Fora dos eixos
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Atormentada, seguindo em círculos, tonta de tanto me perder dentro de mim mesma. Nunca acreditei em vida após a morte. O tormento precisava ter um fim. Mas de algum jeito nasci. Ou renasci. Nem morrer se pode mais. Mas ter que aturar o mesmo mundo? Castigo, carma ou purgatório? Fui feita de apatia e fui contriste em cada aspecto. Por isso o peso da culpa de não ser feliz, de não ter propósito. Toda essa consciência não podia ser boa. Um objeto desanimado, quebrado, sem função, com material que demora para se decompor. Frágil, desde a primeira tentativa de uso.
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