Forever and Ever - Revisando

10 Capitulo - 10 Why only now?


Notas iniciais
Oi de novo. Voltei... Menti que só voltava em Janeiro, mas ainda tenho essa semana pra postar mais capítulos ou programa-los para postarei quando estiver fora. Então boa leitura ;)


Caroline

Durante muitos anos imaginei como seria viver aquele momento. Saber qual era a sensação de suas mãos sobre mim, sentir seus lábios contra os meus, saber como era receber aquele olhar dele. O olhar que tanto observei de longe enquanto ele declara seu amor à outra, enquanto ele a beijava. Por vezes fechava meus olhos e me imaginava sendo eu ali.

Mas agora estava acontecendo de verdade. Stefan Salvatore, meu melhor amigo estava me beijando

E meu coração parecia que pifaria por excesso de esforço. Minhas pernas estavam tremulas e se enfraqueceram quando ele agarrou-me pela cintura, enquanto sua outra mão enredava meus cabeços acariciando de leve minha nunca. Enquanto sua língua adentrava minha boca e choque percorria meu corpo, um rasto de fogo surgindo dentro de mim e se espalhando como num incêndio. Gemi contra seus lábios, quando mais uma vez sua língua faminta acariciava a minha

Stefan me carregou, com facilidade me prensando contra a parede de sua cozinha. Alguns copos caíram, mas não nos afastamos. Ele continuava a colar seu corpo junto ao meu como se quisesse que nossos corpos se fundissem em um só. Minhas mãos pareciam ter ganhado vida própria a essa altura agarrando seu cabelo enquanto minha língua continuava a travar uma guerra contra a dele. E mesmo sabendo o qual errado tudo era, mesmo sabendo que aquele beijo mudaria tudo, derrubaria de vez o meu adorado e seguro mundo, aquele em que ele permanecia sempre ao meu lado, sendo a pessoa que mais confiava e amava no mundo, estava sendo derrubado. Sepultando completamente com gemidos sôfregos que ele arrancava de mim com sua língua persistente.

E quando a necessidade de ar nos obrigou a nos afastar. Stefan encostou a testa com a minha, abriu os olhos e olhou-me como se fosse à pessoa mais especial do universo. Tomei seu rosto e um sorriso surgiu em nossos lábios ao mesmo tempo, ele respirou fundo tentando desacelerar sua respiração, com seus olhos mergulhados no meu, olhando-me tão profundamente que parecia enxergar minha alma. De repente meu sorriso murchou a realidade começando a bater contra mim, comecei a lembrar de certos olhos azuis. Olhos azuis gentis que esperava por mim, que prometeu com toda sinceridade fazer-me feliz.

— Me desculpa – murmurei sem entender o porquê me desculpava afinal fora ele quem iniciara o beijo.

Stefan balançou a cabeça ao notar que me afastava. Puxou-me, me apertando em seus braços. E sem que eu pudesse protestar seus lábios se conectaram com os meus mais uma vez.

E não podia controlar meu próprio corpo que correspondia a ele, cada célula cada grama do meu ser, ansiava por ele, ansiava por aquele momento. E sem conseguir resistir por mais tempo entreabri os lábios e lhe dei passagem para sua língua e me derreti com sensação, sugando seu lábio inferior arrancando dele um gemido rouco, que me arrepiou que aqueceu meu corpo por inteiro.

Ele quebrou o beijo, tomando fôlego mais logo o recuperou, esperei ansiosa por seus lábios de volta nós meus, mas ele tinha outros planos. Seus lábios desceram para meu pescoço, deixando um rasto de fogo onde sua língua passava. Fazendo-me agarrar seu ombro e mordiscar o lábio me impedindo de gemer seu nome como queria. Quando ele ergueu a cabeça ostentava o mais belo sorriso que já tinha visto dele e não pode evitar de sorrir também .

— Eu te amo Caroline, eu te amo tanto – declarou ele com sua voz rouca, beijando-me repetida vezes nos lábios

— Eu também... Eu também te amo – ele sorriu aproximando-se, novamente encontrando seus lábios nos meus.

Foi quando recuperei a consciência. Dei-me conta do que havia feito. Estava beijando, me declarando a Stefan. Tendo um namorado, um cara incrível que me amava. Era aniversario dele, eu estava na casa do meu melhor amigo beijando-o. Os olhos azuis e sorriso sincero assombrou minha mente e a culpa rastejou dentro de mim esmagando a felicidade por finalmente beijar Stefan.

E naquele momento me senti tão perdida e confusa. Empurrei Stefan que me fitou surpreso, confuso sem entender nada

— Caroline – ele segurou minha mão, mas me forcei a dar mais um passo distante dele. Meu coração parecia querer explodir com aquela dor – Care espera…

— Stefan, por favor, me deixa ir – implorei sem forças de me virar e encará-lo.

— Não Care, eu não posso e não quero. Eu sei que demorei demais…

— Sim Stefan demorou – gritei, ele arregalou os olhos com boca escancarada — Por que Stefan... Por que só agora? Por que teve que esperar eu seguir em frente?

Stefan me puxou forçando a encará-lo. Ficamos em silêncio, não conseguia mais conter as lágrimas. Sempre esperei por aquele momento, mas não podia ser o momento mais errado para isso.

— Eu tinha medo Caroline... O Damon sempre teve razão – estremeci com a menção do nome de Damon suspirei tentando me afastar, mas Stefan me prendia e não tinha forças para empurrá-lo – Caroline, eu tinha medo porque o que sinto por você parece ser maior que tudo… Eu tinha medo de perdê-la mesmo antes de tê-la pra mim – Stefan beijou-me novamente – Porque você é única pessoa que importa... Você e tudo que sempre sonhei que sempre desejei...

— Stefan… – me soltei de seus braços – Não pode dizer isso…

— Por que não Care? É verdade. Eu te amo…

— Isso não muda nada! – gritei

— O que? – ele me encarou-me desconcertado

— Não muda nada Stefan, você está com a Elena agora, e eu com Matt... E ele... Matt e última pessoa do mundo que eu quero magoar.

— Sim eu sei, eu entendo. Mas não posso mais fingir ou guardar isso no peito. Eu estou enlouquecendo a cada dia…

— Eu esperei por você por muito tempo Stefan. E agora é tarde demais...

— Não, não é! – ele agarrou meu rosto e fechei os olhos tirando suas mãos e me afastando, tomando uma distancia segura para não fraquejar novamente – Caroline, por favor....

— Você pode me olhar nos olhos... E dizer que não sente nada pela Elena?

Stefan abaixou os olhos e senti aquela velha pontada no peito com seu silêncio, com a culpa em seus olhos, suspirei olhando para ele

— Não você não pode. Porque sente algo por ela e nem mesmo você entende o que é. E quer que eu deixe e magoei Matt por um sentimento que você nem entende ainda.

— Eu sei dos meus sentimentos Caroline, alias e única certeza que tenho é que eu amo você.

— Para! Chega de dizer isso. Nós não podemos entenda isso de uma vez, por favor. Eu estou com Matt agora!

— Mas não o ama… É por ele mesmo que está assim? – fiquei parada sem ação tentando entender suas palavras

— O que quer dizer? – Stefan suspirou olhando para o chão, podia ver um brilho em seus olhos, lágrimas.

— Não é Matt Caroline. Eu sei que gosta dele, mas não é por ele que não me aceita. Não é Matt que nos impede de ficar juntos, nem mesmo é a Elena.

— Stefan, não…

— Sim Caroline é ele… Damon e por ele que está tão confusa. Porque já não sabe se seu coração pertence a mim ou a ele

— Eu te amo idiota, não há ninguém nunca ouve – gritei

Stefan se aproximou me abraçou, ficamos naquele abraço enquanto minhas lágrimas molhavam sua camisa ele se afastou sorrindo beijou-me a testa e suspirou

— Eu conheço você Caroline, mas do que conheço a mim mesmo. Eu não queria enxergar, não queria ver todas as vezes que te magoava e os via juntos. Ele sempre te fez sorrir quando eu a fazia chorar. Você sente algo pelo meu irmão. E ainda não se deu conta do que é.

— Não Stefan – neguei com a cabeça, ele secou as lágrimas dos meus olhos com as pontas do dedo sorrindo

— Não tem importância, porque eu vou esperar até que tenha certeza do que sente. Porque eu sempre estive aqui mesmo que feito um panaca cego. Eu nunca vou desistir de você Care, eu te amo.

Stefan beijou-me nos lábios demoradamente, sai correndo para casa. Olhei para trás Stefan estava com os braços apoiada na mesa com a cabeça inclinada para baixo.

Por que tinha que ser agora Stefan, por quê?



Damon

Levei Elena para casa depois de um momento estranho de abraços e olhares confusos. Estávamos no carro no mais absoluto silêncio. Elena olhava para fora, com olhar perdido com algumas lágrimas escorrendo por seu rosto. Fiquei olhando-a de esguelha, ela estava destruída. Mesmo que fosse entranho sentia vontade de confortá-la ao mesmo tempo em que a queria longe. Ela era irmã da mulher que pensei amar por anos.

Que me traia, me usara apenas para chegar ao meu irmão, olhar para ela era estranho. Mas Elena Gilbert parecia o oposto da irmã. Katherine nunca choraria por ninguém. Olhando para estrada, meus pensamentos voltaram para ela.

Caroline, ela estaria na minha casa agora provavelmente, eu não estava lá ao seu lado E aquele temor que me ocorria todos os dias voltou com força... Meu irmão estava lá, estariam agora juntos?

— Por que não diz a ela dê uma vez?

— O que? – perguntei confuso. Elena secou as lágrimas se endireitando no banco.

— Perguntei o porquê ainda não disse para ela, afinal o que há com você é seu irmão?

— Ah…Isso? – ela assentil – Ao contrário do que pensa, não tenho mesmo bloqueio sentimental que meu irmão. Eu disse a ela. Declarei-me, umas duas ou três vezes

— E ela? – encarei uma Elena curiosa, com os olhos brilhando

— Por que a curiosidade na minha vida sentimental? Sou desprezível se lembra? – Elena revirou os olhos, rindo

— Sim você é, mas ainda sim fico curiosa. Todos nessa cidade têm uma estória complicada de paixões guardadas? Seria bom ter sido avisada assim que cheguei. – acabei rindo, ela também enquanto enxugava o rosto com manga da blusa

— Isso é só o começo baby, cada ano nessa cidade. Tendem a piorar. Nessa cidade todo mundo conhece todo mundo, todo mundo tem ligação com todo mundo, então... E complicado – dei ombros

— Sabe quando eu conheci seu irmão eu me perguntei se existia mesmo alguém como ele… Ele é perfeito. Mas logo depois ele me falou dá…

— Alma gêmea dele – completei e Elena assentiu chateada – Eu sei como é, estou no meio disso desde… Sempre.

— Quando percebeu Damon, quando descobriu que amava a melhor amiga do seu irmão?

Quando comecei a me apaixonar por Caroline. Puxei na memória todas as vezes que a mesma entrava no meu quarto sem pedir licença brigando comigo quase sempre por Stefan.

— Não vai me dizer?

— Foi um dia, há quatro anos. Numa briga que tive com meu pai, eu estava me sentindo um lixo pra variar. Mas ela sempre me dizia que eu estava bancando a vítima…



(...)

— O que está fazendo aqui?

— Eu escutei toda a briga, estava no quarto do seu irmão.

— Vai embora pirralha… – Caroline riu – O que engraçado?

— Você, é uma piada às vezes, quase sempre aquelas piadas ruins

— Veio pisar em mim, então ótimo continua – Caroline suspirou sentando-se ao meu lado no píer

— Por que sempre faz isso Damon, sempre se fazendo de vítima, culpando seu pai, seu irmão, culpando Katherine pelos seus erros.

— Se veio me dar sermão e melhor ir embora agora.

— Não vou sair daqui até que me escute.

— Ele me odeia – murmurei – Sempre me odiou.

— Pelo menos ele está aqui Damon, do seu lado cuidando de você. Será que não vê isso? Ele te ama e seu irmão também. Por que tem tanta resistência a ser amado?

— Você não sabe nada sobre mim – esbravejei irritado com aquela maninha insuportável dela de sempre achar que sabia de tudo

— Eu sei que você se sente rejeitado. Acha que todos amam mais seu irmão...

— É não e verdade? O Stefan sempre foi o mais querido, sempre sendo o filho perfeito. Todos os sonhos do meu pai depositado nele.

— Chega Damon, chega de sempre culpar os outros. Se quiser ficar aqui nesse píer até congelar. Se achando o mártir do mundo o problema e seu – Caroline se levantou irritada

— Realmente o nome do Stefan e sagrado pra você não é?

— Damon você é a pessoa burra, mais burra que eu já conheci! Você tem um pai e um irmão, uma família de verdade. Seu pai não te abandonou e se ele disse o que disse é porque ele tem medo que você sofra um dia. Porque tudo que ele construiu foi para vocês dois. Será que é tão difícil entender isso?

Estava com boca aberta pronto para mandá-la para inferno quando ela me desarmou completamente quando notei as lagrimas descendo por seu rosto, ela desviou os olhos para chão. E sabia que naquele momento ela se lembrava de Liz e Bill de como perdera a mãe e fora abandonada pelo pai logo em seguida. De repente aquela briga patética parecia tão pequena se levado em conta que pelo menos eu tinha um pai ao meu lado. Levantei-me vendo-a chorar, fui até ela e abracei. Ela relutou empurrando-me, mas não desisti até que ela cedesse. Sabia que se fosse Stefan ali no meu lugar não haveria resistência. Ele ainda podia lembrar-se de como ela correu até ele desmanchando-se em lagrimas dizendo que Bill tinha ido embora pra sempre. Ele suspirou aliviado quando sentiu suas mãos agarrando sua camisa e escutou os soluços dela, ele a abraçou com força e permaneceram assim até que seus soluços cessaram. Ficamos em silêncio sendo molhados pela garoa fina, olhando para o mar. Fomos andados em silêncio até sua casa. Fiquei olhando-a ir em direção da casa dela

— Caroline

— O que?

— Por que foi me procurar? – ela revirou olhos antes de sorrir

— Porque você sempre faz o mesmo por mim – um sorriso se formou em meus lábios ela balançou a cabeça – Também porque você e um paspalho e tive medo que fizesse alguma idiotice sem volta

— O que posso fazer esse sou eu, faz parte do meu show.

— Agir feito um idiota?

— Não, atrair você sempre que preciso – Caroline balançou a cabeça incrédula.

— Idiota. – ela abriu a porta de casa e entrou, mas antes que fechasse chamei por ela.

— Care – ela colocou a cabeça para fora com testa franzida – Obrigado.

Ela sorriu e fechou à porta aquele dia foi a primeira vez que seus pensamentos não foram direcionados a Katherine. Ele lembrou-se do sorriso de Caroline e de suas lagrimas também, a sensação estranha e incomoda de vê-la chorar. Naquela noite ele deitou-se em sua cama e pensando nela... E em como era bom ter alguém como ela preocupando-se com ele.


(...)

— Então foi assim? – Elena riu – Quem diria.

— Quem diria o que? — franzi testa olhando-a confuso

— Quem diria que você era assim tão sentimental.

— Eu sou um mistério Elena, tenho certeza que até você quereria me desvendar – pisquei pra ela que riu

— Meu deus, você acaba de me contar como se apaixonou por outra e me joga uma cantada?

— Faz parte do meu charme, sempre manter as presas atraídas.

— Eu nunca vou me sentir atraída por alguém como você – ela afirmou com sorrindo

— Sua irmã e a Caroline sempre repetiam isso pra mim, até eu beijá-las ai… Fim de jogo.

Ela destravou o cinto rindo

— Tchau Damon, valeu pela carona.

— Não há de quê cunhadinha ou será ex? Como fica você é meu irmão agora?

— Sinceramente... Não faço idéia – ela deu ombros estalando os lábios – Boa noite Damon

— Boa noite Elena



Jeremy

Caminhei com Bonnie até sua casa. Não ficava muito longe da minha. Ela não dizia uma só palavra no trajeto todo. Desde que cheguei à cidade, a primeira pessoa que conheci e foi legal comigo foi Vick. Ela não ficava perguntando se eu estava bem a cada cinco minutos ou olhando-me com aquele olhar de pena que todos direcionavam a mim e Elena.

Os pobres órfãos, A pior parte era explicar que Jonh não era meu pai, que eu, Katherine e Elena éramos primos,mesmo sendo irmãos. Ou seja, era confuso até pra mim. Elena estava tentando reconstruir a vida ali. Já tinha até um namorado, mas ao que tudo indicava não namorariam por muito tempo. Bonnie eu conheci há pouco tempo, ela era amiga de minhas irmãs.

Agora sempre ficava com a porta aberta esperando que ela voltasse para visitar minha irmã. Porque gostava de tudo nela, do som da sua risada, ou de como sempre estava pronta a correr em socorro de Elena para ouvi-la chorar pelo namorado. Foi uma surpresa encontrá-la na festa.

Não pode evitar de me sentir atraído por ela, ficar preso olhando seus olhos verdes, ou a maneira que ela desviava os olhos para o chão quando eu a olhava. Muitas vezes quis ir até ela, mas ela sempre estava com namorado a tiracolo, e ainda era mais velha do que eu.

Uma garota como aquela nunca olharia pra mim. E no meio disso tudo, tinha Vick. Ela estava se tornando parte da minha vida, ela era como um furacão colocando tudo de cabeça para baixo em minha vida, ela com certeza estava me mudando... Mas não exatamente para melhor.

— Chegamos – ela disse por fim, procurando a chave em baixo do carpete de boas vindas – Obrigada por me acompanhar Jeremy

— Era o mínimo depois do que a Vick fez

— Não foi sua culpa eu Vick temos alguns problemas não resolvidos

— Tem a ver com Tyler? – Bonnie estreitou os olhos e pareceu desanimada – Desculpa não queria ser indelicado

— Não foi. Eu nunca tive nada com Tyler. Nosso problema e meio que o Matt

— O irmão dela? Você gosta dele? – ela assentiu e por algum motivo senti uma pontada no peito.

— Sim eu adoro o Matt. Nós somos amigos desde crianças. – Bonnie pareceu notar o pensamento em minha cabeça – Ele é como um irmão pra mim.

Consegui respirar sem dificuldade agora. Bonnie sorriu e fiquei calado olhando para ela. Que desviou os olhos para o chão estávamos muitos próximos, cada vez mais. Eu queria quebrar aquela distância.

— Bonnie – alguém gritou do lado de dentro – Bonnie

— Já estou entrando vovó. – Bonnie colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha mordendo o lábio inferior, sem me encarar – E melhor eu entrar. Obrigada.

Fiquei pensando nela o caminho todo. Nela e na Vick eram sentimentos tão opostos. Uma me trazia calma só em estar perto e outra me despertava tudo. Vick era como glicerina na minha vida.

Tinha medo de estar dependente dela. Elena estava sentada no sofá. Não precisei olhá-la pra saber que ela estava chorando. Desde que nos mudamos para lá eu mal ficava dois minutos perto dela. Sentei-me ao seu lado, ela deu um meio sorriso.

— Oi

— Oi como foi sua primeira festa aqui?

— Não foi à primeira maninha – Elena balançou a cabeça pronta para me dar um sermão, mas a envolvi com meu braço ela encostou a cabeça em meu ombro – Você está bem?

Ela fez que sim com a cabeça, mas eu sabia que não. Ela me olhou nos olhos e começou a chorar

— Como queria ligar pra ela agora Jer. Pedir um conselho ou apenas…

— Ouvir a voz dela – ela assentiu – Eu também. Queria muito ligar para o pai hoje

— E contar das suas duas namoradas – Elena me fitou sorrindo – Jer posso te pedir uma coisa?

— Claro

— Não magoei a Bonnie, ela é muito…

— Especial – completei — Eu sei Elena. Eu não vou magoá-la.

— Sabe o que pensei… Como seria a reação da mamãe em saber que o filhinho dela provocou uma briga de duas garotas por ele

— Ela ficaria espantada, mas o papai ficaria orgulho... E fulo da vida por saber que a menininha dele saiu no tapa com a irmã pelo namorado.

Elena e eu rimos, imaginando como seria contar a eles como foi nosso dia. Mas aquilo nunca mais aconteceria, jamais poderia ligar para eles e escutar suas vozes, broncas ou risos. Era apenas eu e Elena contra o mundo agora.

Matt

Corri para casa de Caroline, já era tarde mesmo assim queria vê-la antes de dormir. Não conseguiria dormir sem saber se ela estava chateada por eu ter deixado a minha festa de aniversario. Tinha estacionado a picape quando a vi correndo para casa, chorando.

— Care – ela me olhou assustada como se tivesse visto um fantasma – Aconteceu alguma coisa?

Ela correu até mim me abraçando. Não dizia nada apenas me apertava mais. Uma agonia começou a crescer em mim, porque ela estava correndo, porque estava tremendo daquele jeito, o que tinha acontecido

— Care, olha pra mim – segurei seu queixo forçando a me encarar — O que aconteceu? – ela suspirou, forçou um sorriso não respondeu de pronto

— Fiquei com medo de ter arruinado tudo Matt, me perdoa, por favor.

— Arruinado tudo? Por que eu não perdoaria você Caroline? Por favor, me diz o que está acontecendo.

Ela soluçou tentando conter as lágrimas seus queixo tremia quando ela tentava em vão conter os soluços

— Nada, só achei que a maldita festa tinha estragado tudo, foi um erro fazê-la... Me perdoa, por favor.

Ela me beijou, me abraçou novamente. Senti-me estranho, um pressentimento ruim. Aquele desespero não podia ser somente pela festa. Mas não a forcei a falar, ela não conseguiria. Entrei com ela e acompanhei até o quarto lhe dei um beijo de despedida quando ela se acalmou e fechou os olhos parecendo ter adormecido, quando estava me levantando ela agarrou minha mão, me olhando com desespero

— Fica

— O que? Care...

— Por favor, fica comigo hoje. Por favor – implorou e me abraçou beijando-me com desespero que nunca vi antes. Caminhamos até sua cama. Mesmo ardendo de desejo por ela, não parecia certo. Ela não estava bem, afastei beijando sua testa

— Tudo bem, eu estou aqui. Não vou a lugar algum eu prometo.

Notas finais
E então... Gostaram do First Kiss Steroline? Foi a primeira vez que escrevi o primeiro beijo deles com ponto de vista da Caroline e ... Gostei muito. Espero que tenham gostado também Então... até próximo e respondam uma perguntinha o que acham melhor, postar todos essa semana ou programar para postar quando eu estiver fora? Me digam okay?! XOXO