Forever Young
2 5, 4, 3, 2, 1, Feliz 2012! - Parte 2
Notas iniciais
Miguel
Bianca e suas amigas chegaram à festa, mas Miguel não sabia se devia ir falar com elas. Ele ainda falava com Bianca, mas não passava de cumprimentos inseguros, apenas por educação. Ou sorrisinhos no caminho para o portão no fim das aulas. Quando eram mais novos, os dois eram como carne e unha. Seus pais até diziam que um dia eles se casariam. Foram prometidos um para o outro. Mas de repente eles se afastaram e chegaram àquele ponto. Mentira, de repente não. Ele era o motivo.
Flashback
Bianca tinha 9 anos, estava começando 4ª série. Já Miguel tinha 12, e estava começando a 5ª série. Ele já estava meio afastado, mas ela achava que era por que agora eles estudavam em prédios diferentes. O prédio dela era colorido e as latas de lixo pareciam palhaços. Como ela odiava aquelas latas de lixo! O prédio dele não. Era espelhado e sério. O chão do pátio não tinha uma amarelinha e as paredes não tinham desenhos pendurados. Bianca, inclusive, achava aquele prédio uma chatice, mas Miguel não. Ele achava que era prédio de gente grande, e quando ele mudasse pra aquele prédio ele viraria gente grande.
No sábado após a segunda semana de aula, Miguel iria jogar com seu novo time, e Bianca queria muito assistir. Pediu tanto para seu irmão, que também era do time, que Pietro a levou. Mas quando o jogo acabou e ela foi abraçar Miguel, seus amigos o sacanearam dizendo que era amigo de uma menina, e pior, da 4ª série! Então, para disfarçar, Miguel riu da cara de Bianca e disse que ‘nunca abraçaria uma menina, muito menos aquela banguela’. Bianca correu até a casinha no parquinho e chorou por quase duas horas, até que suas amigas a encontraram e prometeram pagá-la um sundae se ela parasse de chorar. Bianca parou e tomou seu sundae, mas nunca mais trocou mais do que meia dúzia de palavras com Miguel.
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— Miguel? Cara, o que foi que deu em você? – Perguntava Paolo, passando a mão em frente aos seus olhos. Mas aí ele percebeu. Sua prima havia chegado, e ele sabia que era pra ela que Miguel olhava tão hipnotizado. – Vai falar com ela, brother. Não é possível que ela vá te ignorar.
— A gente não tem mais nada, cara. Aquilo era só... Coisa de criança. Ela não deve mais nem saber quem eu sou.
— O papel de parede do computador dela é uma foto de vocês dois.
- Como você sabe?
- Ela é minha prima, cara. Não era uma coisa de criança. Ela sente sua falta, e você, além de sentir falta dela, está apaixonado por ela.
— Eu não posso estar apaixonado por ela. Eu nem sei mais quem ela é, do que ela gosta ou desgosta.
— Mano, vai por mim, você está apaixonado. E se você ainda não sabe... Por que não vai falar com ela e descobre?
Bianca
Bianca estava dançando quando Miguel chegou e falou em seu ouvido.
— Bibi... Será que eu posso falar com você? Ali fora?
— Uhn, acho que pode, ué...
A noite estava linda, com uma Lua cheia maravilhosa e várias estrelas no céu. Eles caminharam um pouco no terreno e foram para trás do quiosque da churrasqueira. Miguel tirou a jaqueta que estava usando e colocou no chão para que Bianca pudesse sentar. Ela estava gostando daquilo, mas olhava para Miguel de uma forma estranha, já que ele não era o exemplo de cavalheiro. Pelo menos não mais.
— Que carinha é essa, Bibi? – Bibi era como ele a chamava quando eles eram mais novo, e era um tratamento só dele, por que todos os outros a chamavam de bia ou de baby b. – Essa cara de quem não entende?
— Por que você está fazendo isso comigo? Convidou eu e minhas amigas pra festa, mesmo sua irmã não gostando da gente. Me chamou para sair da festa. Está todo gentil. Por que isso? Que dizer, nós estamos há tanto tempo sem nos falar direito...
— Bibi... Eu não sei por que a gente se afastou. Eu fiz isso por que eu não quero que a gente se separe... Você era minha protegida, esqueceu? É estranho te encontrar no portão e não poder falar com você. E cada um sentar em uma mesa diferente nos jantares das famílias. É estranho que eu não te proteja mais da minha irmã.
— Hahahahaha, a Giulliane me odeia por que você me protege mais do que a ela. Você brigava com ela por mim!
— Sim, ela te odeia e me odeia também! Mas, mesmo a minha irmã me odiando, eu sinto falta de te carregar nas costas e de cuidar pra que nenhum menino pegasse sua lancheira!
— Sim, isso era muito fofo!
“E quando...”. A conversa fluiu cheia de flashbacks e nostalgia. Era tão engraçado lembrar aqueles dias onde o que era mais importante era saber se o Mundo seria novamente salvo graças às Meninas Super Poderosas.
Sophie
— Arya! Oi! Desculpa atrapalhar! – Sophie estava se enfiando no meio do ‘casal Arya e Bernard’ – Oi, meu nome é Sophie. Então, Arya, cadê a Annabelle e a Baby B?
— A Belle deve estar com o Giorgio, like always, e a Bia eu não sei. Agora, por favor? – Olhando com um olhar insinuante para a amiga, já que o menino ao seu lado estava esperando. – Amiga, vai curtir a vida. Elas sabem se virar.
— Sim, mas então vai beijá-lo lá fora que daqui a pouco vai virar meia noite!
— Bernard! Você sumiu e me deixou sozinha nessa casa que eu não conheço ninguém. – Veio reclamando uma loira, que depois notou a presença de outras meninas, inclusive uma que seu irmão estava com a mão na cintura. – Ah... Oi, meu nome é Alícia! Por favor Bê, passa a virada comigo? Eu não quero ficar olhando pros lados sem conhecer ninguém! Aparentemente, você fez amigas – E olhou para as meninas – Mas eu não. Por favoooor!
— Ah... Meninas, essa é minha irmã, Alícia. Vocês se importam se ela ficar com a gente?
— Claro, sem problemas!
Annabelle
Belle e Giorgio finalmente encontraram Arya, Sophie e... Pera, quem eram essas pessoas com elas? E cadê a Bianca?
— Primeiro: Cadê a Bia? E segundo: Quem são eles? – Perguntou baixinho para Sophie, por que aparentemente Arya estava ocupada com aquele menino com cara de europeu. – Não, espera, eles por acaso são os de Savoie? Minha avó é bem amiga da avó deles. Parece que o marido dela faleceu há pouco tempo. Eu já os encontrei algumas vezes quando era mais nova.
— Sabe que eu não sei o sobrenome? Sei que o nome dele é Bernard e ela é Alícia, irmã dele. Eles chegaram recentemente no Brasil. – respondeu Arya.
— Sim, o pai deles é dono de uma vinícola na França, acho que ele deve abrir uma pra cá, agora que vieram cuidar da propriedade do tio August. – Tio August era um amigo da família de Annabelle que morrera recentemente. Ele gostava muito de Anna e seus irmãos, e diziam que eram seus netos postiços, já que os de sangue mesmo moravam na França.
— Esse é o tio August? Aquele que você considera seu vô? – Perguntou Arya, mais alto do que esperava.
— Shhh! Considerava amiga, ele morreu! – Cochicho Annabelle antes que Bernard começasse a falar.
— Oi, meu nome é Bernard, e essa é minha irmã Alícia.
— Ah! Meu nome é...
— Annabelle. Hidalgo. ‘Neta’ – sinal de aspas — do meu avô. Eu me lembro, das férias que costumávamos passar aqui.
— Claro! Meus pêsames. – Mas antes que Anna pudesse fazer qualquer coisa, os fogos começaram. Finalmente o ano de 2011 estava indo embora. E com ele o Ensino Fundamental. Anna, Arya e Sophie se abraçaram e prometeram que esse ano seria “um milhão de vezes melhor que o ano passado”. Só faltava a Bianca...
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