Forever

4 Ainda Há Esperança?


Notas iniciais
Hi Guy's ! How are u's Ok vou falar em português agora 'rs' então queria dizer que estou muito feliz pelos comentarios de vocês do capitulo anterior de verdade, e estou mais feliz ainda por estarem gostando da Fic. Eu queria dizer que na minha Fic vai ter alguns personagens meus, e ela vai ser mais focada no Beck e ele não vai ser aquele "Beck Robô" igual ao da Série não ok's ele vai ser mais.. como posso dizer, mais Normal ele vai ser apaixonado pela Jade e vai demonstrar isso com mais Frequência. espero que gostem. Então tá já falei tudo que tinha pra falar Boa leitura nos vemos Lá embaixo.

Estava esperando que meu pai me telefonasse para explicar o plano, mas foi Cat quem me ligou. Como Jade estava a caminho de Los Angeles, eu não sabia informar a Cat como ela estava, pois eu mesmo não sabia. Mas disse a ela o seguinte:

“Que Jade ficaria bem (Para Cat não ficar desesperada)”.

Cat disse que ligaria para o hospital e verificaria o estado de Jade, agradeci a ela.

Talvez tenham se passado dois minutos depois que conversei com Cat, ou talvez duas horas ( Fiz o possível para confortá-la, sendo que eu estava péssimo também). Meu telefone tocou de novo. Eu atendi e ouvi a voz do meu pai.

— Filho, como você está?

— Quero ver a Jade. É assim que estou. Não consigo respirar direito e minhas costas estão me matando. Tenho que vê-la, pai.

As lágrimas estavam se acumulando no fundo dos meus olhos, mas eu tinha que mantê-las sob controle para conseguir prosseguir com a conversa. Esperava com todas as minhas forças que meu pai pudesse me levar a L.A para ver minha Jade.

— Escute, meu filho. — Ele disse, em uma voz firme e controlada, que me deu força e trouxe conforto. — A Cat está aqui e Vou deixá-la no hospital para ver a Jade. Depois, irei até Grants para pegar você no posto de gasolina que fica logo na entrada da cidade, e vou levá-lo para vê-la .

Meu pai fez com que parecesse que ele teria apenas que atravessar a cidade rapidamente. Mas na verdade ele iria dirigir 300 quilômetros até o Hospital, e de lá, mais 100 até Grants, o ponto médio entre Los Angeles e Nova Jersey. Para completar a situação, uma tempestade de neve havia caído durante a noite, e algumas partes da estrada estavam cobertas por uma sólida camada de gelo.

— O problema, pai, é que acho que não vou conseguir sair daqui a menos que você venha e assine alguns documentos para que eu tenha alta. Eles me internaram no setor de emergência, e ainda não fizeram muito em relação aos meus ferimentos porque estavam ocupados demais com Jade. Estou num estado horrível, pai.

— Tudo bem então vou mandar Porky para tirar você daí. (meu pai disse)

Quando ouvi aquilo, sabia que estava em boas mãos. Porky era um dos melhores amigos do meu pai, um homem enorme, que já havia sido o chefe dos bombeiros de Nova Jersey. Ele era bem conhecido na cidade e também bastante persuasivo. Assim, eu sabia que, se alguém pudesse me tirar do hospital, esse alguém seria Porky. Compreensivelmente, os membros da equipe médica não concordaram com a minha decisão de sair. Uma enfermeira tentou argumentar comigo.

— Ainda não pudemos examiná-lo em busca de lesões internas. Não é aconselhável sair agora.

— Tudo que quero é estar junto da minha Namorada. (eu Disse)

— Quando você chegar a Los Angeles, pode ser impossível reparar os danos causados ao seu nariz e à sua orelha. E não sabemos nem mesmo que tipo de sangramento interno você pode ter neste momento. — Ela fez uma pausa e me deu um olhar muito sério. — Se você sair do hospital agora, você pode morrer.

— Eu não me importo. Se Jade morrer, então não tenho qualquer razão para viver.( Disse a ela)

Se um paciente deseja receber alta, contrariando a opinião dos médicos, o hospital só pode deixar que ele saia se um parente vier buscá-lo. Porky e eu não nos parecemos o bastante para passar por parentes,e Não sei muito bem o que ele disse à equipe do hospital, mas eles me liberaram.

Depois que os documentos foram assinados, Porky enrolou um cobertor ao meu redor e me colocou no banco traseiro do seu carro antes de sair pela estrada em direção a Grants.

Experimentei várias posições no banco traseiro, tentando encontrar uma que me permitisse respirar com menos dor. A cada vez que eu inspirava, parecia que meu peito estava pegando fogo. Olhando pela janela, observei as luzes conforme corríamos pela rodovia interestadual. Finalmente vi o imenso letreiro do posto de gasolina em Grants, e estacionamos para que pudéssemos encontrar meu pai. Ele estava andando de um lado para o outro na calçada. Havia conseguido chegar na metade do tempo normal, embora a estrada estivesse coberta de gelo e outros dois acidentes tivessem acontecido entre Los Angeles e Nova Jersey naquela noite, as mesmas batidas que haviam requisitado o helicóptero que poderia ter me levado até L.A e até Jade. Porky desceu do carro, e vi que meu pai veio até ele.

— Onde está o Beck? (Ouvi meu pai perguntar, embora aquela pergunta estivesse abafada pelo som dos motores das inúmeras carretas ao nosso redor. Ele olhou para o carro, obviamente esperando que eu saísse e embarcasse no carro dele para que pudéssemos ir para L.A.)

— Danny, Beck não está nada bem. — Porky disse, com a voz grave.

— Ele não consegue sair sozinho de dentro do carro.

Quando Porky abriu a porta, o vento gelado me atingiu em cheio, mesmo com o cobertor enrolado ao meu redor. Os olhos do meu pai se encontraram com os meus antes que ele pudesse olhar para o meu rosto cortado, a orelha rasgada e o nariz mutilado. Ele estremeceu, e eu sabia que não era por causa do frio.

Os dois me levaram para o carro do meu pai, e partimos para L.A, em um trajeto que, geralmente, não demoraria mais do que uma hora para ser percorrido. Quando pegamos a via de acesso para a rodovia interestadual, meu pai estava dirigindo a 170 quilômetros por hora. Pela terceira vez em 12 horas, tentei encontrar uma posição confortável no banco de um carro. Era cada vez mais difícil respirar, e não conseguia inalar ar o suficiente. Tomar fôlego não era mais apenas doloroso, era impossível. Disparamos pela rodovia interestadual, percorrendo quase três quilômetros por minuto, passando por várias pancadas de chuva gelada. Houve momentos em que achei que não conseguiria mais respirar. As costelas quebradas haviam perfurado meu pulmão, e eu sentia como se estivesse morrendo aos poucos. Não houve muita conversa durante aquela viagem. De vez em quando, meu pai perguntava:

— Você está bem, filho?

A resposta na minha cabeça era sempre a mesma. “Não, não estou bem. Jade está morrendo, e eu posso estar morrendo também. Voltamos a namorar novamente há apenas dois meses, e tudo está se acabando em questão de horas... Se já não houver acabado.” Mas tudo que conseguia dizer era:

— Apenas me leve para Los Angeles, pai.

De tempos em tempos, meu pai telefonava para a Cat no hospital para ver como as coisas estavam. Depois de cada telefonema, eu perguntava se havia alguma novidade.

— Ainda estão trabalhando nela. — Era a única resposta que eu recebia. Fui saber depois de um bom tempo que, quando meu pai ainda estava em L.A, ele havia telefonado para o hospital e foi informado de que Jade provavelmente não sobreviveria àquela noite.

Não tinha ilusões de que meu pai estava me dizendo tudo que sabia a respeito de Jade. Eu a havia visto na maca em Nova Jersey, havia ouvido os médicos e as enfermeiras conversando na sala de emergência. Eles haviam me trazido seu anel de compromisso, e agiam como se tudo já estivesse acabado. Para mim, parecia que haviam desistido da minha Jade ainda antes de a terem levado para o helicóptero.

Mesmo ao nos aproximarmos de Los Angeles, eu acreditava, no fundo do meu coração, que Jade pudesse estar morta. Quando disse à enfermeira que, se Jade morresse, não teria mais motivos para viver, eu estava sendo completamente honesto a respeito daquilo. Eu estava deitado no banco, pensando: “Posso acabar com essa agonia aqui e agora. Tudo que tenho que fazer é levantar a mão, abrir a maçaneta da porta e rolar para fora. A mais de 170 quilômetros por hora, o resultado só pode ser um.” Mas assim que aquele pensamento me sobreveio, ouvi a voz de Jade que disse: “não faça isso Beck, por favor, eu preciso de você ”. Não sei se cheguei realmente a ouvir aquelas palavras ou se apenas as senti, mas elas estavam lá, e me salvaram da decisão mais horrível e egoísta que eu poderia ter tomado. Não sei se toquei a maçaneta da porta com a mão, mas sei que nunca mais considerei a possibilidade de tirar minha própria vida. Por fim, a estrada se inclinou para cima, e vimos à cidade de Los Angeles à nossa frente. Eu me levantei no assento e olhei para a malha urbana. E imaginei onde Jade estaria, em meio àquele imenso mar de luzes.

Quando estávamos a cinco quarteirões do hospital meu pai telefonou para o pronto-socorro e disse-lhes que se preparassem para me receber quando chegássemos o acidente havia ocorrido, e eu ainda não havia recebido muito mais do que os primeiros socorros. Quando viramos a última esquina e estacionamos na entrada de emergência, havia uma multidão à espera. Médicos, enfermeiras, Cat... E a minha mãe. Achei que a presença dela ali fosse um mau sinal. Alguém abriu a porta do carro, e tentei sair por meus próprios meios. Minha mãe olhou para mim, cheia de preocupação, e observei enquanto sua expressão se transformou primeiramente em choque e, em seguida, em horror, ao ver meu rosto daquele jeito. Depois, ela desapareceu do meu campo de visão, que estava tomado por técnicos de enfermagem e médicos que se aproximavam para me ajudar a sair do carro. Eles estavam conversando comigo, e também entre si, de forma tão rápida que eu não sabia o que estava acontecendo.

— Onde está Jade? Onde está a minha Namorada? — Gritei por cima do barulho, com toda a força que consegui reunir. Parecia que ninguém estava me escutando. — Por favor, alguém me diga o que aconteceu com a minha namorada!

De repente, uma voz familiar se destacou por entre o caos

— Abram caminho! Saiam da minha frente!

Era o André,que veio para me ajudar, assim como Porky havia feito. André sabia que a minha prioridade era saber sobre o estado de Jade, e não me entregar aos cuidados da equipe de emergência. Logo percebi que ele estava abrindo caminho por entre as pessoas para me falar sobre Jade, afastando enfermeiros e outros membros da equipe médica enquanto avançava. Vi alguém agarrá-lo pela camisa, mas ele se desvencilhou facilmente.

Quando André se aproximou o bastante para ter certeza de que eu poderia ouvi-lo, ele me perguntou:

— Como estão as coisas, meu chapa? Ignorando aquela pergunta, e temendo ouvir a resposta que ele teria para me dar, perguntei:

— André, ela ainda está viva?

Ele me olhou com um suspiro e disse:

— Ela ainda está lutando, Beck. Os médicos ainda estão trabalhando com ela na UTI.

Senti uma onda de alívio tomar conta de mim, e enviei aos céus uma prece silenciosa de agradecimento naquela manhã.

Depois que André saiu do caminho, fui levado às pressas para a sala de emergência. Quando os médicos deram uma boa olhada nos meus ferimentos, eles não conseguiram acreditar que eu havia recebido alta do hospital em Nova Jersey naquele estado. Não consegui reunir forças para explicar que eu mesmo havia pedido alta, contrariando a decisão dos médicos. Os mesmos médicos que haviam tratado Jade quando ela chegou, vieram me examinar e começaram a fazer requerimentos por sondas intravenosas, raios-X e tomografias computadorizadas.

As enfermeiras corriam para todos os lados para providenciar o que os médicos pediam. Eu soube que, devido ao inchaço que eles haviam descoberto atrás da minha orelha ferida, eu poderia estar com inchaço cerebral e sofrer danos permanentes. Um dos médicos me perguntou onde eu sentia dores.

— Nas costas. Não consigo me mexer sem sentir dores pelo corpo inteiro.

Eles me viraram de bruços para me examinar. Ouvi alguém gritar:

— Olhem só isso!

E eles olharam. Aparentemente, quando o carro havia deslizado de cabeça para baixo no asfalto, alguns estilhaços de vidro do teto solar haviam se enfiado na pele das minhas costas. Alguns dos estilhaços chegavam a ter quatro centímetros de comprimento.

O médico fechou uma cortina ao meu redor para tentar me proteger da raiva que ele sentia, mas ainda consegui ouvi-lo perguntando a alguém que estava nas proximidades:

— Alguém chegou a atender este garoto em Nova Jersey?

Claro, ele não conhecia a história inteira. Fiquei mais do que feliz por poder permitir à equipe do hospital de N.J que dedicasse sua atenção exclusivamente à Jade, e aquilo a mantivera viva.

Mais tarde, soube que os enfermeiros que estavam no voo que trouxera jade a L.A confirmaram a qualidade dos cuidados que ela havia recebido em N.J , escrevendo o seguinte: “O maior mérito pela sua recuperação se deve aos paramédicos de Nova Jersey no local do acidente e aos doutores Kennedy e Beamsley no hospital Rehoboth. Eles fizeram tudo da maneira correta. Nós simplesmente voamos até aqui o mais rápido que conseguimos”. De maneira nenhuma a equipe do hospital de Nova Jersey poderia ser culpada pelo meu estado, pois eu havia exigido que me dessem alta na condição em que estava.

Enquanto os médicos me atendiam, eu insistia em perguntar à minha mãe sobre o estado de Jade. Durante aqueles minutos de pura agonia física, a única coisa que eu queria era que minha mãe aliviasse minha agonia emocional e mental, dizendo que minha namorada ficaria bem. Mas ela não me disse nada daquilo. Ela não conseguia. Ela não deixou eu saber que ninguém da equipe do helicóptero esperava que ela pudesse sobreviver, O médico que a internou em Los Angeles disse que ela tinha menos de 1% de chance de sobreviver. A única esperança de Jade era um milagre.

Notas finais
Então fofas espero que tenham gostado do capitulo, um recadinho importante: Semana que vem eu vou postar um novo capitulo só na quinta por que na terça eu vou fazer uma prova então tenho que estudar kay mas eu prometo que postarei um novo capitulo. Não esqueçam de me dizer o que acharam do cap novo. Eu sei que não tenho respondido todos os comentários mas não se preocupem por que eu leio todos eles e se pudesse favoritaria todos de verdade*-* então Bjs e até Quinta flores do Campo.