Forever and Ever - Revisando
5 Capítulo - 5 Let her go
Notas iniciais
“Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo
Só sente falta do sol quando começa a
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Só sabe que estava bem quando se sente mal
Só odeia a estrada quando sente saudade de casa
Só sabe que a ama quando a deixa ir
E você a deixou ir”
STEFAN
Não estava conseguindo entender o comportamento de Damon. Porque ele fazia tanta questão de arruinar o encontro de Caroline atacando-a daquele jeito, algo soava muito estranho em todo aquele circo que Damon criou.
E isso só piorou quando depois de constrange-la na frente de Donavan, ele saiu correndo atrás dele.
Não resistindo a curiosidade de intender aquela situação, pedi licença para Elena e sai procurando por ela, mas não estava preparado para cena que encontrei quando finalmente a encontrei no estacionamento.
Damon segurava seu rosto, próximo demais para ser considerado amigável. Caroline mantinha os olhos fechados enquanto ele se desculpava com ela. Então, ele desviou seus olhos dos dela e se aproximou mais do seu rosto, segurando-o.
Ele estava prestes a beijá-la.
Um sentimento horrível se apossou de mim ao vê-lo tocá-la. Diferente de como fora com Katherine não me sentie decepcionado ou triste tudo que conseguia sentir era raiva, senti ódio de Damon.
Ódio por ele estar agora, onde eu deveria estar. Tocando-a como se fossem íntimos, como se tivessem...
— O que está acontecendo aqui? – gritei. Caroline olhou para mim assustada.
Damon se afastou dela e abaixou seu olhar para o chão
— Anda Damon, me diz o que está acontecendo, ou melhor, o que está acontecendo entre vocês dois?
Não podia me controlar, estava furioso. Damon não tinha coragem de levantar a cabeça, e Caroline chorava sem se mover olhando para mim.
— Nada – ele disse – Só estava me desculpando com ela por ter sido um idiota.
— Não é o que me pareceu…
— É o que pareceu? – Damon inquiriu agora me encarando, tinha um sorriso estampado em seu rosto, mas seu olhar vacilou novamente.
— Pareciam que vocês estavam…
Não consegui completar, senti um nó na garganta, minha cabeça girava enquanto juntava todas as peças do quebra-cabeça.
Todos aqueles anos de implicância, toda a irritação que Damon sempre demonstrava com nossa amizade. Lembrei de como ela evitou ir em casa, do comportamento estranho de Damon... Ele não estava mau pela Katherine… Estava por ela.
— Seu desgraçado!
Voei até ele puxei pela gola da camisa, e deferi um soco em seu rosto, ele tentou revidar, mas não teve tempo suficiente, lhe dei outro soco e derrubei no deferindo vários socos em seu rosto, Caroline gritou por socorro e lutou para afastá-los, mas ela não conseguiu. Estava cego pelo ódio que nem si quer cogitei se estava indo longe de mais
Damon conseguiu me acertar uma ou duas vezes, mesmo sendo mais velho mais alto. A minha raiva tornou-me mais forte. Matt a Mikael chegaram e nos separaram o rosto de Damon estava machucado, sua camisa manchada de sangue.
— Meu deus Stefan – Elena tocou meu rosto preocupada, eu só conseguia olhar para Caroline que se debulhava em lágrimas
— O que aconteceu? – Matt perguntava para Caroline que não dizia nada.
Comecei a caminhar ainda tonto, limpei o sangue com as mãos queria ir para longe.
— Stefan – parei ao ouvi-la me chamar – Stefan, você entendeu tudo errado.
— Entendi errado? Era por ele não era. É por ele que estava apaixonada? – ela negou veemente com cabeça – Como pode fazer isso comigo?
— Você é mesmo idiota! – Damon gritou, fiz menção de bater nele outra vez, mas Mikael e Elena me deterão – É isso que ouviu, sempre foi um idiota.
— Damon, por favor – Caroline suplicou
— Não Caroline, não. Ele tem que ouvir… – Caroline se aproximou de Damon tocando em seu braço olhando-o nos olhos – Por favor, Damon para!
Senti-me nauseado, vendo-a suplicar para que ele parasse, tocando-o com aquele olhar preocupado e vendo ainda que a obedeceu piamente.
— Vocês dois se merecem!
— Chega cara! De todos aqui você é o mais errado – Matt disse revoltado – Não tem o direito de falar assim com ela. Damon é um idiota, mas você também é – Matt puxou Caroline a levando dali.
CAROLINE
Não conseguia para de chorar. Stefan nem mesmo tinha visto nada demais entre mim e Damon, o que já foi suficiente para tudo aquilo. Nunca tinha visto ele assim, nunca vi tanto ódio em seus olhos. Matt me levou em casa e foi paciente, não me perguntou nada. Beijou minha testa e me disse para ficar bem.
Tinha certeza que ele tinha entendido tudo, até mesmo a parte que eu era perdidamente apaixonada por Stefan. Alias aquela briga deixou claro para todos que estavam no estacionamento da lanchonete que Caroline Forbes tinha sido a causadora de uma briga entre irmãos.
Mesmo depois de tomar banho, só conseguia chorar, sabia que não conseguira dormir sem falar com ele.
Sai em silêncio de casa, agradecida por Molly estar no banho e corri em direção a casa dele, mas não precisei chegar até a casa dele.
Ele estava exatamente onde pensei que ele estaria. Sentando ao pé do salgueiro olhando para o lago. Ele não se moveu, não tinha expressão em seu rosto e seus olhos pareciam vazios.
— Stefan – chamei mas ele não ergueu a cabeça – Por favor, dá pra me olhar.
Ele sorriu, mas não era o sorriso de sempre que eu tanto adorava, era puro escárnio, desprezo.
— O que tem pra me dizer Caroline? – ele sustentou meu olhar – Anda me explica.
— Por que está falando assim comigo? Por que explodiu daquele jeito? Você podia ter machucado seu irmão de verdade… – Stefan riu alto me cortando, ele maneou a cabeça e quando encontrou com meus olhos estremeci com brilho raivoso que eles emitiam
— Então é com isso que está preocupada? Então sinto informá-la que está no lugar errado... e com o irmão errado – Stefan se levantou pronto para ir embora, o fiz parar segurando em seu braço.
— Ele tem razão, você é mesmo um idiota – Stefan se virou incrédulo
— Eu, idiota? Sim eu devo ser mesmo para nunca ter reparado no caso de vocês bem de baixo do meu nariz, como eu fui burro!
— Stefan, está se ouvindo? Quer saber chega! Eu não vou ficar aqui ouvindo meu melhor amigo fazendo insinuações sobre mim – me virei, mas dessa vez Stefan me parou segurando meu pulso.
— Insinuações? Vai mesmo ter coragem de negar para mim, Caroline olha nos meus olhos – pediu e se aproximou de meu rosto. Tentei ir embora, mas ele agarrou meu outro braço e mesmo com raiva dele senti minhas pernas ficarem trêmulas – Olha nos meus olhos e me diga que não aconteceu nada entre você e ele?
Não consegui dizer nada e Stefan sorriu, mas não era de alegria, era de descontentamento.
— Era por isso, era por ele não é – Stefan me soltou derrotado.
— Só me diz Caroline... Há quanto tempo tem estado com ele?
Ele berrou olhando-me com misto de decepção e raiva que me irritou. A raiva dentro de mim eclodiu, engolindo qualquer culpa e tristeza que antes sentia só restando raiva.
Como ele ousava pensar isso de mim, me lançar esse olhar que antes era reservado apenas para Katherine.
Olhando para mim como se eu tivesse traído ele.
Eu podia sim ter omitido beijo, mas não pedi aquele beijo e mais importante e que diferente de Katherine eu não estava traindo ele, não era sua namorada.
— Há uma semana – Stefan balançou a cabeça descrente, aturdido
— Era por ele que estava apaixonada esse tempo todo?
— Eu estive apaixonada sim, mas não pelo Damon – Stefan ergueu cabeça para mim – Eu sempre fui uma idiota apaixonada, tola, burra e cega de esperanças que um dia eu pudesse ser correspondia. Acontece que eu fui, mas não por quem eu esperava.
Eu lhe dei as costas sem dizer, mas nada. Mas Stefan me puxou novamente, eu não virei apenas respirei fundo reunindo forças para continuar ali.
— Quer saber por quem estive apaixonada todos esses anos? – me virei olhando o nos olhos, instintivamente toquei o colar que ele havia me dado apertando com força – Eu preciso mesmo dizer, Stefan?
Pude ver a compreensão em seu rosto, o choque em seus olhos tomando conta e fazendo seus olhos marejados escurecerem.
— Eu te amo Stefan, sempre te amei. Desde primeiro momento em que olhei em seus olhos. Eu sempre te amei – parei de falar tentando recuperar o ar – Mas você... nunca percebeu. Eu tive que ver e ouvir você dizer que amava Katherine. Eu tive que consolar você enquanto você chorava por outra. O tempo passou e mesmo depois de ter acabado com ela você nunca olhou para o lado. Nunca pensou em nada que não fosse Katherine Pierce.
— Caroline…
— Não, me deixa continuar! – respirei fundo tomando fôlego – Quando você voltou, mesmo depois de tanto tempo mantive minhas esperanças. Eu pensei, ele está mudado... Pode ter esquecido ela finalmente – solucionar.
Não mais contentando as lágrimas que a essa altura não fazia ideia se eram de raiva ou tristeza. Stefan tentou tocá-la, mas me esquivei
— Mas não, você se apaixonou novamente. É de novo não foi por mim. Foi então que decidi matar esse sentimento de uma vez por todas mesmo que seja a coisa mais difícil que tenha tido que fazer, eu tinha que esquecer você... E nesse meio tempo... ele aconteceu. Foi quem eu menos imaginava que me percebeu – ri sem humor – Damon Salvatore, que sempre implicou com tudo que se referia a mim. Ele me salvou de cometer a maior burrice da minha vida. É sim, ele me beijou. E não fiquei alheia Stefan, eu correspondi seu irmão. Correspondi, porque foi bom sentir que alguém me desejava, sentir que ele me enxergava como algo a mais do que melhor amiga de infância.
— Caroline – Stefan segurou meu braço e Caroline ergui os olhos – Eu não sabia...
— Claro que não. Mas isso não importa mais, não depois de hoje. Não depois do que você pensa e disse de mim
Puxei com força o colar do meu pescoço e senti uma leve ardência com força que fiz para tirá-lo, estendi o colar para Stefan. Ele ergueu a cabeça e quando encontrou com meus olhos, ele estava chorando. Meu coração se apertou no mesmo instante, mas não voltei atrás, puxei sua mão e depositei nele o seu colar.
Caminhei devagar com medo que se olhasse para trás colocasse tudo a perder, temendo correr até e permitir que ele se desculpasse, mas não podia. E agora depois de finalmente ter confessado meus sentimentos para ele esperava que aquela agonia passasse, que conseguiria esquecê-lo e seguir em frente.
Mas não, aquela dor parecia esmagar meu peito como se rolo compressor estivesse passando por cima, me impedindo de respirar. Tudo que conseguia pensar era nos onze anos ao lado de Stefan. Era em todo aquele tempo nutrindo esperanças tolas de que ele se apaixonasse por mim. Esperanças tolas de que conseguiria esquecê-lo. Quando cheguei em casa tudo que queria fazer era correr para quarto antes que Molly visse meu estado. Não queria que ela me desse um sermão e jogasse um “Eu te avisei” só queria me trancar no quarto e jogar a chave fora.
Mas quando ergui a cabeça, encontrei alguém na minha varanda. Estrelei os olhos e parei boquiaberta quando reconheci Damon estava encostado na porta.
— Damon – chamei. Ele se virou e me desviou os olhos para chão.
Não pensei, nem entendi o motivo daquilo. Mas eu corri até ele o abraçando, ele ficou surpreso com minha reação. Demorou a corresponder meu abraço, aos poucos senti seu corpo relaxar então ele passou os braços em volta da minha cintura.
Então eu chorei, chorei por um longo tempo em quanto ele afagava meus cabelos. Quando consegui parar de chorar me afastei de Damon, nossos olhos se encontraram, eu olhei para seu olho avermelhado, seus lábios machucados e sua camisa manchada de sangue eu toquei de leve em seu rosto.
— Eu sinto muito – ele disse abaixando a cabeça – Não pensei que chegaria a esse ponto.
Entrei em casa o deixando na varanda. Molhei um pano e peguei uma lata de cerveja e fui até ele sem conseguir dizer nada. Eu limpei o sangue em seu rosto. E mantive a lata em seu olho. Damon segurou minha mão, de novo eu fiquei olhando seus olhos. Comecei a chorar silenciosamente de novo, ele secou as lágrimas que caiam.
— Acabou Damon – solucei – Acabou!
Damon me abraçou me aninhando em seu braço.
— Calma. Vai ficar tudo bem – Damon suspirou – Ele te ama. Acabou de se dar conta disso, Foi por isso que ele surtou. Porque eu me eu me aproximei da pessoa mais importante da vida dele, a garota que que ele ama.
Balancei a cabeça negando, mas ele apenas sorriu.
— Eu não quero mais saber dele, eu não… – Damon sorriu tomando meu rosto com as mãos. Ele beijou minha testa demoradamente.
— Você sempre vai amá-lo Caroline. Eu sempre o invejei por isso. Sempre tive raiva dele, por ter sempre o amor do meu pai, admiração do meu avô. Mas o que mais invejava dele era você. Eu invejava a maneira como sempre estava ao lado dele, o jeito como olhava pra ele… Ninguém nunca olhou para mim com tanta devoção e carinho.
— Damon eu....
— Você se sente atraída por mim – Damon acariciou meu rosto – Agora eu posso ver isso. Mas é meu irmão que você ama. Sempre será.
— Porque está dizendo isso Damon? Você também não sente nada por mim…
Damon deu um sorriso de lado e voltou a encostar os lábios em minha testa.
— Eu sempre impliquei com você… Aquela tua mania de sabe-tudo – sorriu – Sempre me apontando o dedo, me desafiando. Sempre tendo coragem de me dizer que eu não prestava – tentei protestar, mas ele a silenciou tocando com o dedo em seus lábios – Tudo bem, você sempre esteve certa. Sobre mim, sobre a Katherine. Eu nunca a amei, hoje eu sei disso.
Me afastei de Damon com menção ao nome da Katherine, ela sempre estava no meu caminho seja com Stefan e agora com Damon.
Mas olhando para o céu, meus olhos se voltaram para o salgueiro e me perguntei se ele ainda estaria lá. Como ele estaria depois de descobrir tudo.
Damon tinha razão, eu nunca seria capaz de esquecer Stefan. Aquele sentimento era forte demais, foi enraizado dentro de mim como raízes daquele salgueiro.
Olhei de esguelha para Damon e me senti a pior pessoa do mundo. Mesmo ele não sendo a melhor pessoa que já conheci. Ela estava brincando com seus possíveis sentimentos.
Mesmo que fosse apenas desejo. Eu estava brincando, permitindo que ele se aproximasse, deixando que ele me consolasse
Fazendo com ele o mesmo que Stefan tantas vezes fez comigo.
No que eu era melhor que Katherine Pierce? Nem mesmo ela conseguiu a proeza de fazê-los brigar como eu o fiz.
— Me desculpa Damon – Damon ergueu a cabeça e se aproximou de mim
— Desculpar pelo que? Não ter se apaixonado por mim? – ele deu ombros dando um sorriso debochado – Eu sempre achei que tivesse mau gosto mesmo.
Sorri para ele e Damon se inclinou na viga da varanda olhando para salgueiro
— Mas eu estava errado?
— Estava?
— Sim, você se apaixonou por ele – Damon sorriu maneando a cabeça – Eu tenho vontade de odiá-lo, mas não consigo. Alias quem consegue? Ele e adorável feito a Lessi – acabei dando leve sorriso ao me lembrar dele.
— Não é estranho? – Damon arqueou a sobrancelha – Você, me salvando, me consolando me fazendo rir. Quando isso aconteceu exatamente?
— Não sei – ele deu ombros – Eu sei que eu sempre admirei de longe o seu sorriso. Sempre gostei do som da sua risada esquisita – bati meu ombro com o dele – Mesmo quando não era eu o responsável por fazer você sorrir.
— Damon, para!
— É sério.
— Está bancando o sedutor comigo?! Eu te conheço há onze anos, eu já escutei milhares de vezes suas cantadas para aquelas desiludidas do colégio. Seus olhos são como… Como era mesmo? – Damon se virou para mim olhando em meus olhos
— Seus olhos são como águas cristalinas, seus lábios são o encaixe perfeito dos meus. Seu sorriso… Eu não me cansaria de olhar para ele minha vida toda.
Parei de rir com a proximidade de nossos rostos.
— Eu não me lembro dessa parte – murmurei com voz rouca.
— E porque eu nunca disse para ninguém. Eu nunca estive apaixonado de verdade e quando me apaixono e uma pirralha que não me corresponde – Damon aproximou o rosto do meu encostando sua testa na minha e fechei os olhos sentindo vontade de chorar
— Damon não é engraçado sabia? – fechei os olhos, me afastando dele.
— Caroline – ele segurou minha mão – Eu não menti, eu sinto algo por você, sempre senti. Ao contrário do meu irmãozinho eu sabia, por isso implicava com você. Por isso fiz dos seus anos um inferno.
— Então você implicava comigo, me dizia que era alta demais, desconjuntada por que gostava de mim? Quantos anos você têm mesmo? Minha mãe sempre dizia que os corpos dos garotos se desenvolvem antes do cérebro. É olha só, ela tinha razão!
— Sim, ela tinha – Damon admitiu se aproximando de novo olhando em seus olhos.
— Damon, isso é…
— Errado, sujo insano. Por quê? Não somos irmãos – ele sorriu – Um dia, quem sabe. Você desista dele, eu vou esperar até lá. E vou fazê-la se apaixonar por mim, vai ficar louca por mim.
Sorri, mesmo não tendo vontade, mesmo com vontade de ceder de fechar os olhos e permitir que ele me fizesse esquecer seu irmão, mas não podia. Sentia aquela dor esmagadora em seu peito, sentia até dificuldade em respirar e o motivo era ele: Stefan. Não podia ser de ninguém antes de esquecê-lo. Se tentasse seria apenas mentira.
— Pode demorar muito tempo Damon – ele assentiu
— Eu sei, mas se um dia acontecer. Eu estarei ali ao lado esperando. Talvez você seja a mulher certa pra ele. – ele se afastou colocando as mãos dentro de sua jaqueta dizem — Mas talvez, eu seja o homem certo pra você.
Sorri balançando a cabeça e desviando meus olhos do dele e quando ele estava mais longe virou e gritou para mim.
— Eu ainda vou ouvir um eu te amo, da sua boca, Caroline Forbes!
Entrei em casa e assim que fechei a porta me encostei-me a ela sorrindo, lembrando das palavras e juras de amor de Damon. Mas em seguida vieram as lágrimas, aquela dor parecia se expandir no seu peito. Me arrastei meu quarto e para minha surpresa Molly me esperava sentada em minha cama. Dessa vez não ouve perguntas sem sermões dizendo o quanto era tola por esperar pelo afeto de Stefan, ela não disse nada apenas acenou para que me deitasse em seu colo e chorasse.
STEFAN
Olhei para o lago segurando o colar dela em minhas mãos. Sentia vontade de me afogar ali, afogar aquela dor, aquele sentimento que nem mesmo sabia que existia. Queria voltar no tempo e impedir tudo aquilo. Impedir as lágrimas dela, impedir que ela se apaixonasse pelo meu irmão.
Chorei ali, sobe a lua olhando para o salgueiro lembrando de cada palavra daquele juramento.
Caroline era a minha melhor parte . Ela era parte alegre e divertida, era parte que o encorajava a me superar. Sem ela, eu era nada…
Era como se não existisse.
Abri o colar olhando a foto deles juntos, naquele passado distante, onde apenas eram crianças onde tudo era brincadeira, onde tudo era simples e fácil. Naquela época em que nós três éramos amigos e nadávamos naquele lago juntos.
Como deixei de perceber os sinais, como não consegui ver que ela me amava? Damon sempre me dava indiretas, sempre tentava dizer algo que eu fingia não entender.
Eu não queria enxergar, não era homem suficiente para admitir que aquele sentimento que era muito maior do que um simples carinho de amigo, fosse algo mais.
Caroline me despertava um sentimento tão forte que não sabia como nomeá-lo e tinha medo de tentar descobrir.
Desviei meus olhos do lago, quando escutei os passos atrás de mim. Damon cruzava o jardim em direção a casa. Olhei para camisa branca ensopada de sangue e para as minhas próprias mãos que jaziam roxas pelos golpes deferidos ao irmão.
“Você podia ter machucado seu irmão de verdade”Não pensei em nada naquele momento, deixei o ódio e raiva me dominar. Mas raiva sentia de mim mesmo por nunca ter tido coragem suficiente de admitir para si mesmo, que todo ciúme que sentia de Caroline com irmão, não era amizade, não era apenas um ciúme protetor. Sentia raiva de Damon por ele ter tido coragem, de ter estado lá quando ela precisava.
“Ela tem o dom de transformar vilões em mocinhos” ele disse uma vez. E naquele momento não entendi o sorriso dele ao dizer isso.
Olhando para uma Caroline suja dos pés a cabeça de terra. Depois de ela o ter vencido num desafio por minha causa. Damon sempre esteve ali, olhando-a. Mesmo com as implicâncias, ninguém além dele podia dizer nada contra ela, ele a protegia. E agora conseguia entender o “Panaca” que ele tanto o dizia pelas minhas costas, eu era mesmo um idiota. Eu tinha felicidade logo a minha frente, mas deixei que ela escapasse por entre meus dedos sem nem mesmo me dar conta.
ELENA
— Você está bem? – Bonnie inquiriu apertando minha mão. Afirmei com a cabeça que sim, mas as lágrimas insistiam em se formar – Elena.
— Eu estou péssima – aceitei o abraço de Bonnie e chorei em seu ombro.
— Vai ficar tudo bem.
— Eu sei que e exagerado, eu o conheço há poucos dias e já estou perdidamente apaixonada por ele – solicito – É loucura!
— Não acho que seja loucura – Bonnie remediou – O amor e assim, acontece e quando acontece não tem jeito, não tem maneira de esquecer, de fugir.
— Mas eu queria esquecer, ele ama a Caroline. Eu esperei que ela mentisse pra mim, negasse, que dissesse que era apenas imaginação que apenas estava agindo feito um amigo – abaixei a cabeça contraindo os lábios – Essa é a parte em que você mente pra mim.
— Eu poderia, mas você saberia que mentira.
— Porque ele se aproximou de mim e me beijou se amava outra? – choraminguei enquanto Bonnie me abraçava
— Ele não tinha se dado conta Elena. Eu conheço aqueles três a minha vida inteira, tenho visto tudo de longe. Eu já imaginava o que aconteceria um dia quando via o ciúme nos olhos do Damon, quando olhava para os dois. Era uma questão de tempo.
— Eu sei, eu percebi assim que ele a mencionou. Os olhos dele brilharam – enxuguei as lágrimas me endireitando – Minha razão gritava para me afastar e não criar esperanças... mas não consegui, ele é maravilho e impossível não se apaixonar por ele.
— Eu sei, a Katherine dizia o mesmo.
— O que? A Katherine dizia o mesmo, mas ela não gostava dele!
— Eu sinto muito em dizer isso, mas a Katherine era apaixonada pelo Stefan sim – neguei com cabeça descrente – Mas desejava Damon queria provocá-los. Sempre foi um tipo de jogo pra ela, mas um dia ela percebeu que o Stefan não era tão louco por ela, não só ele como Damon. Eles sempre corriam para Caroline quando tinha um problema. Ela sabia dos sentimentos dos irmãos pela Care. Então ela humilhou Stefan e ficou com Damon. Foi uma vingança.
Fitei Bonnie incrédula não conseguindo acreditar que minha irmã também amava Stefan, ou melhor, que ela fosse capaz de amar alguém além de si mesma.
— Não justifica o que ela fez com eles – rebati exaltada
— Elena, você precisa entender que a Katherine nem sempre foi essa garota fria e calculista. Ela cresceu sem mãe ao contrário de você. O John nunca foi presente, ela cresceu aqui nessa casa dando festas de aniversario, com pessoas que ela mau conhecia. Desejando que a mãe o pai dela estivessem ali. Quando ela conheceu Stefan ela jurava pra mim que ele era apenas um jogo, que adorava a maneira que ele a idolatrava – revirei os olhos – Mas eu sabia que era mentira, ela era apaixonada por ele. Mesmo quando estava com Damon, era nele que ela pensava.
Fechei os olhos lembrando do passado. Eu e Katherine andando de bicicleta juntas, com vestidos iguais. Foi há tanto tempo que parecia não ser nessa vida. Katherine era uma completa estranha para mim agora. O tempo se encarregou de nós afastar tanto que não mais conseguíamos a façanha de saber o que outra pensava.
E sendo sincera não fiz muita questão de manter contado depois de um tempo em Mystic Falls. Porque lá comecei uma vida longe de toda aquela confusão e brigas entre John e Isabel. Quando minha tia me levou ainda pequena apenas para passar uma férias. Eu não podia imaginar que ficaria lá em definitivo, mas não demorei a me acostumar com carinho e atenção de Miranda e Grayson Gilbert. Como passar do tempo fui esquecendo que havia outra família e foi fácil fazer isso porque a nova família que havia recebido não era disfuncional e conturbada. Era uma família perfeita.
Nunca me lembrava de Isobel e John. Isobel lhe a abandonou com minha tia e mau me lembrava de seu rosto, ou do som da sua voz. Desde pequena, a mulher que até então era minha tia a tratava como filha. E quando Isobel largou John ele praticamente enlouqueceu e minha mãe, quer dizer, tia me tomou dele.
Mas Katherine não foi incluída no pacote por desde sempre ser parecida com Isabel. Ela ficou aqui sozinha vivendo com John que naquela época não passava de um bêbado. Enquanto eu tinha uma vida perfeita, longe de tudo aquilo e era cercada de amor e carinho, minha irmã cresceu sozinha e sem apoio algum.
— Eu nunca tinha pensado nela – admiti abaixando a cabeça envergonhada – Nunca quis manter contato. Eu sou tão egoísta quanto ela.
— Não vejo como egoísmo, vocês foram afastadas. Cresceram longe uma da outra isso muda tudo, mesmo sendo gêmeas.
— Sim, muda e não muda. A Katherine sempre foi mais decidida e corajosa do que eu. Eu me lembro que tínhamos o mesmo gosto em tudo, nas roupas e bonecas. E hoje amamos o mesmo homem. O irônico e que ele não ama nenhuma das duas.
Bonnie assentiu com pesar. Me levantei secando as lágrimas
— Eu vou esquecê-lo, não vou ficar no meio disso. Cedo ou tarde eles ficarão juntos e eu sairei mais machucada. Bonnie se levantou e me abraçou – Obrigada Bonnie, por vir aqui e me ouvir.
— Disponha. Pode contar comigo sempre que precisar.
BONNIE
Fiquei olhando para Elena que subia as escadas forçando um sorriso que ela sabia que não era sincero. Era uma situação complicada, tinha certeza que Caroline também estaria aos pedaços assim como Stefan.
Agradeci aos céu por nunca ter me apaixonado e sofrido como eles. Girei a maçaneta para sair da casa de Elena quando um rapaz estava na porta. Fiquei paralisada olhando para ele. Tinha os olhos castanhos cabelos lisos da mesma cor, e sorriso, mas lindo que já tinha visto.
— Olá – ele disse, tirando os fones do ouvido
— Olá – disse atordoa.
— Então, quem e você?
— Eu? – ele assentiu sorrindo – Bonnie.
— Bonnie, prazer Bonnie – ele estendeu a mão, eu demorei a erguer a minha e apertar sua mão. Mas quando toquei em sua mão senti uma onde elétrica passar pelo meu corpo um arrepio dos pés a cabeça – Eu sou o Jeremy.
— Você é o irmão da Elena – ele assentiu
— Eu mesmo. E você deve ser a amiga da minha irmã?
— Acho que sim.
Ele sorriu de novo, acabei de me dar conta que ainda segurava sua mão, soltei sua mão e desviei os olhos para o chão envergonhado. – Então, tchau
Passei rápido pela porta evitando encará-lo.
— Foi um prazer Bonnie – eu o ouvi dizer, ainda sorrindo. E depois disso não pude conter o sorriso bobo no rosto.
DAMON
Estava deitado em minha cama jogando uma bola de beisebol para cima. Meu irmão o ignorava, ficava o tempo todo trancado no quarto ouvindo músicas deprimentes. Sentia vontade de fazer o mesmo, me afogar no velho uísque de meu pai e ouvir músicas de cortar o pulso.
Mas aquilo não faria sentido. Alias nunca fez, mesmo estando bêbado ele pensaria nele. Pensaria na culpa que estava remoendo por dentro. Queria explicar para Stefan, o que tinha acontecido. Queria dizer que não era provocação, que não queria irritá-lo dessa vez. Mas como diria para ele, que estava apaixonado por Caroline e se dissesse. Isso, com certeza, não melhoria em nada a situação.
Tomou coragem e mais uma vez bateu à porta de Stefan, não ouviu nada que desse sinal que ele o atenderia.
— Stefan, qual é irmãozinho. Abre a porta.
Para sua surpresa Stefan abriu a porta e quando se deparou com olhos de seu irmão mais novo notou as olheiras profundas e olhos avermelhados como se não tivesse dormido. Não sentiu pena, ele estava muito pior com o olho roxo que ele havia lhe dado de presente.
— Eu vim em paz – disse fazendo um gesto de rendição que Stefan ignorou partindo para sua cama. E quando olhou envolta e se assustou com quarto que sempre fora irritantemente organizado, virado do avesso.
O porta-retratos de Caroline estava virado de cabeça para baixo. O quarto bagunçado, até mesmo os pôsteres estavam rasgados. Ele segurava algo não mão, ele pode ver algo dourado, o colar de Caroline.
— Anda, diz o que tem pra dizer e saia do meu quarto – ordenou rosnando erguendo os olhos para mim, mas não parecia realmente me ver.
— Você sabe o que eu tenho pra dizer – disse impaciente – Caroline.
— Vai embora – ele rosnou, podia ver aquela mesma raiva do dia anterior surgir em seus olhos.
— Porque mesmo está tão irritado? Você não está apaixonado pela Elena?
Stefan se levantou me encarando de perto
— Anda Stefan, não se reprima. Libera todo esse ódio, anda – bati no meu rosto o encorajando e podia ver a veia na sua testa saltitar — Me de outro soco por ter notado ela antes de você.
— Ela só um jogo para você, assim como a Katherine era. Você me detesta e quer ter tudo que eu amo. Eu te perdoei pela Katherine, mas nunca vou te perdoar por isso. Por usá-la apenas pra me atingir.
— Você se acha o centro do mundo não é?
Olhei para o porta-retratos, para foto dele e Caroline mais novos abraçados e senti aquela sensação. Aquela aflição, quando olhava para Caroline ao lado de Stefan mesmo que fosse apenas uma foto, ela sorria abraçada a ele. Perto daquela maldita árvore
— Eu admito, eu invejo você. Eu sempre te detestei, detestava que todos me definissem como o irmão fracassado, ruim e enquanto Stefan… O filho perfeito, o namorado perfeito, o irmão perfeito.
— Então e essa sua desculpa, despeito? Inveja? Você é meu irmão Damon. E me odeia por isso, por ter nascido. Você sempre pode dizer não. Vai poder sair daqui, fazer o que bem entender… Eu ficarei aqui, terei que me formar em algo que detesto. Seguir os passos do nosso pai. Porque você nunca faz nada que não queria. Nunca faz nada pelos outros.
Ele queria retrucar, queria calar sua boca. Sempre querendo menosprezá-lo, sempre com a última palavra.
— Ah pobrezinho do Stefan. O filho perfeito que carrega todas as expectativas de um pai carrasco. Que terá uma escritório para cuidar. Não me culpe por não ser homem suficiente e dizer não para o velho. Você sempre foge. Toma o caminho mais fácil, sempre foi assim com você. Eu sempre tive, mas coragem que você. Eu tive coragem de me declarar para Caroline de dizer a ela o que eu sinto e enquanto a você? Você está nesse quarto trancado. Esperando que apareça alguém por quem ela se apaixone, assim não vai ter que lidar com fato de que é um covarde.
Stefan deu um soco em meu rosto, mas dessa vez revidei. Nós dois caímos no chão lutando. Não sabia ao certo quanto tempo ficamos nos de gladiador, mas depois de um tempo ambos paramos ofegantes e doloridos.
Fiquei olhando para o teto, olhando para o pôster de E.T colado ao teto.
— Você é um imbecil, Stefan.
— Você é o pior irmão do mundo Damon – sorri e virei o rosto encarando meu irmão mais novo.
— Sim, talvez eu seja. Provavelmente eu não mereça ser seu irmão – ele concordou com a cabeça – Mas talvez eu a mereça mais do que você. Eu sim estive ao lado dela. Eu sempre a enxerguei Stefan… Mas nada disso importa é sabe porque? Porque não é a mim que ela está esperando. Não sou eu que ela ama. E você é seu idiota! E apenas por isso, por saber que ela o ama. Que não a roubei pra mim – fechei os olhos suspirando, lembrando do beijo – Somente por isso, por você. Porque sei que ela vice realmente ama. Eu sei disso muito antes de você si quer pensar em garotas.
Stefan virou a cabeça me encarando. Não disse nada, mas vi um sorriso se formar nos lábios do irmão e automaticamente se formou nos meus. Fechei os olhos me lembrando de quando éramos crianças.
Nós três no lago, rindo felizes, quando ainda eram os jovens e unidos. Quando Stefan ainda era pequeno e frágil pela perda de nossa mãe e olhava para mim como se fosse seu herói.
Respirei fundo, aquilo era coisa mais difícil que teve que fazer. Dizer a ele para ir atrás dela. Abrir mão dela e esperar que ele a fizesse feliz.
Se sentiu o maior idiota do mundo, mas tinha que deixá-la ir. Stefan se levantou finalmente e me estendeu o braço Nos olhamos por um tempo e mesmo morrendo por dentro eu disse:
— O que está esperando? Vai atrás dela, pegue a garota maninho.
Stefan sorriu e correu porta fora. Eu me sentei em sua cama peguei o porta-retratos. Olhando aquele sorriso, desejando que fosse eu no lugar dele, desejando que fosse eu a ficar com a garota.
KATHERINE
As luzes coloridas no globo espelhado pareciam dançar contra parede e meus olhos eram atraídos para diversas cores que pareciam levemente desfocadas. Girei e pulei, sentindo tanta energia que não era capaz de permanecer parada nem por um segundo. Mesmo com som alto, as batidas do meu coração a reverberavam em meus ouvidos.
E naquele momento me sentia euforia, e invencível, como se nada no mundo pudesse me deter.
Não existia Stefan, Damon nem irmãos indesejados que voltaram do inferno para me atazanar.
Tudo que conseguia sentir era a música vibrando no meu corpo e jogava os cabelos e girava me sentindo livre, exultante
Fechei os olhos desejando que aquela sensação maravilhosa nunca acabasse. De repente senti mãos envolverem a minha cintura enquanto dançava, fechei os olhos com sensação de daquelas mãos percorrendo meu corpo, beijos molhados descendo por meu pescoço e a sensação maravilhosa da fricção de sua barba rala contra meu rosto.
Eu não tinha ideia de quem era e nem me importava, naquele momento tudo que queria era continuar dançando, com mãos dele sobre mim.
O cara me virou, tomando meu rosto nas mãos e por um momento, me deparei com olhos azuis, vislumbrei Damon. Sem pensar em mais nada, uni meus lábios nos dele saboreando a sensação da língua morna dele contra a minha, mas quando ele se afastou o rosto mudou e encontrei Stefan.
O puxei a contra si pegando em sua nuca beijando-o com lascivamente. Ele retribuiu o beijo, com igual fervor. Mas de repente senti um gosto amargo na boca.
Algo como café e cigarros. Parei o beijo e franzia atesta vendo tudo ao meu redor girar, mas lembrei que Stefan não fumava e raramente bebia café. Ele sempre tinha gosto de hortelã.
Respirei fundo e tentei focar no rosto dele e me surpreendi quando constatei que aquele não era Stefan, n apesar da colorações dos olhos serem parecidas. Ele também tinha olhos verdes.
Mesmo assim, não pude evitar a decepção crescendo e fazendo a euforia diminuir, mas não tive muito mais tempo para lamentar. Ele agarrou minha mão e guiou para o andar de cima da boate que estava quase vazia. Ele empurrou dentro de uma sala, ela caiu num sofá vermelho e ele se deitou sobre mim. Beijando-a com avidez e medida que sua mão exigente descia, comecei a não me sentir tão maravilhosa . Virei o rosto e ele soltou um xingamento, mas isso não o fez parar, ao contrário só pareceu encoraja-lo ainda mais. Ele passou a beijar e morder meu pescoço, enquanto apertava meus seios.
Tentei empurrá-lo, mas ele agarrou minhas mãos acima da minha cabeça e se afastou para me encarar. Ele sorriu contrariado e exibiu um olhar que me fez estremecer.
— Porque parou Katherine?— perguntou ele enquanto mordia com força meu pescoço, gemi de dor e o empurrou novamente, mas ele apenas apertou meus pulsos e mordiscou meu lábio.
— Me solta! — suplicou, mas ele a ignorou, subiu sua mão para acima da coxa, tocando-a sem delicadeza, ela gemeu mais não de prazer. Quando ele tentou beijá-la de novo, ela mordeu seu lábio com toda força e se admirou de não ter arrancado um pedaço dele. Se aproveitando do momento de dor dele, me depreendi dele ignorando a dor no meio pernas e na cabeça e tentei correr, mas ele foi mais rápido, agarrou meu braço e me prensou quanta porta. Ela gritou, mas ele a calou, tapando sua boca e olhando-a nos olhos sorrindo.
— Relaxa, Katherine— ele sussurrou em seu ouvindo, pegou algo do bolso e colocou na boca e a beijou, ela engoliu outra pílula. Depois de um tempo, não se importou com o toque dele, tudo parecia colorido de novo, parecia estar em um carro em movimento.
Sentiu a língua dele em sua boca, não se importou com o gosto entranho que tinha, deixou que ele a tocasse, que fizesse o que queria com meu corpo.
Quando ele terminou, o efeito também estava passando. Ele subiu o zíper de sua calça e ainda podia sentir a dor no meio de suas pernas. E agora se sentia pegajosa e suja. Ele a deixou caída no chão, mas antes de sair ergueu minha cabeça, agarrando meu queixo com força dando-lhe outro beijo forçado.
— Boa menina — cantarolou sorrindo.
E então saiu, a deixou ali jogada. Sentindo-se tonta demais para levantar com suas próprias pernas.
O coração parecia ainda mais acertado e um mau estar começou a piorar.
As pessoas passarem pela porta sem notá-la. De repente nada mais brilhava e não se sentia fabulosa e indestrutível, era sempre assim no fim das costas. Quando o efeito acabava, voltava a ser reduzida a nada. Mas dessa vez, foi pior.
Sentia vontade de vomitar, sentia vontade de gritar, aquele sentimento de vazio e nojo a tomou. Começou a chorar ali mesmo, passando a mãos pelos braços e boca, querendo tirar o gosto, o cheiro daquele homem que se impregnara em seu corpo.
Levantou querendo sair dali, mas não conseguia. Estava tonta demais para andar em linha reta, se apoiou na parede mais não foi muito longe, tropeçou e caiu no chão. E ali ficou deitada, olhando para globo de luzes de coloridas.
Cansada fechou os olhos, querendo atirar naquela bola de luz estúpida. Mas de repente sentiu uma mão lhe tocar. Debateu-se gritando para que a soltasse.
— Calma, eu não quero te machucar – declarou a voz, que era mais suave, com leve sotaque, como o do homem que possuirá agora pouco como se ela fosse uma boneca. Me debati com medo, pavor. Mas ele a segurou firme, mas sem machucá-la
— Por favor, se acalme! Eu não vou machucar você.
Focou os olhos no rosto do homem e diferente do outro, não eram verdes e sim castanhos escuros como bronnie. Ele massageou seu pulso e a ajudou a se levantar e quando se voltou para seus olhos novamente, mesmo sem conhecê-lo sentiu algo que não sentia há muito tempo, compaixão.
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