Forever and Ever - Revisando

4 Capítulo - 4 What's going on here?


STEFAN

Uma semana havia se passado desde que eu e Caroline fizemos as pazes. Mesmo depois de tudo, ela sempre arrumava uma desculpa qualquer para não vir a minha casa. Damon também estava estranho, tinha terminado com Katherine, bebia quase que o dia inteiro. Não saia de casa por motivo nenhum estava tão miserável quanto eu quando fui trocado por ele. E contrariando todas as expectativas não fiquei tão feliz quanto pensei que ficaria ao vê-lo na pior

Damon sempre bancava o durão, o cara descolado que não se importava. Mas vendo ali sentado com uma das garrafas de vinho, com salgados espalhados pela sala. Com a barba por fazer e sem tomar banho há três dias. Queria sacudi-lo e dizer que ele estava agindo feito um vegetal. Mas Caroline me repreendeu por telefone.

— Caroline por que mesmo não vem, até aqui?

— Eu estou ocupada Stefan. Tenho que ajudar…

— A Molly porque ela está com uma barriga enorme — completei sabendo que ela usaria a tia como desculpa — Está bem. Voltando ao Damon, eu já tentei de tudo. Logo meu pai volta e vai encontrá-lo assim…

— Stefan ele precisa de tempo, dê tempo a ele…

Fiquei em silêncio refletindo a estranheza das palavras de Caroline. Há uma semana ela estava estranha, evitava vê-lo. E estava sendo mais do que compreensiva com Damon, paciente mais até do que fora com comigo.

— Desde quando você é do time do Damon? – Caroline ficou calada, podia ouvir sua respiração mudar ficar mais pesada.

— Eu não sou do time do Damon — ela fez outra pausa – Apenas acho que ele mereça um tempo por acabar de descobrir que é o maior, idiota, babaca e imbecil.

— Tá, agora isso ficou estranho. Estava o defendendo agora pouco é agora está xingando ele. Caroline Forbes tem que se decidir.

— Me decidir em que? Olha Stefan, lembra quando você e Katherine terminaram? Você ficou no seu quarto por um mês e teria ficado mais se não fosse por mim. Passava dias e dias vendo filmes tristes é se deixasse assistiria até Titanic — sorri me lembrando disso – Sabe que é verdade. Dá um tempo pro seu irmão.

— Está bem, eu vou tentar ser um irmãozinho melhor. Embora ele não mereça depois do que ele fez…

— Como assim do que ele fez? O que ele te disse — inquiriu nervosa. Senti o temor em cada palavra de Caroline, eu a conhecia bem demais para saber que tinha algo errado.

— Sobre tudo Caroline.

— Tudo? Ele te disse tudo?

— Tudo o que Caroline, do que está falando? O que Damon teria para me contar que eu já não saiba.

— Nada, eu estava falando da Katherine… Bem eu tenho que desligar.

— Ei, estive pensando... Eu posso ir até sua casa hoje, já que se recusa a vir a minha... E quem sabe assistirmos a um filme hoje?

— Não sei se vai dar…

— Qual desculpa hoje?

— Eu vou para casa da Bonnie... E de lá vamos ao boliche.

— Com o Donavan? – com silencio a responder entendi que era um sim – Tudo bem então.

— Eu te ligo assim que chegar, okay?

— Okay

Desliguei o celular e fiquei parado por um minuto olhando para foto que estava na cabeceira. Não era de nenhuma namorada, era uma com Caroline. Ela tinha me dado aquela foto, no dia seguinte de seu aniversário de treze anos. Eu pedi uma moldura para meu pai é desde então era foto de Caroline que eu via todos os dias antes de dormir.

É agora não a tinha mais todas as noites assistindo filmes ou conversando sobre nada em especial. Nunca mais ela esteve ali na minha cama, conversando até altas horas da madruga, e logo em seguida quando ela adormecia, eu ficava admirando-a até pegar no sono.

Tudo estava diferente aquele ano. Ela estava diferente. Abandonou suas velhas roupas largas, seus cabelos não andavam mais presos em um rabo de cavalo bagunçado. Agora ela vestia vestidos, jeans e camisetas regata rosa, usando maquiagem e acessórios que até ontem ela odiava. Agora, ela estaria em frente ao espelho enfeitando-se para sair com Matt Donavan.

Não que tivesse algo contra ele, não tinha. Porém não conseguia evitar um certo incomodo, um nó na garganta, uma torção no estomago quando lembrava dela sentada com ele a mesa, ou quando os flagrava rindo na mesa ao fundo perdido num mundinho particular que antes pertencia apenas a nós dois. Tentei me concentrar em ajudar meu irmão e em Elena para conseguir afastar aquele sentimento incomodo, aquela pequena besta que rugia quando a mão boba daquele bobo alegre tentava tocá-la. Tentei me convencer que era apenas zelo, tinha medo que alguém a machucasse e era normal sentir isso porque éramos amigos, quase irmãos.

Desci para o andar de baixo e me sentei ao lado de Damon, que nem se quer móvel um músculo ou esboçou alguma reação. Damon assistia a um filme de terror e seus olhos estavam vidrados na cena. Era Halloween III, o que era incomum se tratando dele. Damon quase nunca conseguia ficar quieto o suficiente para assistir algo. Ele intercalava longos goles de cerveja e encher a boca de salgadinhos.

— Fala logo, Stefan – disse sem tirar os olhos da TV

— Eu não ia dizer nada.

— Ah não, então por que está sentado aqui? – inquiriu mais uma vez sem esboçar reação.

— Nada, só assistindo ao filme com você – Damon revirou os olhos dando outro gole na cerveja

— Que eu me lembre você tem esse filme.

— Sim eu tenho, mas eu não tenho com quem assistir – lamentei notei a expressão no rosto de Damon mudar completamente

— Enquanto a Caroline, por que ela não está com você? – Damon virou o rosto o encarando pela primeira vez naquela semana, algo em seu tom me deixou desconfiado. Há anos ele não a chamava simplesmente de Caroline, sem colocar apelidos estranhos.

— Ela está ocupada essa semana – abri uma latinha de refrigerante, dando um gole – Ela vai sair com Matt Donavan. – disse fazendo um careta quase que inconscientemente.

— Com Donavan? Sozinha? – me inclinei apoiando o braço no sofá observando atentamente o rosto dele ganhar uma expressão que beirava agonia

— Não, a Bonnie e provavelmente algum cara ira com ela, um encontro de casais.

— Ah ótimo, isso e reconfortante – Damon suspirou entornando novamente a garrafa

— Parece se importar muito?

— Eu? Me importar com sua Barbie? Longe de mim – Damon deu um sorriso torto voltando sua atenção para TV – Por que está me olhando assim, eu tenho visão periférica sabia?

— É que tudo isso é muito estranho – Damon arqueou a sobrancelha confuso – Você com essa preocupação repentina com ela, ela me dizendo para ter paciência com você.

— Ela disse para ter paciência comigo? – Damon perguntou, e podia jurar que ele estava sorrindo.

— Sim, ela me disse para te dar um tempo – contei e me incomodou a reação quase feliz que Damon demonstrou – Me disse que tinha que ter paciência porque você era um idiota, imbecil babaca.

Notei a expressão animada sumir do rosto dele instantaneamente.

— Essa parte parece mais com ela – Damon balbuciou parecendo ser mais para sigo mesmo do que para mim, logo depois voltou para sua rotina mecânica. Era minha imaginação ou tinha algo de muito estranho acontecendo.

CAROLINE

Estava deitada na cama, ainda olhava para o celular. Quase me denunciei falando com Stefan, isso porque era uma simples conversa ao telefone, imagina se falasse pessoalmente com ele. Estava o evitando o máximo que podia, alias estava evitando quase todo mundo. Simplesmente não conseguia, agir normalmente com Molly sempre querendo saber o que houve naquele fatídico dia.

Aquele maldito dia em que começou horrível com minha primeira ressaca e depois ficou maravilhoso por fazer as pazes com Stefan. Para logo depois Damon levar toda minha vida de cabeça para baixo.

Não que ficasse pensando no maldito beijo dia e noite, pelo contrário. Nem se quer lembrava do gosto, ou de como a língua quente dele explorou a minha boca. Ou de como ele apertou meu corpo contra o dele… Aquilo era sujo quase incestuoso. O porquê daquele pensamento nem eu sabia. Talvez fosse por meu amor por Stefan ser um sentimento que transcendia desejos sexuais, não que não o desejasse ou não sonhasse com Stefan, quase todas as noites quase sempre sem roupa.

Mas com ele, me sentia em paz, não existia ninguém que a conhecesse como ele, apenas pelo olhar ou pelo silencio. Stefan era meu verdadeiro amor, aquele puro e… Platônico que jamais aconteceria.

Damon foi apenas uma atração, ele era… Eca!

Sentia náuseas em ter que admitir que em parâmetros de beleza ele tivesse sido muito afortunado, não como Stefan que tinha uma beleza clássica misteriosa, olhos verdes como os de esmeralda que lhe prendiam. Cabelos de caramelo, que adoraria passar a mão pela eternidade... Stefan era sem duvida meu tipo, tudo nele a fascinava, isso desde quando pois os olhos nele pela primeira vez, mesmo sendo uma criança... Não conseguia tirar o garotinho dos olhos verdes da cabeça.

Damon por outro lado tinha uma beleza exuberante, todas na escola secretamente sonhavam com o Salvatore mais velho, mas eu nunca liguei para isso. A única coisa que admitia e que a deixava por vezes paralisada. Eram seus olhos, azuis-celestes como céu num dia ensolarado. Eram as ruguinhas que se formavam em volta de seus olhos sempre que dava seu sorriso irônico.

Manei a cabeça, tentando pela décima vez naquele dia, esquecer aqueles detalhes sobre Damon. Porque não sentia nada por ele, nada que não fosse desprezo ou indiferença com sua existência.

— Caroline por que não está arrumada? – Bonnie disse sem, mas delongas se jogando na cama junto com ela.

Era estranho, mas em uma semana Bonnie e eu nos tornamos amigas inseparáveis. O que irritou Katherine que prometeu retaliação social para nós duas. Mas Bonnie…

Ela não deu mínima. Me ligava quase todas as noites mesmo tendo passado o dia juntas na escola. A única coisa que me incomodou e que ela estava sendo simpática demais com a minha nova rival declarada, Elena. Quando pergunta o porquê diabos ela estava conversando com ela, Bonnie dava ombros e dizia – Ela é legalzinha.

— Então Care, o que está acontecendo afinal? – suspirei cruzando os braços em cima da barriga – Não adianta vir com aquela conversa de “Eu estou cansada” porque não cola, se quer saber nem mesmo o Stefan acredita nisso.

— Não é nada – Bonnie virou o rosto me encarando, reuni toda a coragem e vergonha na cara que eram poucas quase nulas e disse – Damon Salvatore me beijou.

Bonnie passou pelas reações de incredulidade, confusão mental e incredulidade de novo.

— O que? Você beijou o Damon… – tampei sua boca a repreendendo

— Ei calada! Molly está na espreita para descobrir o que eu tenho é bem, basicamente é isso. Damon me beijou.

Tentei parecer mais indiferente possível.

— O meu deus… Caroline…

— Eu sei Bonnie, eu sei. E horrível e errado!

— Eu ia dizer que era surreal mais isso serve. Quer dizer, não pode ter sido tão ruim, afinal é o Damon – Bonnie disse com sorriso maroto

— Foi horrível, péssimo. A maior merda que já fiz – Bonnie sorriu maneado a cabeça

— São muitos adjetivos para algo tão ruim e você me disse que ele te beijou…

— Sim, ele me beijou!

— Então por que disse que foi a pior merda da sua vida? Você correspondeu ele?

Eu ia protestar indignada, mas me lembrei de uma pequena participação da minha língua na boca dele e me virei afundando o rosto no travesseiro.

— Ah Bonnie que merda eu fui faze, ou melhor o que eu deixei acontecer.

Bonnie me deu um aperto no ombro.

— Calma Care, agora me conta o que exatamente o Diabo fez?

— Ele veio para cá depois de terminar com a Katherine.

— Por quê? – dei ombros sem saber o que responder. Apesar de saber que Damon as vezes surgia em casa sem aviso, quando estava chateado. Por vezes ficava em silencio no lago, ou ficava me enchendo o saco. Mas resolvi omitir essa parte, por algum motivo ela parecia errada agora. Nem mesmo Stefan sabia dessas visitas.

— Nós conversamos e parecíamos até amigos de novo. Foi quando ele viu o colar que o Stefan tinha me dado e começou a ser o Damon de sempre, ou seja, um idiota. Daí o acusei de fazer estupidez sempre que algo dava errado. E do nada ele se aproximou disse qualquer coisa que não me lembro e me beijou.

— Espera aí Care, qualquer coisa não! Tenta se lembrar.

— Tá, ele disse se a estupidez que eu me referia era ele ter roubado a namorada do irmão. Ou beijar a mulher da vida dele. Dai o desgraçado me beijou.

Bonnie ficou calada por um minuto com um olhar estranho

— Bonnie, pelo amor de deus, me diga alguma coisa.

— Caroline, você está oficialmente num triângulo amoroso e se fomos contar com Matt, então e quadrado amoroso.

— Eu odeio triângulos amorosos, eles têm pontas e pontas doem – deitei novamente, Bonnie e eu nós entreolharam e por mais louco que fosse rimos juntas de tudo aquilo – Eu estou ferrada, não estou?

— Sim Srta. Forbes, está. Porque ao que tudo indica, Damon Salvatore, o mau. Têm sentimentos por você. E talvez eles sejam mais profundos do que saibamos.

— Bonnie, Damon tendo sentimentos por mim? – ri debilmente por um logo tempo daquilo, parecia mais com uma piada. Damon Salvatore, não sentia nada por mim além de carinho. Afinal crescemos juntos, ele protegia a mim e Stefan quando mais novo. Era isso, carinho e nada mais.

DAMOM

Estava inquieto depois do que Stefan me disse. Caroline num encontro com um dos garotos de ouro de Willow Green. Todos assim como Stefan, não tinham nada para dizer de ruim sobre Matt Donavan. Stefan estava tranqüilo trocando mensagens com Elena e me perguntei como ele podia ser tão idiota? Caroline estava a poucos passos de ter seu primeiro encontro com Matt e ele estava ali sentado.

Tentei me concentrar no filme, mas não consegui.

Aquele beijo tinha conseguido fazer a grande proeza de apagar por completo Katherine da minha cabeça. Pensando seriamente na situação, Caroline estava certa. Ela era apenas um capricho, um troféu para esfregar na cara de todos, mas principalmente de meu irmão.

Não fora meu coração que se destruirá e sim meu orgulho. Eu estava ali sentado, bebendo e comendo porcarias, mas não era pela confissão de Katherine, era pelo beijo. Era pelo olhar de desprezo e ódio que Caroline havia lhe dado.

Por isso resolvi manter distancia e esquecer tudo aquilo. Afinal foi um impulso apenas, era apenas uma vontade de fazer algo estúpido. Mas Stefan havia acabado com todos os meus planos e força de vontade.

— Está tudo bem?

— Ann – Damon olhou para seus pés que estavam inquietos – Claro tudo ótimo irmãozinho – forcei um sorriso – Está trocando mensagens com a Eleninha?

Abanou a cabeça afirmando.

— Por que a curiosidade, esta pensando em roubá-la de mim também?

— Então, estão namorando?

— Não, estamos nos conhecendo – franzi a testa analisando meu irmão intrigado, desde de quanto Stefan: O romântico. Pensava antes de se apaixonar feito um idiota?

— Londres realmente mudou você, mas não. Eu não tenho interesse na sua namorada. — afirmei. Pelo menos não por essa namorada.

— Esta ai uma novidade. Damon não desejando uma de minhas namoradas – fiz uma careta, a lembrança do beijo veio em sua cabeça.

— As pessoas amadurecem Stefan, eu mudei. Estou cansado de fazer estupidez – disse tomando um gole de cerveja

— Você soou como…

— Caroline – completei com um sorriso – Sabe eu estou, apodrecendo aqui, quitão darmos uma escapada – me levantei me espreguiçando – Pode chamar sua namoradinha.

— Como é?

— Por que essa cara de surpresa Stefan, não achou que eu levaria um mês para superar o chifre como você, não é? – Stefan deu ombros ignorando o último comentário.

— Para onde esta pensando em ir, numa boate?

— Não. Eu estava pensando em algo mais calmo, mais para amigos. Quitão darmos uma passada no boliche?

Subi para meu quarto deixando o irmão incrédulo no sofá, entrei no banheiro me despindo e indo em direção ao chuveiro. Podia ser errado, provavelmente era. Mas não ficaria em casa mofando, assistindo reprises de filmes de terror enquanto Caroline caminhava para o primeiro encontro com senhor perfeição. Iria até lá e levaria meu irmão. Isso com toda certeza estragaria qualquer chance que o boliche levasse para outra coisa. E não havia nada de errado em querer que aquele encontro não passasse da primeira base, afinal ela era muito ingênua e facilmente seria convencida a fazer coisas das quais não estava preparada. Eu estava apenas, protegendo ela. E isso não era nenhum pecado.

MATT

Ela sorriu envergonhada quando errou pela terceira vez no boliche. Ficou ruborizada e olhando para o chão. Ela não tinha medo de rir de qualquer tipo de piada, mesmo se algumas pessoas a considerassem bobas. Ainda podia se lembrar dela na quinta série quando fizemos dupla, ela o ameaçou me dar um soco se não emprestasse todos os lápis de cores a ela.

Ou como nunca dava a mínima para o que diziam dela por andar com uma jardineira manchada, cabelos presos e óculos enormes. Caroline Forbes era incrível. Era uma garota real, sem frescuras e joguinho. Era algo que eu procurava depois de tantos desencontros amorosos.

— Strike! – Bonnie comemorou – Eu e Mikael estamos dando um baile em vocês

Caroline deu ombros em resposta.

— Claro vocês jogam isso há anos, eu nunca joguei – justificou pegando a bola roxa.

Ela segurou entre os dedos mirando minuciosamente para pinos.

Fiquei sentado admirando-a, agradecendo intimamente qualquer que tenha sido motivo, para largar o irmão Salvatore mais novo e resolver se sentar com ele.

CAROLINE

Bonnie tinha me dito para fingir um pouco, mas achava aquilo estúpido. Fingir que não sabia algo, sorrir e bancar a mulherzinha apenas para seduzir Matt, era ridículo! É também já estava cansando daquilo tudo. Resolvi ir melhorando gradualmente como se estivesse pegando aos poucos as manhas do jogo. Me inclinei e joguei a bola, acertei apenas dois. Matt me deu um sorriso parabenizando.

Matt era um dos únicos homens tirando Stefan, que era agradável, que eu realmente gostava de ficar junto. Ele não era um saco de músculos de olhos azuis, era um cara, que sabia conversar e melhor e mais surreal é que ele achava tudo que eu fazia incrível. Mesmo agora, que estava fingindo ser péssima no boliche.

— Ah que droga! – menti, tentando parecer chateada – Nós vamos perder.

— Não tem problema, eu não sou competitivo.

Matt lhe deu aquele sorriso encantador que me fazia corar e sorrir feito idiota. Matt se afastou indo pegar outra bola. Bonnie se desprendeu de Mikael e veio correndo sentando ao meu lado.

— O plano está funcionando Care! Olha só o jeito como ele te olha.

— Eu sei, mas quando vou poder jogar de verdade? Eu odeio perder!

— Calma – Bonnie sussurrou – Vai por mim, esse truque e infalível.

— Ótimo vou anotar no meu diário de mulherzinha.

— Você tem diário?

— Claro que não. Quer dizer, tenho. Mas só escrevo quando acontecesse algo realmente ruim ou muito bom.

— Tenho certeza que foi o Stefan que te deu – afirmei com a cabeça.

Matt me chamou para jogar, ele me ajudou a pegar a bola, tocando sempre que podia em minha mão. Ele se posicionou atrás de mim, me ajudando com a jogada 5 pinos. Fiquei tão feliz por finalmente poder acertar aquele jogo estúpido que pulei em seus braços e o abracei. E por um momento ficamos sorrindo com poucos centímetros entre nós. Matt aos poucos ia se aproximando para me beijar, fechei os olhos e prendi a respiração em antecipação.

Mas o beijo nunca aconteceu.

— Olá pessoal, que coincidência encontrá-los aqui –

Abri os olhos e me deparei com Damon todo sorridente colocando o braço em volta de Bonnie que me olhava tão perdida quando eu. Eu estava pronta para atirar a bola de boliche e Damon, quando olhei por cima do ombro dele e encontrei os dois.

Stefan estava com Elena. O segundo encontro do casalzinho 20 tinha que ser justo ali na minha frente?

Olhei atentamente a expressão desconfortável no rosto de Stefan e entendi de quem era aquele plano infeliz. Damon arquitetou tudo.

Ele sabia que trazer Stefan e Elena para estragar qualquer chance entre mim e Matt.

— Oi, Matt – respondeu sem muita animação.

— Olá – Elena disse olhando para mim, eu continuei paralisada alternando meu olhar para Stefan e Damon. Stefan estava olhando para Matt, talvez entendendo a situação que ele impedira que acontecesse.

— O que fazem aqui? – perguntei sem rodeios sustentando o olhar de Damon que parecia se divertir com a tensão ali.

— Doce Caroline – Damon zombou se aproximando de mim – Eu estava muito triste e desanimado. Daí meu irmãozinho teve a grande ideia de sairmos… E aqui estamos.

— Não foi bem assim – Stefan se defendeu quando nossos olhos se cruzaram.

— Tudo bem, vamos zerar e formar um grupo – Matt remediou olhando para mim apertando minha mão, assenti com resistência. Podia sentir os olhos de Stefan sobre mim.

— Está tudo bem? – Matt sussurrou enquanto nos afastamos

— Sim, está tudo bem – menti, o que estranhamente ele sabia.

— Se quiser te levo pra casa? – fiquei tentada em dizer sim, mas ele tinha feito tanto esforço para ser perfeito naquele encontro que não podia fugir feito uma covarde, manei a cabeça, apertando sua mão que ainda segurava a minha com delicadeza.

— Tudo bem, vamos continuar e acabar com eles – o puxei pela mão o que o deixou surpreso – Então já decidiram o grupo?

— Sim eu, Mikael, Bonnie e você ficaremos no mesmo grupo…

— Eu acho que deveríamos trocar – Damon sugeriu com sorriso malicioso – Quitão Caroline, eu e Mikael VS Matt, Stefan, Elena e Bonnie.

— Acho uma idéia horrível – rebati – Acho ótimo como está.

— É, mas eles ficaram em desvantagem com menos um – Matt retrucou desconfortável

— E por esse motivo que quero a Caroline no meu time – fiquei paralisada olhando para Damon – Ela é ótima no boliche.

Matt me encarou confuso, mas logo uma máscara de compreensão se formou em seu rosto.

— Como assim… – foi o que ele disse, e já estava pronta para fugir dali, mas para meu espanto Matt sorriu e ergueu o olhar para Damon em desafio – Caroline vai ficar no meu time – Afirmou segurando minha mão e suspirei aliviada.

— Então vamos começar esse ano, ou temos, mas dramas pra resolver? – Mikael retrucou impaciente.

STEFAN

Eu queria ir embora dali, assim que cheguei ali e me deparei com Caroline e Donavan quase se beijando. Damon quebrou o clima assim que entrou. E admito que gostei. Caroline parecia furiosa, mas seus olhos miravam Damon dessa vez. Nem mesmo eu tinha entendido o motivo daquilo tudo, ele estava fazendo de tudo para irritar Caroline, para quebrar qualquer chance de clima entre ela e Matt.

Mas nada parecia adiantar muito, já que o cara não parecia se importar. Achava graça de tudo e sempre mantinha aquele olhar abobado para Caroline.

Naquele dia, comecei a perceber que o tempo havia passado.

Eu e Caroline estávamos os dois em respectivos encontros. Não éramos mais as mesmas crianças que jamais escondiam algo um do outro. Mesmo agora, olhando em seus olhos eu podia ver uma sombra. Algo que ela escondia. Talvez fosse sobre o tão cara que ela amava. Talvez fosse essa mesma sombra que tinha em meus olhos quando me lembrava do verão em Londres.

Menti para ela quando disse que não conheci alguém e Londres. Não entendi o porquê escondi isso dela, nunca menti ou escondi dela e nem conseguia por muito tempo, mas quando a encontrei no corredor da escola. Quando meus olhos se encontraram com os dela, perdi toda a coragem e mesmo depois quando ela perguntou, menti.

E agora temia que ela também tivesse algo a esconder de mim, o motivo pelas constantes brigas, ou suspiros longos. Ou motivo que ela desviava os olhos para chão e estralava os dedos como sempre fazia quando estava nervosa, quando estava perto de mim.

O grupo dela estava ganhando de nos de lavada. Não me importei em perder o jogo, estava perdendo algo muito mais importante naquela noite.

Caroline correu abraçado Matt que a girou no ar. Não foi para mim dessa vez, foi para Matt.

Aquele desconhecido que estava tirando a de mim, quem sabe pra sempre.

— Stefan – Elena apertou minha mão com olhar preocupado – Está tudo bem?

— Não sei, acho que não – Admiti ainda olhando para Caroline que sorria para Matt

DAMOM

Nada do que fiz fez efeito. Mesmo tentando constrangê-los, cortar o clima entre eles. O idiota do Matt sorria e se aproximava ainda mais dela. Sentia uma agonia dentro de mim, uma náusea em vê-lo tocá-la, mesmo que brevemente.

Caroline pela primeira vez pareceu não se importar com o olhar de meu irmão que estava tão fixos quando os meus nela. Ela comemorava sempre com um abraço caloroso em Matt e Bonnie.

— Então já querem parar? – Caroline disse com braços em volta de Bonnie

— Por mim tudo bem, eu desisto – Stefan disse, mas não aparecia ser do boliche que ele estava falando, Caroline estreitou os olhos quando Stefan olhou para ela. Eles estavam fazendo aquela coisa irritante de se comunicarem com olhos.

— Já que ganhamos vocês podem pagar a conta – Mikael se levantou puxando Bonnie – Podemos ir ao restaurante da Caroline, sairia na faixa não é loirinha?

Caroline não respondeu, estava ocupada demais sustentando o olhar de Stefan. No fim das contas, ele só precisou de uma frase para acabar com a noite dela, só precisou de um olhar. O que tinha pensando? Que por algum segundo passou pela cabeça dela, o maldito beijo. Caroline amava Stefan, nunca trocaria o irmão perfeito pelo irmão mau caráter e invejoso que estava ali amargurado querendo roubar a coisa mais preciosa da vida de Stefan. Olhando aquelas trocas de olhares, percebi que ela nunca me amaria como ama Stefan.

ELENA

Eu tentei não bancar a namorada neurótica. Quer dizer, não éramos namorados. Éramos apenas duas pessoas se conhecendo, mas não podia evitar o ciúme e a insegurança surgindo dentro de mim, notando qual incomodado ele parecia ao ver Caroline com Matt.

Quando Stefan me contou sobre a melhor amiga pela primeira vez, estremeci. O modo como falava dela, como descrevia como sendo a pessoa mais importante da vida dele, como os olhos criavam certa vida sempre que mencionava o nome dela

Fiquei um pouco inquieta enquanto ele contava um pouco de sua vida, que basicamente tinha tudo interligado com Caroline. E quando a conheci a insegurança só piorou ainda mais. Caroline era alta, não do tipo exagerado ambas tinha quase a mesma estatura, exceto que Caroline era mais magra. Tinhas os cabelos dourados curtos na altura do ombro. Olhos azuis e uma pele perfeita que parecia reluzir com a luz, qualquer luz, parecia favorecê-la.

E quando mais tarde ela se negou sentar ao lado de Stefan, quando negou apertar minha mão. Senti antipatia por de imediato, mas depois quando notei a maneira como ela olhou para ele, tudo fez sentido.

Eu tinha feito a proeza de me apaixonar por um cara que já tinha sido namorado da sua irmã e ainda por cima tinha uma paixão encubada pela melhor amiga e nem mesmo se dava conta.

Ele ficou quieto, quase sem dizer nada, olhando para ela.

Todos nós fomos a uma lanchonete que não ficava muito longe do boliche. E quando sentamos todos esperando nossos pedidos, o clima era tenso. Damon já estava na terceira cerveja. Bonnie tentava puxar assunto com todos, mas apenas eu e Mikael parecíamos dispostos a sermos simpáticos.

— É ai como se conheceram? – Mikael perguntou direcionando o olhar para mim e Stefan.

Tive que tocar levemente a mão dele para que ele voltasse a si, ou pelos menos parasse com os olhares para o irmão e Caroline.

— Nós conhecemos na escola – Stefan respondeu distraído

— Então deve ser legal, namorar o ex da sua irmã – indagou Damon com sorriso que não gostei – Agora confessa, você e Katherine falam do desempenho dele não é?

— Damon, cala boca! – Caroline repreendeu revirando os olhos

— Por quê? E verdade Care. Os dois estão naquele estágio maravilhoso que é começo de namoro. Que basicamente: Sexo, beijos e sexo.

Quando abri a boca para retrucar, Caroline respondeu por mim novamente.

— Damon, nem todo mundo e pervertido como você – rebateu ela, antes de tomar gole do milk-shake

— Nem todo mundo e puritana como você, ou pelo menos, fingi que é. Primeiro Tyler, agora Matt. Para alguém tão metida a certinha você é bem....

— Chega Damon! – Stefan gritou alterado, mas sem se levantar os dois se fuzilaram com olhos, mas Damon não parecia nem um pouco disposto em parar

Caroline estava vermelha, ela não sabia se era de vergonha ou raiva. Matt suspirou e olhou para Caroline

— Tyler, o que ele quer dizer com Tyler…

— Que os dois ficaram na festa, gênio! – Caroline se levantou furiosa

— Por que está falando tanta merda Damon? Será que o choque de descobrir que é o maior corno da cidade fritou os poucos neurônios? que você tinha?

— Está nervosinha por que o senhor perfeição aí não sabia? – Damon se virou para Matt – Então fique sabendo desde já que Caroline ficou com Tyler e ainda nutri uma grande paixão pelo me…

Damon parou urrando de dor.

— Mas que merda foi essa Bonnie, porque me chutou?

— Desculpe, foi sem querem – Bonnie se levantou e puxou Caroline pela mão – Vamos embora.

— Espera eu levo vocês – Matt se ofereceu, mas Caroline não esperou ninguém saiu correndo pra fora. Damon para surpresa de todos foi quem saiu correndo atrás dela.

DAMOM

— Me solta seu desgraçado, eu te odeio!

— Caroline, não é pra tanto – remediei segurando os braços dela para que se acalmasse, mas pareceu causar o efeito oposto, pois ela começou a esmurrá-lo no peito com força

— Me larga seu idiota! Por que fez isso Damon, por que quis estragar tudo?

Não soube o que responder quando notei as lágrimas brotarem em seus olhos, perdi a fala.

— Caroline – segurei ainda firme seu braços, secando suas lágrimas com outra mão – Eu não pensei…

— Não pensou? É claro que não, porque você só pensa em você! — Caroline esmurrava meu peito com força, com as lagrimas fluindo por seu rosto

— Para Caroline, para, por favor — implorei tentando pará-la — Eu fiz aquilo porque não suportei a ideia de te ver com outro, outro cara que não seja eu.

Caroline parou, olhando-me incrédula, ainda segurava seu pulso. Ela ficou paralisada demais para retrucar, para esbofeteá-lo de novo. Soltei suas mãos que caíram inertes, ela olhava perdida pra mim.

— Me desculpa — disse aproximando meu rosto do dela, que ainda estava paralisada, enxuguei suas lagrimas e tomei seu rosto — Eu sinto muito.

Ela respirou fundo, maneando a cabeça desviando os olhos dos meus, continuei segurando seu rosto e respirando fundo e pouco a pouco sua respiração acelerada ia voltando normal.

— Eu sinto muito Caroline... Eu não queria arruinar sua noite — encostei minha testa na dela que mantinha os olhos fechados respirando lentamente.

Por um momento abri meus olhos e eles se desviaram até seus lábios, para sua boca entreaberta e novamente o maldito desejo foi levando o melhor de mim. Afastei uma mecha de seu cabelo e ela abriu os olhos, estava tão próxima de seus lábios que podia sentir sua respiração contra meus lábios e teria cruzado a linha novamente. Teria beijado ela, mesmo que ela me odiasse depois, mas quando estava prestes a fazer isso, alguém gritou. Fiquei paralisado quando reconheci aquela voz.

— O que está acontecendo aqui? — Stefan gritou olhando para olhando para mim, Caroline se afastou de mim como se tivesse levado um choque e ambos ficamos parados sem consegui dizer uma palavra si quer.

Notas finais
Então como prometido Tatah e Lella outro capítulo, espero que gostem meninas ;) XOXO ♡