? – perguntei tirando o canivete de suas mãos

— Claro, mas porque pegou meu canivete – Stefan arqueou a sobrancelha nervoso – Ou melhor, por que está com esse olhar?

— Que olhar? – Inquiriu sem olhá-lo

— Esse mesmo — apontou — Esse que faz quando quer fazer algo perigoso — Caroline riu

— Medroso, não é nada perigoso Stefan, vamos fazer um juramento.

— Juramento?

— Sim, e não pode ser de cuspe, quero um que seja permanente.

— Tá bem, que tipo de juramento…

— De sangue – Caroline pegou a mão de Stefan e fez um pequeno corte em seu dedo

— Ai – Stefan choramingou Caroline estendeu o canivete – Ah não! Eu não vou cortar você.

— Mas eu te cortei, anda! — Stefan demorou um cinco minutos até fazer um corte do dedo de Caroline, e mesmo assim se desculpou

— Agora junte o seu dedo com meu – Stefan assim o fez – Agora repita comigo.

— Eu Caroline Forbes, prometo ser amiga de Stefan para sempre.

— Eu Stefan Salvatore prometo ser o melhor amigo de Caroline para sempre... E sempre.

— Pronto –. Caroline limpou o sangue esfregando na roupa – Está feito. Agora estamos presos um ao outro para sempre.

— Falta uma coisa – Stefan se inclinou para o tronco da árvore e começou entalhar palavras na árvore, Caroline não disse nada, mas ficou feliz quando viu o que Stefan escrevera

Caroline e Stefan melhores amigos para sempre e sempre

KATHERINE

Experimentei todos os vestidos do meu guarda-roupa. Mas não conseguia gostar de nenhum, precisava urgentemente de peças novas. Estava prestes a experimentar outro quando seu celular começou. O som de Love the way you lie começou a tocar, revirei os olhos sabendo quem era. Já era a décima vez naquela manhã que Damon ligava insistentemente. Ignorei a ligação cantarolando a música. Não queria vê-lo, a verdade e que já tinha me cansado dele. Ele era pegajoso e sempre aceitava tudo o que ela fazia... Era entediante.

Por vezes tentei humilhá-lo, me insinuar para outros caras na frente dele. Mas ele fingia que não via, ou simplesmente batia em quem quer que fosse que olhasse para mim, como se fosse meu dono. Aquilo já tinha perdido a graça. Damon era bonito, sem dúvida. Era bom na cama e tudo mais, mas era só isso, era apenas para ser uma diversão. Que agora já durava um ano ou mais, nem tinha certeza.

Damon era divertido quando era para provocar Stefan, foi apenas por isso que me envolvi com ele. Meu alvo sempre foi Stefan e pensei que assim como Damon eu o tinha nas mãos. Mas Stefan era diferente, ele era um desafio para mim e as vezes me perguntava se aquilo que sentia por ele não era amor. Porque quando estava com ele e ele me olhava com aqueles olhos verdes de tirar o fôlego, ele tinha o poder de me fazer sentir a mulher mais especial da fase da terra com apenas um olhar. Mas nunca consegui saber com exatidão o que ele pensava, ou melhor em quem ele pensava quando de repente sua mente se distanciava.

E agora que ele tinha voltado tão diferente de Londres, não conseguia tira-lo da cabeça. Precisava tê-lo de volta. E agora seria mais complicado e não era por ele estar tendo um casinho com mosca morta da minha irmã, Elena não era e nunca seria uma rival a minha altura. Mas existia alguém, uma pedra no meu sapato.

Caroline Forbes era essa maldita pedra. Eu a enxergava como uma garota insignificante. Alta demais, com cabelos sempre presos, óculos enormes e uma jardineira velha manchada de tinta. Mas de repente as pessoas começaram a falar dela, a elogiá-la. Bonnie que até então me idolatrava, falava sobre ela nos corredores e de como ela estava bonita depois do verão.

E Stefan mesmo quando estava comigo, sempre dava um jeito de falar sobre Caroline ou correr para ela. Eu sempre conseguia afastá-los por um tempo, mas eles logo faziam as pazes, por causa de um juramento estúpido.

Quando perguntei a Stefan do porque tinha o nome dele e de Caroline entalhados numa árvore, ele explicou sorrindo que eles fizeram um pacto.

Para sempre e sempre.

Queria vomitar ou simplesmente dizer o quanto ele era estúpido. Mas simplesmente sorri, dizendo que era fofo. Mas desde daquele dia comecei a prestar mais atenção na careta que Caroline fazia ao me ver beijando Stefan, ou como ficava naquela árvore estúpida emburrada olhando para nós. Até mesmo Damon tinha uma relação estranha com ela, implicava com ela. Mas ninguém além dele podia se quer dizer nada sobre ela.

E agora que ela resolveu mudar o jeito de vestisse e agir, ela começou a notar o olhar persiste de Stefan seguindo-a pelos corredores da escola. Pelo que pude observar, ela o estava ignorando, eles estavam brigados e pivô da briga era minha irmãzinha que estava crente que Stefan estava apaixonado por ela, como era inocente!

Elena não notou o olhar persistente de Stefan durante o almoço, enquanto Caroline dividia a mesa com Donavan e a traidora da Bonnie. Mesmo com Elena puxando assunto e sorrindo feito idiota para ele, seus olhos não deixavam os dela. Foi então que percebi que era uma questão de tempo agora, só bastava que sonsa da Caroline saísse com menino de ouro para Stefan entender que o que estava sentindo não era cuidado fraterno e sim ciúmes.

Eu precisava agir rápido agora, antes que Stefan finalmente percebesse o obvio. Sua melhor amiga de infância que nutria uma paixão secreta por ele por anos, estava finalmente desistindo e bastava isso para acionar o cérebro lento de Stefan.

O celular voltou a tocar e dessa vez, o desliguei jogando-o em cima da cama e saindo do quarto, quando passei pelo quarto de Jeremy o som estava na ultima altura, bate na porta o xingando, ele apenas aumentou mais o som. Desci as escadas amaldiçoando aquele garoto estúpido e a minha vida que não podia estar pior com chegada dos dois irmãos insuportáveis que eu nunca pedi para ter.

— Eu odeio minha vida — reclamei em voz alta. Jonh que estava lendo seu jornal enquanto tomava uma xícara de café, ergueu os olhos a cima do jornal

— Bom dia para você também, Katherine.

— Bom dia só se for pra você – rebati abrindo a geladeira pegando a garrafa de leite — Porque mesmo deixou aqueles dois idiotas morarem aqui? – Jonh suspirou pesadamente.

— Primeiro, porque Jeremy e meu sobrinho e minha irmã criou Elena. Agora que ela morreu, eu tenho que cuidar dos dois.

— Que se dane! Você nunca ligou para eles antes.

— Isso foi antes da mãe deles morrerem – Jonh retrucou impaciente.

— Tudo bem então, mas vou ser recompensada por aturar aqueles imbecis.

— O que quer?

— Dinheiro – estendi a mão para ele – Estou praticamente sem roupas.

— Você têm um closet com centenas de roupas, que só usa uma vez.

— Jonh… Quer dizer, paizinho, por favor – circundei o balcão e me aproximei dele colocando meus braço em volta dos ombros dele – Ou será que não se importa que a sua filha vá nua para escola? — Jonh arqueou a sobrancelha.

— Como se a metade dela já não tivesse visto – retrucou em tom monótono – Pegue alguns trocados na minha carteira – beijei seu rosto sorrindo vitoriosa – Ah e para seu bem e bom que não pegue meu cartão, dessa vez eu mando prenderem você.

— Claro paizinho. Eu nunca mais vou desobedecer suas ordens — respondi piscando os cílios e sorrindo para ele que apenas revirou os olhos.

— Já que vai fazer compras, porque não chama Elena para ir com você.

— Nem morta – Elena e eu dissemos em uníssono. Revirei os olhos com aquela coincidência bizarra de irmãs gêmeas que falam e pensam mesmas coisas.

— Elena você não quer ir ao shopping e comprar algumas coisas? – Jonh inquiriu largando o jornal olhando atentamente para Elena que deu ombros.

— Não – respondeu seca – Eu tenho muitas roupas que meu pai me deu.

Elena deu ênfase a palavra pai. Os ombros de Jonh se retraírem, ele voltou seus olhos para mim, perdido sem saber o que dizer.

— Viu pai, ela não quer vir comigo... Então eu já vou indo.

— Katherine, seu namorado está na sala te esperando – Elena avisou se sentando na mesa misturando os dois cereais como eu fazia todos os dias pela manhã. Revirei os olhos, desanimada em ter que aturar Damon logo pela manhã.

Respirou fundo antes de entrar na sala, forcei o melhor de meus sorrisos e encontrei Damon, sentado na poltrona de Jonh com cara de poucos amigos.

— Onde esteve ontem à noite Katherine? – inquiriu seco sem expressar nenhum sorriso ou elogio como sempre fazia o que me surpreendeu

— Em casa, estava com dor de cabeça – menti. Me aproximei dele para beijá-lo, mas ele virou o rosto – O que foi agora? Está chateado porque não fui à festa de Tyler, você odeia ele.

— Eu estive aqui ontem – engoli seco quando ele sorriu para mim – O seu irmãozinho abriu a porta pra mim e me garantiu que você não estava aqui.

— Eu pedi para ele dizer, não queria ver ninguém, estava péssima.

— Engraçado, porque quando eu fui ao seu quarto você não estava mesmo lá. Então Katherine, onde exatamente você estava "péssima", ou melhor, em cima de quem? – levantei a mão para esbofeteá-lo por me ofender, mas ele segurou minha mão, apertando meu pulso.

— Está me machucando – avisei, tentei soltar-me dele, mas ele apertou ainda mais meu pulso furioso – Damon para!

Ele me jogou contra a poltrona violentamente, pela primeira vez, fiquei assustada. Massageei meu pulso que doía e começava a ficar avermelhado.

— Responde Katherine, onde esteve ontem?

Me endireitei na poltrona e cruzei as pernas devagar, sabendo que Damon estava olhando atentamente. Sorri descaradamente ao ver que seus olhos estavam fixos em minhas pernas.

— Quer mesmo saber onde estive? – Damon passou as mãos nos cabelos nervosos, talvez estive refletindo se queria mesmo ouvir a verdade – Tudo bem, se o que quer.

Me levantei indo até ele, colocando os braços em volta de seu pescoço

— Eu estava na cama com outro cara.

Ele demorou a esboçar alguma reação, estava chocado demais para conseguir dizer algo, quando finalmente tomou, foi à pior possível. Tirei minhas mãos de perto dele, e ele me esbofeteou. Cai no chão com a mão no rosto que agora ardia, totalmente incrédula.

— Vagabunda – gritou – Vadia.

— O que está acontecendo aqui? – Jonh inquiriu alternando o olhar entre nós dois.

Naquele momento não contive uma lágrima. Chore, mas era de ódio por ele ter me agredido, coloquei a mão no rosto, com meus olhos nunca deixando os dele que parecia espumar de raiva. Jonh e Elena me ajudaram a levantar eu permaneci com a mão em meu rosto, eu limpei as lágrimas e sorri para Damon que me fitou confuso.

— Idiota, imbecil – ri me aproximando dele de novo, com Elena segurando meu braço para me impedi — Você realmente achou que eu amava você?

— Katherine – Elena apertou meu braço me censurando com olhar, me desprendi dela e me aproximei mais dele

— Você é tão patético... Tão idiota se pensa que eu escolhi você porque eu ti amava – enxuguei uma lagrima teimosa do rosto – Eu só te queria para provocar ciúmes no Stefan

Damon voou em direção a mim, mas Jonh o segurou e lhe deu um soco o fazendo cair no chão aturdido.

— Não vai encostar um dedo nela – vociferou Jonh – Vai embora daqui, Antes que chame a policia.

Jonh me guiou até a cozinha e mandou novamente que Damon fosse embora. Lagrimas deslizavam por seu rosto e não pude, evitar de sorrir com sofrimento estampado no rosto dele.


ELENA

Estava sentada na mesa, comendo lentamente meu café da manhã que não era nada parecido com que minha mãe preparava todos os dias pela manhã. Quando os gritos vindo da sala me despertaram para realidade. Jonh olhou para mim com testa franzida e seguiu para sala, não resistindo a curiosidade acabei por segui-lo e quando entrei na sala me deparei com Katherine caída no chão, com mão no rosto chorando. E cena que veio a seguir conseguiu ser ainda mais surreal.

— Eu só te queria para provocar ciúmes em Stefan.

Katherine disse aquelas palavras com sorriso perverso olhando para Damon. Katherine usara Damon apenas para atingir Stefan. Como ela podia ser tão baixa, tão insensível para usar os sentimento dos outros em benefício próprio. Olhei para ela que chorava, mas não escondia um ínfimo sorriso quando viu as lagrimas surgirem nos olhos de Damon e me perguntei como essa garota poderia ser minha irmã.

Jonh bateu no infeliz quando ele fez menção de querer estrangulá-la, ele caiu no chão e lá permaneceu depois que Jonh levou Katherine dali. Senti uma imensa pena dele, mesmo com ele tendo agredindo minha irmã.

— Você está bem? – ele não respondeu, quando seus olhos se voltaram para mim ele se levantou cambaleando, tentei ajudá-lo, mas ele se esquivou – Damon — o chamei me recordando de seu nome.

— O que quer, zombar do chifrudo aqui?– ele rosnou

— Não, claro que não. Só perguntei se está bem?

— Bem? A vadia da sua irmã me traiu – ele disse sorrindo de uma maneira estranha e me peguei olhando por tempo demais para seus olhos azuis. Damon limpou o sangue com palma da mão.

— Espera eu vou pegar gelo…

— Não precisa ser gentil por pena – Damon fungou – Quer dizer, ser gentil porque esta dormindo com meu irmão.

Ele deu sorriso torto, saindo de minha casa batendo a porta com força. Fiquei parada na porta pensando qual idiota aquele cara era, como ele podia ser irmão de alguém como Stefan. Me joguei na poltrona, olhando para o teto, lembrando das palavras de Katherine. Constando que ela apenas usou Damon para atingir Stefan e se isso era mesmo verdade, isso significa que ela ainda o amava? Bufei me afundando na poltrona, me perguntando como diabos foi parar no meio daquela bagunça.



CAROLINE

Molly olhou pela quinta vez o colar que havia ganhado de Stefan e ela maneou a cabeça incrédula. Thomas lhe lançou um olhar de “Cale boca e não se meta” mas sabia que ela não ia conseguir se conter.

— Caroline e só um colar, não um anel de casamento – disse ela com uma careta ao olhar para colar.

— Ele nunca me deu presente assim antes.

— Me deixa ver – Thomas examinou o colar – E mesmo muito bonito – elogiou, ignorando o olhar indignado que Molly lhe lançou.

— Caroline, ele fez isso para fazer as pazes, não crie esperanças – alertou Molly me fazendo revirar os olhos

— Molly eu não estou esperando que ele me diga que me ama ou me peça em casamento. Já perdi as esperanças enquanto isso... Mas ele é meu melhor amigo nós dois fizemos uma promessa de ficar juntos...

— Para sempre e sempre – disse uma voz que eu conhecia muito bem, me virei e me deparei com Damon com cabelos bagunçados e sangue manchando sua camiseta branca – Essa com certeza é a frase, mas estúpida que já ouvi na vida.

— Damon – corri até ele o auxiliando a se sentar – O que aconteceu?

— Nada demais, me meti numa briga com uma cadela, ela acabou me mordendo.

— O que? – Molly inquiriu confusa alternando o olhar para Damon e Thomas.

Pedi para que Molly saísse relutante e sendo arrastada por Thomas ela foi. Fui até a cozinha e peguei uma lata de refrigerante e estendi para ele, que me deu sorriso torto.

— Obrigada, mas não estou com sede. Mas se tiver uísque…

— É para o machucado gênio – colocou delicadamente no canto do lábio.

— Ai – Damon choramingou – Esta, adorando isso né?

— Claro, sonho com esse momento há muito tempo. Torturar Damon Salvatore... Meu sonho de consumo, está no topo da minha lista de desejos — Damon deu um meio sorriso e se sentou na mesinha perto da janela – Agora anda Grinch, me diga o que ouve?

Damon permaneceu em silêncio e pensei em xingá-lo, mas quando encontrei com seus olhos por um instante, perdi a coragem, ele parecia tão miserável.

— Está tudo bem? – ele maneou a cabeça afirmando que sim, mas sabia que não.

— Foi a Katherine, não é?

— Essa e parte em que você me diz, que eu te avisei. E ri da minha desgraça.

— Tá legal você me pegou, mentalmente eu estava mesmo fazendo isso.

Me aproximei dele com um guardanapo e limpei o sangue do seu lábio. Damon pegou minha mão e tentei me livrar daquela sensação incomoda que era semelhante a nojo mais era completamente o oposto. Me afastei dele, que sorriu se divertindo

— Quem diria.

— Quem diria o que?

— Caroline Forbes não é completamente indiferente a mim – corei com sorriso e olhar que Damon me lançou.

— Eu não sou indiferente a sua existência, infelizmente para mim e a humanidade você existe. Então eu meio que te tolero – dei ombros – Agora me conta, o que aconteceu.

— Eu não quero falar sobre isso.

— Ah não, então por que mesmo está aqui? – Damon pareceu refletir, e deu ombros em resposta

— Não faço a menor ideia, alias vou embora.

— Espera, eu não pergunto mais nada, tá legal? – Damon sorriu para mim

— Você mesmo uma incógnita pra mim. Decide de uma vez se me odeia ou me ama – suspirei pesadamente e coloquei a mão no queixo fingindo pensar

— Hummm vamos ver.... Já decidi, eu te odeio e vou te odiar para todo sempre.

— Espera... Você errou, faltou o para sempre e sempre.

Fiquei seria por sua zombaria, mas acabei rindo e ele também e por um momento tudo ficou bem como se fossemos realmente amigos novamente e não nós detestássemos. Mas Damon parou de rir no exato momento que seus olhos se fixaram na caixinha em cima da mesa. Ele o pegou e se virou para mim com uma expressão estranha.

— Então já fizeram as pazes? – Damon jogou a caixa e colar na mesa de qualquer jeito – Sabia que não demoraria. Todos sempre perdoam e amam o meu irmãozinho.

— Porque essa raiva toda Damon? Você só não é tão amado como ele porque não quer.

— Por que eu não quero? A vida toda eu quis ser amado como meu irmão, que me respeitassem como ele… — Damon gritou e mesmo não querendo senti pena dele de novo.

— Você é amado Damon. O seu pai te ama, Stefan daria a vida por você. O problema e que você não quer ser amado, faz merda sempre e tenta afastar todos com essa banca de que “eu não me importo. Se quer mesmo que alguém te respeite ou te ame um dia. Não faça uma coisa estúpida toda vez que algo não der certo.

— Estúpida como? – Damon se aproximou de mim com aquele olhar estranho de novo, tomou meu rosto entre mãos e estava tão próximo que podia sentir sua respiração contra meus lábios, tentei empurrá-lo, mas ele não se moveu – Estúpido tipo roubar a namorada do meu irmão. Ou desejar e beijar a mulher da vida dele.

— Do que está falando... Você beijou a Elena? – Damon deu uma risada seca e se voltou para mim de novo.

— Para mulher mais inteligente que eu conheço, você às vezes e a mais burra também. – ele disse rindo e antes que pudesse socá-lo por zombar de mim, ele fez algo que deixou-me sem reação alguma, ele me beijou.


DAMON

Não foi um simples beijo, desses que damos por dar. Foi desesperado, cheio de urgência e desejo. Talvez lá no fundo secretamente imaginasse qual seria o gosto que aqueles lábios rosados teriam. Mas não pensei que tivesse um gosto tão doce, ou que meu coração aceleraria tanto ou que Caroline Forbes corresponderia com mesma intensidade.

Apertei sua cintura, trazendo-a para mais perto. Ela gemeu contra minha boca, e tentou empurrar-me, mas a prendi mais ainda sem ligar para seus protestos que começavam ser abafados quando minha língua entrou na batalha. E quando o fiz, foi minha vez de gemer sentindo sua língua furiosa contra minha, não tinha ideia do quanto a desejava.

Talvez fosse mesmo o pior irmão do mundo, talvez fosse somente inveja de ter o que o irmão amava. Ou não fosse nada disso. Porque nem mesmo eu entendia o porquê meus pés me levaram para casa dela, ou do porque ela era única pessoa que numa situação como aquela zombava de mim, eu nem se quer revidava.

Tinha algo naquela garota que eu vi crescer e virar mulher diante de meus olhos que o inquietava. Secretamente gostava que meu irmão não a notasse. É agora colada a ela, sentindo o calor de seu corpo entendi o porquê.

Estava segurando seu rosto, com dedos enredando seus cabelos com mãos deslizando por sua costas, quando ela mordeu meu lábio já dolorido com tanta força que podia ter arrancado um pedaço. Ela se desprendeu de mim ofegante, sua expressão era pura incredulidade.

Metade pelo que havia feito e dito. A outra era por ter me correspondido. Ela não era indiferente a mim como pensei a minha vida toda, ela podia ter quase arrancado meu lábios no percurso, mas correspondeu o beijo. Caroline pareceu retomar controle de si mesma e olhou para mim furiosa, podia ver brilho do ódio surgindo em seus olhos azuis. Ela se aproximou de mim e me esbofeteou com força. Não senti somente a dor física, senti uma aflição crescente vendo a raiva e o desprezo em seus olhos.

— Seu idiota, seu… Como pode ter feito isso? Eu não sou a Katherine – ela andava de um lado para o outro balançando a cabeça e esfregando os lábios – Por que fez isso? Acha divertido…

— Não. Foi uma estupidez.

— Estupidez, não Damon – ela passou a mãos pelo cabelo — Antes eu achava mesmo que você amava a Katherine que vivia em conflito por ter se apaixonado pela mulher que seu irmão gostava. Mas não… E tudo um jogo pra você. Você é doente! Fora daqui, vai embora... Eu não quero olhar pra sua... Nunca mais!

Caroline abriu a porta para que eu fosse embora, eu não disse nada.

— Fora daqui, vai embora

Apenas me virei e fui embora. Ela jogou a lata de refrigerante em mim, que por sorte desviei há tempo. Fiquei parado em frente a casa dela confuso, destruído. Querendo poder voltar no tempo para beijá-la, ou melhor, para não beijá-la. Eu por vezes detestava meu irmão, roubei a sua namorada e mesmo assim ele me perdoou.

Mas se Stefan sonhasse que eu beijei Caroline e que adorei fazer isso, ele nunca me perdoaria. Nem mesmo eu me perdoaria por tentar roubá-la dele. Era sujo e errado, mas eu não sentia culpa naquele momento. Tudo que conseguia sentir e pensar era o gosto de morango que os lábios dela tinham. É, ela tinha razão, eu era doente e merecia arder no inferno.

Notas finais
Pronto Lella, outro capítulo, sei vai surtar com final mas relaxa, confia na tia tá! Eu sou Steroline de