Forever and Ever - Revisando
15 Capítulo - 15 Bad Day
Notas iniciais
Damon
Fiquei aliviado ao mesmo tempo angustiado quando Bonnie me ligou avisando que Stefan tinha encontrado Caroline e que a ela estava sã e salva no hospital. Matt estava ao meu lado no carro nós estávamos motivados a encontrá-la, procuramos por todos os lugares possíveis, mas não precisei me desesperar por muito tempo porque Stefan tinha encontrado-a. E mesmo não querendo enxergar o obvio, com uma vontade louca de correr para hospital e beija lá, mas não podia porque meu irmão estaria ao seu lado velando seu sono.
— Encontraram ela? – Matt questionou aflito apenas assenti, retornando para Willow Green – Ela está bem?
Novamente assenti com a cabeça. Acelerei a velocidade querendo voltar logo. Matt permaneceu calado por um tempo
— Quem a encontrou? – suspirei mantendo meus olhos na estrada.
— Stefan – respondi analisando a expressão desanimada em seu rosto
— Okay... Eu já esperava por isso – retrucou maneando a cabeça.
Voltamos para cidade, deixei Matt que preferiu voltar andando para casa. Fiquei olhando ele se afastar pensando em como a vida era engraçada. Eu e o garoto de ouro tendo o mesmo sentimento em comum, uma vez na vida tínhamos o mesmo assunto, mas não conseguíamos si quer admiti em voz alta. O qual sádico era tudo aquilo. Claro que tinha de ser ele a encontrá-la, mesmo nem sabendo sobre o que aconteceu, ele de alguma forma conseguiu achá-la. Outra vez fazendo aquela coisa estúpida de almas gêmeas
E agora não conseguia evitar a imagem de Caroline correndo agradecia o beijando passavam simultaneamente em nossas mentes. Ele colocou a mão no bolso, chutando pedras no chão.
Passei em frente ao hospital demorei até reunir coragem de entrar e dar de cara com possível casal. Andei pelo corredor do hospital olhando as pessoas tossirei doentes em seus acentos esperando serem atendidos. Fiquei parado em frente à porta de Caroline, quando entrei fiquei aliviado pela mesma estar sozinha.
Dormindo tranquila, me aproximei com cautela não querendo que a mesma acordasse. Fiquei sentado ao seu lado em silêncio me perguntando o que diabos tinha passado na sua cabeça pra fazer algo como aquilo. Sair com Katherine e beber até entrar em coma. Ele acariciou seu rosto, afastando as mechas rebeldes de seu rosto e não pode ajudar a si mesmo, ela parecia tão serena adormecida. Que ele não resistiu ao impulso de beijá-la novamente, mas não queria me aproveitar dela. Suspirei antes de beijar sua testa suavemente, aliviado por vê-la bem. Afastei-me pronto para ir embora, quando a mesma abriu os olhos, seus olhos azuis me mirando aturdida
— Damon – ela se levantou com dificuldade com as mãos na cabeça. Sentei-me ao pé de sua cama, ela olhou em volta parecendo ainda confusa – O que aconteceu?
— Você passou da conta numa festa, foi raptada por Katherine – Caroline olhou paras as mãos uma pulseira rocha com uma carinha sorridente, ela pareceu se recordar de algo ela maneou a cabeça com semblante sério.
— Katherine não me sequestrou Damon — explicou ela. Franzi a testa confuso.
— Não?
— Não! — afirmou ela olhando para janela com uma expressão vazia — Por quanto tempo dormi?
— Não muito — respondi, ainda analisando aquela expressão de confusão em seu rosto — O que você fez? — Caroline demorou a virar o rosto em minha direção, e quando o fez notei seus olhos frios, nunca tinha visto aquele nela antes, ela deu ombros em resposta.
— Sai, para me divertir
— Divertir? — inquiri incrédulo — Olha só pra você, olha seu estado, tenho certeza que foi a Katherine que a convenceu a fazer isso — ela revirou os olhos em irritação
— Por que eu não conseguiria pensar nisso sozinha, por que eu não teria coragem de sair sem me preocupar...
— Com os outros — completei assentindo — Não você não teria, te conheço a minha vida toda Caroline, você nunca faria algo assim.
— Mas eu fiz — ela afirmou rispidamente, ela sustentou meu olhar sem expressar reação com minha cara incrédula. Aproximei-me dela olhando-a de perto toquei seu braço, impaciente, querendo que a mesma voltasse ao seu normal. Por que não gostava nada do rumo que aquela conversa estava tomando, ou a expressão estranha em seus olhos.
— O que diabos aconteceu com você… — ela sorriu
— Por que está tão surpreso com esse olhar de decepção pra mim Damon? Estou de saco cheio desse olhar e de acharem que tenho que andar na linha sempre! Você nunca andou, sempre fez merda atrás de outra. Agora quer me cobrar que eu aja normalmente, que seja perfeita — ela suspirou rindo, me olhando em desafio — Já te ocorreu que eu esteja no meu normal?
Acabei rindo, ela fechou a cara virando pro lado.
— Você não está no seu normal, está bancando a revoltada porque tudo deu errado. Como você tantas vezes jogou na minha cara, com toda aquela marra, esta bancando a vítima, vê se cresce!
Caroline riu, maneando a cabeça, ela bateu palmas depois me estendeu a mão. E permaneceu assim até que eu aceitasse. Peguei sua mão ainda rindo
— Então isso deveria te deixar feliz – estreitei os olhos tentando entender o que a mesma queria dizer.
— Do que está falando – Caroline puxou minha a mão a fim de que me aproxima-se mais, senti minha garganta ficar seca, com a maneira estranha que ela me olhava.
— Estou falando que isso deveria deixá-lo feliz. Por que no fim das contas somos mais parecidos do que tinha me dado conta ate agora. Eu não sou nenhum tipo de santa, ou irmãzinha que você deva proteger. Não precisa mais manter tanta distância.
Tive que usar minha toda minha força de vontade para não cair no seu jogo. Afastei-me maneando a cabeça Caroline esta estranha, aquele sorriso que a mesma me deu quando me afastei nervoso, não parecia ser dela, parecia com Katherine…
— Ela fez isso com você — manei a cabeça me aproximando novamente tomei seu rosto nas mãos — Seja lá o que ela tenha te dito, que tenha feito você mudar e acreditar que é essa pessoa. Você não é Caroline — Acariciei seu rosto e sorriso que até então era tímido se escancarou ela começou a dar gargalhadas. Afastei-me chocado com sua reação.
— Do que está rindo?
— De você — ela disse gargalhando, com a mão sobre a barriga — Sabe como você suou agora? Como seu irmãozinho.
Manei a cabeça incrédulo, respirei fundo rumando para ir embora antes que eu cruza-se a porta ela disse
— Sabe eu odeio admitir que estava errada sobre você — não me virei ela continuou — Você era muito mais divertido antes.
— Antes de que? — murmurei se me virar.
— Antes de se apaixonar por mim
Ela disse num tom displicente, quase com indiferença. Não me virei para olhá-la, sai às pressas batendo a porta atrás de mim com raiva. As palavras delas martelando em minha cabeça, seu olhar indiferente, seu tom de desdém a ao falar do que sentia por ela, zombando de mim. Talvez ela estivesse certa, eu era muito, mas divertido antes de cair feito um trouxa apaixonado por ela.
Stefan
Caminhamos para longe do hospital. Sentamos-nos num banco perto do píer. Podíamos olhar o sol se pondo, o céu tomando uma cor alaranjada. Olhei de esguelha para Elena que estava apreensiva com olhar fixo no horizonte querendo a todo custo convencer-me a ir embora, dizendo que não era necessário conversar.
E mesmo me odiando por isso, por ter que dizer, mesmo tendo um carinho enorme por ela, mesmo tendo sentimentos confusos sobre ela. Recordei-me de Caroline e do que ela me jogou na cara, que eu amava as duas. Mas ela estava enganada, eu não amava as duas. Amava apenas uma delas, a outra era uma paixão apenas.
Sabia exatamente por quem estava de fato apaixonado e era por Elena. Elena cruzou os braços querendo espantar o frio. E assim como no nosso primeiro encontro tirei minha jaqueta colocando nela. Ela sorriu, parecendo feliz pelo meu gesto. Aproximei-me mais dela, tomando suas mãos querendo que ela parasse de fugir com os olhos.
— Elena — chamei de volta a realidade
— Sim — ela respondeu ainda mantendo olhar longe
— Nós precisamos conversar
— Nós já estamos conversando — ela rebateu dando um sorriso nervoso
— Se estamos, então olhe nos meus olhos, por favor — ela tirou as mãos maneando a cabeça, sorrindo
— Eu não posso! — ela afirmou com a voz baixa, quase sussurrando.
— Por que não?
— Porque não quero me debulhar em lágrimas olhando pra você, quando você dizer que acabou — confessou. Senti um nó na garganta, quando detectei o brilho surgindo em seus olhos pelas lágrimas. Toquei em seu rosto, puxando para que me olhasse nos olhos
— Elena, mesmo que não acredite em uma palavra que eu diga agora…
— O que tivemos foi importante, eu sou muito importante pra você. Mas não me ama nem esta apaixonado por mim — ela completou por mim, com tom baixo mais irritado — Eu sei Stefan e me sinto idiota por ter insistido nessa palhaça.
Ela se levantou bruscamente andando mais a detive segurando seu braço. Ela se virou irritada, mais quando nossos olhos se encontrar a mesma sensação de ternura me invadiu. Odiava estar machucando-a daquele jeito. Tomei seu rosto nas mãos. E lhe dei um beijo, foi o mais logo e mais terno que já compartilhamos. Foi o mais profundo, que já lhe dei. Quando nos afastamos. Ela chorava me olhou nos olhos por um instante
— Eu não menti em nada Elena, o que sinto por você e paixão. Eu sou apaixonado por você – ela assentiu, desviando os olhos para chão – Mesmo então pouco tempo você ocupou meu coração. Curou-me de qualquer resquício de amargura e ódio que já senti por sua irmã. Por que o que tivemos foi real. Por que nunca conheci ninguém como você.
Elena agora soluçava
— Mas não me ama – ela disse entre soluços – É se deu conta de que mesmo apaixonado por mim, eu nunca vou conseguir apagar ela do seu coração.
Não respondi, apenas fiquei olhando-a, admirando aquela mania que a mesma tinha de ler minhas mente. Entender o que se passava na minha cabeça, antes mesmo que eu entendesse
— Elena – ergui seu rosto – Me perdoa, por isso. Por te causar tantas lágrimas, nunca foi minha intenção tem que acreditar em mim. Quando te conheci, não fazia idéia do que sentia por Caroline e realmente não menti... Eu me apaixonei por você assim que coloquei meus olhos em você – tomei seu rosto e beijei sua testa – Você me ajudou tanto, me ensinou a ser compreensivo e nunca desistir de alguém... Me ensinou a lutar pelo que quero...
— E você a quer – ela murmurou e ergueu a cabeça – Vai finalmente lutar por ela não vai? – desviei meus olhos dos dela e ela me deu sorriso triste
— Me perdoe Elena... Eu sinto muito. Eu espero que um dia possa me perdoar...
Ela suspirou secando as lágrimas ela se afastou olhando para o céu a lua que já surgia iluminado o céu.
— Eu não tenho o que perdoar. Eu cai de pára-quedas no meio dessa historia. E sabia que estava numa roubada desde inicio, mas ignorei todos os avisos porque você vale apena. Você me salvou também Stefan, me ajudou a sair do mundo de tristeza que minha vida se transformou desde que perdi meus pais. E eu nunca conseguiria te odiar por ser sincero comigo. Não consigo te odiar porque ainda te amo – ela murmurou sem se mover me aproximei abraçando-a. Ficamos assim por um longo tempo ela com a cabeça apoiada em meu peito, ambos olhando pra lua. Talvez desejando mais sorte no amor no futuro.
O que compreendi naquela hora e que eu e ela sempre teríamos um tipo de ligação. Elena preparou meu coração, para algo bom, me fez enxergar e entender que não se pode apagar um sentimento tão forte quanto eu sentia por Care. Beijei o topo de sua cabeça, ela me apertou mais com a mão em volta de mim. Percebi que de um jeito estranho, eu sempre me preocuparia com ela, sempre iria querer ver Elena Gilbert sorrindo. Porque seu sorriso me ajudou quando eu mais precisei. Beijei sua testa mais uma vez apertando-a mais um pouco, me preparando para deixá-la ir e torcendo para ela encontrar alguém que a ame como ela merece.
Damon
Parei em um mercado perto do bar e comprei uma garrafa de vodca. Aumentei o som do carro, alternando atenção para os goles e a estrada. Tamborilei as mãos no volante cantarolando a música, alta. Estava desatento, alheio para tudo, estava aumentando o som do carro quando bati num carro, com força.
Bati minha cabeça no volante com força um pequeno corte se abriu em minha testa ainda confuso sai do carro irritado por ter batido o carro, disposto a sair e socar quem quer que fosse.
— Que merda! – olhei para o amassado no carro, a pessoa saiu do carro – Olha a merda que fez, vai pagar por isso!
— Eu pagar por isso? O sinal estava vermelho cara, foi você que bateu no meu carro – rebateu indignado. Ele se aproximou olhando para o pára-choque amassado – E você que vai pagar por isso.
— Eu? – ri olhando para o cara que olhava nervoso para o próprio carro – Quero ver me fazer pagar algum com centavo nessa lata velha.
— Lata velha? – ele maneou descrente – Esse carro vale muito mais do que o seu moleque
— Quem é moleque aqui? – me aproximei dele pronto pra brigar ele riu
— Você ouviu bem – ele afirmou – Moleque, aposto que está bêbado. Bate no carro dos outros procurando briga – ele me examinou com os olhos – Deve ter acabado de levar um fora e quer descontar sua raiva do mundo em todo mundo que vê pela frente.
Fiquei furioso por aquele estranho fazer insinuações sobre mim e acertar logo de cara. Deferi um soco em seu rosto, ele ficou atordoado de início colocando a mão na boca, que sangrava ele maneou cabeça nervoso. Quando foi novamente ele segurou minha mão me socando no mesmo lado do rosto.
— Desgraçado – começamos a nos bater e só paramos quando um barulho muito conhecido se aproximou. Afastei-me dele ainda segurando a gola de sua camisa com punho pronto para socá-lo outra vez, quando a viatura da polícia estacionou a nossa frente e dois policiais apartaram nossa briga e enquanto era jogado contra a viatura e algemado depois de tentar socar aquele imbecil e acertar um dos policiais tive que ver o imbecil gargalhar tentei chutá-lo, mas não foi dessa vez. Fui jogado na viatura amaldiçoando aquele dia que parecia não ter fim.
Caroline
Minha cabeça doía tanto que era difícil manter meus olhos abertos e mesmo sendo loucura desejei tomar outro comprimido para sanar a dor, a culpa as malditas palavras do idiota do Damon. Queria sentir aquela sensação de alegria novamente, dançar a noite inteira sem pensar em nada e em ninguém. Uma doutora me examinou e disse que estava liberada. Mas que esperasse por meus pais para me liberarem quase ri quando ela deu-me um olhar de reprovação quando explicou as conseqüências de usar drogas. Mas não estava disposta a esperar e ver a reação provavelmente histérica que Molly teria quando soubesse e de sermão já bastava o do Damon.
Vesti-me assim que a mesma saiu batendo a porta. Tirei o adesivo do braço e arrumei o cabelo máximo que pude e sai sem ser percebida.
Estava com uma angústia misturada com raiva naquele momento. Acima de tudo um sentimento de culpa me remoia, as palavras de Damon vinham e voltava e me sentia mais furiosa por isso. Mas me acalmava quando lembrava que o mesmo estaria bem pior que eu. Fui andando sem rumo, pois não queria ir para casa. Sentei-me em um banco no píer refletindo em toda merda que eu fiz, e apesar de não me lembrar muito do que fiz ainda me recordava-me de um sorriso. De um perfume masculino que podia jurar que ainda estava sobre minha pele.
Fechei os olhos tentando relembrar tudo que eu fiz, temendo ter feito algo sem volta. Foi tentando lembrar-me que me lembrei de Katherine, busquei meu celular, mas me dei conta de não ter nada, além de uma duas notas entocadas no bolso da caça jeans.
Queria ligar pra ela chamá-la para dar outra volta sem rumo. Mas outra parte só queria conversar. Mesmo eu e ela não tendo conversas amistosas. Sempre tinha ironia e xingamentos. Depois daquela semana, conseguia compreender a mente embaralhada, aquela pose que ela fazia, de que não ligava pro mundo. Mas me dei conta era apenas uma fachada que ela usava pra se defender, pra se desligar do mundo. Fechei os olhos tentando imaginar onde a mesma estaria agora? Talvez num banheiro público vomitando ou continuando a festa e senti inveja dela por isso. Tudo que desejava agora era desligar meus pensamentos que estavam em guerra, minha maldita consciência me punido por sair da linha. Não pude evitar de pensar em minha mãe, em como ela reagiria se soubesse o que sua filhinha fez ou estava prestes a fazer com um estranho qualquer. Mas ri amargamente me lembrando que não a tinha mais
Quando abri os olhos e olhei em volta, dei de cara com a última cena que espera ver naquela noite
Stefan e Elena abraçados. Parecendo dois namoradinhos apaixonados fazendo promessas à lua. Meu estômago se revirou e corri me debruçando contra uma lata de lixo e vomitando, mas meu estômago doeu ainda mais por não ter nada o que vomitar. Um gosto amargo ficou em minha boca.
Voltei meus olhos para eles enquanto limpava a boca com a costa da mão. Olhando para Stefan e Elena juntos, sentindo outra dor mais irritante e insistente que dor de cabeça. Senti-me ainda mais sozinha, mas diferente das outras vezes as lagrimas não surgiram. Olhei para feliz casal me lembrando de como Stefan destruiu meu namoro com Matt, lembrando-me de suas promessas, tanto dele quanto de Matt e Bonnie. Todas elas eram falsas, todos eles viraram as costas pra mim quando mais precisei.
E de repente a dor e ciúme incomodo foi substituído pela raiva. Raiva por ter sido tão estúpida e acreditado neles. Eles eram todos iguais todos como meu pai. Corri dali meia tonta. Acabei tropeçando contra um cara que fedia a cachaça
— Hein gracinha, cuidado por onde anda – Ele me alertou mostrando seu sorriso com seus poucos dentes amarelados. O odor de sujeira e bebida exalava dele. Assenti dando as costas, querendo fugir, mas o chamei
— Espera ai – ele se virou olhando-me curioso – Quer ganhar…
Peguei as notas no bolso estendi para ele, que pegou conferindo a autenticidade do dinheiro.
— Mas eu nem pedi esmola – disse ele confuso
— Não é esmola, você me compra uma garrafa de bebida e fica com resto – expliquei, ele maneou a cabeça
— Você não é muito jovenzinha pra beber – Ele zombou, forcei um sorriso.
— Quer o resto do dinheiro ou não? – inquiri impaciente, ele fez um gesto de desistência assentindo. Foi em direção ao um bar fiquei encostada num poste tentando me esconder das vistas dos fofoqueiros da cidade. Ele estava demorando demais, já estava indo após desistir de esperá-lo. Ele devia ter fugido com dinheiro todo. Talvez fosse melhor assim.
— Ei Docinho, não vai querer – ele surgiu a poucos metros de mima mostrando a garrafa.
Estendi a mão para pegar e ele me deu, olhando pra mim de forma estranha.
— O que tá olhando – questionei rispidamente.
— Nada é que você me lembra alguém – ele disse me fitando com olhar enigmático.
— Hummm – respondi dando um gole na garrafa – Valeu ai.
Ele coçou a cabeça e saiu indo na direção oposta. Sai dali sem direção. Cruzando o píer indo à praia. Avistei de longe a luz de uma fogueira e rumei para lá na esperança de encontrar um rosto conhecido, mesmo que o rosto fosse o de Katherine. Mesmo sendo uma grande idiotice queria beber, queria dançar, queria algo que desligasse meus pensamentos, que me fizesse apenas me divertir e não me importar com os olhos de decepção e reprovação que teria que enfrentar mais tarde.
Elena
Stefan insistiu para me levar pra casa, mas neguei veemente. Ele não tinha mais nada comigo, nem obrigação de me levar em casa. Já não éramos namorados e nem queria ser sua amiga por agora. Por que sofreria demais, ele concordou parecendo realmente triste com toda aquela situação.
Quando fiquei longe o suficiente voltei a chorar, algumas pessoas passavam por mim, vendo-me debulhar em lágrimas. Mas ninguém parava para perguntar se estava bem. E não conseguia conter as lagrimas por mais patético que fosse. Stefan tinha matado minhas esperanças tolas de que com tempo ele a amasse mais do que Caroline. Ela estava se iludindo o tempo todo, Katherine estava certa nos fins das contas, mesmo estando com ela, ele sempre pensaria nela.
De repente escutei alguém me chamar, era uma voz conhecida. Quando me virei reconheci o rapaz encostado no poste com as mãos no bolso, acenando com a cabeça. Ele deu um meio sorriso, mas se desmanchou num olhar preocupado ao perceber que eu irrompia em lágrimas. Ele se aproximou tocando em meu ombro
— Elena, o que ouve? – não consegui dizer nada. Ele me guiou até um banco. Esperou pacientemente que terminasse de ensopá-lo com minhas lágrimas. Quando finalmente me recuperei ele ficou em silêncio olhando-me preocupado. – Está melhor? – assenti rindo
— Deve me achar patética não é? – ele ofereceu um lenço de papel, sequei meu rosto rindo – Você sempre anda com lenços de papel? – inquiri realmente surpresa enquanto tentava enxugar e arrumar a bagunça que estava. Ele riu dando ombros
— Primeiro eu não te acho nada patética Elena, segundo, sim. Eu sempre ando com um kit desses para oferecer a donzelas tristes – acabei sorrindo novamente enquanto ele e suspirou torcendo as mãos.
— Você parece tão mau quanto eu…
— Eu? – ele me encarou surpreso – Não, estou ótimo! – arquei a sobrancelha olhando-o em descrença, então ele desviou os olhou para o chão.
— Você ainda gosta dela não é? – ele demorou a responder mais depois me deu um sorriso triste.
— Eu nunca dei sorte no amor, essa coisa de romance… Eu não nasci pra isso.
— Somos dois então – admiti – Mas acho que foi apenas falta de sorte.
— Não, no meu caso foi burrice mesmo. Eu fui me apaixonar por uma garota incrível que é apaixonada pelo melhor amigo, sei contar no…
— Damon – completei pensando no qual complicado toda aquela estória era é por um breve momento me imaginei sendo Caroline apaixonada secretamente pelos dois irmãos. Manei a cabeça rindo afastando aqueles pensamentos. Por que por um segundo toda a raiva que sentia dela parecia sem motivo. Já que eu era a intrusa da estória.
— Você se arrepende? – refleti por um momento aquela pergunta e sorri negando.
— Nem por um momento! É melhor amar é sofrer do que nunca ter amado
— E uma bela frase essa. Impactante – ele zombou.
— Sim, meu pai costumava dizer sempre. Também pensava o mesmo, mas hoje vejo que ele tinha razão. – ele deu ombros concordando – Você se arrependeu? De ficar com ela.
Matt me encarou com olhar distante.
— Não, na verdade me arrependo de ter humilhado ela. Ela nunca me enganou, nunca mentiu pra mim em relação ao… Ele se calou pensando se deveria ou não continuar.
— Pode dizer Stefan – inclinei minha cabeça olhando para céu tentando conter as lagrimas teimosas que insistiam em voltar sempre que os olhos verdes dele surgiam – Não é mais um problema... Nós não estamos maIs juntos – contei – Talvez não era pra ser.
Dei ombros e ele forçou um sorriso, suspirando alto e assim como eu fitou o céu, provavelmente pensando o mesmo que eu, pensando em como eles estariam agora declarando seu amor um ao outro.
— Sabe que agora eu vejo que ela me ajudou – ele quebrou o silencio ainda com os fixos no céu estrelado.
— A preparar você pra algo melhor – completei rindo, ele me encarou com testa franzida – O Stefan me disse a mesma coisa. Que eu tinha preparado o coração dele, que tinha curado todas as neuras e traumas dele.
— Vocês terminaram mesmo dessa vez não é? – assenti, Matt fitou o chão visivelmente triste com aquela informação, se dando conta que agora era uma questão de tempo, para vermos eles juntos de mãos dadas.
Apertei seu ombro, menos triste por encontrar alguém com a mesma dor que eu. Ele sorriu apertando minha mão. Apoiei minha cabeça em seu ombro. Ficamos olhando o movimento das pessoas passando pela rua.
— Okay... Chega de tristeza! – Matt se levantou passando a mãos pelos cabelos – Vamos superar essa, e um dia quem sabe vamos rir disso.
Quando nossos olhos se encontraram nos dois rimos.
— Viu já estamos rindo – ele me estendeu a mão. Eu aceitei apertando sua mão, me levantando, ainda com o coração doendo, de tristeza e saudade do Stefan. Mas tinha encontrado um novo amigo naquela noite.
— Tudo bem, para onde vamos então.
— Hummm – ele levou a mão no queixo fingindo pensar e depois sorriu – Quitão irmos comer, estou morrendo de fome
— Apoiado – concordei – Vamos comer o que?
— Dizem que chocolate e bom para dor de cotovelo e términos complicados –
— Quitão wafes e um milk-shake de chocolate? – sugeri pegando seu braço rumando para uma lanchonete qualquer.
Bonnie
Estava indo no hospital ver Care, queria dar um abraço nela e ao mesmo tempo estrangulá-la por sumir, além do mais com Katherine de companhia. Mas quando chequei a procura da mesma Molly estava desesperada na porta, possessa por descobrir que Caroline tinha saído.
— Molly o que aconteceu?
— Caroline, ela saiu.
— Mas ela não estava de alta?
— Sim é não. Ela não podia sair assim se me avisar, quando eu encontrara aquela garota… Thomas tocou seu rosto.
— Vamos pra casa Molly talvez ela tenha ido pra casa
— Ela não foi – ela retrucou irredutível
— Como tem tanta certeza?
— Por que eu criei aquela menina e sei que ela e exatamente igual a mim – Thomas maneou a cabeça
— Molly, por favor, acalmasse um pouco. Tenho certeza que ela está em casa agora.
Thomas conseguiu arrastar Molly sobre protestos para casa. Fiquei pensando onde Caroline poderia estar. Quando estava cruzando a porta Stefan entrou me fitando surpreso
— Ela já acordou?
— Sim – ele sorriu indo em direção ao quarto – Stefan ela não está lá.
— Ela já foi pra casa
— Eu não sei? Mas eu tenho quase certeza que não.
— Como assim, por que diz isso?
— Por que a Molly acabou de sair daqui furiosa porque Care saiu escondida. Antes dela chegar – expliquei, Stefan passou a mão nos cabelos nervosos
— Onde ela poderia estar agora? Não acha que ela foi atrás da Katherine acha?
— Eu não sei Stefan, infelizmente eu não tenho ideia do que está se passando com a Care – respondi me sentido culpada por ser uma péssima amiga.
Stefan e eu saímos procurando por ela. Por algum motivo me lembrei das festas embaixo do píer Judy e Katherine iam lá todas as sextas
— Vamos ao píer
— No pier?
— Sim tem aquela fogueira estúpida lá, acontece toda a sexta, ela pode estar lá com a Katherine.
Katherine
Depois de passar a metade do dia louca, dormindo com total desconhecido, voltei para o local da rave pegando meu caro. E em seguida voltei para aquela maldita cidade, mesmo querendo partir dali e não voltar nunca mais. Fiquei lembrando-me do olhar de desprezo de Stefan, do olhar de pena que Elijah me lançou. Estacionei o carro de qualquer jeito tirando o salto alto. Indo para o pier. Andei pela praia sentindo água fria contra minha pele, me causando frio. Avistei a fogueira de longe, mas não queria ficar com todas aquelas pessoas falsas e hipócritas, que me detestavam pelas costas, mas me invejavam queria no fundo ser igual a mim. Estava andando distraída, quando notei alguém deitado na areia olhando para o céu, notei tarde demais porque tropecei nas pernas da pessoa que gruiu de dor
— Ai! Não olha por onde anda não?
— Eu não olho por onde ando? Que merda você… – parei de falar reconhecendo a pessoa era Caroline que estava coberta de areia. Segurando uma garrafa quase vazia de vodca
— Katherine
— Ai que maravilha, tem como minha noite piorar? – Caroline revirou os olhos dando outro gole fazendo careta com o gosto
— Cala boca Katherine – ela estendeu a garrafa pra mim, que estudei seu rosto por um tempo. Dei ombros me sentando a seu lado, dando vários goles. – Hein não bebe tudo, acabou todo meu dinheiro
— Bebo quanto quiser você bebeu todo meu estoque no cantil – Ralhei irritada. Ficamos caladas olhando para o mar
— Onde você estava?
— Isso não e da sua conta – retruquei rispidamente, mas Caroline continuou mantendo os olhos em mim – O que é hein Garibalda? Se acha que nos somos amiguinhas agora? – acabei rindo daquilo –.
Caroline riu balançou a cabeça descrente
— Não, na verdade eu sei que no fundo lá no fundo…
— O que eu tenho um coração, que eu me preocupei com você – debochei rindo
— Eu ia dizer que lá no fundo, você e apenas uma vadia, egoísta e solitária que ninguém suporta e quer por perto – rebateu. Senti um nó na garganta a fuzilei com os olhos
— E que no fundo mais bem lá no fundo desse buraco negro que você chama de coração você queria muito, mais muito mesmo... ser eu.
Fiquei parada olhando para Caroline demorei a absorver os insultos, e esboçar reação joguei areia nela que riu, acabei rindo também
— Eu querendo ser você? Meu amor, eu sou Katherine Pierce, não há ninguém como eu.
— Graças a deus, imagina outra de você – Caroline franziu testa e se engasgou com a bebida – Quer dizer, tem outra você!
— Não me compare com ela, Elena nunca será como eu.
— Coisa pelo qual sou eternamente grata – ela disse dando se deitando na areia. Deitei-me logo em seguida fechando os olhos, por algum motivo estúpido os olhos de Elijah se repetiam cada vez que fechava os olhos.
— Katherine
— O que é – perguntei impaciente
— Valeu.
— Pelo que? – questione confusa
— Por ter ido atrás de mim.
— Eu não fui atrás de você por livre e espontânea vontade, Stefan me obrigou.
— Que seja, mas você ligou pra ele e avisou e sou grata por isso.
— Não comece a se achar importante por isso, eu apenas…
— Não queria que o mesmo que aconteceu com você acontecesse comigo
Virei-me olhando para Caroline surpresa, para não dizer em choque.
— Pirou garota? — Caroline riu, ainda sem abrir os olhos
— Não precisa me contar nada. Eu sou estou grata pelo que fez... De verdade.
Suspirei irritada pelo rumo da conversa, mas não me movi. Imitei seu gesto olhando para o céu estrelado. Pensando na droga da minha vida, pela primeira vez não tive energia para fingir que estava bem. De repente a ela se levantou e me estendeu a mão
— Anda.
— Pra onde garota?
— Para o mar, estou coberta de areia – justificou.
— Vá sozinha é faça um grande favor, se afogue – ela revirou os olhos rindo.
— Para de ser medrosa e só água.
— Já disse vá e se mate. Você está bêbada garota.
— Você também está.
— Por isso mesmo querida, eu quero permanecer viva, obrigada – Caroline riu dando ombro se abaixou pegando a garrafa bebendo o resto de uma só vez. E foi em direção ao mar.
— Já que não vai, eu vou sozinha
— Pode ir – retruquei dando ombros ela entrou mergulhando, olhei ela rir muito reclamando da água fria, acabei rido bastante. Levantei-me indo em direção ao mar, quem sabe a água fria e salgada apagasse aquele dia.
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