Forever and Ever - Revisando

17 Capítulo - 17 This may not be a sign, right?


Stefan

Estava olhando para o teto, pensando na vida. Pensando em todos os acontecimentos em minha vida. Cinco meses antes de fazer a minha viagem, estava levando a vida normalmente. Revezando meu tempo entre estudo, filmes sempre na companhia de minha melhor amiga, fazendo sessões de filmes ruins até altas horas da madrugada. Lembro-me de ter acordado várias vezes com Caroline ao meu lado, ela sempre adormecia rapidamente durante as sessões de filmes antigos. Molly sempre ralhava com ela por isso. Uma vez escutei Molly alertá-la de que não poderia mais fazer isso, dormir na cama, ao meu lado.

Estranhei a princípio, pois eramos amigos, naquela época, mesmo tendo ciúme até da sombra dela, não tinha ideia de que um dia descobriria que tudo aquilo era amor. Como olhá-la dormir me despertava calma, alegria ao mesmo tempo. Muitas vezes que encontrei dormindo, não tive coragem e nem vontade de acordá-la. Desligava a televisão e me deitava ao seu lado, ficava admirando-a, olhando atentamente seu ressonar.

Fechei os olhos me recordando do beijo, aquele gosto doce que tinha seus lábios, a maneira, como a ela ficou trêmula enquanto eu me aproximava. O simples toque em sua pele, acerava meu coração, aquele beijo me despertara dê um jeito. Que parecia que antes de tê-la em meu braços eu estava morto. Mesmo estando feliz por finalmente ter tomado coragem e lutado por ela, algo dentro dele não o deixava em paz.

Ainda sentia-se culpado por usar Elena como desculpa para fugir do que sentia. Ainda se perguntava como as coisas entre ele e Caroline poderiam ter sido se não tivesse escolhido Katherine ou Elena. Talvez ele teria evitado que seu irmão se aproximasse dela mais do que deveria, talvez eles não se odiariam como agora.

Se perguntou mais uma vez se poderia ter evitado o que aconteceu com ela, se ele tivesse defendido-a quando Matt a insultou, se tivesse apoiado ela e mandado o resto para o inferno e ficado com ela.

Estava pensando nas milhares de coisas que ele poderia ter feito por ela, quando a ela entrou pela janela. Fiquei apreensivo a princípio, Caroline estava furiosa comigo da última vez que nós vimos, perguntei o que havia acontecido, mas a ela fez um gesto para que eu me cala-se e antes que pudesse entender o motivo ela veio até mim. Beijando-me, de uma maneira, que nunca tinha feito antes. Ela se despiu da blusa que vestia, sentou em meu colo, olhando-me intensamente, entendi o que seus olhos queria dizer.

Me entreguei a seus beijos, mas aquilo não me parecia certo. Por que ela estava fazendo isso, minutos atrás ela me mandou desaparecer, no outro ela me beijava ardentemente, ela estava me confundido. Tentei pará-la quebrando o beijo, ela franziu a testa confusa e estava prestes a perguntar ela o que estava acontecendo, mas ela me deu tempo pra protestar ou raciocinar, quando ela começou a distribui beijos pelo meu rosto, maxilar, pescoço. Não consegui mais manter o controle, a puxei mais para mim e me coloquei por cima dela, ela ajudou a tirar minha camisa, a jogando longe, ela deslizou a mão por meu abdômen, com sorriso travesso, mordendo o lábio me olhando com desejo, me aproximei de seus lábios, mas não a beijei.

Ela pareceu não suportar a distância e a quebrou me puxando, beijando-me com urgência. Percebi que perderia a controle se continuássemos daquele jeito, me afastei tentando convencê-la de que era errado, mesmo com todo, meu corpo dizendo contraio. Ela me disse algo que não esperava

" Eu nunca tive tanta certeza de algo na minga vida, eu nunca estive tão certa. Eu te amo Stefan"

Não me contive, nem pensei no quanto aquilo era precipitado, eu a amava, ela me amava. Nada mais importava depois de ouvir aquilo. Beijei ardentemente, nossas línguas brigando por espaço, quando me distanciei descendo por seu pescoço, sua respiração estava entrecortada, sua mão corria por entre meus cabelos, deslizando para meu pescoço, a medida que meus beijos em seu corpo descia podia notar ela arranhar minhas costas.

Teríamos continuado, se não fosse meu celular. Se a música não fosse tão barulhenta, não teria nos incomodado. Caroline bem que tentou se concentrar e me manter longe do aparelho que tocava incessantemente em cima do criado-mudo, me afastei dela rindo, a mesma riu cobrindo o rosto com as mãos.

Mas mesmo que tivesse rindo, percebi uma certa inquietação em seus olhos. Seria apenas medo, nervosismo ou eram duvidas? Estremeci quando pensei que aquela ligação tenha sido um sinal. Peguei o celular e antes de antedê-lo, Caroline segurou minha mão para que eu não atende-se, mas por algum motivo irritante a pessoa não desistia. Ela bufou frustrada, quando atendi.

— Alô — disse de má vontade

— Ei maninho, por que demorou tanto? —respirei fundo olhando para Caroline que se mantinha de olhos fechados.

— O que quer? — indaguei não querendo que a ela soubesse que se tratava dele, ou melhor que ela pensasse o mesmo que eu, o sinal que nos impediu tinha que ser justamente Damon. Será possível que o mesmo adivinhara.

— Okay, pelo visto esta de mau humor…

— Na verdade eu não estava, sua ligação e que me deixou.

— Interrompi algo importante? — não respondi, escutei o riso de Damon, cessar. O mesmo me conhecia bem, entendi que ele estava ligando os pontos e ficando arrasado — Eu preciso de um favor.

— Favor? No que se meteu dessa vez, bateu o carro?

— Sim, mas esse e menor dos meus problemas, eu preciso que convença o papai a me tirar da cadeia.

— Cadeia, você está preso?

— Quem está preso Stefan? — Caroline questionou se levantando, arqueando a sobrancelha preocupada.

— Você está com ela? — escutei a voz de Damon diminuir quase um sussurro. Não tive tempo de responder, escutei alguém chamá-lo — Que seja, isso não é da minha conta. Agora seja um bom irmão casulo e me tire da cadeia, que eu faço o mesmo por você no futuro, okay? Tenho que desligar, meu tempo acabou, vai me ajudar Stefan?

— É eu tenho escolha? — ele riu do outro lado

— Não! Eu sou seu fardo pro resto da vida — ele disse, por fim, desligando. Pensei no sentido daquelas palavras, quando me virei olhando para Caroline, seus olhos azuis agora miravam me aflita

— O que aconteceu?

— Nada! — menti — Tenho que dar uma saída. Me levantei, procurando a minha camisa que estava em cima da instante.

— Uma saída — ela questionou desconfiada, assenti com a cabeça — Deve ser algo muito importante, para me deixar assim.

Ela retrucou com a voz visivelmente triste, voltei indo até ela tomando seu rosto entre as mãos. Lhe deu um beijo suave, me afastei para olhá-la nos olhos.

— Eu te amo Care, você sabe disso, mas vou repetir. Nada me faria mais felizes do que tê-la em meus braços, do que ouvir você dizer que me ama.

— Então se sente isso, por que atendeu o celular? — inquiriu ela colocando os braços em volta do seu pescoço. Acho que franzi muito a testa porque ela riu

— Porque, eu te conheço e sei que se arrependeria no dia seguinte.

— Não, eu não me arrependeria. Não de algo que sonhei por anos…

— Sonhar… O problema de se sonhar algo por muito tempo, é que quando se concretiza pode ser decepcionante.

— O que, me entregar pra você?— ela franziu a testa e depois sorriu balançando a cabeça — Nunca tinha percebido que você era…

— Inseguro? — assenti rindo — Sim eu sou, um poço se insegurança na verdade. Tenho que te confessar que tenho medo de muitas coisas, mas o que mais me apavora e perder você. Talvez essa ligação tenha sido um sinal…

— De que isso é errado, que eu não amo você o suficiente.

— Não, isso não! — ela riu, assentindo — Mas… — me aproximei dela beijando-a novamente, sussurrei ao pé do ouvido — Que estamos nos precipitando.

— Precipitando? Stefan eu esperei por você por longo seis anos, pode até ser mais que isso não tenho certeza..

— Eu sei, mas agora que eu tenho você. E larguei de ser um asno — ela riu concordando — Eu pretendo tê-la ao meu lado, não por um ano ou dois. Eu quero você para vida inteira, quero que seja minha pra sempre.

Observei seus olhos ficarei marejado, ela sorriu olhando para baixo, ergui seu queixo e beijei, ela colocou os braços em volta do meu pescoço e tive que me controlar para parar. Ela sorriu quando me afastei. Ela se afastou indo em direção a cama, se inclinou para pegar sua camiseta, mas não vestiu. Colocou por cima do ombro. Ela se aproximou de mim, roçando os lábios nos meus.

— Mande lembranças para o seu irmão, quando soltá-lo da cadeia — ela sorriu e beijou meus lábios.

É saiu sem olhar pra trás. Senti um aperto no peito, com maneira que ela disse aquilo. O modo provocativo de suas palavras, ou aquele sorriso, ela não parecia triste ou decepcionada por eu ter que ir embora. Não sabia o que, mas algo tinha mudado nela e tinha medo de descobrir o quanto ela tinha mudado.

Jeremy

Estava no píer naquela festa cheia de estranhos bêbados que dançavam e riam. Olhei para lado, encontrando a Vick que rodopiava, alucinada. Ela veio até mim jogando os braços em volta do meu pescoço, beijando-me. Mas logo ela se afastou com sorriso. Foi por um momento, eu tirei os olhos dela por um momento e quando voltei, ela estava nos braços de Tyler. Fui até ela furioso a puxando pelo braço

— Me solta Jeremy.

— Ouviu o que ela disse — Tyler retrucou puxando para outro beijo, eu empurrei e soquei Tyler que revidou logo em seguida me derrubando no chão. Vick estava bêbada demais para fazer algo, se colocou no meio nos afastando, ela me empurrou com raiva

— Dá o fora daqui! — ela esbravejou, fiquei decepcionado demais para dizer algo.

Dei as costas, o que ela não esperava. Pude ver o choque por eu não insistir e levá-la dali. Mas quando voltei a meus olhos pra trás ela já estava novamente beijando Tyler. Me lembrei do olhar de reprovação de Elena, Jonh e até mesmo Katherine quando encontravam Vick perambulando pela casa.

Eu estava sendo um idiota em me apaixonar por uma garota como aquela. Ela era tóxica, me puxava para baixo como uma ancora, mas me atraia como um imã. As vezes me perguntava se conseguiria esquecê-la, se no dia seguinte quando a ela me ligasse, eu conseguiria controlar o impulso de não correr até ela? Mesmo tendo certeza que ela não me amava, que não significava nada além de distração pra ela e sua vida vazia.

Estava indo embora quando me deparei com Bonnie parada na calçada. Quando toquei seu ombro a mesma se assustou. Ela estava ofegante, desgrenhada chorando. Ela me implorou para levá-la embora. Acompanhei Bonnie até sua a casa e ela não dizia se quer uma palavra. Quando cheguei em sua casa eu segurei seu braço a ela parecia assutada com qualquer aproximação.

— Bonnie me conta o que aconteceu, quem fez isso com você? — ela negou com a cabeça.

— Ninguém — ela mentiu

— Bonnie quer mesmo que eu acredite nisso? — toquei seu rosto, seu lábio estava cortado, ela tremeu com meu toque — Me diz quem fez isso! ela se afastou nervosa — Foi o Mikael não foi? Bonnie não respondeu, desviou os olhos pro chão.

— Você não vai fazer nada, ouviu bem?

— Não Bonnie, não pode me pedir pra…

— Nos não somos nada Jeremy, o Mikael estava bêbado ele não estava raciocinando

— Você ainda o defende? — questionei incrédulo

— Sim, ele não é uma má pessoa. Ele não me machucou — me aproximei dela acariciando seu rosto

— Como não Bonnie — ela pegou minha mão me afastando — Foi ele que machucou você…

— Eu já disse que não foi culpa dele, agora vai embora

Bonnie não me deu tempo para rebater, entrou correndo sem olhar pra trás. Fui para casa, mas tudo que conseguia pensar era em Bonnie. Me joguei no sofá, no escuro sem muita coragem de me arrastar até quarto. Elena chegou sorridente pela porta se despediu, e quando a porta, fechou os olhos parecendo querer chorar

— Elena…

— Jer, que susto! — ela forçou sorriso que julguei ser falso pelo olhar triste que a mesma tinha. Ela se jogou no sofá — Por que está aqui no escuro?

— Por que acabei de chegar — justifiquei, Elena franziu a testa — Nem adianta vir com sermão.

— Eu sou sua irmã mais velha…

— Tecnicamente a Katherine minha irmã mais velha — Elena revirou os olhos — Foi o Stefan que te deixou em casa?

— Por que a pergunta? — desconversou, olhando para o lado.

— Porque geralmente você chega cantarolando quando ele te traz aqui… — Elena suspirou fazendo força pra não chorar — Pelo visto nossa sorte também não mudou muito nessa cidade.

— Por que diz isso, você e a Vick....

— Sim, terminamos… Quer dizer, nós não tínhamos se quer algo pra terminar.

— Eu sinto muito…

— Sente mesmo?— ela estalou os lábios e quando arquei a sobrancelha em descrença, ela riu.

— Tá legal, não sinto. Eu adoro o Matt, mas a Vick…. Não!

Fiquei calado pensando nela, quando encontrei Vick pensei ter encontrado alguém como eu. Uma garota especial, ou apenas mau compreendida. Talvez ela fosse mesmo… Fui interrompido de pensar em Vick com telefone. Meu primeiro pensamento, era que fosse Bonnie, querendo me agradecer, e pelo olhar de Elena ela desejava que fosse Stefan.

— Aló… Oi Jonh — Elena disse desapontada, mas seu semblante passou de desanimada para assustada, ficou em silêncio — Estamos indo.

— O que aconteceu Elena, por que está com essa cara?

— Katherine… Ela sofreu um acidente.

Damon

Joguei a moeda para alto pegando-a no ar, pela décima vez, estava deitado naquele banco duro. Queria afastar aquela cena da cabeça. Caroline e Stefan juntos, somente em imaginar o que tinha impedido que acontecesse entre eles, meu estômago se contraia de dor. Fiquei olhando a luz, surgindo pelas frestas da janela. Já era terceira vez que era detido, mas graças a ser filho do juiz mais poderoso da cidade eu não ficava preso por muito tempo. Mas pelo visto Giusepe Salvatore estava pouco se importando se eu apodrecia naquela droga de delegacia. É pelo visto meu irmão tinha mesmo pensamento. Ele estaria agora com ela…

— Você está liberado – O delegado disse com tom de poucos amigos

— Ah mas que pena, estava adorando a estada aqui.

— Não se preocupe com isso, tenho certeza que te verem em breve por aqui – lhe dei uma piscadela jogando a jaqueta por cima do ombro. Procurei por meu pai com sua cara carrancuda esperando o sermão que viria a seguir. Mas ele não estava lá, sai pra fora e Stefan estava encostado na parede com as mãos no bolso. Ele tinha uma expressão feliz no rosto. Aquilo me incomodou

— Por que demorou tanto? — Stefan apenas sorriu indo em minha direção

— Vim o mais rápido que pude, e saiba que não foi nada fácil convencer senhor Giusepe a te tirar do xadrez. Por ele você apodrecia aqui.

Não disse nada em resposta, já esperava aquilo do meu pai. Entramos no carro e Stefan estava com olhar longe, mas sua expressão era tranquila. Eu sabia muito bem quem era a responsável por isso. Olhei pra estrada vendo as árvores se tornarem borrões com a velocidade. É mesmo tentando o máximo me controlar não conseguia ficar sem dizer nada a respeito.

— Você parece feliz — Stefan suspirou pesadamente antes de responder

— É estou — ele afirmou — É isso deve te incomodar muito não é?

— O que?

— Me ver feliz

— Eu? Claro que não! Você é meu irmãozinho casulo, tudo o que eu mais quero e ver você feliz — tentei soar convincente, mas eu cuspi ironia em todas as palavras. Stefan apenas riu balançando a cabeça

— Eu sei bem o quando deseja minha felicidade maninho.

Fiquei calado. Stefan sabia, ele sempre soube lá no fundo o quando eu o invejava. Eu queria ser diferente, eu queria não ter que culminar tanta raiva quando o via tão feliz, afinal o cara era o meu irmão. E mesmo não querendo admitir, ou se quer pensar. Sabia que o mesmo largaria tudo para me ajudar caso eu precisasse, Stefan sempre fora assim. Mesmo achando aquela qualidade estúpida e incomoda principalmente porque ele me lembrava minha mãe. Sempre disposto a fazer tudo pelos outros.

— Quando foi que as coisas ficaram tão complicadas hein? — Stefan inquiriu com tamborilando a mão no volante. Suspirei rindo e puxei na memória o momento.

(…)

— Eu odeio esse lugar

— Eu achei legal tem um lago… A mamãe adoraria aquele lago.

— Não ela não ia, porque ela está morta, e mortos não gostam e nem desgostam de nada.

Damon olhou de esguelha pra o irmão que ficou cabisbaixo. Se arrependera de ser tão amargo e insensível com a dor do irmão. Mas o nome da mãe era algo doloroso demais para ser mencionado. É ao contrário do irmão ele não conseguia ver beleza na saudade que sentia da mãe. Ele olhou para trás vendo o pai entrar em casa com as caixas da mudança, sabia que tinha herdado aquele jeito dele, aquele rancor e raiva do mundo. O mesmo detestava a menção do nome da mãe, ele não ficara com raiva como irmão ficara, pois entendia bem o motivo daquilo. Ele se sentia da mesma forma.

Stefan saiu andando com as mãos no bolso, chutando pedrinhas, parte dele queria consolar o irmão, mas a outra não ligava ou, pelo menos, não queria ligar. Entrou no quarto ainda abarrotados de caixa. Seu pai lhe dissera que aquele quarto era de seu irmão. Ficou olhando aquele lugar, onde seu pai crescera achando tudo tedioso. Sentia saudade de tudo, da antiga casa, dos amigos… De sua mãe. Stefan voltou, ainda chutando pedras. E caiu no chão ao ser acertado por uma bola. Damon desceu correndo, seu irmão ainda estava com as mão na cabeça.

— Ei garoto você está bem? — uma garotinha loira que vestia uma jardineira folgada, com óculos enormes arredondados. Perguntou estendendo a mão para Stefan — Anda, garoto levanta de uma vez!— Stefan aceitou a mão da garotinha

— Por que não desviou? — A garota perguntou indo atrás da bola

— Pode ser porque eu não vi a bola, vindo – Stefan respondeu ainda tonto. A menina suspirou balançando a cabeça, andou em torno do meu irmão que olhou confuso.

—Quem você, nunca te vi por aqui.

— Eu sou....

— Não importa, tá a fim de brincar? – Stefan mau teve tempo de responder, a garota saiu puxando a mão dele.

Damon ficou sentado na escada olhando seu irmão que sempre fora tímido e sempre protegido por ele e por todos, o irmão recluso que preferia ficar lendo livros a brincar com os outros, correr rindo com aquela garotinha que acabara de conhecer. Desde da morte da mãe, ele não vira o irmão rindo. Um sorriso escapou de seus lábios vendo a garota escalar uma árvore com facilidade e xingar Stefan por não conseguir.

(…)

Damon olhou para o irmão se recordando daquele dia. Há muito tempo ele não era o irmão que Stefan merecia. Alias nem se quer sabia se algum dia tinha sido.

— Eu tenho uma leve ideia de quando tudo mudou — Stefan não disse nada, voltou seus olhos para estrada, parecendo ter intendido a que me referia.

Recostei a cabeça no banco fechando os olhos. Sentia raiva dele e de toda aquela calma que o mesmo tinha, era horrível eu sei. Mas nunca conseguiria deixar de invejá-lo. Seja por seu jeito calmo que conquistava a simpatia de todos ou simplesmente por ser tudo o que ele jamais seria.

Caroline

Entrei em casa, pela janela procurando não fazer nenhum barulho. Me despi pelo caminho indo direto para o banheiro. Estava grudenta e salgada. Me dei conta que estavas prestes a me entregar para meu melhor amigo e ser quer tinha tomado um banho antes. Fecheis os olhos sentindo a água quente escorrer. Não conseguia acreditar em tudo que tinha feito, em tudo que podia ter acontecido naquele dia.

Me lembrei de Katherine, da festa confusa da besteira que fizera ao tomar aqueles comprimidos. Agora entendia bem o mau estar de Katherine, era, com certeza, aquilo, os comprimidos. Eu quase dormi com um estranho, entrei em seu carro e dormi na casa dele, nem sabia seu nome. Apenas me recordava dos olhos azuis e da voz. Tinha um sotaque britânico charmoso, o modo que dizia Caroline conseguia ser mais charmoso ainda. Ri me lembrando disso, das besteiras que ia fazer aquele dia.

Me enrolei na toalha me olhando no espelho. O reflexo embaçado, que distorcia meu reflexo. Me lembrei do tapa que levara de Molly, o misto de raiva seguida de tristeza que senti ao olhar nos olhos verdes da tia. A decepção estampada em seu rosto. Mesmo estando triste por tudo não conseguia sentir remoço ou a bendita culpa.

O que diabos estava acontecendo comigo? Tudo que conseguia sentir era ansiedade. Era vontade de ligar para Katherine sair, e beber. Ou simplesmente dirigir para longe. Longe de todos os sermões que viria. Do olhar acusador de Damon, do olhar de pena de Bonnie. Mesmo agora, com a declaração e jurar de amor que Stefan me fez. Parte de mim estava feliz, essa parte estava em festa querendo correr pra casa dele e gritar eu te amo, dezenas de vezes.

Mas a outra, me dizia que não daria certo, que tudo aquilo nada mais era que pena por parte dele. Que em breve ele estaria com Elena ou qualquer outra garota. Aquela frase “eu te amo” parecia falsa e sem importância.

Peguei o celular e liguei para Katherine, fiquei frustrada – mais do que imaginava – quando a ela não atendeu. Me joguei na cama, pensando na nela, ela deveria estar em casa dormindo ou estaria com um cara qualquer, se divertindo. Pensei em ligar para Bonnie, fiquei minutos fitando o número na tela do celular, mas não liguei. Me lembrei que era muito cedo, que a já não eramos mais amigas.

Depois de me vestir fiquei em frente a janela. Stefan estava chegando, meu coração saltou quando ele estacionou na frente de casa. Um sorriso escapou dos meus lábios quando ele saiu e sorriu ao me ver. Mas logo meu sorriso se desmanchou quando Damon saiu do carro. Quando nossos olhos se encontraram, ele não disse nada, mas sabia o que o mesmo pensava. Lembrei do nosso último encontro, das acusações dele.

— Bom dia Caroline, como esta a ressaca depois da sua noitada? — Damon gritou. Eu respirei fundo e sorri.

— Está ótima na verdade, mas chega de falar de mim. Me conta como foi sua terceira estada no xadrez, já deve ter se habituado. O que e bom, já que lá é o seu futuro de qualquer jeito.

O sorriso irritante dele se desmanchou, ele entrou em casa batendo a porta com violência. Stefan estava encostado em seu carro olhando para mim com uma expressão indecifrável, mas com olhar acusatório como do irmão.

— O que? Foi ele que começou — justifiquei fechando a cortina, olhei de esguelha Stefan balançar a cabela antes de seguir para casa. Me joguei na cama, mais ansiosa que antes. E agora de mau humor, nem tinha ideia do porque. Mas só de olhar para Damon meu dia que tinha começado ótimo tinha azedado.

Notas finais
XOXO