Forever

3 Isso Não pode estar Acontecendo!


Notas iniciais
Mias um capitulo novinho pra vocês

Pov's Beck

Ninguém me dava uma resposta direta a respeito da condição de Jade. Como ela estava? Iria recuperar-se? Ficaria bem? Ninguém me dizia nada, e percebi que aquilo era um mau sinal.

Mais tarde, fiquei sabendo que, quando uma das auxiliares de enfermagem ouviu dizer que Jade ainda estava viva, algumas horas depois de ser internada no hospital, ela recusou-se a acreditar. Ela nunca havia visto alguém sobreviver a ferimentos tão graves na cabeça. Assim que Jade chegou ao hospital, toda a equipe médica se concentrou na prestação de socorro a ela, embora aquilo não fosse motivo para eu reclamar. A equipe da sala de emergência havia começado um tratamento preliminar comigo, mas não aceitei receber qualquer sedativo ou passar por qualquer procedimento antes de saber o que estava acontecendo com a minha namorada. Já estava esperando há algum tempo quando um médico veio falar comigo. Ele agia com profissionalismo e confiança, mas, quando olhei em seus olhos, percebi que ele estava exausto. Ele me entregou um pequeno envelope pardo.

— Senhor Oliver, lamento muito.

Não consegui formular uma resposta antes que o médico deixasse o quarto. Não havia nada a fazer a não ser investigar o conteúdo do envelope. Eu o abri com a mão que não estava ferida e despejei o conteúdo sobre a outra. Vi o anel de compromisso que havia mandado fazer para presentear Jade.Quando lhe dei aquele anel, jurei protegê-la em tempos de necessidade e dificuldade. Definitivamente, esse era um momento de necessidade e dificuldade, mas eu me sentia impotente. Não havia nada que pudesse fazer para protegê-la. Meus pensamentos e emoções estavam bastante confusos dentro de mim. Eu sentia dor, e estava exausto, mas, acima de tudo, fiquei chateado por não saber como Jade estava. Mas, de repente, rasgando tudo mais que se passava pela minha cabeça, veio à ideia de que ela estava morta. Eu estava muito descrente para ficar triste. Não era por não estar disposto a acreditar que minha Jade estava morta; simplesmente não conseguia acreditar. Eu me sentia incapaz de aceitar o fato de que aqueles olhos azuis haviam se fechado para sempre.Não conseguia acreditar que a mulher mais incrível que conheci em toda minha vida fora arrancada de mim de forma tão selvagem.

Algum tempo depois, uma enfermeira veio me examinar e me falar sobre o estado de Jade.

— Fizemos tudo que era possível, mas a condição dela não melhorou. Ela está além da possibilidade de auxílio médico. — Ela explicou.

A enfermeira prosseguiu:

— Mesmo assim, ela está resistindo melhor do que qualquer pessoa na mesma condição. Ela é forte, e está em excelente forma física. O médico requisitou um helicóptero para levá-la a um hospital em Los Angeles.

Naquele momento, eu não sabia, mas quando a equipe médica de transporte aéreo recebeu a ordem de levar a Jade para o hospital de Los Angeles, a 210 quilômetros de distância, eles temeram, de acordo com sua experiência, que a viagem pudesse ser um esforço inútil. Levaria uma hora inteira até o helicóptero chegar a New Jersey e, depois disso, mais uma até que pudessem levar Jade até Los Angeles. Eles imaginavam que, por causa desse tempo todo, provavelmente seria tarde demais para Jade. Entretanto, por Deus, a equipe médica do hospital Rehoboth McKinley de New Jersey, resolveu arriscar e tentar salvar a vida de Jade.

Quando a levaram para fora da sala de emergência, eu a vi pela primeira vez, desde que havia sido tirado da cena do acidente, horas atrás. Ela estava deitada em uma maca, cercada por membros da equipe médica, que estavam cuidando do que parecia ser uma dúzia de mangueiras intravenosas de soro e aparelhos de monitoramento. O rosto de Jade estava tão machucado que eu mal conseguia reconhecê-la. Seus lábios e orelhas estavam roxos pelos hematomas. Os olhos dela me encararam com uma expressão vazia, e seus braços se moviam a esmo (eram mais sinais de trauma sério na cabeça). Sua temperatura corporal era instável, e a equipe a colocou dentro de uma capa térmica para o corpo inteiro. Para mim, parecia uma bolsa usada para transportar cadáveres.

Levantei da cama onde estava e agarrei as duas mãos de Jade. Elas estavam horrivelmente geladas. — Nós vamos sair dessa, Jade. — Disse para ela. Sorri, mas senti as lágrimas chegarem mesmo assim. — Não vá morrer e me deixar aqui! — Implorei, com a minha boca a poucos centímetros do seu rosto. Ela tinha uma máscara de oxigênio sobre o nariz e a boca. Consegui ouvi-la respirando, de forma fraca e rápida. — Estamos juntos para sempre, você se lembra? Ainda temos muita coisa pela frente!

Quando começaram a empurrar a maca de Jade para o heliporto, percebi que eles não tinham planos de me deixar embarcar.

— É preciso levar dois médicos e uma quantidade muito grande de equipamento para que sua Namorada consiga sobreviver à viagem. Não há espaço para passageiros. — Foi o que alguém me explicou.

Eu não era apenas um passageiro, era o namorado dela. E também era um paciente do hospital, como repentinamente percebi, com minha própria cota de ferimentos sérios. Tentei convencer qualquer pessoa disposta a ouvir a mandar o helicóptero de volta para me buscar. Mas aquilo não iria acontecer. Alguém me disse que havia mais dois chamados ativos, e não haveria tempo para fazer outra viagem de ida e volta com duração de duas horas para me levar até L.A. Enquanto assimilava aquelas palavras, observei Jade ser levada através dos corredores do hospital em direção ao helicóptero, que já a aguardava.

— Aguente firme, Jade.( Gritei, antes de começar a chorar enquanto observava minha princesa, o amor da minha vida, ser levada para dentro do helicóptero e instalada na aeronave. Fiquei ali, sem acreditar, enquanto o som rítmico do motor do helicóptero desaparecia na distância) Desde que cheguei ao hospital, tentei, repetidamente, entrar em contato com os pais de Jade em Phoenix( pois estavam viajando como Sempre) e com os meus em L.A, . Mas, como era véspera do dia de Ação de Graças, não havia ninguém em casa. Sem opções, eu, finalmente, liguei para o número de telefone do André e da Cat. Expliquei rapidamente a situação e, depois, pedi que Cat tentasse entrar em contato com os pais de Jade, contar a eles sobre o acidente e aguardar por mais notícias. Liguei para Andre eu lhe falei sobre a situação e pedi a ele que tentasse encontrar

meus pais. Ele disse que faria aquilo imediatamente, e saiu em busca deles. por sorte André não tinha ido viajar ainda.

André conseguiu entrar em contato com meu pai em seu telefone celular. Ele e a minha mãe estavam passando o dia de Ação de Graças, em L.A. Meu pai me telefonou imediatamente. Eu disse a ele que o médico havia me entregado o Anel de compromisso de Jade, e havia dito “Senhor Oliver, lamento muito”, e que estava frustrado por não saber o que estava acontecendo, mas ligaria para ele com notícias assim que soubesse de algo novo.

Deitado na cama do hospital, depois que o helicóptero levou Jade embora, ainda não acreditava que minha Jadelyn, depois de termos reatado o namoro, e ficarmos de bem de novo pudesse morrer. Nós estavamos tão bem, tão felizes, eu nem acreditava que nossa viagem de Férias tinha se transformado em um "Filme de Terror". Mesmo assim, naquela noite, meus pensamentos não estavam focados no futuro. Estavam centrados nos eventos horríveis do presente. Voltei a telefonar para o meu pai. Por entre meu choro desesperado, consegui pronunciar algumas palavras. (Não liguei para meus amigos porque não teria como eles ajudarem).

— Eles levaram Jade de helicóptero para Los Angeles, mas não me deixaram ir com ela. Você tem que vir até onde estou e me tirar daqui. Me leve de volta para L.A.

E desabei em lágrimas mais uma vez, dominado pelas emoções que tomavam conta de mim. Tinha que vê-la mais uma vez, antes que ela morresse.

Notas finais
E então o que acharam ?? Não esqueçam de comentar. e até Terça que vem bjs