Forever and Ever - Revisando
16 Capítulo - 16 Yours
Stefan
Procuramos por Caroline no píer, mas ela já não estava ali. Não conseguia entender o porquê de tudo aquilo. Por que a ela estava agindo daquele jeito, sem se importar com nada nem ninguém. Fiquei imaginando o que a levou a fugir do hospital, mas, no fundo, sabia que estava fugindo de Molly. Mesmo que ela tenha feito isso muito na infância, Caroline tinha mudado percebido que Molly era sua única família. Não conseguia entender o que a levou a fazer isso.
— Bonnie se ela não está aqui…
— Se acalme Stefan, nós vamos acha-lá – afirmou forçando sorriso que pretendia ser tranquilizador, mas falhou miseravelmente — Vamos procurar pela praia — Bonnie sugeriu
— Eu vou para aquele lado e você vai pra aquele — apontei para direita e ela assentiu, e saiu na direção oposta, procurando por Caroline.
Caminhei pela praia atento para ver se encontrava. Tive que andar muito até reconhecer o som de uma risada, era de Caroline. Ela estava no mar rindo, jogava água em alguém que reclamava. Quando forcei a vista para ver quem era me surpreendi ao ver Katherine e ela rindo e jogando água uma na outra como se fossem amigas de infância. Fiquem sem reação por segundo, me perguntando como aquilo aconteceu. Caroline odiar Katherine e vice-versa era uma realidade que ele já tinha se acostumado, mas agora vendo-as juntas, sua mente parecia ter entrado em pane. Mesmo sem entender e nem querendo, eu caminhei até ela entrando na água. Ela me encarou confusa quando peguei seu braço.
— Stefan?!
— Por que você fugiu do hospital?
— Porque eu quis, alias eu não fugi tinha recebido alta, pra sua informação.
— Vamos eu vou te levar pra casa — ordenei puxando-a pelo braço
— Eu não quero!
— Caroline…
— Não ouviu ela Stefan? Ela não querer ir com você.
— E você não se mete! Já estourou sua cota comigo Katherine.
— Tudo bem — rebateu — Mas acho que ela tem idade suficiente pra tomar suas decisões…
— Não tenta inverter o jogo Katherine, o que você fez a ela hoje só mostra o quando você e desprezível…
— Chega Stefan, não foi culpa dela! — rebateu olhando para Katherine que saiu do mar, nervosa.
— Katherine espera — Caroline chamou correndo até ela
— Já deu minha hora — retrucou pegando os sapatos na areia. Caroline ficou calada olhando Katherine sumir de vista
— Satisfeito, era isso que queria?
— Sim Caroline, era exatamente isso.
— Por que não se mente na sua vida hein, me deixa em paz!
Ela começou a andar em direção onde sua camisa estava jogada me dei conta que ela estava apenas de sutiã. Engoli seco, desviando meus olhos dela que se vestiu rápido, e se abaixou para pegar uma garrafa
— Você estava bebendo?
— Sim eu estava, algum problema? — ela questionou dando um gole, me aproximei dela irritado. Tirando a garrafa de sua mão e jogando longe — Que droga Stefan!
— O que está tentando provar Caroline? Essa não é você…
— Cala boca — ela me empurrou mas eu não a soltei prendi seus braços com força — Me solta!!
— Não enquanto não me dizer o que está acontecendo. Por que está agindo desse jeito?
— Talvez eu seja assim Stefan, eu não sou perfeita e nem quero ser. Agora me solta!
Olhei em seus olhos, e notei que ela tentava conter as lágrimas, ela ainda tentava se soltar com raiva
— Eu não acredito em nada disso!— Tomei seus rosto nas mãos — Caroline se você soubesse o que senti hoje quando você desapareceu, o medo que eu senti…
— Medo do que de perder? De perder seu estepe, me solta! — balancei a cabeça incrédulo
— Não, tive medo de perder minha melhor amiga — ela me empurrou de novo, passou a mãos pelos cabelos molhados rindo nervosamente
— Dane-se, me esquece! Nós não somos mais amigos, eu não quero te ver, eu não quero que me toque.... E se espera que eu te agradeça, vai morrer esperando.
— Onde você vai?
— Isso não é mais da sua conta? Por que está aqui Stefan? Por que não volta pra sua namorada e me deixa em paz.
— Porque eu te amo Caroline, porque eu te amo mesmo antes de entender o que essa palavra significa. — gritei, sentindo o peso no meu peito sumir. Caroline ficou parada olhando para mim, me aproximei dela que recuou maneando a cabeça
— Para, não mente pra mim.
— Eu não estou mentindo Caroline, você e mulher da minha vida.
— Eu sou a mulher da sua vida? — Assenti tentando quebrar a distância — Mentiroso!
— O que?
— Você vive chamando o Damon de canalha, mas não é ele que vive mentindo pra si mesmo como você. Que tem uma namorada mesmo assim, diz que me ama.
— Eu não tenho mais namorada, eu e ela terminamos.
— Ah mas é claro que sim! — ironizou — Se afasta de mim.
— Não! — a puxei com força prendendo seus braços olhando em seus olhos — Olha nos meus olhos e me diz se eu estou mentindo, Caroline?
Ela se debateu em meus braços tentando se soltar, mas a medida que seus olhos ficaram presos com os meus ela parou, começou a chorar tentando me afastar. Eu sequei suas lágrimas, ela parou me olhando agora com intensidade.
— Eu te amo sua boba, eu te amo. Não há mais ninguém, nem Elena, nem Katherine… Eu amo você Caroline, e pra ser sincero.. Sempre foi você — confessei e ela parou de chorar. Tomei seu rosto entre as mãos e mergulhem em seus olhos, e sem medo eu a beijei com urgência. Sentia o gosto salgado de sua pele, mas nada disso importava eu estava agora com ela, ela estava em meu braços era minha e não a deixaria fugir de mim.
Bonnie
Procurei por Caroline, mas a ela parecia não querer ser encontrada. Queria encontrá-la logo para abraçá-la e dizer o quanto a ela fez falta na minha vida, por que mesmo tendo Elena sentia falta dela. De poder dizer tudo que pensava ou apenas ficar deitada na cama ouvindo músicas e conversando sobre coisas sem sentido.
Agora a ela estava numa pior e ruim de tudo isso e que eu tinha contribuído para que ela se perdesse daquele jeito. Primeiro juntando ela com Matt, mesmo sabendo dos sentimentos dela por Stefan e toda aquela confusão com Damon. Eu tinha sido uma péssima amiga.
Estava perto da fogueira novamente, vendo todas aquelas pessoas bêbadas, dançando alucinadas, estava indo embora, quando senti mãos me puxarem com força.
— Me solta! — gritei. E mesmo sem muita claridade ela reconheceu aquele beijo era Mikael ela o empurrou com força — Idiota, estúpido! O que pensa que está fazendo?
— Beijando minha namorada — explicou ele sorrindo, me puxando novamente, virei o rosto quando ele tentou e ele tentou beijar-me no rosto. Ele abriu os e franziu a testa, seu sorriso se desfez e o brilho que bem conhecia surgiu em seus castanhos. Dei dois passos para trás e tentei manter a voz mais calma possível.
— Eu não sou mais sua namorada Mikael. Não tem mais o direito de me agarrar ou…
— Beijar você? — ele riu e agarrou meu rosto me beijando a força, tentei empurrá-lo, mas não consegui, mordi seu lábio com força e empurrei, ele gruiu de raiva apertando o lábio inchado.
— Você enlouqueceu?
— Não, quem enlouqueceu foi você! — gritei — Eu vou relevar o que fez, porque está bêbado, mas se ousar encostar um dedo em mim…
— Vai fazer o que Bonnie? — ele acertou meu pulso me puxando pra ele, quando me debati, ele me sacudiu com força. Ele apertando meu queixo, me forçando a encara-lo
— Não Bonnie, não acabou! Só acaba quando eu dizer que acabou. Você e minha, só minha entendeu?
— Não, eu não sou mais, acabou! — o empurrei com toda força que tinha, ele cambaleou para trás, aproveitei e corri dali, mas ele foi mais rápido me alcançou pegando meu braço com violência
Ele me puxou apertando com força meu pescoço me trazendo para perto me beijando, eu estava desesperada me debatendo tentando empurrá-lo, mas Mikael era mais forte, ele desceu a mão pela minha cintura tentando arrancar minha blusa, mas consegui dar um chute nele e corri para longe. Ele gruiu de dor, mas logo se levantou alcançando
— Vagabunda! — ele me empurrou contra o chão prendendo minhas mãos. Eu gritava desesperada por socorro, mas ele tapou minha boca com a mão. E quando pensei que estava sem saída, ele conseguiria o que queria ele caiu para o outro lado com a mão na cabeça. Mikael colocou a mão na parte de trás da cabeça com a mão sangrando. Olhei para quem tinha me salvado e quase não acreditei quando me deparei com Katherine. Ela me estendeu a mão.
— Levanta de uma vez, ele não vai ficar assim por muito tempo — ordenou olhando para Mikael que parecia confuso a pois a pancada. Saímos correndo de lá.
Estava atordoada, tremendo com que quase me aconteceu. Segui Katherine até seu carro, ela não disse nada quando parou em frente ao carro tentando procurar as chaves dentro de sua bolsa.
— Katherine, deus… Obrigada por me salvar — ela não se virou para me encarar nem se deu ao trabalho de me responder. Encontrou a chave e abriu o carro entrando ela deu partida em seguida, sem ao menos olhar para trás. Fiquei parada sem ação.
— Bonnie
— Jeremy! — respirei fundo aliviada ele olhou-me de cima baixo vendo meu estado.
— Meu deus o que aconteceu? — ele tocou meu rosto. Estava desesperada, com medo de Mikael me achar que me afastei, Jeremy me segurou com delicadeza — Me diz Bonnie quem fez isso?
— Eu quero ir embora! Por favor, me tira daqui — Jeremy olhou para os lados e assentiu
— Eu te levo até sua casa, mas vai ter que me contar quem te fez isso! — ele disse se referindo ao roxo em meu braço assenti com presa de sair dali
Damon
Aquele dia parecia não ter fim. Depois de me desesperar por uma garota que me desprezava e de levar um fora. Bati meu carro e ainda fui preso, não só por agressão mais por dirigir embriagado. Meu único arrependimento agora era de não ter usado a garrafa na cabeça daquele idiota e pra piorar ficamos presos na mesma sela. O idiota estava inquieto andando de um lado para o outro.
— Deixa eu adivinhar e primeira vez em cana? — Um cara gordo que estava no outro canto perguntou, o idiota assentiu
— Sim, eu não deveria estar aqui.
— Agora deixa eu adivinhar, você é um procurado internacional? — zombei sem paciência de escutar ele contar sua estória
— Se eu fosse um, eu teria passado com meu carro por cima de você e dado ré.
— Nossa isso é uma ameaça? Estou aterrorizado — debochei.
— Que merda — ele segurou a grade apoiando a cabeça nela — Eu quero meu telefonema.
— Vai esperando — O gordo resmungou — Eu ainda nem dei o meu.
— Há quanto tempo está aqui?
— Sei lá uns dois dias
— Mas isso é errado, todos temos direito a um advogado.
— Falou o advogado — zombei
— Aqui o xerife faz o que quer, se ele não for com a sua cara fica no xadrez uma semana, eu já cheguei a ficar um mês trancafiado — O gordo retrucou. Nos entreolhamos agora nervosos
— Mas que merda!! Meu primeiro dia nessa cidade eu vou preso.
— Seja bem-vindo a Willow Green
Me encostei na parede olhando para parede, olhei para o lado depois de um tempo e o idiota continuava andando
— Dá pra parar de andar feito um idiota.
— Por que, isso te incomoda?
— Obvio!
— Então tá — ele continuou andando, fazendo questão de fazer mais barulho.
— Se continuar eu quebro a sua cara —ameacei, e ele respondeu com um sorriso debochado dando ombros. Corri até ele disposto a quebrar mesmo a sua cara, mas o mesmo desviou meu soco acertou em cheio na grade machucando minha mão. No primeiro momento ele riu, riu muito. Mas depois olhou para minha mão
— Deixa eu ver isso…
— Vá se ferrar — ele revirou os olhos olhando pra meu dedo, sem perguntar ele puxou eu grui de dor por dentro mais não gritei — Que merda você fez?
— Coloquei a droga do seu dedo no lugar.
O xerife surgiu abrindo a sela, chamou o gordo bêbado e o idiota que buscou a jaqueta no banco, quando eu ia fazer o mesmo. O xerife me deteve
— Você não.
— Como não? — ele não respondeu apenas girou a chave entre os dedos ido embora rindo. — Seu paizinho não pagou a fiança dessa vez.
Bati a mão na cena novamente e me sentei no banco duro, me deitei olhando pro teto pensando se aquilo poderia piorar.
Matt
Eu estava arrasado desde que Elena me disse que tinha rompido com Stefan. Mesmo estando ali na mesa com ela, fiquei parado sem realmente prestar atenção em tudo a minha volta. Tudo que conseguia pensar era em Caroline. Era em tudo que a ela estava fazendo essa semana, desde que a humilhei publicamente, desde que ajudei Bonnie a se afastar dela.
Elena olhava para os waffer, jogando mais calda em cima, ela ergue a cabeça olhando em volta, seus olhos pararam em mim.
— Eu pensando que estava mau — acabei rindo.
— Me desculpa, fiquei fora do ar.
— Tudo bem, eu meio que estava em outro lugar também.
— Me desculpe Gilbert, eu me ofereci para te ajudar, mas não tó servindo pra nada.
Elena deu ombros, sorrindo.
— Tudo bem Donavan — acabei rindo com a maneira que a mesma disse meu sobrenome — Eu estaria bem pior em casa, aos cacos. Provavelmente estaria na cama, chorando ouvindo Alanis Morissette, me entupindo de chocolate.
— E o mesmo que eu faria.
— O que ouviria Alanis? — ela questionou incrédula
— Não! Eu ficaria em casa, no escuro com raiva da minha falta de sorte. Mas eu nunca pude fazer isso.
— Por que não?
— Porque eu tenho uma irmã pra criar, uma casa pra manter. Não posso parar e chorar, mesmo que queira muito.
— Eu então o que faz? Pra seguir em frente?
— Me concentro em tudo isso.
— Deve ser difícil para você, tanta respondibilidade
— Sim é. Mas eu não conheço outra vida além dessa, então por mais estranho que pareça eu me concentro na Vick — Elena franziu a testa — Ela é minha única família, e mesmo sendo desajuizada, louca e mimada ela é meu único motivo pra não fazer besteira. Eu tenho que ser seu irmão mais velho e cuidar dela.
Elena sorriu tocando minha mão
— Eu sei como é, agora somos só eu e Jeremy. Eu me apoio nele quando fico triste ele e única coisa que restou da minha família. Apertei a mão de Elena sorrindo, era bom encontrar alguém que entendia tudo aquilo.
— Mas vamos parar de pensar nisso, agora que somos amigos você vai ter muito tempo pra ouvir minhas lamentações
— E você as minhas, acredite são muitas, eu sou chorona e emotiva a maior parte do tempo. Tem certeza que está pronto para encarar tudo isso? — franzi a testa fingindo pensar ela me deu um tapa no ombro, acabamos rindo
— Claro Elena, ter amigas bonitas e problemáticas e minha especialidade.
Elena não respondeu apenas, sorriu. E por segundo me peguei olhando pra ele e temendo cometer o mesmo erro que cometi por Caroline… Me apaixonar por outra que já amava outro.
Caroline
Me afastei de Stefan com falta de ar. Nunca tinha dado um beijo como aquele. Me afastei meio zonza tentando recuperar o folego. Mesmo me sentindo feliz como nunca antes, algo me fez recuar. Talvez fosse apenas raiva, eu estava com raiva de tudo e todos mais principalmente era dele. Stefan que me fez esperar por ele por anos, que me fez chorar quase todas as noites por amá-lo e não ser correspondida.
Stefan deu um passo em minha direção, ele tocou meu braço deslizando sua mão em mim me fazendo arrepiar por inteiro. Ele tomou meu rosto nas mãos novamente. E mesmo com parte de mim querendo agarrá-lo e esquecer tudo não conseguia. Não conseguia acreditar em nada naquele momento, muito menos que ele me amava. Não quando o tinha visto abraçado a Elena minutos antes. O empurrei com força, ele quase se desequilibrou. Ele segurou minhas mão tentando me parar, mas eu continuei
— Caroline para!
— Não, eu não vou parar — continuei batendo no seu peito com ódio.
Ele me lançou um olhar triste e soltou minha mão deixando que desconta-se minha raiva nele. Depois de um tempo parei sentindo meus braços latejarei de dor, ficando inertes. Em vez de me empurrar ele me abraçou com força, acariciando meus cabelos. Não consegui, chorar nem me mover. Depois de um longo tempo, que não tinha ideia de quanto tinha se passado.
Ele me guiou até a calçada, abriu a porta do carro e me ajudou a entrar. Eu não protestei, a ficha do que tinha feito mais cedo tinha caído, bebidas e drogas… Deus eu quase me entreguei ao completo estranho e teria acontecido se não fosse por Katherine. Encostei a cabeça no banco, me lembrando dela. Era aquela vida que a mesma tinha. Imaginava que o estava sentindo agora era o mesmo vazio, ódio do mundo ela sentia todos os dias.
Só voltei a abrir os olhos quando o carro parou, pisquei os olhos tentando focar meus olhos para reconhecer onde estava e quando o fiz meu coração disparou. Estávamos em frente a minha casa. Ele abriu a porta do carro parra mim, mas não me movi. Ele estendeu a mão, me lançando aquele olhar que eu conhecia bem
— Eu não quero voltar pra casa Stefan — confessei. Me levantei olhando intensamente pra ele. Ele me puxou pra um abraço e beijou minha testa — Me deixa ficar com você hoje
— E tudo que eu mais queria Care, mas…
— Mas? Por que tem sempre um mais com você, por que não pode fazer o que estou pedindo? — inquiri com a voz exaltada, nem mesmo eu conseguia me reconhecer, nunca tinha tratado Stefan daquela maneira. Eu seria capaz de beijá-lo se significa-se fugir dali. Ele tomou meu rosto nas mãos
— Porque Caroline, isso é errado. Você quase matou Molly de preocupação. Ela te ama Care, assim como eu. Mesmo querendo ficar com você hoje, isso seria errado seria me aproveitar de você. E ajudar a você a fugir — revirei os olhos em irritação.
— Que seja, não preciso de um sermão vindo de você — ele estreitou os olhos me olhando preocupado — Não me olha assim, como seu eu fosse louca!
Ele tentou me parar mas eu o afastei bruscamente
— Vai embora.
— Caroline — ele tentou me parar mas eu entrei em casa.
Furiosa com tudo e todos. Furiosa por me sentir exposta. Por sentir tanta culpa por ter saído da linha uma só vez e sentir que todos me olhavam estranho. Até mesmo Damon me jugou. Entrei em casa, e corri para meu quarto, estava me despindo de minha blusa, quando notei que alguém estava sentado na cama. Era Molly, respirei fundo sem me virar para encará-la
— Onde esteve Caroline?
— Por ai — retruquei sem vontade de prosseguir aquela conversa agora.
— Por ai?! — ela repetiu indignada — É tudo que tem pra dizer, depois de quase me matar de preocupação....
— Okay… Eu errei tá legal — me virei para ela — Eu agi muito mau, nunca mais vou fazer algo do tipo —menti. Molly ficou calada analisando meu rosto.
— Sabe o que é incrível — neguei com a cabeça — Você achar que pode mentir pra mim, dissimular esse pedido idiota de desculpa. Sei que não esta nem ai para o que fez hoje.
— Molly não é pra tanto.
— Você se drogou Caroline, quase morreu é acha que não e nada?
— Sim, eu acho — ignorei seu olhar furioso. O que a deixou mais irritada ainda. Ela segurou meu braço com força e pegou no meu queixo
— O que você usou? — inquiriu ela irritada, me desvencilhei dela, tentando ir até banheiro e me trancar lá dentro, mas ela se colocou na minha frente bloqueando a porta
— Nada de mais, nada pra fazer tanto escândalo Molly.
— Deus o que ouve com você? — indagou me fitou incrédula, com decepção estampada em seus olhos, vendo a indiferença no meu rosto.
— O que ouve? — me aproximei dela falando calmamente — Por que está tão estérica Tia Molly? Não era você a primeira a dizer que eu era sem graça, que vivia enfurnada nos livros. Eu fiz o que você tanto me disse pra fazer, eu sai! Eu me diverti como nunca antes sem ligar pra nada. Como você tantas vezes fez com a vovó… Não era isso que você fazia? Não dormia com todos que via pela frente, vivia bêbada e minha mãe que tinha que cuidar da sua mãe enquanto bancava a viciada....
Molly me deu um tapa, senti meu rosto arder. Fiquei paralisada sem reação com a mão no rosto.
— Nunca mais, ouse me julgar desse jeito. — ela esbravejou com a voz alterada. Ela passou as mãos pelos cabelos castanhos e suspirou fitando o chão — Eu espero Caroline que nunca tenha que passar o que passei, que tenha que ouvir da pessoa que mais ama na vida o que eu tive que ouvir hoje. Você não sabe nada sobre mim, sobre que eu passei.... Sobre a minha mãe — Molly irrompeu em lágrimas. Eu ergui a cabeças sustentados seu olhar, ela se dirigiu a porta — Você está proibida de sair daqui Caroline
— Acha que me castigar me mantendo aqui, vai adiantar?
— Foi o que minha mãe fez comigo…
— E funcionou? — questionei com sarcasmo, Molly balançou a cabeça decepcionada.
— Tem razão, só trancar você nesse quarto não vai funcionar, não funcionou comigo. Mas eu não sou nada parecida com minha mãe Caroline, ficar nesse quarto vai ser só o início. Ou você entra na linha por bem, ou entra por mau — avisou irritada, mas com a voz calma.
Forcei um sorriso, e continuei encarando-a em desafio. Ela bateu a porta com força. Me joguei na cama chorando, sentindo ódio de tudo. Sentindo ódio de mim, pelo que disse a ela. Mas ela não tinha nenhum direito de me bater, ela não era minha mãe. Tentei ligar para Katherine, mas a mesma não atendia. Cheguei a discar o número de Bonnie, mas não prossegui. Fique encostada na porta abraçada a meu joelho chorando.
Quando fechei os olhos me recordei do olhar decepcionado de Matt ao descobrir que o trai, Bonnie, de Molly, Damon e me recordei que apenas um deles não me olhou daquele jeito. Abri a janela e desci pelo canteiro de flores. Correndo para casa dele, subi a escada que ficava encostada em frente a sua janela. Ele estava deitado na cama, ouvindo música com os olhos fixos no teto, ele se levantou bruscamente quando me notou em sua janela.
— Caroline, o que aconteceu? — indagou preocupado. Ele fez menção de se levantar, mas o detive. O silencie tocando seus lábios. Ele franziu a testa confuso, tirei a blusa ficando apenas de sutiã. Me sentei em seu colo — Care — ele sussurrou com voz falhada tentando me parar.
— Shiuuu!
O silenciei novamente antes de beijá-lo com fervor, deitei por cima dele sentindo seu braços envolverem minha cintura. Não demorou para que ele correspondesse com a mesma intensidade. Ele tomou controle da situação me colando em baixo, com facilidade. Ajudei ele tirar a camisa com pressa, passei a mão por ser abdômen, mordendo os lábios. Ele tocou meu rosto, beijando-me suavemente nos lábios mas sem aprofundar o beijo. Quando não aguentei mais o puxei com força.
— Caroline não — ele protestou com a voz rouca, quase sussurrando — Está fazendo isso pelos motivos errados....
— Eu nunca tive tanta certeza de algo na minha vida, eu nunca estive tão certa. Eu te amo Stefan.
Ele não rebateu dessa vez um sorriso se formou em seus lábios, seus olhos verdes se iluminaram de forma que nunca tinha visto. Estendi a mão acariciando seu rosto sem conseguir conter o sorriso. Ele pegou minha mão e beijou delicadamente, estremeci quando seus lábios deslizaram pelos meus pulsos. Ele sorriu largamente, antes de encostar sua testa na minha. Fechei os olhos sentindo sua respiração contra meus lábios, sendo embriagada com seu cheiro bagunçando meus sentidos. Estendi a mão, passeando com ela, sentindo os músculos, estremecendo com sensação de seu corpo contra o meu.
Ele apertou os lábios contra os meus. Num beijo suave e sem presa, que aqueceu meu coração que parecia querer explodir. O beijo doce e inocente mudou, quando sua língua se aprofundou em minha boca. Os beijos foram descendo pelo meu pescoço.
E mesmo sendo aquela minha primeira vez que fui tão longe, não fiquei nervosa. Tinha imaginado por anos, cada detalhe, mas tudo envolvia velas, rosas. Mas me dei conta que nada daquilo importava, seria perfeito de qualquer modo se fosse com ele, tudo que eu queria era ser dele.
Fale com o autor