Forever and Ever - Revisando
9 Capítulo - 9 First Kiss
KATHERINE
Experimentei uns dez vestidos até achar o perfeito para ocasião. Tinha uma festa esperando por mim. Precisava mesmo de uma festa, mostrar para todos quem mandava naquele colégio e ainda por cima destruir o mundinho perfeito de Caroline e de quebra roubar Stefan da minha irmãzinha.
Por fim coloquei uma calça jeans apertada, um espartilho rendado preto e vermelho, que atenuava meus seios. Coloquei um batom vermelho-cereja nos lábios, e perfume que sabia que Stefan gostava.
Desci as escadas e encontrei Elena em frente ao espelho, com uma camiseta vermelha, que não era nada sexy. Com seu cabelo escorrido no mesmo penteado. Olhei para ela de cima baixo e não pude deixar de me perguntar como ela podia ser minha irmã, ainda mais gêmea.
Stefan só podia estar com ela, porque ainda tinha sentimentos por mim. Agradeci aos céus por Elena não ter seguido meu conselho de fazer sexo com ele.
— Anda vamos – disse pegando minha bolsa, dando mais uma olhada no espelho
— Fiquei pensado... Se é mesmo uma boa ideia. Acho que não deveríamos ir.
— Vai dar pra trás agora? – Elena abaixou a cabeça, revirei os olhos impaciente – Olha, se quer ficar aqui chupando o dedo, problema é seu. Eu tenho coisas entaladas com aquela girafa loira.
Entrei no carro e depois de um minuto Elena entrou no carro
— Resolveu ir é?
Ela desviou os olhos cruzando os braços. E quando estava chegando na rua deles ja podia se ouvir a música alta. Fazia um mês que não pisava os pés ali, desde que tinha terminado com Damon.
— Quem teve a ideia de fazer essa festa aqui?
— Damon – Elena respondeu distraída desligando o som do carro.
— Damon? Por que ele faria uma festa surpresa para Matt, ele nunca gostou dele…
Elena riu olhando para mim, com pena.
— Você realmente não presta atenção em nada que não seja você mesma, não é? – Elena balançou a cabeça
— Fala logo de uma vez, eu não sou adivinha – ordenei e ela mais uma vez riu, debochando de mim.
— Sabe qual é o seu problema maninha, achar que todo mundo e a fim de você. Quer mesmo saber o que aconteceu?
— Não, eu só estou perguntando porque gosto de ouvir essa sua voz de mosca morta. Fala logo!
— Há quase um mês, Damon e Stefan brigaram. Stefan quase destruiu o rosto do irmão e adivinha... Não foi por mim, nem por você, foi pela Caroline.
Demorei alguns segundos para conseguir digerir tudo que ela disse. Fazia um mês que tínhamos terminados. Damon, não me ligou e nem veio rastejando atrás de mim como sempre fazia porque já estava em outra e quem sabe já estivesse muito tempo antes de terminamos.
Nos últimos tempos ele já não se importava muito com os meus constantes sumiços. Senti o ódio me dominando. Aquela piranha fazia-se de santa esse tempo toda, mas estava de olhos nos dois. Mas eles eram meus, ela não os tiraria de mim.
DAMOM
Passamos o dia inteiros juntos arrumando as coisas para festa. Caroline fez questão de fazer um bolo para Matt. Tinha momentos que ela ficava calada, perdida em pensamentos. Quando notava que eu estava olhando-a ela acabava sorrindo. Ela foi para casa e depois de meia hora voltou, num vestido vermelho. Com cabelos soltos enrolados, fiquei hipnotizando olhando-a.
Não só eu como meu irmão. Stefan esperava Elena, bebendo algo na varanda, com a cara carrancuda. Quando olhou para Caroline seus olhos brilharam seu rosto se iluminou.
Ela sorriu de volta, eles ficaram se olhando por uns minutos. Minutos esses que me inquietaram. Porque sabia que tinha muito mais chances se ela estivesse com Matt, agora se Stefan resolvesse lutar por ela, sabia que ela não resistiria a ele. Fui até ela antes que ele o fizesse.
— Então como estou? – segurou a barra do vestido olhando para si mesma
— É até que está razoável.
— Razoável? – ela bateu no meu ombro – Olha só para você – ela me olhou de cima baixo e balançou a cabeça – Você realmente acha sexy, essa camisa com essa gola pra cima? Tem ideia de quanto e brega, parece um cafetão.
— Cafetão, meu deus – me aproximou tocando em sua testa – Caroline dizendo cafetão e quase como ouvi-la dizer um palavrão.
Ela riu, e me empurrou. Antes de ir, voltou e abaixou a gola da minha camisa
— Não vai conseguir nenhuma garota com esse visual horrível – ela se afastou eu a puxei e sussurrei em seu ouvido
— Você tem certeza que quer que eu arrume uma garota? – Caroline suspirou, sorriu balançando a cabeça se afastou indo correndo para Bonnie. Ainda mantinha um sorriso no rosto vendo-a se afastar quando notei que Stefan estava nos observando bebendo.
Ele nunca bebia.
— Uau... você bebendo? E novidade pra mim.
— Por que a surpresa. Isso aqui é ou não é uma festa? – deu ombros pegando outro copo e o entornando.
Stefan estava assim há algum tempo. Na verdade desde que beijei Caroline, ele meio que me tolerava. E não ajudava nada estarmos nos tornando amigos. De repente ele se inclinou para varanda olhando para frente com sorriso estranho.
Elena acabara de chegar com Katherine ao lado. Mesmo não a amando, senti uma pressão no peito, uma náusea. Com a última lembrança que tinha dela. Eu havia agredido ela, mesmo para mim, aquilo era passar dos limites.
— O que ela faz aqui? – Stefan deu ombros
— Vai ver sentiu saudades – ele tomou a bebida em um só gole e me deu a latinha vazia – Mas de qual irmão ela sentiu mais saudades? — ele riu e desceu até Elena abraçando-a.
CAROLINE
Para minha primeira festa tinha conseguido um feito. Ainda não tinha vômitos por todos os lados. Nem uma briga de bêbados. E como pensei, aquilo não era mesmo minha praia. Até tentava me divertir, mas desconfiava estar velha demais para isso, tanto que não me adequava. Damon me ajudou em tudo, não queria admitir, mas estávamos cada vez, mas próximos.
Quase amigos, mas algo na maneira que ele me olhava ainda me inquietava. Não disse isso a ninguém, nem mesmo para Bonnie. Pois sabia que ela me lançaria aquele olhar convencido de “Eu sabia.” Aquilo tudo parecia estranho, todo aquele empenho em me ajudar. Não parecia ele, parecia ser outro Damon.
Stefan me disse naquela mesma semana, que nunca tinha visto Damon tão focado e determinado em algo, disse com certa amargura na voz que eu despertava outro Damon. Fiquei pensando nisso, nos dias que se seguiram.
Aquela frase que ele tinha me dito que um dia eu ficaria louca por ele. Tinha medo de que acontecesse, ele me despertava-se algo. Era estranho ter sentimentos assim. Stefan eu amava, Matt eu gostava e admirava... Já Damon… Não conseguia definir. Podia ser apenas atração, era o que repetia a mim mesmo, muitas vezes quando estávamos no mesmo ambiente.
Ultimamente tinha que me concentrar em qualquer outra coisa para dispersar aquelas questões quando estava com ele, porque apesar de ele me irritar o tempo todo. Eu estava cada vez mais dependente de sua presença. Ele nem ninguém conseguiam tirar Stefan do meu pensamento tanto ele quanto Matt sabiam disso. Porém, já não doía tanto quanto imaginava vê-lo ao lado de Elena, afinal ele não me amava.
— Care, você não vai acreditar em quem chegou.
— Ah meu deus é o Matt?
— Não – Bonnie me parou – E pior e a Elena…
— Ai Bonnie, é normal que ela venha e namorada do Stefan. Essa é a casa dele.
— Ei me deixa terminar, ou melhor, olhe você mesmo – Bonnie apontou para o outro lado.
E encontrei Katherine sorridente, mais quando nossos olhos se cruzaram vi aquele brilho furioso nos olhos da mesma. Ela jogou o cabelo e foi na direção de Damon e naquele momento percebi que foi uma péssima ideia fazer aquela festa
DAMOM
— O que faz aqui?
— Eu vim te ver – Katherine fez algo inesperado que me pegou de surpresa, beijou meus lábios. Depois do choque, afastei sem delicadeza, ela limpou os lábios e sorriu
— Que merda pensa que está fazendo?
— Beijando meu namorado – explicou. Acabei rindo balançando a cabeça incrédula.
— Está ficando louca Katherine está cada dia pior. Nós não somos mais namorados. Virei vegetariano é não curto mais carne de galinha.
Ela fez cara de ofendida colocando a mão no peito de forma teatral, se aproximou de mim mais uma vez, colocando os braços em volta do meu pescoço. Mesmo odiando aquela mulher até raiz do cabelo, o seu toque ainda causava arrepios em mim, mas eu afastei antes que ela me beijasse novamente torci seu pulso.
— Aí Damon – choramingou – Está me machucando.
— E para machucar mesmo. Qual parte do eu te odeio e acabou, você não entendeu? – ela se soltou de mim andou me rodeando com aquele sorriso debochado que antes me fazia enlouquecer, hoje só me causava outro efeito, que era querer enforcá-la.
— Sabe o que dizem Damon. Que entre o ódio é o amor a somente uma linha tênue que separa. Vai mesmo dizer que esqueceu tudo o que vivemos juntos? – ela sussurrou em meu ouvido.
— Não, como eu posso esquecer? Sempre quando passo na porta e meus chifres batem no teto eu me lembro da vaca que me deu eles de presente.
Katherine pareceu chocada de não ter conseguido causar algum efeito em mim, em outros tempos vê-la naquele corpete, olhando sua boca em forma de coração, seus olhos castanhos, eu me renderia em cinco minutos.
Mesmo ainda tendo uma leve atração por ela, tudo que conseguia pensar era em quantas vezes ela havia mentido e o manipulado. Quanta vezes ela dizia que me amava e logo depois se entregava a outros. Outros esses que podia ser qualquer um até mesmo quem ela não conhecia. Às vezes sentia mais pena dela do que ódio.
— O que foi Katherine? – me aproximei dela pegando uma de suas mechas – ? Pensou que eu estaria a sua disposição, esperando por você como idiota?
— Admito! É uma surpresa... Ter perdido meu cachorrinho de estimação – ela sorriu. Minhas mãos foram para seu pescoço, mas isso não a intimidou – Sabe Damon, você sempre vai ser insignificante para mim ou para qualquer mulher que tenha um cérebro. Porque você é aquele tipo de homem que passamos uma noite e queremos esquecer depois, mas fica grudado na gente como chiclete no sapado. Era isso que eu sentia, que era um maldito dum chiclete inútil e gasto, sem sabor que estava grudado na minha Louboutin.
Enforquei ainda mais, aos poucos aquele sorrido de deboche de desmanchou, dando lugar a desespero. Ela segurou minhas mãos, com rosto vermelho. Podia ver veias se formando nos seus olhos.
— Damon, para! – Caroline veio correndo, mesmo assim eu não a soltei – Damon pelo amor de deus solta ela!
Ela olhou para Katherine desesperada e tocou em meu ombro
— Solta ela – Elena surgiu tentando me puxar, Katherine já estava perdendo as forças, mas queria vê-la desmaiar. Queria que ela sufocasse engolindo suas palavras inúteis
— Damon, solta ela – Caroline suplicou, e obedeci. Katherine caiu no chão sendo aparada por Stefan e Caroline. Katherine que agora tossia com as mãos no pescoço.
— Desgraçado!
Caroline olhou para as marcas da minha mão no pescoço de Katherine, quando ergueu a cabeça para me olhar, senti aquele mesmo desprezo e decepção que tantas vezes, ela é meu pai já havia me lançado.
Olhei para Katherine e me odiei por quase tê-la matado.
— Está se sentindo bem, que ir ao médico? – Elena perguntou em tom aflito.
— Ela está bem – Stefan rebateu indiferente depois de auxiliá-la a sentar-se no sofá.
— O desgraçado do seu irmão quase mata minha irmã e você diz isso, age dessa forma? – inquiriu Elena se levantou fitando Stefan indignada.
— Elena não faça drama. Todos nos conhecemos bem sua irmã, não foi tão grave assim, ela ainda está respirando não está?
— A Elena está certa. O que Damon fez foi grave, podia ter matado ela – Caroline se levantou olhando firme para Stefan que permaneceu inexpressivo, pegou outro copo e virou.
— Tá legal – ele fez sinal de desistência e encarou Elena e Caroline com sorriso torto
— Podem parar com isso. Todo mundo aqui odeia a Katherine, por quê esse teatro agora? – Stefan beijou os lábios de Elena – Vai me dizer que está mesmo preocupada com bem-estar da sua irmã? – ele riu como se fosse uma piada, voltou seus olhos para mim – Uma pena não ter conseguido.
— Stefan – Elena se aproximou puxando seu braço – Por que está agindo feito um idiota? – Katherine levantou-se ainda com as mãos no pescoço
— Calma Elena, eu entendo. Ele está certo, não brigue por minha causa – Katherine disse com voz falhada.
Eu e Stefan nos entre olhamos abismado, como era cínica
— Cínica!
— Cala boca! Você é um covarde desgraçado que agride mulheres e deveria estar preso! – Elena cuspiu as palavras, olhando para mim com repulsa.
Stefan mais uma vez riu da situação, estava bêbado e pelo visto não estava dando a mínima para nada.
— Parece que o cinismo é um mau de família – Elena olhou chocada para Stefan
— Stefan dá pra calar a boca – Caroline se aproximou pegando em seu braço, Stefan se virou para ela e colocou o dedo em seus lábios
— Caroline, para de mandar em mim! – Caroline ficou boquiaberta – Estou dizendo a verdade. Quanta hipocrisia numa sala. Você sempre odiou a Katherine é Elena também. Agora todos estão bancando os defensores dela?
Um silêncio se instalou até mesmo a música alta e pessoas bêbadas ao redor não conseguiram dispersar o silêncio incomodo. Para piorar Matt escolheu aquele momento para chegar e parou franzindo a testa sem entender nada
— Surpresa! – Caroline disse depois de um tempo – Feliz aniversário.
MATT
Estranhei a aproximação da minha irmã com Caroline. Sabia que Vicki estava planejando algo. Mas não tinha ideia que Caroline concordaria com isso. Estranhei a mensagem que ela me mandara. Acho que a intenção era uma festa surpresa, mas encontrei quase todos no meio de uma briga.
Para piorar a festa surpresa foi na casa de Damon. Eu e Salvatore não éramos muitos amigos. Principalmente agora que sabia que ambos tinham sentimentos por minha namorada. Não entendia o que motivou Caroline a fazer uma festa ali. Ela me abraçou cabisbaixa
— Matt me desculpa, eu tinha planejado tanta coisa.
— Tudo bem – a abracei e beijando sua testa – Se serve de consolo foi uma grande surpresa — ela riu – Posso te fazer uma pergunta?
— Claro.
— De quem foi à ideia da festa? – passei os braços em volta de sua cintura, olhando seus olhos se estreitarem.
— Foi minha.
— Caroline…
— Foi da Vicki, mas eu achei uma ótima ideia… Até colocar em prática.
— Sabia que tinha sido ela.
— Você detestou não é? – ela se afastou cabisbaixa, eu puxei lhe dando um beijou
— Não. Eu gosto de tudo que você faz – ela sorriu me abraçando – Mas eu conheço bem a minha irmã, ela fez essa festa por ela mesma, pra aprontar de novo
Olhei para minha irmã, que dançava no meio da sala, se insinuando para um garoto e suspirei desanimado prevendo que nada de bom sairia dali.
BONNIE
Estava no meio de um fogo cruzado. E a coisa que me deixava mais estressada era que nem era uma das protagonistas. Katherine e Elena apareceram na festa. E mesmo se odiando, se uniram contra Caroline ao que tudo indicava. Fiquei com pena de Caroline, mas mais pena senti da própria Elena no meio daquela velha estória. Daquele triângulo amoroso, que agora não era nem mais um quadrado, era, mas uma cama de gato.
E no meio disso ainda tinha Mikael. Eu e ele tínhamos dado um tempo pela e milésima vez tinha o visto dando em cima de quase tudo que tivesse de saia. A verdade e que não tinha ideia do porque namorava aquele idiota musculoso. No meio da confusão de Damon tentando matar Katherine – De novo.
Não era de beber, nem curtia o gosto. Minha avó sempre dizia que nada de bom saia da bebida. Mas quem disse que eu dava ouvidos. Quando estiquei a mão para pegar uma cerveja uma mão tocou a minha o mesmo tempo.
— Desculpa – dissemos ao mesmo tempo, meu coração quase parou quando encontrei aqueles olhos – Pode ficar.
— Não, você pegou primeiro – ele estendeu a cerveja para mim – Pode pegar…
— Okay – me virei vermelha demais para dizer algo, ele me parou tocando em meu ombro. Senti minhas pernas amolecerem, os pelos do meu braço arrepiarei. Nunca tinha sentido aquilo antes e tinha que senti justamente por ele. Jeremy o irmãozinho de Elena e Katherine
— Espera... É Bonnie não é? – assenti alegre demais por ele ter se lembrado do meu nome
— Sim – foi o que consegui dizer, era patético, mas ele sorriu, parecendo achar graça da minha timidez.
— Então está gostando? – franzi a testa tentando absorver a pergunta – Está gostando da festa? Sabe, eu não imaginava que uma cidade como essa tinha tanta confusão. Pode me explicar por que minhas irmãs que se odeiam estavam unidas? E porque aquele cara ali tentou enforcá-la?
— Hummm – respirei fundo – Aquele ali e Damon. Ela namorava o Stefan que é irmão do Damon. Damon a roubou de Stefan há alguns anos atrás – sorri detectando sua atenção em mim
— Enquanto a loira e a Elena?
— Bem... Elas são as novas protagonistas do novo triângulo. Care gostava do Stefan, ele a dispensou por sua irmã, ela está namorando Matt, mas Damon também gosta dela então... É complicado.
— Eu diria insano. E você fica no meio disso tudo, qual e sua parte nisso?
— Eu? Deus... Nenhuma! Sou apenas a amiga de boas partes deles ali. Tento fazê-los não se matarem. Apenas isso!
— Então e remediadora no meio disso? – assenti – Mas quando não está salvando seus amigos o que Bonnie…
— Bonnie Bennett – completei
— O que Bonnie Bennett faz? – Jeremy estava próximo, com aquele sorriso que me fazia tremer, ele estava cada vez mais próximo, podia sentir aquela sensação boba de ter milhões de borboletas em mim, não importa o que aconteceria eu o beijaria. Mas nunca e tão simples é?
— Oi gatinho – Vicki agarrou Jeremy lhe dando um beijo molhado e demorado. Senti-me nauseada demais para permanecer olhando.
— Vicki – Jeremy a afastou olhando constrangido para mim.
— O que foi? – ela voltou os olhos para mim, tomou o copo da mão dele, deu um grande gole me olhando de cima baixo – Ah... Então conheceu a Bonnie e bom te ver Bonnie.
— Eu digo mesmo Victória – forcei um sorriso tão falso quanto o dela. Jeremy revezou o olhar confuso para mim e para ela
— Então cadê o Mikael? – senti meu sangue ferver de raiva
— Não sei, acho que por aí. Mas me diga Vicki e Tyler, onde ele está?
— Tyler, quem é Tyler?
— Ninguém – Vicki apressou-se em responder, acabei rindo. E ela me fuzilou com os olhos.
— Não parece ser ninguém…
— Eu já disse que não é ninguém Jeremy, consegue entender isso?
— Calma, foi só uma pergunta por que está tão nervosa?
— Porque Tyler e quase namorado da Vicki – acabei dizendo, mas me arrependi
— O que?
CAROLINE
Nunca tinha visto Stefan tão descontrolado. Ele estava fora de si naquele dia e mesmo que quisesse não podia fazer nada.
Estava namorando Matt, numa malfadada festa surpresa para ele e não podia largá-lo em um canto e esbofetear Stefan por agir feito um panaca. Isso agora era responsabilidade de Elena. Essa que por sinal estava sentada no sofá, irritada por não conseguir controlar o namorado.
Mesmo sendo errado e até mesmo cruel, acabei rindo de sua desgraça. Afinal era justo que ela pagasse e que o feitiço virasse contra o feiticeiro. Ela trouxe Katherine para arruinar tudo, mas mau sabia ela que Katherine Pierce podia acabar com relacionamento dos sonhos dela.
KATHERINE
Meu pescoço ainda estava vermelho. Tinha que me controlar para não voltar e estapear Damon. Mas aquela cena inteira, tinha servido seu propósito. Pensei em atingir apenas Damon. Mas de quebra gerou um pequeno conflito entre Stefan e Elena. Stefan estava bêbado como nunca tinha visto antes. Ele nunca tinha agido dessa maneira, nunca fora tão ríspido e tão cruel comigo – É eu adorei! — Stefan estava na varanda, olhei minha querida irmã sair de lá furiosa. Aquela era minha chance. Toquei seu ombro e tentei imitar da melhor forma possível o tom de Elena
— Stefan – sussurrei fazendo o meu melhor para soar como uma mosca morta, o abracei pelas costas
— Voltou para discutir pela sua irmã de novo? – beijei seu pescoço,
— Não, pelo contrario eu vim pedir desculpas
Ele se virou para olhar para mim, mas não dei tempo para que ele descobrisse. Selei meus lábios nos deles. Ele demorou a corresponder, provavelmente surpreso por sua namoradinha não fazer um grande drama, ou pelo beijo ser mil vezes melhor. Ele correspondeu com igual fervor e apertou minha cintura, com força. Senti seu gosto, senti sua pela contra minha e constatei que ele ainda tinha o poder de me estremecer, de me fazer sentir no céu.
— Stefan – Caroline surgiu na porta olhando para nós espantada – O que está fazendo com…
— Katherine… – Elena surgiu na porta com lágrimas nos olhos – Como pode Stefan, como pode fazer isso comigo?
— Elena, eu não queria...
Stefan me empurrou. Elena correu até mim e me esbofeteou com força, seu maldito anel cortou meu lábio.
— Vagabunda.
— Vagabunda, eu? – limpei o sangue dos lábios e dei os melhores dos meus sorrisos. – Você é que está com meu ex Elena, você sempre me invejou sempre quis tudo o que é meu, não sossegou até conseguir o Stefan.
— Roubar o Stefan? – ela riu – Você o traiu com Damon... O irmão dele sua vádia!
CAROLINE
Tudo aconteceu muito rápido. Katherine voou em cima da Elena. É por mais que estivesse rindo por dentro, não poderia deixar duas irmãs se matarem, não é?
Stefan segurou Elena, eu e Matt seguramos Katherine que parecia possuída e em meios de xingamentos e tapas, no outro lado da sala. Vicki e Bonnie começaram outra briga. Matt e Mikael correram até elas separando-as.
— Parem vocês duas! – Matt segurou a irmã pela cintura – Vamos pra casa agora!
— De jeito nenhum! Não antes deu vou estrangular essa…
— Essa o que? A única vagabunda aqui e você.
— Chega! Acabou a festa – Matt gritou, todos reclamaram, mas sairão levando a barril de chope
— Bonnie o que aconteceu?
— Eu perdi o controle, aquela vagabunda da sua cunhada.
— Fala baixo – a repreendi tentando não rir – Mas qual foi o motivo do seu “descontrole”?
— Bonnie, você está bem?
O irmão, mas novo de Elena se aproximou de Bonnie com olhar preocupado. Afastei-me deixando-os sozinhos. Bonnie, a futura cunhada de Elena, isso sim era surreal.
STEFAN
— Elena, por favor, espera...
— Esperar o que? O que tem a dizer.
— Eu pensei que fosse você Elena, eu pensei que fosse você – ela riu limpando as lágrimas do rosto
— Pensou que fosse eu? Então toda aquela conversa de eu ser o oposto da Katherine, ser especial… Como pode me confundir com ela?
— Elena – peguei em seu braço, sentindo pela primeira vez desespero de perdê-la – Por favor, Elena tente entender…
— Que está bêbado. Eu entendo, não sou burra. Eu sei de tudo, inclusive o motivo disso tudo – Elena suspirou olhando para chão suas lágrimas caindo, toquei seu rosto, ela pegou minha mão tirando-a do meu rosto – Não Stefan, eu não posso, não posso mais suportar isso.
Elena saiu correndo, tentei alcançá-la, mas estava bêbado demais pra isso.
O que tinha feito? Tinha bebido tanto para esquecer que Caroline estava nos braços de outro que confundo Katherine com Elena.
Eu estraguei tudo.
DAMOM
— Pelo visto seu plano saiu pela culatra – Elena parou me olhando nervosa
— Não enche!
— Elena – me aproximei olhando para seus olhos vermelhos – Achou mesmo, que que sua irmã a ajudaria? Afinal qual era mesmo seu grande plano? Trazer Katherine para arruinar a festa que Caroline estava fazendo para NAMORADO dela?
Elena me empurrou voltando a chorar. E mesmo não tendo muita simpatia por ela, senti pena.
— Vai embora, me deixa em paz – toquei seu ombro ela desvencilhou.
— Eu te avisei Elena, eu te disse.
— Por que está me falando isso Damon? Acha que não sei o motivo de ter oferecido sua casa. De bancar o amigo da Caroline. Acha mesmo que ela vai deixar Matt, ou esquecer Stefan por você?
Ficamos em silêncio. Não sabia como rebater aquilo. Não podia disser nada porque sabia que era a mais pura verdade. Por que Caroline deixaria Matt por mim, ou por que esqueceria Stefan seu príncipe encantado por mim? Elena suspirou, sorriu secando as lágrimas.
— Eu pensei que me rebateria Damon, não vai dizer que estou errada?
— Não! Você está certa – admiti, me aproximei dela tocando seu rosto – Nós sabemos a toda a verdade e mesmo insistimos no erro. Somos muitos parecidos
— Nos não somos nada parecidos, você e desprezível.
— Sim, eu até posso ser. Mas nos somos parecidos sim, Elena. Somos dois idiotas apaixonados. Teimosos demais para desistir, nós somos apenas um empecilho no caminho deles.
Outra lágrima escapuliu de seus olhos e as enxuguei. Pensei que ela me empurraria. Mas ela me abraçou chorando, soluçando. Abracei Elena mesmo que não fosse seu maior fã, porque ela dentre todas as pessoas do mundo era a única que me entendia naquele momento.
Nós dois estávamos apaixonados, pelas pessoas erradas.
CAROLINE
A casa estava virada do avesso. Eu estava sozinha arrumando toda aquela bagunça. Bonnie tinha sido levada em casa por Jeremy. Matt tinha ido embora levando sua irmã, relutante a tira colo. Peguei o maior saco que achei e comecei a tirar todos aqueles copos.
— Caroline – Stefan surgiu na porta
— O que ouve com seu rosto?
— Eu cai, devo ter batido em algo
— Ah… Bem feito.
— Bem feito? Esta feliz com a minha desgraça?
— Você mereceu tudo isso Stefan. Beijar a Katherine na frente da Elena...
— Eu não sabia que era a Katherine! – justificou com uma careta
— Claro que não! Estava bêbado demais para diferenciar a sua namorada da irmã gêmea do mau – me afastei não querendo mais ouvi-lo, mas Stefan me seguiu
— Eu não sei o que ouve comigo — lamentou
— Eu também não, Stefan. Eu não o reconheci essa noite, você parecia ser outra pessoa.
— Eu não queria magoá-la.
— Mas acabou magoando Stefan, o pior e que ela parece mesmo gostar de você. Não posso nem imaginar como ela está se sentindo... Quer dizer, eu posso sim.
Stefan se aproximou de mim, segurando meu braço
— Eu te machuquei muito, não é?
— Sim Stefan, muitas vezes, mas do que posso me lembrar — ele tomou meu rosto entre suas mãos.
De novo meu coração disparou, minhas pernas ficaram trêmulas
— Mas isso faz parte do passado... passou. Agora você tem que pensar numa maneira de fazer Elena te perdoar…
— Passou?
— O que?
— O que sentia por mim. Não sente mais nada por mim?
— Stefan – me afastei nervosa demais para olhá-lo nos olhos.
— Caroline – ele segurou minha mão, se aproximando do meu ouvido – Caroline olha pra mim.
— Não – protestei fraca, ele ergueu meu queixo
— Olha nos meus olhos Caroline... Me diz que não sente nada. Você me esqueceu? – abaixei a cabeça não conseguindo dizer nada – Olha nos meus olhos Care, e eu prometo que a deixo em paz e que vou atrás da Elena e farei de tudo para esquecer você…
— Como pode me perguntar isso. Jogar todas as decisões pra mim? Me solta agora, Stefan!
— Não Caroline, eu não posso – ele me apertou ainda mais olhando em meus olhos – Não posso deixá-la ir, não posso me afastar de você. Eu te amo…
Não consegui dizer nada, não consegui pensar depois de ouvir aquelas palavras. Que esperei por tanto tempo. Stefan se aproximou, não consegui me mover. Parecia congelada no tempo e tudo ao meu redor estava girando em câmera lenta
Stefan estava se aproximando lentamente, agarrou meu rosto e acariciou meu rosto me olhando de um jeito que fazia meu corpo arder.
Então ele cortou a curta distância que nos afastava e uniu seus lábios e nos meus e gemeu contra os meus lábios.
Ele me beijou.
Um beijo que esperei por toda minha vida estava acontecendo.
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