Forever

8 Prosseguindo Parte 1


Notas iniciais
Olá gente como estão ? estou feliz por vocês estarem gostando da fic de verdade Como eu prometi vai ser 2 capítulos hoje por que não vou poder postar mais nada esse mês minha net está com um problema e vou ter que conserta-la só em Janeiro lá pro dia 6 kay eu dedico os 2 capitulos a todas mas principalmente á : Valentine, Sara, e Ariana Brooke eu realmente fiquei muito feliz com os comentários de vocês fofas . Thank's So Much BOA LEITURA.

“Será que eu seria uma dessas coisas?” Eu rapidamente afastei aquele pensamento. Não conseguia pensar na possibilidade de que a minha Jade não voltasse a se lembrar de mim.

Em pouco tempo, Jade voltou à rotina com sua terapia, e nós percebemos bons progressos em relação à sua coordenação, capacidade de andar, na fala e no raciocínio. Entretanto, tudo fazia parte de um processo. Por exemplo, quando começou a andar por seus próprios meios, ela movia o pé direito para frente num movimento rápido e depois arrastava o pé esquerdo por trás de si. Gradualmente, o movimento ficou mais fluido e mais natural.

Não demorou muito até que ela fosse capaz de se vestir sozinha, comer e tomar conta de todas as necessidades básicas da vida. Durante aquelas primeiras semanas da reabilitação, Jade parecia não se importar com a minha presença e falava comigo da mesma forma que conversava com todas as outras pessoas que estavam no centro de reabilitação: ela era cordial, até mesmo amistosa, mas nossas interações não tinham qualquer profundidade ou dimensão. Eram estritamente conversas superficiais.

Scott o fisioterapeuta de Jade, era um treinador físico cheio de energia, com um dom especial para estimular seus pacientes há realizar um pouco mais a cada dia do que pensavam que podiam fazer. Seu plano para a terapia de Jade incluía algumas horas de caminhada na esteira, manipulação de pesos e uma gama de exercícios planejada para ajudá-la a recuperar o máximo possível da sua flexibilidade e força.

Como também sou esportivo, eu acompanhava cuidadosamente o processo de Scott. Eu considerava que o relacionamento de um fisioterapeuta com seu paciente era similar ao meu relacionamento com um dos jogadores do time de Futebol da escola. Depois de passar uma ou duas semanas observando Scott trabalhar com Jade, eu achava que ela parecia um pouco entediada com todo o processo. Francamente, eu pensava que Scott estava indo devagar demais com ela; estava convencido de que Jade precisava de um acompanhamento mais intenso junto com a reabilitação. Em minha opinião, ela simplesmente não estava se esforçando o bastante. Ela precisava que alguém há pressionasse um pouco.

— Scott, você precisa intensificar o ritmo do tratamento. Jade não é uma paciente como as outras. Ela sempre foi muito ativa. Acho que você precisa fazer com que ela se esforce mais.

Scott concordou que Jade era capaz de fazer mais do que vinha fazendo. Eu me senti estimulado pela conversa que tive com ele, mas Jade não ficou feliz com as novas exigências. Ela reclamava e demonstrava insatisfação, porque Scott sempre queria resultados melhores do que ela podia fazer. Ele nunca estava satisfeito, Scott obrigava Jade a se esforçar cada vez mais do que antes, mas a mudança em sua rotina não era drástica. Contudo, se alguém perguntasse a Jade o que ela estava achando, veria que ela agia como se ele estivesse praticamente submetendo-a a tortura. E, conforme a fisioterapia ficava mais intensa, o ânimo dela parecia ficar cada vez menor.

Desde que voltou a falar, Jade vinha agindo de forma estranhamente infantil. Aquela infantilidade não havia desaparecido com a terapia. Em vez disso, parecia ter se tornado uma parte permanente de sua personalidade. Durante suas sessões de terapia, ela tinha oscilações graves de humor, com acessos de petulância e birra que fariam inveja a qualquer criança de jardim de infância. Quando estava brava comigo, ela me insultava de maneira forte e inesperada. Sua falta de sutileza e de civilidade era parecida com as de uma garotinha, e ela não tinha qualquer pudor em dizer às pessoas exatamente o que pensava sobre elas ou sobre as sugestões que faziam.

Fui informado de que aquelas características eram comuns para alguém com lesões como as de Jade. O lobo frontal do seu cérebro estava lesionado, a parte que controla a personalidade, as emoções e o processo de tomada de decisão. Seu lobo parietal também havia sido afetado, o que significava que provavelmente haveria mudanças permanentes em sua capacidade matemática e na compreensão de linguagem.

Não era apenas o corpo dela que se comportaria de forma diferente dali por diante, mas sua personalidade também mudaria. Novamente, até que chegasse ao último estágio de sua recuperação, ninguém tinha certeza do quanto ela melhoraria ou até que ponto conseguiria se aproximar da pessoa que era antes do acidente. Embora houvesse aspectos novos e preocupantes nessa nova personalidade de Jade, meus medos eram sempre suavizados pelos outros bons resultados de sua recuperação. Conforme a terapia progredia, ela continuava a ficar mais forte fisicamente. Aquilo era estimulante, mas o que mais me animava era o progresso mental que ela vinha fazendo. Ela começou a recuperar memórias como se fossem rápidos flashbacks, ou vislumbrar algum instante de seu passado. Eram imagens mentais de algum momento do ano anterior que ela conseguia recuperar. Entretanto, o problema era que não havia nada que pudesse ligar aquelas memórias com qualquer aspecto de sua vida antes ou depois delas. Mesmo assim, investi a minha esperança naquelas lembranças. Eu sabia que elas poderiam ser a chave para que ela se lembrasse de nossa vida a dois, caso eu aparecesse em alguma delas. Num daqueles flashbacks, ela se viu sentada ao ar livre, em um parque. Aquela era uma imagem de quando saimos pela primeira vez , embora, infelizmente, meu rosto não aparecesse no quadro. Mas eu me apeguei àquela memória, pois era mais um elo que ela tinha com o seu, quer dizer com o nosso, passado.

Ainda bem que eu estava cercado de pessoas amáveis e apoiadoras, gente com quem eu podia conversar. Eu não teria a menor condição de superar tudo àquilo sem que meus pais, e meus amigos estivessem ao meu lado para ajudar a carregar aquele fardo. Provavelmente eu teria desistido se tivesse que passar por tudo sozinho.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo até o próximo....