Forever and Ever - Revisando
19 Capítulo -19 Dear Uncle
Notas iniciais
Damon
Acordei aquela manhã escutando um som muito estranho e incomum, pelo menos naquela casa. Remuguei alto colocando o travesseiro sobre a cabeça quando verifiquei as horas. Sete da manha. Ninguém tinha direito de ser feliz, muito menos dar risada. Sentindo a cabeça latejar me dando os primeiros sinais de que aquela ressaca seria pesada. Arrastei-me até banheiro para esvaziar toda cerveja da noite anterior.
Tinha finalmente conseguido um emprego.
E má notícia era justamente isso, ter que trabalhar. Mas um bar não seria o pior lugar do mundo para começar, principalmente se levasse em conta qual gostosa era sua chefe.
Bufando irritado, lavou as mão e rosto e enquanto escova os dentes tornou a escutar risinhos. Desci as escadas ainda sonso e bocejando e qual foi minha surpresa quando encontrei Zack Salvatore cantarolando enquanto girava uma panqueca no ar e Stefan estava logo ao lado preparando torradas.
Franzi a testa confuso, esfreguei os olhos imaginando que poderia ainda estar dormindo. Zacary se virou colocando as panquecas num pranto em cima da mesa e sorriu brilhantemente quando me viu
— Finalmente acordou, bela adormecia.
— Mas… Que diabos você está fazendo aqui?
— Bom dia para você também, Damon — ele revirou os olhos em resposta sentando-se na mesa.
Ele arqueou a sobrancelha para Stefan que apenas deu ombro, mostrando que sabia tanto quanto ele. Ele observou seu tio colocar bacon na frigideira e pedir os ovos para Stefan que prontamente o fez.
Ele sacudiu a cabeça confuso e tentando em vão despertar seu cérebro. Ele não esperava ver seu tio tão cedo. Na última vez que o viu, ele estava numa pior, sua noiva Melissa tinha morrido em acidente de carro causado por motorista de caminhão bêbado, ele se culpou pelo acidente e depois disso começou a beber a vegetar em vida. Seu pai que não era a pessoa mais sensível do mundo, não tinha muita paciência para lidar com o luto do irmão, não passou a mão na sua cabeça e tentava a todo custo fazê-lo voltar a trabalhar, ou melhor, ele tentava controlar a vida dele e de todos como sempre fazia. Ele ainda lembrava-se da briga no dia de ações de graças, quando os dois irmão saíram no braço e ele e Stefan tiveram que intervim.
Oito anos se passaram depois daquela noite que Zack foi embora e nunca mais foi visto.
Seu pai contou por cima que ele tinha ido para África e conheceu uma outra médica por lá. Essa foi a última notícia do tio. Tio esse que era seu favorito, ele tinha por ele muito mais respeito do que tinha pelo próprio pai. Ele nunca contou a ninguém, mas ele imaginava quando criança como seria ser filho dele e Melissa, sendo filho único e amado por eles.
Tio Zacary era o pai que ele queria ter… Isto é, até oito anos atrás, antes dele sumir do mapa sem aviso, sem um adeus.
— Ovos com bacon pra você — ele estendeu a Stefan que sentou a mesa com sorriso estúpido — E panquecas com calda de caramelo para você. Ainda é seu favorito, não é?
Fitei a panqueca com cauda e chantili, ele tinha feito uma carinha feliz com a droga do chantili. Empurrei o prato para o lado e levantei. Fui para quarto ignorando meu tio querido. Fechei as cortinas do quarto e me joguei na cama, pronto para dormir quando meu irmão entrou no quarto.
— Cai fora, Stefy!
— Você vai dormir de novo? — inquiriu ele descrente. Coloquei o travesseiro na cara ignorando sua pergunta e sua existência. Mas ele não parecia disposto a fazer o mesmo. Puxou travesseiro do meu rosto
— Você podia ao menos ter dito um oi.
— Oh sim, eu poderia. Que insensibilidade a minha não? Eu vou descer daqui a pouco e me desculpar por ser tão mal educado, só vou esperar o inferno congelar e já desço – forcei um sorriso antes de fechar os olhos outra vez. Stefan bufou e abriu as cortinas e janela. Rosnei pra ele que se encostou na parede de braços cruzados
— Qual é seu problema? Já mandei sair do meu quarto…
— Qual é o meu problema? Qual é o seu? Você adorava o tio Zacary, sempre perguntava por ele…
— É, eu perguntava há uns oito anos atrás Stefan, quando eu era pirralho idiota como você ainda é. O que você e aquele idiota esperavam? Que ele me faria um panqueca estúpida e tudo ficaria bem?
— Ele sente muito por isso Damon, se lhe desse um minuto ao menos…
— Stefan…. Eu vou pedir pela última vez, cai fora do meu quarto! Eu tenho que trabalhar mais tarde e não tó com menor saco de escutar seus conselhos.
—Trabalhar? Você arrumou emprego?
— Sim arrumei.
— Isso é ótimo! — ele sorriu, mas franziu a testa com minha careta — Não é?
— É… exceto pelo fato que terei mesmo que trabalhar — bufei me sentando na cama desistindo de tentar voltar a dormir. Stefan riu sacudindo a cabeça
— Qual é, não pode ser tão ruim assim, vai trabalhar a onde?
— Não é ruim porque não é com você.
— Poderia ser pior Damon.
— Ah é, como?
— Poderia estar na mesma que eu – franzi a testa confuso — O pai me pediu, ou melhor, me informou que eu trabalharei com ele no escritório.
— Que morte terrível — ele revirou os olhos
— Deveria ser você com ele, não eu!
— Me tira fora dessa, irmãozinho! Tem que ser o filho favorito, não eu.
— Tanto faz — ele suspirou — Começa a trabalhar quanto?
— Hoje às cinco, é você?
— Amanhã — ele fez uma careta — Você não disse a onde vai trabalhar.
— E, não disse mesmo.
— O que? Não vai me contar? — ele cruzou os braços com sobrancelha arqueada e franziu os lábios quando não o respondi — Não me diga que vai ser um Gogo boy?
Joguei travesseiro em sua cara e ele riu. Abriu a porta e quando estava prestes a sair suspirou apertando a maçaneta.
— Ele sente muito Damon. Você deveria ao menos conversar com ele e obter a resposta que esperou por todos esses anos, embora você já saiba o porquê dele ter ido embora. A mamãe costumava dizer que vocês dois são iguaizinhos… Se você estivesse no lugar dele e perdesse tudo, o que você faria?
Stefan saiu logo em seguida, deixando aquela pergunta no ar. Me afundei na cama fitando o teto, admitindo que eu no lugar dele provavelmente faria o mesmo.
Caroline
S: Bom dia namorada;)
C: O que há de bom nele?
S: Humm, alguém acordou com pé esquerdo hoje : p
C: Não, eu não acordei com pé esquerdo, eu nasci só com o esquerdo.
S: O que aconteceu?
C: Molly aconteceu.
S: Ela ainda está muito chateada?
C: Chateada não é bem a palavra, eu diria que puta seria a palavra correta.
S: Não fique assim :/ Ela vai se acalmar logo
C: Eu duvido muito disso :p
S: Caroline Forbes sendo pessimista? O.O
C: Eu posso ser de vez enquanto, o que há de errado nisso? É por que você está tão positivo e animado hoje?
S: Hummm primeiro, porque estou namorado uma linda garota.
C: Ah é?
S: É. Ela é linda, inteligente…
C: E só por ela que está assim… Tão feliz :3
S: Sim… Ou melhor, não.
C: Não? :/ Ai! E eu pensando que te fazia feliz
S: hahaha boba. Você é melhor coisa da minha vida ♥
C: Meloso :p mas anda me diz o que além da sua namorada te fez acordar.. Feito unicórnio.
S: Tio Zack. Ele voltou pra casa ontem a noite.
C: O QUE? Quando como, ele está bem? Pensei que ele estivesse na África.
S: Ele estava, mas voltou na sexta. Ele está ótimo, nem parece que… Tudo aquilo aconteceu.
C: Humm que bom. Mas é seu irmão?
S: O que tem ele, Care?
C: Ei, não precisa desse “Care”
S: Por que não? E o seu apelido, não é?
C: Sim é, mas prefiro quando me chama de Caroline ou namorada mesmo… Assim você está parecendo a Molly:/
O celular vibrou novamente e já estava com dedos apostos para respondê-lo mas Molly tirou o celular da minha mão
— Ei!
— Quem está parecendo comigo? — ela leu algumas da mensagem e suspirou — Falando mal de mim é?
— Não! Claro que não. Agora, me devolve o celular.
— Não. Chega de conversinha com Stefan, agora é hora de trabalhar.
— Mas… Eu já fiz quase tudo.
— Ah fez? — assenti veemente e ela sorriu brilhantemente e estremeci temendo o que viria a seguir — Não de acordo com o… Porão.
— Porão?
— É. Quero fazer bazar, então você vai limpar o porão e separar as coisas que não quer mais…
— Ah não! Vai demorar um século…
— Oh que pena! Você por acaso tem algum compromisso?
— Na verdade tenho! Eu ia… visitar alguém.
— Com esse alguém, você quer dizer Stefan?
— Ele também… Mas não é bem… E outra pessoa.
— Posso saber que pessoa é essa?
— Uma amiga.
— Bonnie? — fiz careta em resposta e ela suspirou e abriu a boca para dizer não quando arregalou os olhos — Não me diga que é a…
— Katherine — sussurrei — É ela sim.
— Tsk, Tsk, mas de jeito nenhum!
— Tia Molly…
— Não me venha com Tia Molly. Você está de castigo caso não se lembre e está a partir de agora terminantemente proibida de ver essa garota.
— Molly… Olhá eu sinto muito pela maneira que agi tá legal? Eu sei que fui muito irresponsável, imatura e… desrespeitosa.
— Não adianta vir com desculpas agora, Caroline.
— Mas…
— Nem mais, nem meio mais. Eu disse que não é não.
— Ela sofreu um acidente na sexta — gritei antes que ela saísse — Eu só quero saber se ela está melhor.
— Eu acho que você já sabe que ela está bem.
— O que?
— Eu sei muito bem pra onde foi ontem mocinha — minha boca escancarou-se ainda mais e tentei negar mas ela balançou a cabeça e suspirou alto.
— Como… Foi o Stefan, não é?
— Sim. Ele me contou o que aconteceu e foi só por esse motivo que não fui até colégio te puxar pelos cabelos.
— Eu só queria saber se ela estava bem. Ela não é tão ruim quanto parece ser — Molly arqueou a sobrancelha em descrença — Okay, eu sei que ela parece uma…
—Vadia — ela completou — Sádica, demônio de saia… Bem pelo menos era assim que você a descrevia pra mim, estou errada?
— Não, mas… Isso foi antes de…
— De ficarem amiguinhas, antes dela te levar para uma rave maluca e te drogar?
— Ela não fez nada disso, não me obrigou a nada Molly! Fui eu que quis ir a rave e fui que tomei a maldita droga, ninguém me obrigou a nada! — gritei
— Okay, é ótimo saber disso. Agora vá para porão.
— Molly… Por favor.
— Já disse que não Caroline.
Bufando e irritada me levantei da mesa. Indo resignada para o porão empoeirado. Lá dentro separei tudo que encontrei de velho. A maioria era roupas antigas de Molly. Enquanto as colocava em uma caixa. Lembrei-me do olhar desapontado de Molly, o desanimo estampado no rosto quando olhava para mim. Vesti minhas luvas de borrachas e peguei um grande saco, me concentrando na faxina que tinha que fazer e esquecer toda culpa que me consumia agora.
Bonnie
Estava mortalmente entediada e ficar com cabeça vazia não ajudava em nada a esquecer Mikael. Fui a livraria da cidade e escolhi alguns livros e decidi visitar Elena. Mas acho que escolhi um péssimo dia para isso. Jonh abriu a porta para mim me cumprimentando entre dentes e saindo em seguida, pude ouvir os gritos vindo do andar de cima. Chamei por Elena que desceu com uma cara de poucos amigos.
— Oi… Eu cheguei em má hora, né?
— Não, não – ela bufou se jogando no sofá – Chegou na melhor hora possível, estava a ponto de fazer uma loucura.
— Que loucura? – inquiri me sentando no sofá ao lado dela
— Nada grave, acho até que faria um favor ao mundo – franzi a testa confusa e ela riu – Matar Katherine.
— Ah, sim. – assenti com cabeça.
Em outros tempos eu até me ofereceria para ajudar. Mas não agora. Não depois de Katherine ter me salvo de Mikael. Fiquei dias me perguntando o porquê dela ter me ajudado. Katherine e eu não eramos amigas há muito tempo, ou melhor não sabia se um dia tenhamos sido de verdade. Todas as conversas que tínhamos eram superficiais, nunca sobre nossas vidas pessoais.
Por vezes eu desejava poder falar sobre certas coisas com ela. Desabafar sobre a falta que sentia da minha mãe, tinha certeza que ela sentia o mesmo sobre a dela. Mas Katherine Pierce era inatingível, nunca deixava a máscara de vadia que não importa escorregar.
— Ei, você está me escutando? — Elena inquiriu estralando os dedos em frente ao meu rosto
— Desculpe, não. Eu me distrai.
— Percebi. Está tudo bem?
— Sim, tudo ótimo – menti, ela arqueou sobrancelha desconfiada. E pensei em contar a ela sobre o que aconteceu, mas as palavras simplesmente não saíram – Então, porque mesmo que matar sua irmã dessa vez?
— Argh – ela gemeu em irritação – Ela está me deixando louca. Desde que sofreu aquele acidente não se levanta para quase nada. E eu tenho que ajudar ela em tudo. E se fosse só isso, eu juro que não me importaria, mas não. Ela tem que reclamar de cada maldita coisa que eu faço. Nada, absolutamente nada, está bom pra ela.
— Eu sinto muito – apertei seu ombro – Sei que Katherine pode ser…
— Uma tremenda vadia ingrata e reclamona – completou
— Eu ia dizer, difícil…
— Difícil? — ela riu maneando a cabeça e se levantou indo até a cozinha. Resignada a segui e encontrei com a cabeça metida dentro da geladeira – Quer limonada?
— Hum, sim.
Ela pegou a jarra de limonada e me estendeu um copo cheio. Bebi um gole, sentindo o gosto amargo descendo pela garganta
— Katherine não é difícil, Bonnie. Ela é insuportável.
Concordei com a cabeça sem saber ao certo o que dizer.
— Quitão se sairmos hoje a noite — sugeri — Ligamos para Matt e vamos ao cinema?
— Eu adoraria, estou topando de tudo pra sair daqui — ela sorriu pela primeira vez naquele dia, mas seu sorriso logo se desmanchou se transformando em uma careta quando Katherine gritou do andar de cima dizendo que estava morrendo de sede. Elena gruiu e pegou uma jarra de água na geladeira.
— Eu levo — agarrei a jarra de sua mão
— Não precisa Bonnie, esse fardo é meu.
— Lena, eu levo.
— Tem certeza?
— Claro. E mais seguro assim, você pode acabar jogando isso na cabeça dela – ela riu e me deu a jarra.
Subi as escadas e parei no meio do corredor, vendo a porta do quarto de Jeremy entre aberta. Vendo os postes de bandas que eu desconhecia. A cama desarrumada e computador ligado. Agarrei a jarra com força, desviando meus olhos de lá. Bati à porta de Katherine que pareceu não ouvir, devido a altura do rádio.
Ela estava deitada na cama com a perna direita engessada em cima de travesseiros enquanto folheava uma revista
— Você demorou — reclamou sem erguer os olhos para cima. Coloquei a jarra em cima de seu criado-mudo e enchi um copo e estendi para ela. Ela franziu a testa quando olhou para minha mão, ergueu os olhos para mim — O que está fazendo aqui?
— Vim visitar…
— Meu irmãozinho postiço, acertei?
— Não — corei — Vim ver a Elena.
— Ahãm, sei. — ela riu antes de beber um gole de água. Ela terminou de beber e arqueou a sobrancelha olhando para mim – O que está esperando? Já pode ir embora, vaza! — estalou os dedos apontando para fora.
— Você continuar um doce de pessoa como sempre — ironizei e ela forçou um sorriso e se voltou para revista me ignorando. Olhei ao redor, seu quarto estava diferente. A tinta um tanto desbotada. Suas pulseiras e anéis espalhados pela cômoda junto aos seus perfumes que estavam quase todos no fim.
— O que ainda está fazendo aqui — inquiriu ela incomodada.
— Eu… eu… Queria te agradecer?
— Que? — indagou franzindo a testa confusa
— Agradecer – repeti – Por aquele dia… Na praia. Você me salvou aquele dia, Katherine.
Ela deu ombros e voltou a me ignorar. Tentei puxar assunto, mas nada que dizia chamava sua atenção, resignada me dirigi até a porta, mas antes de ir não pude evitar o motivo dela ter me salvo.
— Por que me ajudou? — ela suspirou parecendo entediada. Encostou a cabeça na cabeceira da cama abri a porta achando que nunca saberia o porquê dela ter me ajudado.
— Ele é um idiota – ela murmurou – Eu sempre te falei que Mikael era um…
— Imbecil — completei. Me lembrando da careta que ela fazia quando Mikael me abraçava. Na época eu achei que era pura implicância, ou inveja por estar num relacionamento sério há anos, enquanto ela nunca conseguia ser fiel a alguém por mais de dois meses. Agora relembrando do seu desgosto, talvez ela soubesse o que Mikael realmente era, coisa que sempre ignorei mesmo que nunca tivesse o amado.
— Obrigada Katherine – ela assentiu com cabeça e estendeu a mão para rádio portátil ligando o som. Sabia que conversa tinha chegado ao fim e aquele aceno de cabeça seria o máximo que conseguiria dela.
Matt
Bonnie me ligou mais cedo insistindo para que fossemos ao cinema. Ela só esqueceu propositalmente de dizer que Elena iria conosco. E quando cheguei até lá e me deparei com ela e seu belo sorriso, quis voltar para trás. Queria permanecer trabalhando ou estudando, qualquer coisa menos conversar com ela. Mesmo gostando da companhia de Elena, no momento queria distância dela. Ela era um lembrete de toda confusão que minha vida tinha si tornado, ela tentava, mais sempre acabava falando em Stefan. O que me fazia querer bater a cabeça na parede para me impedir de lembrar de Caroline. Assistimos ao filme qualquer, que serviu para me distrair um pouco, depois fomos no Grill e tudo corria bem, até minha irmã aparecer acompanhada de sua turma. Ela se dirigiu até mim e pude ver como Bonnie enrijeceu imediato e Elena se afundou na cadeira.
— Oi, maninho – cumprimentou com sorriso – Tem como me emprestar…
— Não!
— Você nem me deixou terminar…
— E não vou mesmo. Seja o que for a resposta é não.
—Você está mais insuportável que o normal – ela gruiu e se voltou para Elena e Bonnie – Devem ser as más companhias.
—Vick, porque não vai para casa é…
— Não, eu não vou. Eu tenho um encontro hoje – ela sorriu largamente olhando diretamente para Bonnie – E com seu irmãozinho Elena.
— Oh – Elena assentiu parecendo desgostar da notícia – Isso é bom… Se divirtam
— Oh, mais nós vamos mesmo cunhadinha — Elena forçou um sorriso e se desculpou dizendo que voltava logo.
Provavelmente ligaria para irmão e o proibiria de sair com minha irmã. Coisa que me chateou um pouco. Sabia que ela era um pouco… Difícil. Mas não era uma má pessoa. Só era um pouco revoltada demais. Revoltada com nossa mãe, pai, eu e o mundo todo.
Bonnie bufou revirando os olhos e se levantou pretendendo seguir e Elena, mas Vicki bloqueou seu caminho.
— O que foi Bon-Bon? Não gostou da notícia? — provocou. Bonnie respirou fundo e forçou um sorriso
— Da licença?
— Saindo tão cedo – ela zombou – Algo que eu disse incomodou você?
— Não, na verdade foi a sua cara mesmo. Me deu indigestão, sabe?
— Indigestão é? — Vicki se aproximou de Bonnie pronta para começar uma briga, exasperado me levantei pronto para apartar outra briga
— Bem na verdade, eu estou em dúvida se foi sua voz, ou sua cara.. — Vicki deu empurrão no ombro de Bonnie que cambaleou para trás e gruiu de irritação pronta para partir para cima de Vicki.
— Ei parem com isso – gritei ficando entre as duas. Bonnie fechou os olhos e respirou devagar e saiu, mas minha irmã a puxou pelo braço
— Deve ser difícil me ver com ele né?
— Com ele quem, garota?
— Não seja sonsa!
— Sonsa é você. Me solta! — Bonnie se desvincilhou dela, mas Vicki empurrou ela pelas costas. Se não fosse alguém para segurar Bonnie, ela teria caído de cara no chão. — Eu ainda não terminei de falar
— Pois deveria, sua voz é irritante – Caroline rebateu e soltou Bonnie
— Não se mete Barbie. O assunto aqui e entre e eu e ela.
— Não tem assunto nenhum. E só você bancando a louca ciumenta por um cara que está claramente em outra.
— Jeremy me ama! E louco por mim – gritou
— É louco sim, louco pra si livrar de você –
Bonnie rebateu e Vicki tentou voar para cima dela, segurei a cintura de minha irmã enquanto Caroline segurava Bonnie
— Já chega Victória. Vai pra casa agora? — gritei – ela tentou rebater – Agora!
Ela bufou se soltando de mim e seguindo na direção dos amigos.
— Caramba, vocês precisam se controlar
— Foi sua irmã que começou – rebateu Bonnie arrumando a saia. Caroline soltou o braço de Bonnie e suspirou se afastando
— Espera, Care – Bonnie chamou.
— O que foi?
— Obrigada. Por me impedir de fazer uma besteira… Mesmo querendo muito—
— Não foi nada – deu ombros
— Foi sim – Bonnie murmurou com sorriso enorme que relutante Caroline correspondeu. Foi primeiro sorriso verdadeiro que a vi dar em muito tempo. Bonnie deu mais um passo em direção dela com a boca aberta para dizer algo, quando Elena voltou.
— O que eu perdi? — inquiriu ela sorridente. Mas logo fechou a cara quando olhou para Caroline
— Nada, só uma briga com minha irmã – respondi por Bonnie que se encolheu ao alternar os olhos para duas amigas. Meus olhos se desviaram de Elena que cruzou os braços mantendo um olhar descontente no rosto. Caroline por sua vez suspirou e desviou seus olhos para chão, antes de notar meus olhos sobre ela. Quando nossos olhos se encontraram não pude conter uma enxurrada de memórias que insistiam em voltar.
Mas uma em particular me atormentava mais que qualquer outra. A do nosso termino no meio do corredor. Os olhos azuis se inundando de lágrimas enquanto eu gritava, ainda me assombrava. Ela desviou os olhos dos meus se voltando para Bonnie e se despedindo parecendo um tanto triste. Partiu sem olhar para trás e continuei olhando para porta querendo segui-lá e pedir desculpas. Mesmo que ela tivesse quebrado meu coração, ela não merecia tudo o que eu disse. Bonnie estava certa, eu sabia no que estava me metendo quando a pedi em namoro. Caroline nunca escondeu que amava Stefan, ela tentou me alertar que seria difícil esquecê-lo, mas eu ignorei. E prometi que a faria feliz, faria esquecê-lo. Mas eu deveria saber que era uma missão impossível. O amor dela por ele, era aquele idealizado e inocente… Como todos os primeiros amores são.
— Matt – Elena me chamou, sua voz soava impaciente.
— Desculpe, o que disse?
— Eu disse… Quer saber deixa pra lá — Elena pegou sua bolsa e se despediu de Bonnie com beijo no rosto, partindo irritada do Grill
— O que eu fiz de errado? — inquiri confuso. Bonnie sorriu em simpatia.
— Nada, ela só…. Está com ciúmes.
— Ciumes?
— É! Ela sabe que você ainda gosta da Caroline.
— Eu… eu não gosto mais dela. E mesmo que gostasse… Elena não teria porque sentir ciúme, nós somos amigos.
— Eu sei e ela sabe. Mas é normal sentir ciúme de amigos também. Na verdade, acho que grande problema da Elena e que todos parecem…
— Gostar da Caroline – completei e Bonnie assentiu – Você está errada. O problema e Stefan. Ela não se conforma, fala dele o tempo todo e muito irritante.
— E por isso que não queria vir, não é?
— Não entenda mal, eu gosto dela. Ela uma companhia quando não está se lamuriando sobre o Stefan. E eu até poderia servir de ombro amigo si ouvir falar sobre ele…
— Não te lembrasse dela – Bonnie completou e eu assenti – Eu sinto muito, Matt. E minha culpa vocês terem terminado assim, eu forcei a barra…
— Não, não forçou. Eu estava condenado desde que ela sorriu para mim pela primeira vez – Bonnie assentiu com pesar — E você estava certa aquele dia. Eu sabia bem no que estava me metendo. Sabia que ela gostava de outro e mesmo assim embarquei feito um panaca. Ela… tentou me avisar.
— Mesmo assim, é saco!
— E como é – concordei rindo. Acompanhei Bonnie até em casa e decidi ir falar com Elena e me desculpar, mesmo que eu não tivesse culpa alguma do namorado dela ter se apaixonado por Caroline. Enquanto seguia para casa dela, ia debatendo comigo mesmo, reunindo coragem para falar com Caroline. Terminar as coisas como deveria. Porque mesmo não querendo admitir a ela ou a ninguém, eu sentia falta dela. E poderíamos ao menos sermos amigos. Isto é, quando eu deixasse de querer arrancar meus olhos quando a visse com Stefan.
Fale com o autor