Arthur, agora com dez anos, encontra uma coruja sobrevoando a casa onde mora e percebe que ela carrega em suas patas um envelope, e como se fosse mágica, o envelope cai nas mãos de Arthur enquanto a ave voa para longe da vista do menino, que analisa o papel detalhadamente.

Um brasão com a rosa dos ventos sobressaindo e o nome “Forccinari” escrito a tinta apareciam na frente, seguidos da frase:

“Convocamos sua senhoria cordialmente para juntar-se aos nossos alunos em mais um ano letivo, segue neste a lista de materiais e as datas de início das aulas.”

E no verso, espantosamente o garoto lia:

“Ao mais novo bruxo convocado para se aventurar em nosso castelo, Arthur Rudá”

Seu nome ecoava em sua mente. Por que diabos uma coruja carregava uma carta com seu nome? Quem ou o que era Forccinari? Bruxo? Ele deveria falar com alguém, e sabia muito bem com quem.

Arthur correu para dentro de sua casa, e no fundo onde se encontrava o quarto de sua avó, estava ela fumando seu cachimbo, jogando cartas de tarot sobre um pano roxo e acariciando seu gato.

– Vovó, preciso falar com você


E com os olhos cheios de lágrima, Thâmara encarou o neto e murmurou:
– Eu sabia

– Sabia? Do que?!

E Thâmara levantou a carta que acabara de tirar: O Mago.