Forever and Ever - Revisando
18 Capítulo - 18 Another shot of whisky please
Notas iniciais
Katherine
Abri os olhos com dificuldade, precisei piscar algumas vezes para conseguir ajustar minha visão. Minha cabeça inteira latejava, estendi a mão até minha testa sentindo uma dor aguda. Tentei me sentar, mas foi um erro. Tudo a minha volta parecia girar, e meu estômago se contraia, senti um gosto amargo na boca que me nauseou. Olhei para o teto respirando fundo e esperei a vertigem passar enquanto tentava reconhecer o lugar. Mas quando virei para o lado me sobressaltei assustada quando me deparei com alguém me observado.
Ele estava ali, sentando numa poltrona com os olhos castanhos fixos em mim. Me levantei bruscamente e senti tudo girar, ele veio até mim com olhar preocupado.
— É melhor continuar deitada Katherine — avisou, estendendo a mão para me tocar.
— O que faz aqui? — inquiri me retraindo de seu toque.
— Eu te trouxe pra cá.
Olhei para meus braços cheios de arranhões. E forcei minha mente a me lembrar o que ouve. Eu estava na praia com Caroline, depois salvei Bonnie… Alias porque eu tinha ajudado aquela idiota? Olhei para porta, me perguntando se alguém tinha vindo me visitar, pelo menos o Jonh afinal ele que teria que pagar a conta.
— Eles estiveram aqui até pouco tempo.
— Quem?
— Sua família. Eles ficaram aqui até que acabasse o horário de visitas — dei ombros cruzando os braços
— E por que mesmo você ainda está aqui? — ele sorriu em resposta foi até a janela olhando para fora sem dizer nada. Foi quando me deu um estalo
— Seu irmão… Ele te mandou aqui não é? Ele acha que vou contar de quem era droga é isso não é?
— Calma Katherine – tranquilizou ele, olhei para os lados buscando algo para pegar e afastá-lo caso ele tentasse algo olhei para tripé com soro apreensiva — Não foi meu irmão, eu cuidei de tudo. Tirei a droga do carro antes que polícia chegasse está bem?
Respirei aliviada, mas ainda estava desconfiada. Porque ele estava ali, porque ele me salvou? Eram milhares de perguntas, mas uma a inquietava mais do que qualquer outra. Como ele estava lá no momento exato para salvá-la? Ele suspirou pesadamente me olhando intensamente, sustentei seu olhar querendo muito me lembrar como o acidente aconteceu.
— Você poderia ter morrido — sussurrou parecendo realmente perturbado com aquela possibilidade. Permaneci por um segundo olhando para ele, analisando o que era aquele brilho repentino em seus olhos. Acabei rindo da sua expressão seria e olhar penalizado. Dei ombros em resposta.
— É dai, pelo menos minha família e conhecidos teriam um motivo ótimo para comemorar.
— Eles não pareciam nada felizes em te ver nesse estado.
— Estado? Você quer dizer, viva? Ah sim, tenho certeza que foi decepcionante para eles mesmo.
— Então era isso que estava tentando fazer?
— Eu não estava tentando me suicidar se é o que pensa. Eu não escolheria uma morte com 90% de chances de estragar meu belo rosto, estragaria o velório.
— Isso não é engraçado sabia? — ele me censurou
— Dane-se se é ou não engraçado. Agora me responde por que está aqui?
— Por que me preocupo com você — declarou, ele se aproximou tocando minha mão. Senti um leve tremor, um arrepio involuntário percorrer todo meu corpo, meu coração acelerou pelo jeito que ele me olhava. Desviei o olhar e tirei minhas mãos de perto das dele. Respirei fundo tentando afastar aquelas sensações estúpidas e inconvenientes.
— Você se preocupa mesmo? — ele assentiu em resposta — Então me tira daqui!
— Não posso, você ainda está debilitada… — revirei os olhos em resposta.
— Então vai embora! — ele não se moveu — Agora, anda o que está esperando, que eu agradeça?
— Não, eu jamais esperaria algo do tipo vindo de você — rebateu, ele pegou a jaqueta na poltrona saindo sem olhar pra trás. Quando a porta se fechou me afundei na cama. Olhei pra o teto me sentindo estranha – idiota – era ao conceito certo. Olhei pra porta suspirando esperando que ele voltasse. Que ficasse calado, parado feito estátua, mas ali comigo.
Caroline
Acordei cedo aquela manhã. Molly não me deixou ficar um segundo sozinha. Só me dirigia a palavra quando era para dar ordens. Eu fingi que não me importei, mas me sentia mal pela maneira como ela me olhava. As vezes ela ficava maneando a cabeça e murmurando coisas sozinhas. Talvez estive reclamando com minha mãe o porquê dela ter deixado justamente eu como herança.
E naquele dia, não queria voltar para colégio e encarar todas aquelas pessoas, falando mau de mim pelas costas. Ou aquela hipócrita que se diziam minha amiga. Em falar em amiga, liguei para Katherine novamente. Era esquisito eu sei, mas não conseguia deixar de falar com ela.
E quando sai empurrada por uma Molly enfurecida, caminhei cabisbaixa e resignada para matadouro, crente que meu dia seria uma droga. Mas um som lindo que soava como música para meus ouvidos, despertou minha atenção.
Stefan me esperava encostado em seu carro. Com braços cruzados pensativo, ele sorriu quando me viu. Automaticamente, meus lábios se curvaram num sorriso. Corri até ele o abraçando. Ele envolveu minha cintura beijando meu pescoço, em seguida me dando um beijo suave nos lábios. O abracei novamente, mas quando olhei pra trás, mas precisamente para sua casa. Damon estava em sua janela olhando pra mim com uma expressão estranha. Meu corpo se retraiu de imediado. Senti uma sensação esquisita… Algo como, culpa?
Me desprendi dos braços de Stefan que arqueou a sobrancelha preocupado.
— Está tudo bem?
— Sim — afirmei com cabeça — Mas é melhor irmos, vamos chegar atrasados.
Ele continuou com testa franzida, mas concordou. Abriu a porta do carro para mim e Molly saiu em seguida me chamando pronta para ditar as regras.
— Caroline…
— Eu já sei Molly, do colégio pra casa! — gritei entrando no carro. Stefan lançou um olhar de solidariedade pra Molly que lhe devolveu com um sorriso triste e exasperado em resposta. Ele deu partida no carro e fechei os olhos tentando afastar aquela sensação. A lembrança do olhar triste do Damon nos olhando.
Porque eu não deveria me sentir culpada. Damon dentre todas as pessoas do mundo sabia que eu amava Stefan. Sempre amei. Eu não deveria me sentir culpada por estar ao lado dele, mas por um segundo, me senti. Stefan segurou minha mão, me olhando preocupado.
— Está mesmo tudo bem?
— Sim esta! — menti, ele riu franzindo a testa — Está bem, não esta. Mas vai ficar, pelo menos eu espero.
— Está se referindo a Molly… Ou ao Damon? — inquiriu ele com olhos fixos na estrada. Fiquei paralisada com pergunta repentina. Ele maneou a cabeça sorrindo.
— Eu…
— Ei, não fique tão surpresa Caroline! Eu ainda sou seu melhor amigo, e conheço muito bem esse olhar, e meu palpite e que seja por ele.
— Não tem nada a ver com seu irmão! — ralhei nervosa.
Ficamos o silêncio o caminho todo. Estava com raiva por ele pensar que sabia tanto sobre mim. Como ele poderia ter tanta certeza se nem eu mesma sabia? Mas olhei para o lado algumas vezes notando seu olhar fixos na estrada, ou maneira que ele apertava o volante. Liguei o som, tentando dissipar aquela nuvem cinza que se instalou no carro. Stefan estacionou, e eu se quer tinha me dado conta de já termos chegado.
Respirei fundo antes de descer. Ele buscou minha mão apertando-a carinhosamente. Não pude conter o sorriso olhando para nossas mão unidas, lembrando de quanto tempo esperei por isso.
Ele entrou comigo com nossas mãos entrelaçadas. Ele desviou os olhos de nossas mão e olhou pra mim, um olhar cheio de ternura que inchou meu coração, me perdi nas florestas verdes de seus olhos me sentindo em casa. Ficamos por segundo perdidos em nossa bolha, nosso pequeno paraíso particular e desejei que pudesse abraçá-lo e cobri-lo de beijos e esquecer toda dor, erros e dúvidas, mas os sussurros e olhares nós trouxeram para duro mundo real. E por mais que ansiá-se por aquele momento, me afastei dele. Ele parou e franzindo a testa.
— Ei, o que foi? — ele agarrou meu rostos e seus olhos escureceram de preocupação
— Nada! — menti
— Você sabe que é uma péssima mentirosa? — desviei meus olhos dos dele forçando sorriso. Ele agarrou meu queixo e me olhou de um jeito que fizeram meus joelhos tremerem — Você não tem que fingir comigo Caroline.
— Eu… Sei.
— Então me olha nos olhos — pediu — Esquece os outros, o mundo e olha pra mim.
Ergui o queixo e encontrei com seus olhos e senti todas as minhas paredes se desfazendo com aquele olhar. Uma vontade estúpida de chorar com lembranças daquele mês infernal, das brigas com ele e Molly surgindo e dando um aperto no peito. Mordi o interior de minhas bochechas tentando engolir o choro.
— Caroline… — ele acariciou meu rosto e com medo de desabar, retirei suas mãos do meu rosto.
— Stefan eu preciso enfrentar isso sozinha.
— Não, na verdade não precisa Caroline — ele disse sério — Você tem a mim
Ele se inclinou e beijou-me ternamente na testa e se afastou agarrando minha mão depositando um beijo nas costas de minha mão antes de entrelaçar nossas mão. Apertei sua mão em seguida, sorri pra ele antes de respirar fundo e erguer a cabeça e encarar a todos sem medo, ou vergonha.
Passei por aquele corredor, com todos os olhos sobre nós. Elena e Matt estavam encostados no armário. Meus olhos pararam nele por um segundo. Me lembrei de seu olhar doce, seu sorriso sincero. Se transformando em olhar de desprezo, da sua voz áspera ao gritar que tudo tinha acabando.
Elena por outro lado, olhava para nossas mãos entrelaçadas com os olhos rasos d'água, Matt desviou os olhos dos meus apertando a mão dela. Apertei a mão de Stefan, busquei coragem que começava a se esvair de mim depois de encarar duas pessoas que eu nunca quis machucar. Ele apertou minha mão e sorriu novamente e foi na certeza que encontrei em seus olhos que continuei firme por aquele corredor cheio de gente que me odiava.
Bonnie
Estava em minha carteira, olhando para janela. Sem prestar muita atenção em minha volta, nas outras pessoas conversando animadas. Jogando bolinhas de papel, rindo e conversando antes que a aula começasse. Tudo que conseguia me lembrar era daquela noite. Era do que o Mikael quase fez a mim e teria feito se Katherine não tivesse me ajudado. Olhei para meu pulso, ainda roxo com a marca nítidas de seus dedos em torno. Eu queria chorar, quase todo tempo. Nem entendia o porquê. Mas toda vez que alguém se aproximava, tocava meu ombro, eu me assustava. Tinha medo de virar e me deparar com ele.
Apoiei minhas mãos na mesa olhando pra porta. Quando Caroline entrou. Stefan lhe deu um beijo rápido indo pra sua sala. Ela entrou, com burburinho crescendo. Ela levantou a cabeça e se sentou em seu lugar, ela nem se quer olhou pra mim. Era duro admitir o quando ela fazia falta. Tomei coragem de falar com ela.
— Care — ela continuou mordendo a tampa da caneta, sem me dar muita atenção
— Oi Bonnie — ela forçou um sorriso que não alcançou seus olhos.
— Eu só queria… saber se você está bem? — ela assentiu e depois riu de algo
— Eu… Estou ótima Bonnie, obrigada por se preocupar – ela respondeu sorrindo.
Mas notei que era forçado. Ela ainda não queria olhar na minha cara. Suspirei alto me afundando na cadeira ainda tentava entender quando foi que nos afastamos tanto assim. Elena entrou em seguida se sentando ao meu lado, Matt estava acompanhando ela. Forcou sorriso para mim, mas seu sorriso desvaneceu quando olhou pra Caroline, um pouco desconcertado. Seu lugar ainda era atrás dela. Caroline sorriu quando ele se sentou no outro canto, tentando evitá-la, ela deu uma olhada pra trás, ainda sorrindo. Percebi o quanto aquilo mexeu com ele e que era de propósito. Balancei a cabeça olhando para Caroline.
Elena me perguntou o que ouve, mas menti dizendo não ser nada. Ela também olhava disfarçadamente pra Caroline. Chegava ser irônico, como em poucos meses Caroline se transformou da garota estranha com jardineira e roupas estranhas. Na namorada de Matt Donavan, na causadora de brigas entre irmãos, na companheira de balada de Katherine. Suspirei sentindo falta da amiga que perdi. Elena verificou o celular novamente.
— Está esperando uma ligação importante senhorita Gilbert? — Elena nem se tocou que era com ela, lhe cutuquei por debaixo da mesa
— Annñ?
— Nada senhorita Gilbert, pode fazer sua ligação nos podemos esperar — Linc zombou cruzando os braços
— Me desculpe professor.
Ele bufou irritado e voltou a passar sua matéria maçante, mas pra nossa sorte o sinal tocou. Elena se levantou ainda olhando o celular.
— Finalmente essa aula acabou — Matt comemorou se juntando a nos — Qual é sua próxima aula Elena? — Elena não respondeu, ficou distraída olhando o celular
— Aconteceu alguma coisa Elena?
— Sim, a Katherine sofreu um acidente..
— O que? Quando?
— Ontem, anteontem eu não tenho certeza.
— Katherine está bem? — Caroline se aproximou com tom de voz preocupado. Elena assentiu de má vontade — Ela já está em casa?
— Não, ainda está no hospital — Caroline olhou pro chão parecendo pensar em algo
— Okay, obrigada — ela agradeceu com a cabeça e se afastou
— Quem vê até pensa que se preocupa com a minha irmã — Elena debochou
— O pior é que eu acho que ela se importa com ela mesmo — Matt murmurou quase inaudivelmente recebendo um olhar duro de Elena — O que foi? Eu acho sim que ela estava preocupada…
— Acha, claro que acha! Alias tudo que Caroline faz você deve achar incrível — ela bufou revirando os olhos e se afastando, ele ia segui-la, mas não deixei.
— Deixa ela ir
— O que eu disse de errado?
— Nada demais, e que a Elena deve estar com muita raiva da Care agora — Matt assentiu — Mas… é você?
— Eu o quê?
— Como se sentiu quando viu a Caroline? Eu vi como ficou olhando para ela durante a aula inteira. Pensei que estive com um lance com Elena — Matt riu negando
— Não, ela só minha amiga — ele riu da ideia — E nem começa, por causa dos seus conselhos eu me apaixonei pela…
— Caroline — completei — Você se arrependeu né?
— Sim, mas ela amava outro, ou outros — lhe fiz uma careta — O que é? E verdade! Essa garota e a típica complicação em pessoa. E tudo que eu não quero pra minha vida.
— Sei?!… Mas espera ai, isso não foi exatamente um não — corri atrás dele que maneou a cabeça não respondendo a minha pergunta
Stefan
Estava tudo tão simples aquele dia. Alias desde que tinha me decido de vez por Caroline, tinha sido sincero com Elena. Me sentia livre e feliz. Cada vez que Caroline se aproximava sorrindo me sentia nas nuvens. Mas isso meio que mudou naquele dia, mesmo estando feliz com Caroline algo me incomodava. O novo comportamento dela, algo no seu jeito, seu olhar havia mudado. Em outra época ela estaria cheia de remorço pela briga com Molly, ela não atacaria Damon sem motivos. Caroline parecia outra, tentei pensar que era apenas uma fase, que ela voltaria ao normal. A ser minha Caroline de sempre, doce, gentil e controladora, mas doce como ela sempre fora.
E ainda tinha o nada acolhedor futuro que se aproximava. As vezes olhando aquele brilho em seus olhos quando a mesma dizia empolgada do futuro, do quanto queria estar longe dali. Me deixava inquieto. Incomodado com futuro, logo aquele ano terminaria, ela seguiria pra um lado é eu para outro aquilo me desesperava.
Elena passou por mim, quase esbarrando em mim, mas seus olhos se fixaram no chão ela me ignorou por completo e se sentou ao lado de Matt. Queria chamá-la e dizer o quanto ela era importante pra mim de alguma forma. Foi um namoro curto, mas, mesmo assim, Elena tinha ganhado parte do meu coração. Não queria que ela estivesse mau por mim. Mas verdade é que entendia o porquê daquilo. Era difícil manter amizade quando se está apaixonada pela pessoa. Esperava que ela um dia voltasse a falar comigo.
Caroline se sentou ao meu lado seria. Lhe dei um beijo e ela forçou um sorriso e voltou sua atenção para puceira no pulso.
— Aconteceu alguma coisa?
— Não! — ela mentiu, franzi testa em descrença — Tá aconteceu, mas é um problema meu.
— Problema seu? — tomei seu rosto entre as mãos — Care, pode me contar tudo, seja o que for eu vou te ajudar.
Ela riu apertando minha mão.
— Mesmo? — assenti com cabeça — E sobre a Katherine.
Fiz uma careta em resposta com menção do nome de Katherine. Ainda senti vontade de estrangular ela sempre que me lembrava de tudo que ela tinha feito a mim, Elena, mas principalmente colocado Caroline em perigo
— Viu, sabia que não ia querer me ouvir
— Não, sobre a Katherine eu não tenho interesse nenhum!
Ela suspirou pesadamente e cruzou os braços olhando para o lado.
— Mas si é algo que está te preocupando pode me contar.
— Como se quisesse mesmo saber.
— Eu quero saber porque está tão preocupada. Mesmo que tenha relação com a va… com Katherine.
— Ela sofreu um acidente Stefan.
— O que?
— Sim, eu preciso vê-la! Preciso sair daqui.
— Anñ... O que? — inquiri incrédulo — Care falta apenas algumas horas…
— Eu não vou esperar “algumas horas” — ela rebateu firme.
— Caroline esse é o último ano, você já…— Caroline levantou revirando os olhos
— Idai? Eu não dou a mínima, eu vou ver a Katherine então seja um bom amigo e me dê cobertura, okay?
— Amigo... Voce disse um bom amigo?
— É... Nós ainda somos amigos não é?
— Claro que sim! Mas eu pensei que...
— Pensou o que? — ela franziu a testa, suspirei desanimado e me sentindo um pouco ridiculo.
— Pense que fossemos mais que isso agora... Pensei que fosse minha namorada.
— Namorada? — assenti com cabeça e ela abriu a boca e fechou varias vezes — Você quer namorar comigo?
Ela franziu tanto testa que não pude conter o sorriso com sua expressão confusa. Puxei ela para mim abraçando-a e beijando sua testa em seguida seus lábios.
— Mas é tudo o que eu mais quero.
— Oh.... Eu...
— Também quer que eu seja seu namorado? — ela riu assentindo e bateu no meu peito quando gargalhei
— Cala a boca! A culpa toda sua que nunca fez o pedido.
— Tem toda razão — fiz menção de me ajoelhar, mas ela me segurou me olhando com os arregalados
— Stefan, não faz isso!
— Tudo bem, eu só queria ser romântico — ela revirou os olhos e serpentei meus em volta da cintura e ela colocou os braços em volta do meu pescoço — Então senhorita Forbes, aceita ser minha namorada e futura esposa e mulher da minha vida pra sempre?
— Hummm... Depende — provocou mordiscando o lábio inferior me atraindo para eles — Você vai me cobrir?
— Mas que namorada mais interesseira eu fui arrumar — ela deu risinho revirando os olhos
— Isso seria um sim namorado?
— Infelizmente é namorada, mas tenho uma condição.
— E qual é?
— Eu vou com você.
— Não! É melhor não.
— E por que é melhor não?
— Por que você odeia ela — explicou, abri a boca para protestar, mas não pude — Viu, é por isso que eu quero ir sozinha — ela murmurou — Anda Stefan qual é confia em mim, não vou fazer nada de errado. Só visitar uma… Amiga. — ela fez beicinho me pedindo com os olhos brilhando no seu melhor olhar de cachorro, tentei desviar meus olhos mais ela agarrou meu rosto me forçando a encará-la. Assenti mesmo querendo dizer que não e lembrá-la de todo o mal que Katherine já causou em nossas vidas, mas ele nunca foi bom em dizer não a ela.
— Eu já disse que você é melhor namorado do mundo?
— Hum — fingi pensa — Não que eu me lembre
— Pois você é melhor, namorado — ela estalou beijo em meus lábios e saiu de mansinho do refeitório.
Fique sentado na mesa vendo-a se afastar. Pensando se fiz o certo em deixá-la ir sozinha e o mais importante me perguntando quando foi que ela começou a chamar Katherine de “amiga”?
Caroline
Tinha passado a maioria das aulas com tedio, tentando me concentrar na matéria, quando tudo que queria era estar no quarto do Stefan, ou em qualquer outro lugar com ele.
Voltei meus olhos para o acento vazio no fundo. Katherine também tinha faltado na aquela aula. Passei metade da aula a xingando mentalmente por estar longe se divertindo ao contrário de mim. Mas pouco depois escutei Elena contar a Bonnie e Matt o que tinha acontecido. Pedi cobertura a Stefan e consegui sair do colégio e ir ao hospital. Bati à porta antes de entrar, mas sem resposta. Quando entrei ela olhava as unhas fazendo caretas
— Katherine
— O que está fazendo aqui?— ela franziu a testa e me olhou como se tivesse crescido sete cabeças em mim.
— Nada, na verdade só estava passando — menti ela virou o rosto para outro lado — O que aconteceu com você, está péssima.
— Obrigada Barbie, quando me olhei no espelho eu nem tinha notado. Era só isso, então pode ir.
— Não seja chata Katherine. O que aconteceu com você?
— Nada demais, apenas olhei para um poste e me apaixonei a primeira vista por ele. Então resolvi bater nele, quem sabe as pancadas ele se apaixonasse também — ela rebateu irônica, revirei os olhos em resposta.
— Okay, muito engraçado — retruquei me sentando na beirada da cama. Ela franziu a testa
— Por que está aqui Garibalda?
— Porque eu me importo com você… E queria fugir dá próxima aula.
Ela ficou seria, mas podia jurar que ela sorriu por um instante.
— Mas vem cá, o seu pai o que fez quando te encontraram nesse estado.
— O que ele sempre faz, nada! — ela rebateu parecendo entediada.
— Então tá — fiquei sem saber o que dizer — Acho que já vou indo.
Eu cheguei até a porta, estava girando a maçaneta.
— Hein, espera — me virei fitando-a — Estava mesmo preocupada comigo? — suspirei dando ombros.
— Se algo… De ruim… acontecesse com você… Quem eu odiaria? — ela riu
— Minha irmãzinha? — sugeriu seria, acabamos rindo em seguida.
— Você fez o mesmo por mim, pelo menos não me deixou lá com um desconhecido…
— Tá, chega desse papo de amiguinhas, porque isso nós, com certeza, não somos… — ela pigarreou — Mas já que está aqui…
— A lá, não pode ser simpática que já vem me pedindo favor — revirei os olhos — O que você quer?
— Quero sair daqui. Eu até pedi pra aquele idiota me tirar…
— Idiota quem, seu pai?
— Não… O Elijah — ela murmurou cruzando os braços
— O que, aquele gato britânico veio te vistar?
— Ele me tirou do carro Caroline, sumiu com as provas do crime. Mas tenho certeza que o irmão dele pode vir atrás de mim aqui.
— Pelo visto esse irmão dele é perigoso — Katherine ficou sem dizer nada parecendo em transe
— Vai me ajudar ou não? — suspirei desanimada e sai da sala a deixando fula. Mas voltei trazendo um uniforme
— Aqui, vesti isso — lhe entreguei ela pegou com as pontas do dedo fazendo cara de nojo
— Eu não vou vestir isso!
— Ah não? Então vai mofar aqui. Anda vesti logo, é até bonitinho.
— O que, você já usou isso? — assenti rindo, vendo a mesma se vestir.
— Eu já fui voluntária por aqui. Parei no ano passado.
— Ah claro, como eu não adivinhei isso. Aposto que no final de semanas lê livros pra crianças e faz trico com velhinhos — lhe dei língua em resposta vigiando a porta
— Anda Katherine, eu não tenho o dia todo, eu estou de castigo.
Consegui despistar a enfermeira que estava na porta. E saímos do hospital. Katherine saiu quase correndo de lá. Mas depois ficou encostada na parede pálida feito vela.
— Tá legal, cadê o carro?
— Carro?
— Sim, carro. Aquela coisa com quatro rodas e um volante.
— Eu não tenho carro Katherine.
— Ah que ótimo, agora vou ter que ir andando?
— Sim! — ri da sua cara de desaprovação. Quando estávamos do outro lado da rua. Alguém parou ao nosso lado
— Querem carona? — Stefan perguntou sorrindo.
Katherine me olhou confusa. Ela relutou em aceitar, mas acabou entrando.
— Stefan você disse pra Molly…
— Eu inventei uma desculpa qualquer, fica tranquila.
Katherine se remexia no banco. Ela me fuzilava com olhar. Stefan parou em frente a sua casa ela quase saltou pra fora sem dizer obrigado.
— Katherine — chamei, ela parou e se virou devagar
— O que é?
— Vai ficar por aqui mesmo? — ela assentiu — Okay. Qualquer coisa… Não me ligue! — ela revirou os olhos, antes que entrasse no carro ela perguntou
— Vocês estão… — cocei a nuca olhando para ele. Assenti e ela pareceu decepcionada — Então o caminho está livre para o Damon?
— O que?
— O Damon, não vai empatar mas ele, já que está com Stefan.
— Claro que não, pode ficar.
Ela riu maneando a cabeça entrando em casa, fiquei encostada no carro com aquela frase martelando “empatar ele”. Eu fazia mesmo aquilo, Elena estava certa? Eu jogava com os dois, eu era como a Katherine?
— Care, não vai entrar?
Entrei meio que no automático, Stefan sorriu pra mim me dando um beijo e deu partida no carro. Olhei pra casa de Kath, pensando nisso, pensando em Damon, será que eu realmente empatava a vida dele?
Damon
Depois de reencontrar Caroline e descobrir que ela e meu irmão estavam agora juntos. Depois da mesma zombar de mim e do meu futuro promissor. Meu pai resolveu me atazanar também. Naquele dia, faltei em todas as aulas, dane-se se era o último ano. Sai deixando Sr. Giusepe falando sozinho.
Quando estava saindo, Caroline e Stefan chegaram. Ela fez menção de dizer algo mas não disse nada, alias nem se quer lhe dei tempo pra isso.
— Stefan me dá a chave.
— Do meu carro? De jeito nenhum!
— O meu esta destruído, me dá a chave do seu.
— Já vai sair pra aprontar Damon?
— É se for maninho, algum problema? — Stefan ia rebater, mas Caroline se manifestou, pensei que a mesma viria com seu monologo de como eu era errado, só fazia merda
— Dá logo a chave pra ele Stefan.
Nos dois ficamos olhando-a confuso, ela revirou os olhos e tirou a chave de Stefan. E me entregou, por um momento a palma de sua mão tocou a minha, senti aquela corrente elétrica idiota percorrer meu corpo, e quando olhei em seus olhos percebi que ela sentiu o mesmo. Mas ela logo as tirou e se afastou. Meus olhos ainda estavam fixos nela. Toda aquela raiva que culminei em meu quarto, toda a vontade de não olhar mais para ela tinha passado. Bastava apenas um olhar, para me fazer esquecer de tudo. Eu odiava aquele controle que ela tinha sobre mim, mesmo sem ela mesma se dar conta disso, ou talvez ela soubesse exatamente disso.
— Você não estava com presa? — ela questionou sorrindo.
Stefan alternou o olhar entre nos dois parecendo incomodado. Entrei no carro, pude ver Stefan com braços em volta de seu ombro indo pra casa dela. Consegui vê-la sorrindo para ele, olhando pra ele como se ele fosse o amor da vida dela. Senti aquela amargura seguida náuseas me dominar novamente. Acelerei o carro louco para sair dali, mas a verdade e que não tinha rumo.
Fui até a Trip, indo direto para o bar. Fiquei logo embriagado, fiquei com uma garota qualquer, mas se quer sabia seu nome. Me irritei quando ela quis saber de mim, quis parar os beijos e amassos perto do banheiro para contar da sua vida. Dispensei garota, que saiu me xingando de estúpido, fiquei na beira do bar bebendo e remoendo sem me dar conta que já estava fechando. Fiquei olhando a placa de “contrata-se” e comecei a pensar naquela discussão com meu pai martelando em minha cabeça.
Vagabundo, inútil, imprestável.
Esse foram apenas alguns dos milhares de adjetivos simpáticos que Sr. Giusepe me jogou na cara. Precisava arrumar alguma coisa, qualquer coisa alias.
— Me serve outra dose de uísque, por favor — pedi falando enrolado
— Estamos fechando, e você não precisa de outra dose.
— Mas eu quero outra dose — rebati me levantando barman suspirou pronto pra partir pra briga quando lhe dei um empurrão. Uma garota se colocou no meio
— Briga no meu bar não! Se querem se matar que seja lá fora! — ela olhou para o barman que recuou — Andrew vai levar o lixo pra fora, deixa que cuido dele.
Ela contornou o bar e encheu meu copo. Tomei sem fazer perguntas. — Satisfeito?
— Muito gracinha, qual é seu nome?
— Meu nome — ela riu — É cai.
— Kai? Mas que droga de nome é esse?
— É Cai é o sobrenome e fora daqui, agora!
— É se eu não quiser? — provoquei olhando-a de cima a baixo, ela tinha os cabelos castanhos claros, uma boca rosada, olhos verdes. Com uma jaqueta preta e as mãos repletas de anéis — Eu posso tornar sua noite bem mas divertida docinho
— Docinho? E eu pensando que você podia ser interessante. Por que está bebendo levou um pé na bunda? — inquiriu guardando os copos na prateleira de baixo. Não respondi ela riu maneando a cabeça — Deixa eu adivinhar foi trocado por outro? Pegou a namorada na cama com outro, ou seria namorado? — ela zombou, lhe fiz uma careta em resposta.
— Isso não é dá sua conta, gracinha.
— Não é mesmo, mas, pelo menos, me distrai — ela deu ombros — Mas não precisa responder é obvio que acertei.
— Está enganada eu não fui traído…
— Nunca? — ela arqueou a sobranceia em descrença, como não a respondi ela riu bebendo diretamente de uma garrafa — Conheço dor de corno de longe.
— Por que, já levou muitos? — zombei
— Não, porque eu lido com otários como você todos os dias. Puxando briga com qualquer um, tentando extravasar a raiva ou chifres.
Fiquei irritado com aquela garota me analisando. Ela contornou o bar e começou a colocar as cadeiras em cima da mesa. Tirou a jaqueta jogando no balcão. Quando terminou ela se voltou pra mim seria.
— Agora sério, pode vazar! — ela ordenou
Mas não me movi, fiquei parado ainda segurando o copo
— Qual é seu problema cara? Não me ouviu — ela passou a mão em frente aos meus olhos e revirou os olhos. Meus olhos se voltaram para o cartaz atrás dela, me lembrei da discussão de mais cedo com meu pai. Tinha que arrumar um jeito de sair de casa, e mesmo odiando a ideia...
— Ainda tem vaga? — apontei pra o papel, ela se virou e riu
— Esquece, você não tem o menor jeito para barman.
— Eu não tenho? Pois eu sou muito melhor do careca mau encarado ali — disse apontando para o barman, que apenas pegou um caixote do chão e saiu
— Você não tem a menor cara de quem trabalha. Estou errada? Já trabalhou antes? — neguei com cabeça — Sem chance.
Corri até ela meio sonso, acabei tropeçando em meus próprios pés me estatelei no chão e comecei a rir disso.
— Você está bem cara? — perguntou rindo, assenti com cabeça ainda rindo — Precisa mesmo do emprego?
— Preciso, eu preciso muito — ela pareceu pensar — Ajude um cara no fundo do poço, e eu tenho certeza que atraio mais clientela…
— Ah é? Faz drinques tão bons assim?
— Não, mas sou lindo, divertido, gostoso já disse a parte do lindo? Vai brotar mulher até do chão.
Ela suspirou maneando a cabeça
— Se não der certo como barman, pode tentar carreira de comediante, tem futuro rapaz — ela estendeu o braço e segurei me levantando. Nossos rostos ficaram próximos ela sorriu me afastando.
— Então… estou contratado? — ela riu maneando a cabeça abrindo a porta e fez sinal pra que eu saísse
— Andrew fecha tudo pra mim hoje? — o brucutu careca assentiu.
Ela saiu indo em direção a sua Harley Davidson. Colocou o capacete subindo na moto.
— Esteja aqui a cinco, eu vou fazer um test driver em você, se eu gostar, você fica.
— Acho que já estou adorando esse emprego — ela sorriu balançando a cabeça — E agora posso saber o nome da minha futura chefe? Ou o lance de Kai era seu nome mesmo?
Ela terminou de preder o capacete e sorriu.
— Rose.
— É um belo nome… mas não vai perguntar o nome do seu funcionário favorito?
— Não, idiota já está bom pra mim.
Ela piscou pra mim e deu partida em seguida. Fiquei encostado no carro vendo a desaparecer de vista. Então amanha eu seria um cara empregado, se nada desse certo pelo menos a ela, eu ganharia fácil, fácil.
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