Forever and Ever - Revisando

14 Capítulo - 14 All more colorful



Stefan

Estava deitado em minha cama, olhando para o teto. Depois da recusa em Caroline em falar comigo senti-me péssimo e dei jeito de sair da escola. Estava com ódio de mim mesmo por não ter feito nada a respeito quando Matt a humilhou na frente de todos. Eu deveria ter feito algo como Damon com toda certeza faria. Porque mesmo ela tendo me rejeitado ela ainda era Caroline... Minha Caroline. Minha melhor amiga, eu deveria ter feito algo, deveria tê-la protegido.

Continuei deitado por mais um tempo Ignorando as ligações de Elena, mas ela insistia tanto que acabei por atender. Mas mesmo sendo a mesma voz, não precisei conferir o visor para saber que não era Elena, era Katherine…

– Stefan…

– O que quer Katherine? – inquiri de má vontade

– Ajuda Stefan, eu preciso de ajuda. Eu cometi um erro…

– É por que pensa, que de todas as pessoas do mundo eu ajudaria você?

– Por que não se trata de mim, e a Caroline Stefan, ela pode estar em perigo agora

– O que? Onde vocês estão?

Peguei a chave a chave do carro indo até uma cidade próxima. Acelerei o carro, agoniado demais para avisar alguém. Mesmo podendo ser um truque de Katherine, o desespero em sua voz me dizia que dessa vez era verdade. Estacionei o carro de qualquer jeito e corri para um campo vazio com centenas de copos espelhados no chão.

A rave tinha acabado alguns jovens bêbados, drogados demais para mover-se, estavam deitados no chão ou encostados em árvores, tive que pular sobre alguns. Corri procurando por ela. Já estava me desesperando por não encontrá-la em lugar algum. Foi quando senti uma mão tocar meu ombro.

– Stefan…

– O que aconteceu com ela, o que você fez? – Segurei seu pulso a trazendo para perto, queria olhar em seus olhos. Katherine ficou assustada, e reclamou com dor no pulso – Anda, me diz onde ela está?

– Eu não sei Stefan

– Como assim não sabe? Você a trouxe pra cá, me ligou e disse que ela estava em perigo.

– Eu sei tá legal – ela se desprendeu de mim examinando o pulso, ela parecia perturbada com algo – Eu não menti, juro. Eu perdi ela de vista por um segundo, depois disso ela sumiu…

– Você ao menos a procurou? – ela assentiu com as mãos na cabeça – Anda vamos procura lá.

Puxei seu braço sem delicadeza, procuramos em todos os lugares e não havia sinal dela. Estava começando a ficar desesperado, com isso. Katherine corria chamando por ela.

– Droga… Ele deve ter levado ela – escutei Katherine murmurarpara si mesma olhando para os lados

– Quem? Quem a levou Katherine? – ela abaixou a cabeça, quando ergue os olhos pra mim, estavam marejados, mas ela parecia não me ver.

– Eu não me lembro o nome dele, mas sei onde pode encontrá-lo.



Molly

Acordei sobressaltada depois de um pesadelo, não me recordava do que se tratava o sonho, mas tinha certeza que envolvia Caroline. Fui até seu quarto assim que acordei, mas ela já tinha ido para colégio, ela tinha voltado de madrugada, não precisei descer para vê-la, sabia que a mesma estava bêbada.

Queria ir até ela lhe dar uma bronca, mas que direito e moral eu tinha? Quanta vez tinha ficado bêbada depois de festas que dava em sua casa, quanta vez ordenei que ela limpasse a bagunça, pois estava bêbada demais para raciocinar.

– Molly – Thomas beijou meu rosto abraçando-me pelas costas, alisando minha barriga. – Por que está assim tão longe?

– Estou preocupada, já era hora da Caroline ter voltado. Ela não atende o celular

– Molly, ela é uma adolescente, e saudável sair de vez em quando

– Sim, mas ontem ela chegou bêbada, se não tivesse me impedido…

– De brigar com ela na madrugada? – revirei os olhos pra ele – Molly daqui a uns meses ela será maior de idade ira morar em providencie. Você tem que confiar na criação que deu a dela.

Suspirei refletindo aquilo e por acaso aquilo me desesperou.

– Grande consolo isso – peguei o celular discando novamente

– Molly.

– Olá Bonnie – desliguei o celular notando seu semblante sério, ela olhou para os lados.

– Care está?

– Eu não sabia que vocês voltaram a si falar? – Bonnie abaixou a cabeça

– Então ela não está? – Matt perguntou um tanto impaciente.

Respirei fundo me lembrando do estado que Caroline ficara após o término. Thomas apertou minha mão, para que não fizesse um escândalo na frente dos fregueses.

– Ela ainda não chegou – Thomas se antecipou me respondendo

– Okay... Obrigada Molly – Bonnie girou nos calcanhares, e por algum motivo senti um aperto

– Bonnie espera – Bonnie se virou parecendo não querer me encarar – Por que está atrás dela, o que sabem que eu deveria saber?

– Nada, eu… Senti falta dela, queria apenas conversar – mentiu

– Ah sério? Então por que não conversou na escola? – Bonnie e Matt se entreolharam nervosos – Por que não contam o que ouve logo de uma vez?



Elena

Peguei uma carona com Damon, Stefan tinha ido pra casa sem se despedir, achei estranho, e mesmo correndo o risco de ser uma namorada grudenta fui atrás dele. Damon estava com os olhos fixos na estrada, só desviava quando olhava para o celular. Podia ver o qual preocupado ele estava, foi um impulso toquei em seu ombro, ele pareceu acordar de um transe.

– Damon, fica tranqüilo, ela deve estar bem – remediei, ele suspirou forçando um o sorriso voltando seus olhos para estrada.

– Eu conheço sua irmã Elena, melhor que você. Ela tem um plano e agora tenho certeza que envolvi ferrar a Caroline.

– Mas ela não faria nada de grave contra ela Damon – protestei descrente que minha irmã fizesse algo extremamente ruim.

– Eu namorei sua irmã três anos Elena, ela e tão destrutiva ou mais do que eu. Por isso sei que ela não tem escrúpulo nenhum para ter o que deseja.

Suspirei fundo voltando os olhos pra estrada. Ficamos calados até ele estacionar o carro e entrar em casa feito uma bala. Chamei por Stefan, mas ele não estava

– Onde ele deve estar?

– Se você que é namorada não sabe, eu que vou saber – Damon respondeu rispidamente, revirei os olhos com comentário. Por alguns motivos seus olhos se encontraram com o meu e mesma idéia veio em nossa mente

– Ele foi atrás dela.

– Como? Ele nem sabe sobre isso, saiu antes dela não se lembra? – rebate tentando convencer a mim mesma – Alias nem a gente sabe, ela só cabulou uma aula o que pode acontecer de tão ruim?



Caroline

Estava tonta, sabia que estava dentro dum carro pelo movimento e pelas imagens que passavam rápido feito um fleche diante dos meus olhos. Não sabia a onde estava, e estava tonta de mais para me mover. Estava num banco de trás de carro que não tinha a menor idéia de como tinha entrado. Ergui a cabeça e vislumbrei um rosto. Forcei minha mente e me lembrar quem era, mas não conseguia. Tudo girava e tudo que tinha vontade fazer era fechar os olhos.

Mas não conseguia, estava agitada meus olhos pareciam incapazes de fechar, não conseguia ficar quieta. Queria voltar a dançar, nunca tinha sentido aquela sensação antes… Depois de um tempo o carro parou, ouvi o som da porta de abrir.

– Chegamos – escutei ele dizer, mas não consegui levantar e comecei a rir por causa disso. Ele sorriu maneando a cabeça divertindo-se comigo, então me ajudou a levantar. Quando olhei em volta me deparei com uma bela casa vitoriana que lembrava muito a casa dos Lockwood. Mas o que mais me encantou foi sua grama. Verde demais para aquela época do ano, ela era tão verde que me fazia querer rolar no chão

– O que está havendo comigo – ele colocou a mão envolta da minha cintura

– E uma sensação incrível não é? – assenti rindo, fitando a grama que pisava que parecia tão mais verde. Confirmei rindo, quase tropecei, ele me segurou com firmeza ficando a minha frente seus olhos eram verdes e seu sorriso… Era lindo.

– Onde eu estou? – soltei-me dele correndo, comecei a girar em círculos, olhando tudo girar não conseguia parar de rir.

– Na minha casa – ele se aproximou me parando – Vem, vamos entrar.

Não conhecia aquele cara, mas não tinha lá muita importância. Ele parecia ser tão doce, sempre me segurando quando estava prestes a cair, sendo tão paciente com meus ataques de riso.

Soltei-me de novo de seus braços correndo. Escutei-o ri de mim, abriu a porta para que entrássemos. Eu fiquei andando pela casa, tocando nos moveis, sentindo minha boca seca.

– Estou com sede – choraminguei e ele sorriu e me estendeu uma garrafa de água que bebi em questões de segundos – Ainda estou com sede.

Ele saiu da minha visita voltando com suas garrafas, quanto mais eu bebia mais sede sentia. Comecei a ouvir meu coração tamborilar no peito. Senti uma tontura estranha me sentei no sofá com sua ajuda

– Não estou me sentindo, mas tão bem assim – me queixei feito criança querendo dormir, mas ainda não conseguia por que não conseguia ficar quieta. Ele se aproximou me dando outra garrafa senti suas mãos acariciar meus cabelos

– Logo vai passar amor – ele colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha – Ou você pode continuar se quiser.

– Posso? – inquiri animada para tirar aquela sensação ruim do corpo e voltar a me sentir tão bem. Queria voltar a dançar até que meus pés doessem.

Ele assentiu sorrindo, toquei seu rosto ele pegou minha mão, ele desceu a mão pelo meu pescoço se aproximando do meu rosto, sentia uma sensação tão intensa com seu toque que me aproximei dele. Ele me beijou, fiquei extasiada, com cada toque, ele sentou se ao meu lado me puxando para seu colo, sem pestanejar obedeci.

Queria sentir aquela sensação, queria que durasse mais queria que fosse pra sempre. Agarrei seu rosto, adorando a sensação de sua barba rala contra minha mão, ele apertou minha cintura e desceu as mãos para minha coxa alisando elas antes de apertá-las aprofundando o beijo, ele quebrou o beijo e pegou algo dentro de sua calça jeans enquanto eu permanecia impaciente beijando seu queixo, ele riu e agarrou meu rosto com força e beijou-me novamente. Senti sua língua empurrar um comprimido para minha, me afastei dele confusa e ele me estendeu outra garrafa de água. Bebi a água contida nela e engoli o comprimido ele sorriu satisfeito, beijando meu pescoço e puxando minha blusa para cima.

Estava prestes a levantar os braços para permiti que ele tirasse ela de mim quando senti a dor aguda na cabeça voltar, comecei a tremer, mas não era de frio. Afastei-me dele que agora me encarava com expressão seria. Deslizei nela para me sentar no chão me sentando, ele disse algo, mas não consegui entender. Quando ele abaixou ficando em minha altura, ele tocou meu braço e gritei para que ele se afastasse. Ele obedeceu. Abracei meus joelhos me movendo pra frente para trás, querendo que dor sumisse tudo parecia ficar maior.

– Merda – escutei ele reclamar. Antes que conseguisse erguer a cabeça meu mundo ficou negro e podia ouvi-lo reclamar antes de perder a consciência.

(...)

– Chefe… Ela...

– Não idiota, ela só esta desmaiada... Acho que exagerei na dose.

– Já que ela está desmaiada… Nós podemos cuidar dela?

– Não! Não vão tocar um dedo nela – rosnou, olhando ameaçadoramente para os quatro homens que olhavam para garota desmaiada com desejo.

Ele a pegou no colo, olhando seu rosto afastando os cabelos dourados de seu rosto a levando para quarto. Ele fechou a porta a colocou em sua cama. Por algum motivo estranho que ela pra ele era desconhecido ele não conseguiu se aproveitar daquela garota. Ele sorriu lembrando-se de como foi difícil se aproximar dela, por mais que ele jogasse seus encantos para ela e o rejeitava. Ele a seguiu por todo canto e não desistiu de conquistá-la, ele decidiu que teria aquela noite. Ela seria seu prêmio, seu irmão mais novo zombou dele, afirmando que ele não conseguiria levá-la para cama. E ele sorriu satisfeito, lá estava ela dormindo em sua cama. Ele poderia tê-la como pretendia, mas não conseguiu achar aquela idéia atraente com ela desmaiada. Ele gostou do som de seu riso ou da maneira como sua língua era afiada quando ele tentava flertar com ela.

Sentou-se do se lado tocando em sua testa que ardia. Ele deslizou a mão de seu pescoço para os seios, mas não prosseguiu. Levantou-se confuso por não conseguir, não era como se ele nunca tivesse feito aquilo antes. Ele franziu a testa observando aquela garota dormir se perguntando o que havia de errado com ele. Aquilo nunca tinha acontecido antes, ela era apenas uma garota qualquer… O que está acontecendo comigo? Ele se perguntou mantendo-se longe da garota que ele só sabia o primeiro nome era, Caroline. Ele saiu do quarto irritado, deixando claro que ninguém tocasse em só fio da garota, ele a teria como apostou com seu irmão. Mas ele a queria acordada, ele a queria bem consciente para quando ele calasse sua língua afiada com dele.



Stefan

Katherine entrou no carro relutante, disse que sabia onde ela possivelmente estaria, mesmo assim ela se negava a ir. Queria estrangular ela o caminho inteiro. Katherine apertava o pulso, segurava algo nas mãos, era uma pulseira, era de Caroline.

– Por que está com a pulseira dela?– ela olhou para pulseira, distraída

– Estava no meu carro – respondeu ainda com os olhos vagos.

– Por que a trouxe pra cá Katherine, o que pretendia fazer com ela

– Ela não é uma boneca Stefan, não e quebrável tanto quanto eu.

– Me responde de uma vez, o porquê dessa aproximação?
– Porque eu queria me vingar de você Stefan, queria me vingar do Damon e sabia que a única coisa que machucaria vocês dois era ela. – ela esbravejou, parei o carro de rompante assustando-a.

– Você a usou pra me atingir? – peguei seu braço sacudindo-a, ela se soltou saindo do carro. Mas eu a alcancei, segurando seus dois braços – Onde ela está Katherine? Eu só vou perguntar uma vez, me fala.

Katherine tentou se soltar, com os olhos marejados ela começou a gritar, nunca tinha visto ela tão desesperada.

– Não foi minha culpa, eu não sabia que ele está lá – Ela gritou maneando a cabeça, tive que me controlar para não sacudi-la, mas ela chorava, com as mãos na cabeça.

– Quem e ele Katherine – questionei tentando controlar a raiva e impaciência.

– Eu não sei – ela soluçou – Me lembro do rosto dele… Mas não sei o nome dele Stefan… Eu juro... Eu juro, não sei nada sobre ele.

Ela se afastou parecendo verdadeiramente desesperada. Suspirei tocando em seu ombro ela não se virou, continuou chorando fitando o nada. Alguma coisa muito grave tinha acontecido com ela.

– Eu acredito Katherine, eu acredito o.k. – Ela se virou sem reação – Agora, por favor, entra no carro e me mostra o lugar que ele te levou.

Ela assentiu rumando até o carro sem dizer nada.

Katherine

Stefan me obrigou a levá-lo, meu coração acelerava à medida que nos aproximamos da casa. Stefan estacionou, saindo correndo do carro. Ele apertou a campainha gritando por Caroline. Não consegui dar, mas nem um passo na direção da mansão. Stefan me olhou por cima do ombro, veio até mim sem nenhuma delicadeza me arrastando para frente do portão. Um desespero começou a me tomar, me debati tentando me soltar, mas ele estava obstinado a encontrar Caroline.

– Me solta, eu já te trouxe até aqui. Me deixa ir – Gritei desesperada olhando para mansão.

– Você a trouxe pra essa roubada Katherine, vai me ajudar a tirar – ordenou inflexível

Desvencilhei meu braço, arfando o peito, tentando parecer segura. Com a mão trêmula apertei a campainha. Apertei mas duas vezes impaciente com a demora. Quando me virei pronta para ir embora, correndo ou de carona se fosse preciso o portão se abriu, olhei para um canto no alto, tinha uma câmera ali. Fiquei paralisada, temendo encontrá-lo novamente. Stefan olhou pra me esperando que eu entrasse com ele, mas neguei veemente com a cabeça.

– Vamos – ele voltou me puxando pelo braço.

Quando estávamos na porta travei, estava me puxou mais não consegui dar mais nenhum passo naquela direção

– Qual é o problema? – Stefan questionou impaciente. Respirei fundo tentando conter o nervosismo

– Stefan, por favor, me deixa te esperar no carro, eu não quero entrar – Stefan me analisou por um momento. Mas sua expressão não mudou, ele negou com a cabeça me puxando em direção a porta. Para minha surpresa alguém abriu a porta.

– Katherine – consegui respirar aliviada a reconhecer o rosto – O que faz aqui? Questionou com meio sorriso, que logo se desmanchou ao ver Stefan segurando meu braço.

– Eu preciso da sua ajuda – expliquei com a voz branda, sorrindo aliviada.

– Está tudo bem com você? – inquiriu preocupado se aproximando com os olhos fixos na mão de Stefan que permanecia apertando meu braço

– Não, na verdade não.

– Chega, onde ela está – Stefan inquiriu se aproximando com olhar de desafio

– Ela quem? – inquiriu confuso – Do que seu amigo está falando Katherine?

Ele nos convidou a entrar e me escutou atentamente, maneou a cabeça olhando para mim com um olhar que por algum motivo me fez desviar os olhos para chão, ele me olhava com tanta decepção e pesar que me irritou. Ergui a cabeça respirando fundo, ignorando seu olhar desaprovação.

– Então você sabe ou não sabe onde ela pode estar? – Stefan inquiriu impaciente.

– Sim, eu tenho uma ideia de onde ela pode estar.


Bonnie

Molly estava andava em círculos e mesmo com o marido tentando acalmá-la por causa do bebe, ela não dava ouvidos, voltava para o celular ligando para Caroline. Elena se encolheu na cadeira, com que ela praguejava. Thomas nos mandou sair, fomos embora. Fiquei aflita, me sentido culpada por ser a pior amiga do milênio.

Elena tentava me reconfortar, me dizendo que ela estava bem é que estávamos nos preocupando por nada, talvez fosse mesmo isso. Mas não conseguia me acalmar, nem deixar de me sentir culpada, por não ter me importado com ela. Nem tentado alertá-la sobre Katherine e as coisas que ela costumava fazer para se divertir.

Quando me lembrei das festas que Katherine costumava de ir, fiquei mais nervosa. Elena me levou para sua casa, não conseguia prestar atenção no que ela dizia, olhava no celular esperando uma notícia, Damon e Matt saíram à procura dela.

– Quer alguma coisa pra beber – Elena perguntou me olhando preocupada.

– Pode ser – disse em automático, Elena assentiu indo até a cozinha me deixando em sua sala de estar. Ouvi passos na escada, me virei e dei de cara com uma cena perturbadora. Vick descia a escada, com a camisa desabotoada indicando que a mesma tinha acabado de se levantar. Jeremy veio logo atrás dela sem camisa, com cabelo bagunçado. Ele estava sorrindo, mas seu sorriso murchou assim que me viu.

– O que ela faz aqui – Vick questionou olhando indignada para Jeremy, que parecia visivelmente desconfortável com minha presença.

– Eu…

– Eu vim com a Elena Vick – retruquei sustentando seu olhar, Vick deu um sorriso desdenhoso.

– Quer mesmo que acredite nisso? – ela se aproximou, ainda rindo me olhando de cima a baixo – Sabe essa tua carinha de sonsa não me engana nem um pouco sabia? – bufei revirando os olhos, nervosa demais para debater com ela. Ia me virar e ir para cozinha mais ela me deteve segurando em meu braço.

– Me solta garota – esbravejei

– Eu ainda não terminei de falar

– Problema é seu, não tenho que aturar você – me afastei, escutei Vick rindo vitoriosa

– Isso, é melhor ir embora mesmo – Ela se voltou para Jeremy o beijando, o mesmo não corresponde, permaneceu olhando para mim. – É bom entender que ele tem dona!

– Que ótimo pra ele, ter uma dona – rebati sorrindo, Jeremy abaixou a cabeça envergonhado. Elena surgiu na sala com um copo de suco na mão. Não demorou até ela entender a situação

– Vick – cumprimentou desanimada.

– Bom dia pra você também cunhadinha

– É boa tarde Vick.

– Serio? Pensei que ainda era de manhã – rebateu cínica – Mas a culpa e toda do seu irmãozinho que não me deixou dormir – revirei os olhos com seu sorrisinho cínico

– Elena, valeu pelo refresco, mas acho que já vou

– Bonnie…

– E melhor esperar em casa mesmo – despedi-me dela rapidamente indo embora dali. Não querendo mais ver Vick agarrada a Jeremy. Mesmo não tendo direito algum de sentir-me com ciúmes, não pode evitar ficar nauseada imaginado o que eles estavam fazendo mais cedo naquele dia.



X

Fomos até outra casa, não muito longe de onde tinha sido a rave. Stefan quase saltou do carro indo atrás de Caroline. Stefan entrou sem pedir licença, correu para dentro abrindo todas as portas que achava pelo caminho chamando por ela. Verificamos quatro quartos até que a encontramos…

– Caroline – Stefan correu até ela que dormia na cama, ela estava molhada pelo suor excessivo com grama no cabelo e a bochecha avermelhada. Ele sentou-se na cama e a pegou sua cabeça colocando-a em cima de suas pernas, tocando em sua testa com delicadeza. Tentou acordá-la, mas não obteve sucesso.

– O que deram pra ela?

Abaixei a cabeça, não podendo sustentar os olhos sobre mim. Elijah suspirou e respondeu por mim.

– Provavelmente foi ecstasy – ele respondeu por mim, olhando-me de esguelha

– O que? – Stefan olhou para Caroline desesperado – Ela vai ficar bem?

– Sim, também não é pra tanto – rebati irritada e Stefan ergueu a cabeça me olhando, tudo que conseguia ver era ódio e desprezo.

– Como pode ter tanta certeza? – ele fez uma pausa suspirando, acariciando o rosto de Caroline – Claro... E isso que você usa não é

Stefan se levantou colocando Caroline com cuidado na cama novamente.

– Você fez isso com ela! – ele me acusou com os olhos faiscando de raiva.

– Ei espera ai! Eu não coloquei uma arma na cabeça dela pra ela usar, ela usou por que quis – rebati irritada. Stefan apertou meu queixo me forçando a olhá-lo.

– Se acontecer alguma coisa com ela – ele ameaçou, o empurrei mais ele pegou meus braços e me sacudiu com violência – Vou fazer você se arrepender amargamente.

– Hein não precisa disso – Elijah se aproximou tocando o ombro de Stefan, que suspirou.

– Não se mete – rosnou e voltou seus olhos pra mim – Você e desprezível Katherine era esse seu grande plano pra se vingar de mim? Drogar ela e deixá-la... – ele voltou seus olhos para ela e fechou os olhos com força respirando fundo – Se alguma coisa acontecer com ela, você vai pagar caro por isso!

Ele ameaçou me empurrou com força, me desequilibrei caindo no chão, com os olhos queimando pelas lágrimas que tentei em vão segurar. Stefan pegou Caroline no colo, e levando de lá. Permaneci no chão, olhando Caroline desmaiada no colo dele. Sentindo-me, um lixo. Recordei-me de quando o mesmo aconteceu comigo, ninguém deu por minha falta, nem mesmo Damon meu então namorado que jurava que me amava.

Lembrei-me de voltar pra casa sozinha e machucada, de me trancar no quarto e chorar a noite inteira e ninguém importar-se comigo. Por um momento me esqueci que aquela casa não era minha não me importei de ter um estranho ao meu lado. Chorei sem me importar o que ele pensaria. Abracei meus joelhos, mas não chorava de tristeza, chorava de ódio.

Ódio por ter sido humilhada mais uma vez, mais ódio sentia de mim mesma por ter voltado atrás e ajudado aquela idiota. Deveria ter deixado ela como todos me deixaram, queria bater a minha cabeça na parede por ter sentindo compaixão por aquela imbecil que me roubou tudo. Senti uma mão tocar meu ombro, Elijah de abaixou ficando a minha altura, não ergui a cabeça para olhá-lo.

– Me deixa – rosnei, mas ele não obedeceu, permaneceu ali me olhando – O que você quer?

Levantei-me correndo daquela casa, quando sai me dei conta que Stefan já não estava ali. Tinha ido embora levando Caroline com ele me deixando pra trás. Sequei as lágrimas, e me recompus. Busquei no bolso da calça. Algo que me tiraria todas aquelas frustrações, todos aqueles sentimentos inúteis. Olhei para os comprimidos em minha mão, tomando coragem para tomá-los, e ia fazer isso. Mas ele me impediu.

– Não faz isso – ele segurou minha mão, me olhando intensamente ele se aproximou ficando em minha frente – Você não precisa disso.

Fiquei sem ação, as malditas lágrimas voltando a cair sem que pudesse controlá-las. Ele secou as lágrimas do meu rosto, com sorriso terno no rosto. Foi um impulso, uma fraqueza da minha parte mais o abracei, sendo amparada por seu braços fortes, ele acariciava minha cabeça. E a sensação de sentir-me aparada por alguém me fez deixar de chorar. Tentei puxar na memória qual foi a ultima vez que alguém me abraçou assim, que alguém se preocupou comigo de verdade.

Desprendi-me dele erguendo a cabeça Olhando em seus olhos castanhos ficando presas a ele, ergui minha mão e segurei seu rosto, desviando meus olhos dos dele apenas para olhar em seus lábios antes de me quebrar a distância mínima que me separa de provar seus lábios e saber se neles sentiria algo além do vazio persistente que me acompanhava.

Estava tão próxima dele que podia sentir sua respiração contra meus lábios. Mas ele recuou, segurou meus braços me impedindo de beijá-lo. Fiquei sem ação com sua rejeição. Ergui a cabeça ainda segurando seu rosto, quando encontrei com seus olhos senti um nó na garganta. Ele me lançou um olhar que eu conhecia bem, o mesmo olhar que Stefan uma vez me olhou e não era nada parecido com desejo e sim... Pena.

Recuei para trás ele tentou me tocar, mas não deixei. Sequei meu rosto, e dei o meu melhor do meu sorriso de desdém

– Você é que perde então – rebati pegando os comprimidos, e engolindo de uma vez

– Katherine... Não! – ele maneou a cabeça me olhando atordoado, eu apenas sorri mais ainda.

– Não por quê? – arquei a sobrancelha analisando sua expressão nervosa, ele se aproximou tomando minha mão

– Por que você é melhor que isso – ele afirmou me olhando fixamente nos olhos, demorei a absorver aquelas palavras, mas quando absorvi comecei a rir, ele me fitou confuso. Tomei seu rosto nas mãos, rindo. Aproximei-me beijando nos lábios, ele não correspondeu, mas percebi o quanto ficou mexido com isso.

– Você é tão patético – ri ainda próxima aos seus lábios – Acha mesmo que esse papinho de auto ajuda vai funcionar comigo? Acha mesmo que sou uma donzela em perigo....

– O que eu acho é que você precisa de ajuda – ele rebateu enfático – Você precisa...

– O que preciso é que me deixe em paz.

– Espera Katherine…

Não esperei que ele terminasse sai dali quase correndo. Andei por um bom tempo, tentando me lembrar a onde tinha deixado meu carro. Depois de alguns minutos o sol forte me causou dor de cabeça estava grudenta de suor e com pés doloridos. Parei no meio da estrada pedindo, não demorou muito até que alguém parasse. Abaixei para olhar quem era um homem parentando ter uns 28 anos ou mais

– Quer uma carona gracinha? – inquiriu ele com sorrisinho malicioso enquanto seus olhos se desviaram para meu decote. Forcei um sorriso assentindo, ele abriu a porta. Não demorou nem um minuto para que ele passasse a mão na minha perna, apertando meu joelho. Ele fedia a cigarro e perfume barato. Mas aquilo não tinha a menor importância agora. Ergui a cabeça dando os melhores do meu sorriso, mordiscando os lábios quando minha mão passeou até sua perna. Precisa tirar aquele olhos castanhos da cabeça, apagar aquele dia da cabeça.

– Então gracinha, você não me disse pra onde está indo? – Me aproximei dele o beijando, o gosto na boca dele era amargo, me fez lembrar-se daquela noite.

– Me lava pra longe, qualquer lugar bem longe daqui – ele sorriu aturdido pelo meu gesto.

Ele acelerou o carro, me recontei no banco olhando para estrada, tudo começava a ganhar mais cor à medida que droga começava a fazer efeito. Fechei os olhos esperando que surtisse efeito logo, que levasse minha mente fora da merda da realidade que era minha vida agora.



Stefan

Levei Caroline para o hospital. Fiquei desesperado ao vê-la naquele estado. Desfalecida em meu braço, pálida, molhada dos pés a cabeça pelo suor. Fiquei ao seu lado, depois da explicação do doutor que ela ficaria bem. Mas que faria alguns exames, cuja já sabia o resultado. Pouco depois Molly chegou acompanhada de Thomas, ela estava desesperada, menti mesmo sabendo que em breve de um jeito de outro ela descobriria o que Caroline fizera. Menti dizendo que ela estava em coma alcoólico apenas, que em breve acordaria.

Fiquei do seu lado o tempo todo, mesmo depois que Molly foi arrastada por Thomas para se alimentar. Estava segurando sua mão, com a cabeça deitada na cama. Quando ela acordou

– Stefan – ela sibilou com os olhos semicerrados.

– Care – me aproximei dela tocando seu rosto

– Minha cabeça – ela gemeu, colocando a mão na cabeça. Ela olhou em volta reconhecendo o lugar – Por que estou no hospital?

– Isso não tem importância agora – me aproximei beijando sua testa – Feche os olhos, descanse mais um pouco – murmurei enquanto beijava seus lábios demoradamente.

Quando me afastei notei sua respiração se acalmar, já tinha voltado a dormir. Sentei-me ao seu lado acariciando seu rosto, sentindo-me aliviado por vê-la sã e salva ao meu lado. Depois do susto de quase perdê-la me dei conta do quando amava, não podia e nem conseguia mais sufocar aquele sentimento.

– Eu prometo que nunca mais vou deixar nada de ruim te acontecer – murmurei contra seus lábios antes de beijá-la. Suspirando aliviado escutando seu ressoar. Apertei sua mão e quando abri os olhos percebi que não estávamos sozinhos.

– Ela está bem? – Bonnie perguntou surgindo atrás de mim com a voz preocupada.

– Sim ela está, vai ficar bem – respondo e me virei notando Elena no umbral da porta. Quando olhei seus olhos detectei uma tristeza, me senti mal por isso.

– Eu vou ligar para Damon – Bonnie disse por fim – Ele e Matt devem estar loucos atrás dela.

Bonnie saiu depois de tocar a mão de Caroline, lançou um olhar de compreensão para mim e tocou no ombro de Elena ao passar pela porta. Elena se aproximou devagar, ela ficou ao meu lado olhando para Caroline

– Elena…

– Eu sei – respondeu olhando para chão – Não precisa se explicar... Ela é sua melhor amiga fico feliz que tenha encontrando-a bem – ela segurou meu rosto e beijou-me nos lábios forçando um sorriso que não alcançou seus olhos. Ela estava prestes a sair quando segurei seu braço

– Sim Elena, eu preciso – ela me encarou surpresa, podia ver que ela temia o que eu diria a seguir

– Não Stefan, não precisa – ela teimou tentando soltar-se — Nós podemos conversar depois

– Não Elena, nós precisamos conversar... Agora.

Elena desviou olhos para Caroline e sua expressão endureceu, ela assentiu com cabeça e saiu do quarto. Dei uma ultima olhada para trás, observando Caroline dormir e tendo a certeza de não podia fugir mais do que sentia. Fechei a porta atrás de mim seguindo Elena para fora do hospital. Respirando fundo para reunir a coragem que me faltava para ser sincero e justo com ela.

Notas finais
Voltei Girls, e como prometido outro capítulo ( atrasado, eu sei) mas não deu pra voltar antes :P Se der posto outro hoje mesmo ;) XOXO