Forever and Ever - Revisando

13 Capitulo - 13 Tell me who your friends are, and I will tell you who you are



Stefan

Me sentia inútil por não tê-la defendido, afinal que espécie de homem eu era. Mas a verdade e que a recusa de Caroline me destruiu. Tudo que conseguia pensar era que ela tinha sentimentos por meu irmão e essa constatação me congelava. O medo que ela chegasse a conclusão que o amava me assombrava e quando ela preferiu continuar com Matt, escondendo dele o que houve entre eles, suas esperanças de não ser tarde demais foram aniquiladas. Ela tinha seguido em frente, tinha dado o primeiro passo para esquecê-lo e mesmo entendendo-a ele apenas queria entrar em seu quarto e deitar ao seu lado e desabafar como tantas vezes fizeram. Dizer a ela que ele tinha medo, medo de perdê-la. Queria explicar que enquanto ela já tinha consciência do que sentia por ele há anos, ele estava longe de entender que o que sentia por ela, era amor.

Porque ele a tinha desde sempre ao seu lado. Sempre o escutando, sendo a voz da sua consciência ou vise versa. Diferente dela, ele não estava pronto pra admitir que por vezes o ciúme que sentia dela e seu irmão ou de qualquer homem que olhasse pra ela, era algo diferente de zelo de amigo.

E para complicar ainda mais a situação havia Elena naquele meio todo. Uma garota normal já teria terminado comigo, depois de confundi-la com sua irmã gêmea ou de beijar e admitir amar outra. Eu e Elena tínhamos uma ligação, um sentimento estranho que nos unia.

Impedia-me de abandoná-la mesmo com meu coração pertencendo à outra. Tínhamos muito em comum, pensávamos do mesmo jeito. E claro me sentia mortalmente atraído por ela. Mas às vezes temia que o motivo fosse Katherine. Aquele dilema de transferir os sentimentos.

Como a vida podia ser assim tão complicada. Tenho certeza que ela me abominava agora e com toda razão. Não tinha conseguido terminar com Elena, ao invés disso contei tudo a ela.

Disse que todas as letras que depois de beijar a irmã dela eu tinha beijado Caroline. Elena ficou calada por um bom tempo e por três dias me evitou. Pensei que aquilo seria a última gota para ela. Mas ela veio, em meu quarto e sem dizer nada me beijou. Disse que lutaria por mim.

Quando Damon voltou para casa, já era à noite. Estava sentado na sala quando ele jogou a jaqueta no chão. Com uma expressão pensativa no rosto. Não nos falamos desde briga no campo. Mal olhávamos uma para cara do outro.

Damon foi até a cozinha e voltou com uma garrafa na mão. Sentou-se no sofá, e não pareceu incomodado comigo ao seu lado. Ficamos em silêncio vendo Catfish. Algo em seu silêncio me incomodou, mesmo estamos brigados há um tempo. Damon nunca se mantinha calado e o seu silêncio sempre significava algo. Ele apoiou as pernas na mesinha de centro.

— Por que não a defendeu Stefan? – demorei um tempo até assimilar a pergunta. Damon manteve os olhos fixos na TV

— Do que está falando?

— Eu sei o que ouve entre vocês dois, não sou idiota – fiquei olhando-o incrédulo. Como Damon poderia saber.

— Caroline te contou?

— Não, ela não precisou. Eu notei na detenção, o olhar dela. A sua cara de culpado. Até mesmo o tapado do Matt deve ter ligado os pontos. Mas tenho que dar os parabéns, beijar Katherine e Caroline na mesma noite.

— Você não sabe de nada Damon! – me levantei indo para quarto, mas sabia que ele me seguiria

— É eu realmente não sei. Não sei o porquê não a defendeu de ser humilhada por Matt na frente do colégio, não entendo do porque esta namorando a Elena se ama mesmo e Caroline? Por que Stefan, o que tanto impedi vocês dois? Ela está sofrendo, sofrendo por você.

Fitei o porta-retratos com a foto minha dela. Lembrei-me do seu beijo, e do motivo que nos afastava. Respirei fundo

— Por sua causa – Damon riu, olhando-me pasmo

— Vai me culpar agora? Como pode ser minha culpa. Não está com ela porque é covarde.

— Caroline tem sentimentos por você Damon. Sentimentos que nem ela sabe. Eu a conheço a minha vida toda, sempre soube disso. Mas não queria ver, eu me negava crer.

— Você está louco Stefan, ela te ama…

— Sim ela ama, mas também pode estar apaixonada por você.

Damon passou as mãos pelo cabelo, aquela reação dele era entranha. Estava nervoso olhando para o teto

— Idiota! Você é o maior idiota que eu conheço

— Por que está agindo assim? Deveria estar feliz em ouvir isso

— Ouvir o que? Sua estupidez. Caroline pode sim sentir algo por mim, mas nem se compara ao que ela sente por você. Você deveria tê-la defendido. Deveria deixar de enganar Elena, deixado de se enganar achando que sua paixonite pela Elena vai fazer com que a esqueça. Damon suspirou olhando para o porta-retratos. Deveria estar lá por ela como prometeu Stefan.

— Porque não faz isso, já que pelo visto a ama tanto? – Me doeu constatar aquele fato, vendo à agonia e a urgência na voz de Damon.

— Porque não sou eu que ela ama. Ela queria que você luta-se por ela Stefan. Mas se quer saber dane-se – ele bufou e se levantou – Eu não vou ficar num canto, esperando como você. Eu vou lutar por ela, não vou dar se quer um segundo para que ela pense em você. Eu vou apagar qualquer vestígio desse amor que ela sente por você irmãozinho. Eu vou fazê-la se apaixonar por mim. Sem nenhum peso na consciência.

Damon colocou o porta-retratos no lugar suspirando parecendo aliviado por tudo que disse. Eu estava paralisado com o que me dissera. Eu tinha entregado Caroline de mão beijada para Damon. Tinha desistido dela. Sentei-me em minha cama, refletindo se eu ainda a merecia?


Caroline

Eu passei de garota esquisita, quatro olhos para namorada popular de Matt Donavan, agora eu fui reduzida a vadia que enganara três ao mesmo tempo. Todas as cheerleaders me pegaram como alvo, ou melhor, todas exceto Bonnie e Katherine.

Bonnie eu até podia entender, mas aquele ato de piedade de Katherine era estranho soava como um de seus planos malignos. Agora me sentava sozinha no refeitório. Sentava no fundo, bem afastada de Matt, Bonnie e Stefan. Ia direito para o bar e me concentrava nas dezenas de pratos, chão para limpar e mesas a atender.

Só em pensar que ainda tenho meses para ficar aqui nessa cidade. Cada mês aqui parecia que fincaria raízes. Tinha medo de não ser aceita em Brown de ficar ali naquele bar para sempre. Imaginei-me presa ali para sempre gorda – culpa do fast food – servindo as mesas, solteirona e ainda morando com Molly e meu sobrinho que já estaria prestes a ingressar na faculdade. Vendo o olhar penalizado que admiravam Elizabeth Forbes e sempre pensariam como Molly “não é nada parecida como a mãe”

— Caroline – Thomas chamou-me tocando em meu braço.

— Oi – Disse saindo daquela fantasia bizarra

— Você está bem?

— Sim Thomas, estou ótima – menti ele balançou a cabeça, rindo descrente

— Anda me conta o que ouve?

— Nada mesmo Thomas, apenas a maldita da adolescência. Parece que não acaba nunca – reclamei, tirando recolocando os canudos em seu compartimento prateado que não recordava o nome.

— Care, tenho um segredo para te dizer – Thomas se aproximou cochichando – Crescer não resolve nada, apenas confundi tudo, tudo fica ainda mais complicado.

— Isso era para ser um consolo? – Thomas riu – Por que não funcionou.

— Care, eu já tive sua idade. Tudo quando se e jovem parece pior, mas dramático e sem solução como de fato é: quando tudo parece dar errado, acontecem coisas boas que não teriam acontecido se tudo tivesse dado certo!

— Uau, bela frase de efeito Thomas – forcei um sorriso voltando para meus afazeres, mesmo entendo as boas intenções dele, não queria ouvir conselhos vindos dele, ou melhor, não queria ouvi-los de ninguém.

Thomas me deu um tapinha no ombro e voltou para cozinha. Fiquei até tarde da noite fechando o bar. Molly tentou me convencer a sair com ela e Thomas para casa dos parentes dele, mas não tinha a mínima vontade de conhecê-los.

Não queria ir para casa por isso caminhei descalça na praia sentindo água fria contra minha pele. Por um momento fiquei olhando as ondas se quebrando contras as rochas, vindo em minha direção. Desejei ter coragem de entrar naquele mar e me afundar pra sempre. Ao invés disso, continuei andando sem rumo até que escutei uma música alta e uma luz ao longe.

Era noite da fogueira, dezenas de alunos, que eu fugia todos os dias na escola estavam dançando bêbados, em volta da fogueira. Se tivesse nos meus dias normais, daria meia volta, quereria ficar longe daquele lugar. Mas não estava ligando para nada aqueles dias.



Katherine

Estava mais uma vez na festa estúpida da fogueira, depois de rejeitar outra cara após sentir o bafo de bêbado e cantadas baratas. Sentei-me na areia, não me importando muito se ficaria coberta de areia. Fiquei bebendo, olhando para o nada, até que alguém que nunca esperava ver ali apareceu. Caroline estava bebendo e pelo jeito como estava começando a dançar não parecia ter sido o primeiro copo.

— Olha quem está aqui, virgenzinha nos agraciando com sua presença.

— Dill, está muito enganada, ela não é tão virgem agora. Não depois de encarar três de uma só vez – Judy debochou.

— A Judy, pelo menos ela não dormiu com professor Walter pra ganhar um c porque ainda não sabe nem soletrar o próprio o nome. Enquanto a você Dill, sei porque do veneno deve ser difícil ser a única vadia da escola que ninguém quer.

Judy e Dill me fuzilaram com os olhos antes de dar meia volta. Caroline riu dando outro gole e fazendo careta com gosto amargo

— Tá legal Katherine, me diga qual é seu grande plano maligno agora?

— O que?

— Qual é? Quer mesmo que acredite que de uma hora pra outra resolveu, bancar a boazinha

— Boazinha, eu? – acabei rindo pegando uma garrafa e nos servindo – O que a faz pensar que eu estou sendo boazinha, posso saber?

— Está sendo – ela respirou fundo fazendo uma careta – Está sendo legal comigo.

— Ah está falando daquilo – apontei para Dill e Judy – Isso não tem nada a ver com você Barbie. Eu apenas as odeio.

— Mais do que me odeia? – ela assentiu rindo

— É por ai. Além do mais, eu sou sua arqui-inimiga, não gosto de ser substituída

— É não será, eu ainda detesto você.

— Somos duas – fizemos um brinde – Agora já que somos quase… Intimas,, me fala por que está aqui?

— Por que você está aqui Katherine? Eu te observei de longe e se estivesse num velório estaria mais animada.

Suspirei refletindo a pergunta e dei ombros

— Não tinha lugar melhor pra ir – ela concordou

— Você, não tem um lugar melhor pra ir? – zombei – Enquanto a sua BFF, seu dois namorados – Caroline revirou os olhos.

— Você realmente adora tripudiar não é?

— Claro! O que esperava que te desse um abraço e ficasse com peninha de você? Qual é garota, isso é pior coisa que já te aconteceu? Ser ignorada? Eu fui a minha vida toda…

— Ignorada, você?

— Sim, ao contrário do que pensa eu luto pra sobreviver sozinha, pra ser notada.

— Okay Katherine Pierce, pode repetir essa frase, vou pegar meu celular tenho que registrar esse momento – ela ligou o celular, me filmando, acabei rindo disso.

— Se quer ter uma foto minha para admirar não precisa inventar uma desculpa, adoro que meus fãs me idolatrem. Caroline revirou os olhos rindo. Peguei o celular de sua mão, olhando para foto de papel de parede que era ela e Bonnie – Ainda essa foto?

— Esqueci de apagar – admitiu aborrecida

— Acho que agora é uma boa hora pra apagar – aproximei-me de uma Caroline surpresa, estudei sua reação esperando que ela se afastasse e me chamasse de louca. Mas ela não protestou quando chamei algum idiota qualquer para tirar uma foto nossa e nem queira me perguntar o porquê fiz isso, era total culpa do álcool.

— Diga xis.



Bonnie

Mesmo ficando muito amiga de Elena e gostando muito dela, não conseguia evitar sentir falta de Caroline, tinha saudade de nossas conversar intermináveis e sem sentido.

É agora ela mal me olhava, sabia que tínhamos tido uma briga, e admito que estourasse com ela sem motivo, mas não esperava que ela virasse a cara para mim, que preferisse ficar sozinha no refeitório com todos comentando sobre ela, que preferiria ficar sozinha a ficar em minha companhia. O pior era ter que escutar Matt se queixando o tempo todo, ele estava amargurado, com raiva dela. Mas no fundo estava arrependido do que fez.

— Está me ouvindo Bonnie?

— Sim Matt.Infelizmente, eu escutei cada palavra.

— Me desculpe por querer desabafar com minha melhor amiga. – Matt fez menção de se levantar, mas o detive segurando seu braço

— Não seja tão dramático. Você está assim porque quer – Matt me olhou incrédulo

— Estou mau porque quero? Eu fui traído...

— Matt todo mundo ao menos uma vez na vida já foi traído, e não sei se está lembrado que certa loira te avisou, disse que gostava de outro cara… Está lembrando-se do que disse pra ela?

Matt se afundou na cadeira e olhou de esguelha para Caroline que acabara de cruzar a porta. Ela se sentou no mesmo lugar, remexendo no prato. Não muito depois, uma coisa improvável pra não dizer insana aconteceu.

Katherine chegou e não se dirigiu a sua mesa como de costume. Ela cruzou o salão deixando suas seguidoras catatônicas. Sentou-se ao lado de Caroline que ergueu a cabeça sorrindo.

— Estão vendo o mesmo que eu? – Elena disse ao se sentar conosco seguido de Stefan que estava boquiaberto para as duas mulheres da vida dele rindo, como se fossem velhas amigas.

— Sim e não estou acreditando em nada – rebati olhando para Caroline que conversava descontraída com Katherine.

— Bom dia – Damon disse alegre colocando o braço ao redor de Elena, mas se desmanchou quando olhou na direção em que olhávamos.

— Mas que porra essa?

— Damon – Elena o repreendeu tirando o braço dele de cima do seu ombro. E ficamos boquiabertos vendo Caroline e Katherine conversando como velhas amigas.


Caroline

Se me dissessem que eu acordaria de ressaca pela segunda vez naquele ano, que imaginava que seria o mais monótono e tranqüilo da minha vida, eu não acreditaria. Tinha chegado as quatro da manha em casa, após uma noite inteira dançando e bebendo ao lado de Katherine.

Se era loucura, carência ou simplesmente desespero, eu sinceramente não sabia. Mas o bizarro era que estava me acostumando com presença dela e o que era pior e que quando mais tempo ficávamos juntas, mas coisas eu conseguia achar em comum. Eu ainda achava uma vadia, manipuladora e devoradora de homens, mas bem… Isso eu também estava me tornando.

Sai cedo, me esgueirando pela casa para não dar de cara com Molly, tinha certeza que ela tinha notado as risadas de madrugada, quando Katherine me deu carona até em casa. Não estava disposta a sentar e escutar sermões, estava cheia disso. Depois de dormir em quase todas as aulas me arrastei até o refeitório, sentando-se à mesa de costume, afastada e sozinha. Fiquei lutando para permanecer com olhos abertos.

— Como vai com a ressaca? – ergui a cabeça devagar, Katherine sentou-se ao meu lado sem pedir permissão.

— Péssima, por que você não está do mesmo jeito?

— Por que eu já sou acostumada, além do mais tenho um truque pra curar ressaca

— Ah é? Qual? – inquiri massageando as têmporas. Katherine sorriu olhando para os lados, tirou algo da bolsa e me estendeu. Era um cantil de prata – Beber, esse é seu grande truque?

— Sim, o melhor jeito de curar uma ressaca e bebendo, com tempo ficamos imunes a ressaca – suspirei olhando para o cantil que a mesma ainda me estendia. Dei ombros aceitando. O líquido amargo desceu quente por minha garganta. Katherine riu das caretas que fazia.

— É por isso não é?

— Por isso o que?

— Que vive passando mal – Katherine franziu a testa e depois maneou a cabeça.

— Não creio que seja – Ela mordeu o lábio inferior e ficou calada, notei que a mesa de cheerleaders mantinham os olhos presos em nos, não só elas quanto a mesa em que estranhamente Bonnie, Elena, Matt e Stefan estavam

— Pelo visto suas amigas não gostaram da sua escolha – Apontei com garfo para Judy e Dill que cochichavam olhando para mim. Katherine deu ombros.

— Que seja! – retrucou dando ombros.

— Que seja? Não tem medo de sua reputação acabar de vez andado com a Garibalda aqui?

Katherine voltou seus olhos pra mim, me dei conta de dizer voz alta meu antigo apelido, que a mesma tinha me apelidado há quatro anos.

— Você disse mesmo reputação? – questionou seria, acabei negando com a cabeça e começamos a rir muito daquilo.

— Caroline posso falar com você?

Me virei sentindo meu coração tamborilar no peito. Stefan estava atrás de mim, me olhando com intensidade. Suspirei segurando o garfo com força, notei os olhos de Katherine fixo no prato.

— Não!

Katherine olhou pra mim abismada, não precisei me virar para saber que ele tinha a mesma expressão chocada de Katherine estampada no rosto

— Caroline – Ele repetiu abismado, tocando meu ombro. Senti uma onda súbita de ódio ao mesmo tempo em que aquele tremor que ele me causava me invadir. Virei-me o encarando

— Não ouviu o que disse? Já disse que não, não temos nada pra conversar.

Peguei a bandeja saindo de lá, meus olhos pararam em Damon que me observava pelo visto, já algum tempo. Podia ver surpresa, ao mesmo tempo em que felicidade em seus olhos, ignorei aquele gesto, ignorei todos aqueles olhares e joguei a bandeja saindo de lá. Fui para o banheiro vomitar, fiquei uns dez minutos debruçados contra o vaso, nauseada com dor de cabeça, somente em me lembrar da maneira como tratei Stefan.

Quando finalmente sai Katherine estava olhando as unhas encostadas na parede. Ignorei sua presença molhando o rosto e nuca. Olhei para meu reflexo abatido, meu cabelo preso agora desgrenhado.

— Você não vai começar a chorar vai?

— Se for, o que tem a ver com isso?

— Nada – Ela deu ombros – Mas admito que alguns instantes atrás até que você teve um pouco do meu respeito.

— Uau – me virei para encará-la – Ter seu respeito era tudo que eu mais sonhava em ter, sabia?

— Já esta arrependida por não ter cedido? – Katherine franziu a testa me rodeando, me encarando através do espelho – Você às vezes e tão patética.

— Patética por quê? – Esbravejei impaciente, queria apoio naquela hora, não que me julgasse minhas falhas na cara. Ela se afastou maneado a cabeça.

— Por perdoá-lo sempre. Será que não vê que ele está com minha irmã.

— Como se eu não estivesse cansada de saber disso.

— Pois não parece – Katherine se afastou pegando batom em sua nécessaire.

— Por que veio até aqui, me diz de uma vez qual é seu plano Katherine?

Katherine continuou repetindo o mesmo gesto de passar o gloss nos lábios, sem me dar atenção. Já ia cruzar a porta quando ela se virou cruzando os braços

— Meu plano, era trazer você para meu lado, queria te afastar deles.

— O que? – perguntei incrédula – Por quê?

— Porque queria me vingar de Stefan, Damon e Bonnie. Mas não precisei fazer nada Caroline. Eles te deixaram na primeira oportunidade.

Fiquei em silêncio, toda a raiva que sentia dela se esvaio, me recordei da noite anterior, da maneira como nos divertimos juntas, mesmo sendo falso. Aquilo me ajudou a parar de chorar feito uma panaca, por Stefan. De ficar me sentindo culpada por Matt.

— Quer sair daqui?

— Pra onde?

— Sei lá, qualquer coisa é melhor que a próxima aula – Katherine justificou

— Mas e nosso último ano – Ralhei receosa de aceitar, Katherine fez uma careta, Se aproximou de mim tocando em meu ombro, me olhando através do espelho novamente.

— Por isso mesmo Garibalda, vai querer passar seu último ano, sendo certinha, não feito nada fora da linha? – Katherine se afastou segurando a porta – Você ainda não está preparada pro mundo de verdade sabia?

Aquela frase martelou em minha cabeça, mesmo sabendo do plano de Katherine, sabendo que poderia me dar mal naquela estória quando pisei o pé para fora e dei de cara com Matt e Bonnie no corredor, me dei conta de que ela estava certa. Não passaria o último ano, trancada na no banheiro chorando, nem presa a uma sala de aula. Quando consegui sair, Katherine estava esperando no carro.

— Demorou – disse ajeitando o retrovisor.

— Como tinha tanta certeza que eu viria?

Katherine apenas sorriu destravando a porta. Liguei o som do carro quanto ela dava partida no carro. Pra onde ela estava me levando… Eu não fazia ideia.



Elena

Foi uma semana calma. Stefan e eu estávamos finalmente entrando num eixo apesar de ainda acontecer com freqüências seus momentos de suspiro e olhares fixos no nada. Sabia que ele ainda amava, já nem tinha muitas esperanças que ele a esquecesse, mas agora isso não estava me incomodando mais. Depois de seu gesto honesto de me contar o que ouve, mesmo ficando despedaçada e furiosa o perdoei.

Mesmo vendo o olhar de reprovação de Bonnie e seus constantes avisos de que eu terminaria machucada, ignorei tudo. Por que ele era a única pessoa capaz de expulsar a tristeza e monotonia que era minha vida.

Conseqüentemente, depois da carona que Damon me deu, depois de sua confissão de como se apaixonara por Caroline, toda minha antipatia por ele havia desaparecido. Estava até mesmo me acostumando com todo aquele sarcasmo que exalava dele a cada palavra.

Comecei a notar que o pai deles Giuseppe, nunca ficava por lá. Que eles, apesar de brigas e diferenças, se uniam sempre que precisavam. No fundo os invejei, mesmo detestando Katherine me recordei do passado. Do tempo em que éramos amigas. Mas no fundo também sabia que não tinha volta pra mim, Katherine e Jonh.

Nós nunca seriamos uma família de verdade.

Desviei minha atenção para uma Bonnie que mordia a tampa da caneta olhando para o lado. Ela tinha os olhos fixos em Matt que por sua vez tinha os olhos na cadeira vazia. Caroline tinha escapado daquela aula insuportável de estória. Acabei invejando-a por isso.

— Está preocupada com ela não é? – Bonnie demorou a responder, ela olhou pra ao chão um tanto embaraçado. – Não precisa se envergonhar, vocês duas eram amigas. Deve ser difícil…

— Sim é. Sinto falta dela Elena, mesmo se odiando… Você é ela se dariam bem – acabei rindo duvidando da ideia – Sei que parece loucura, mas vocês duas perderam os pais, vocês duas

— São apaixonadas pelo mesmo cara – completei. Bonnie riu

— Eu ia dizer que tem personalidade forte é são minhas amigas… pelo menos ela era – completou chateada.

— Por que não fala com ela?

— Por que ela não quer me ver nem pintada de ouro. É agora ela está amiga justamente da garota que a infernizou por anos. Ela está se afastando de todo mundo.

Acabei sorrindo de sua preocupação, Bonnie tinha um grande coração, era uma pena meu irmão não enxergar isso e insistir com Vick.

— Por que essa cara?

— Nada, é que nunca tive amigos como você e Matt, por exemplo – Bonnie franziu a testa se virando na cadeira para me olhar.

— Como assim?

— Que se preocupam tanto. Depois que me mudei nunca recebi nem uma ligação ou postal dos meus antigos amigos. Bonnie me deu um sorriso terno e apertou minha mão.

— Agora tem, e se quer saber eu nunca desisto de um amigo.

— Ótimo saber disso. Então quer dizer que não vai desistir da Caroline – Damon colocou a cadeira do nosso lado. Ele estava tão quieto naquela aula que até tinha me esquecido que ele era da mesma turma.

— Claro, eu não vou.

— Ótimo, por que acabei de vê-la vender a alma para um demônio vestido de saia.

— O que está falando – Matt inquiriu agora interessado.

— Nada que seja da sua conta – Damon rebateu ríspido, ambos ficaram se fuzilando com os olhos.

— Parem – Sussurrei olhando para o professor, que estava absorto em seu livro – Explica de uma vez Damon.

— Caroline cabulou aula pela primeira vez na vida dela, e adivinha quem foi sua acompanhante?

— Katherine – dizemos em uníssono. Ele assentiu olhando para cadeira vazia.

— O que ouve com Care, ela deve estar louca – Bonnie murmurou pra si mesma.

E mesmo não sendo amiga de Caroline, de um jeito estranho não desejava vê-la como minha irmã era agora. Olhei para Damon, seus olhos azuis fixos na cadeira, o olhar distante de Matt olhando pra janela. Aqueles eram ótimos amigos, Caroline não sabia, mas ela tinha muita sorte, eu a invejava por isso



Katherine

Meus planos em gerais sempre davam certo com Caroline não seria diferente. Sorri vitoriosa quando olhei para Caroline bêbada. Estávamos numa rave, sempre ia lá. Por um longo tempo, me diverti à custa de Caroline, rindo das besteiras que a mesma fazia. Mas tinha que admiti que passei dos limites.

Quando tirei os olhos dela, por estar bêbada, agarrada a um cara que nunca tinha visto. Vislumbrei um rosto na multidão, meu coração saltou ao vê-lo ali, podia jurar que ele estava perto dela, sorrindo.

Larguei a bebida paralisada pelo medo, pelas lembranças que invadiram minha mente. Fui cambaleando batendo em todos que estavam em minha direção contraria. Peguei a chave do carro e com muita dificuldade consegui abrir o carro e entrar. Estava prestes a dar o fora dali, quando olhei para o lado.

A pulseira da Caroline caída ali. Fechei os olhos encostando a cabeça volante me recordado do que aquele maldito tinha feito comigo, aquele sentimento de ódio, de me sentir suja voltou. Não consegui dar partida, não podia deixar que o mesmo acontecesse com Caroline. Sai do carro correndo procurando-a pela multidão e me desesperei ao contatar que ela podia não estar mais ali.

Peguei o meu celular, liguei para Damon, mas o mesmo não me atendia. Estava desesperada, trêmula com medo olhando todo o tempo para os lados, parecia ouvir a risada de o desgraçado ecoar minha mente. Tinha uma pessoa que podia me ouvir, mesmo me odiando, ele não excitaria em ajudar ela.

— Stefan... Só eu, por favor não desliga.

— O que quer Katherine?

— Ajuda Stefan, eu preciso de ajuda. Eu cometi um erro…

— E por que pensa, que de todas as pessoas do mundo eu ajudaria você?

— Por que não se trata de mim, e a Caroline Stefan, ela pode estar em perigo agora.

— O que? Onde vocês estão?

Notas finais
Arrumei um tempinho pra postar mais um, se der posto outro, mas e pouco provável :p Então fiquem com To be continue volto no dia 20 si der :p Ps: Obrigada Tatah, Lella e Gabi pela força tá inté a próxima XOXO