For You
3 Hóspede
Notas iniciais
Nove dias de internação e finalmente Yoochun recebeu a notícia que seria liberado no dia seguinte. O ferimento em sua cabeça já estava cicatrizando e poderia terminar seu repouso em casa. Ficou feliz em sair dali, não gostava de hospitais.
– Que bom que poderá sair. É ruim ficar aqui deitado o dia todo não é? – Junsu disse sorrindo enquanto ajudava Yoochun a se levantar.
Yoochun queria tomar um banho, já que há uma semana ficava recebendo banhos pela metade das enfermeiras, pois não podia se esforçar. Mas naquele dia Junsu disse que o ajudaria se quisesse, então finalmente poderia tomar um banho decente. Pensou por um tempo antes de aceitar a ajuda, não gostava daquela situação de forma alguma, sendo ajudado por um estranho e ainda numa situação tão constrangedora.
Junsu o acompanhou até o banheiro do quarto. Tentou deixa-lo se despir sozinho, mas Yoochun sentiu uma fraqueza intensa, e não conseguia se sustentar sozinho. E também haviam as tonturas que ficavam indo e voltando. Por isso Junsu temeu deixa-lo no banheiro sozinho e com muita vergonha , o ajudou a tirar as roupas do hospital e leva-lo até o chuveiro.
Num certo momento, Junsu resolveu que se ficasse tentando não olhar demais para Yoochun, que também parecia constrangido, aquilo não daria certo, pois Yoochun não poderia nem mesmo molhar a cabeça por causa dos curativos.
Deixou Yoochun escorado na parece, tirou os sapatos, a camisa e dobrou a barra de suas calças até a metade da canela para não molharem e voltou para ajudar. Yoochun simplesmente virou o rosto para não ver Junsu sem a camisa.
– Ok, vamos lá. Não é tão complicado. Precisa confiar em mim, não vou deixar você cair e não vou ficar te olhando, ok? – Junsu disse sorrindo para passar um pouco de tranquilidade para o outro.
– Certo. Eu vou tentar. — Yoochun respondeu sem jeito.
Junsu ofereceu seu ombro para apoio e acompanhou Yoochun até o chuveiro. Abriu a torneira e pegou o chuveirinho e começou a molhar o corpo de Yoochun, enquanto este se ensaboava. Depois de quase todo enxaguado Yoochun sentiu uma tontura repentina e perdeu o equilíbrio, mas Junsu o segurou imediatamente, fazendo com que seus corpos se chocassem. Junsu acabou se molhando ao segurar Yoochun, mas não se importou. Só achou estranho que sua pele esquentou repentinamente quando seus braços nus encostaram na pele de Yoochun para segura-lo. Mas ignorou o fato e se concentrou em ajudar Yoochun.
– Você está bem?
– Sim, um pouco tonto, mas tudo bem.
– Ok, vamos lá, estamos quase no fim.
Junsu terminou de jogar água em Yoochun, que se esfregava da melhor forma que podia. Depois se retiraram do chuveiro e Junsu serviu de apoio para Yoochun enquanto este se enxugava. Na hora de colocar a roupa, foi um pouco mais difícil, Junsu teve que ajudar muito, pois Yoochun não podia se abaixar demais. Foi bem constrangedor, mas no fim deu certo. Depois que Yoochun estava seco e vestido, Junsu o deixou apoiado na pia do banheiro enquanto se enxugava e colocava de volta sua camisa e sapato.
Yoochun não conseguiu evitar olha-lo, sentiu um calor diferente e pensou que estava passando mal. Não quis pensar que aquela sensação estranha era pela presença do outro ali, tão perto e de forma tão íntima. Desviou o olhar e encarou a parede.
– Pronto, vamos para o quarto? – Junsu disse enquanto abria a porta para Yoochun.
= = = = = = = = = = = = = = =
No dia seguinte Yoocun foi liberado. Saiu do hospital acompanhado de Junsu, que faltou nas aulas da tarde para ir buscar-lo. Pararam em frente ao hospital e o silêncio entre eles perdurou por um momento.
– Bem, você sabe onde tem um hotel por aqui? – Yoochun perguntou olhando em volta sem saber para onde ir.
– Como assim Hotel? Você realmente não vai ligar para ninguém? – Junsu perguntou pasmo
– Olha, você sabe que não sou daqui e no momento, eu realmente não quero ver alguém que eu conheça de Seul. Preciso de um tempo, vou ficar num hotel qualquer para descansar e pensar no que vou fazer.
– De jeito nenhum! Você não pode ficar sozinho pelos próximos quinze dias, se lembra? O médico deixou isso muito claro. Você está tendo tonturas demais e é perigoso você cair e bater a cabeça de novo. Se não for ligar para ninguém então eu vou te levar para a minha casa. – Junsu disse convicto.
– Não! Não, de forma alguma, não posso aceitar. Há dez dias você tem passado a noite nesse hospital para me fazer companhia. Sei que você trabalha e estuda, não posso deixar isso assim. Só me deixe em um hotel que ficarei bem, ok?
Mas não adiantou, nada convenceria Junsu a deixar Yoochun sozinho num hotel.
– Vamos, você fica lá em casa por uns dias, quando estiver recuperado, deixo você fazer o que quiser, ok?
– Mas Junsu...
– Sem mas. Vamos logo. Só aviso que minha casa é muito simples. Tenho a impressão que você foi acostumado com tudo do melhor, mas ficará bem lá. Você pode dormir no meu quarto, tenho um colchão extra e a comida da minha tia é divina.
– Sua tia? – Yoochun disse sem entender.
– Sim, moro com meu tio, minha tia e meu primo. É uma longa história. Depois te conto. – Junsu disse um pouco entristecido. Mas logo recuperou seu sorriso de sempre e continuou contando sobre sua casa e sua rotina.
Chegando em casa, Junsu chamou pelos tios e o primo, apresentou Yoochun, que estava sentado no sofá, devido ao esforço que fez saindo do hospital. O maior estava extremamente desconfortável, estava numa casa de família, uma família que ele nem conhecia e uma família de um cara que ele conhecia há dez dias e para o qual ele tinha dificuldade de dizer não ou se afastar sem saber o porque.
– Então, se não se importarem, é só por uns dias, quando essa fase de tonturas passar ele poderá tomar conta de si. Mas por enquanto não posso deixá-lo sozinho.
Os tios de olharam e depois de alguns segundos deram sua resposta.
– Ok, não há problemas. – disse o tio.
– Por mim... – Chagmin deu os ombros – Será legal ter mais alguém pra bater um papo além do viciado em estudar aí. – disse apontando para Junsu que fez uma careta.
Yoochun agradeceu e tentou explicar-se da melhor possível que não queria incomodar e que Junsu insistira muito e o deixara sem opções. Os tios perceberam que Junsu com certeza tinha trago o rapaz contra sua vontade, mas ficaram calados.
Junsu acompanhou Yoochun até seu quarto, para deixá-lo descansando enquanto estivesse trabalhando.
Yoochun entrou e sentou-se na cama de Junsu. Realmente era um quarto pequeno e simples. Havia apenas uma cama de solteiro, um guarda-roupa embutido bem antigo, uma escrivaninha pequena, com um computador não muito novo e uma estante pequena abarrotada de livros. Yoochun olhou aquele pequeno espaço e sentiu-se até bem, parecia acolhedor, em seu apartamento os quartos eram imensos e pareciam frios, pois ele sempre estava sozinho.
– Olha, é tudo muito simples, mas você vai poder descansar aqui enquanto eu estiver na faculdade ou trabalhando. E qualquer coisa minha tia ou meu primo estão em casa e podem te ajudar. Minha tia é um doce, você vai gostar dela.
Junsu sentou-se ao lado de Yoochun por um instante, observando que ele estava muito quieto.
–Você está bem?
– Sim, estou ótimo, um pouco cansado.
– Olha, sei que está acostumado com um quarto muito melhor que esse, mas você estará seguro pelo menos até se recuperar. Eu sei que fui insistente, mas entenda, eu na podia te deixar sozinho. Se quiser, pode deitar aí na minha cama, eu vou sair para o trabalho agora e volto por volta das onze e meia da noite. Eu vou pedir para a minha tia trazer alguma coisa para você comer mais tarde.
– Não se preocupe comigo, vai lá, senão vai se atrasar. – Yoochun disse tentando parecer tranquilo. – E obrigado por tudo o que está fazendo por mim. Obrigado mesmo.
Junsu corou imediatamente quando Yoochun o olhou nos olhos e disse aquelas palavras. Despediu-se e saiu para trabalhar. Enquanto descia as escadas ouviu os tios e o primo conversando.
– Por que você achou tão estranho assim Changmin? Você sabe que seu primo tem um coração de ouro. – perguntou a tia com um tom desaprovador.
– Sei lá omma, ele nem tem amigos, nunca sai com ninguém, nem com uma garota. Achei uma novidade e tanto ele aparecer aqui arrastando um estranho e colocando para dormir no quarto dele. – ao ouvir tais palavras Junsu sentiu uma tristeza invadir seu peito. Realmente não tinha amigos, só o seu primo que nem era tão amigo assim. Não tinha tempo para essas coisas.
– Talvez seja esse o ponto meu filho. – o tio respondeu. – Talvez ele tenha encontrado um amigo de verdade. Ele passou muitos dias visitando esse rapaz no hospital, pode ser que eles tenham coisas em comum ou algo do tipo. Sinceramente até gostei da idéia do rapaz ter vindo para cá. Às vezes ele consegue fazer o Junsu esquecer um pouco dos livros. Eu sei que ele deve estudar, mas precisa viver um pouco, fico preocupado com a saúde dele.
Junsu olhou o relógio e viu que precisava ir logo. Desceu o restante das escadas fazendo barulho, para que a família percebesse que estava ali.
– Tia, depois a senhora prepara alguma coisa leve para o Yoochun comer? Ele está deitado, acho que se sente muito cansado. Estou indo para o trabalho.
– Claro meu anjo, pode deixar que vou cuidar dele. Vá tranquilo.
= = = = = == = = = = = = =
Eram 23:25 quando Junsu entrou em seu quarto. Yoochun estava adormecido em sua cama, com uma expressão tranqüila. Acendeu sua luminária de estudos para não acordar Yoochun e poder enxergar seu quarto. Tomou um banho rápido, tentando não fazer barulho, depois puxou o colchão que estava debaixo de sua cama e arrumou com um lençol e travesseiro que pegou no armário. Desceu até a cozinha, tomou um lanche e depois voltou ao quarto. Pegou um de seus livros e sentou-se no colchão para estudar, colocando sua luminária ao lado, no chão. Olhou para Yoochun por alguns instantes e ficou pensando o que acontecia na vida daquele homem para ele não querer ninguém conhecido por perto. Era triste aquela solidão. Junsu sabia que nem era um modelo de vida social, pois nem tinha amigos, mas não sentia tristeza igual Yoochun parecia sentir.
Tentou concentrar-se para estudar e depois de algum tempo Yoochun acordou gemendo.
– Tudo bem? – Junsu perguntou tirando os olhos do livro e observando Yoochun.
– Sim, um pouco de dor, mas nada demais. Eu tomei um remédio antes de deitar, daqui um pouco passa. – Yoochun disse baixinho.
– Se sentir alguma coisa pode me chamar. – e voltou sua atenção para o livro.
– Junsu, porque você está no colchão e eu na cama? – Yoochun disse observando melhor o quarto. – Venha, você é que precisa dormir na cama, não me faça sentir pior do que já estou me sentindo.
– Não, de jeito nenhum. Fique aí, estou bem aqui. Além do mais se eu ficar na cama, vou acabar pisando em você quando eu acordar pela manhã ou quando vier dormir à noite.
Yoochun não respondeu, sabia que seria em vão tentar argumentar, já percebera que Junsu era realmente teimoso. Nisso, virou o rosto e ficou olhando Junsu estudar. Depois de um tempo o mesmo percebeu que estava sendo observado e encarou Yoochun novamente.
– O que foi? – perguntou dando um meio sorriso.
– Nada, perdi o sono. Desculpe, te atrapalhei
– Não, tudo bem. Você quer conversar?
– Não sei. Depende do assunto. Sobre o que podemos falar?
– Pode me contar o que aconteceu para você ter vindo parar aqui. — Junsu disse levantando uma de suas sobrancelhas sugestivamente.
– Bem, é uma longa história... – Yoochun nunca sentiu-se bem em falar de si mesmo. Mas com Junsu foi diferente. — Eu conto, mas quero que me conte de você também depois, nada mais justo, já que você disse que sua história também é longa.
– Certo. Então me conte senhor Park Yoochun, o que veio fazer aqui nessa cidade?
= = = = = = = = = = = = = = = =
Yoochun ficou calado por um longo tempo sob o olhar de Junsu. Estava receoso de contar quem era. As pessoas que tentaram se aproximar dele, só se interessavam pelo seu dinheiro e sua posição do mundo financeiro. Tinha medo de contar à Junsu e este também agir da mesma forma. Mas ao encarar aqueles olhos brilhantes e aquele sorriso meigo, não acreditou que ele seria uma pessoa ruim. Afinal, o ajudou sem saber quem ele era e o colocou dentro de sua casa, em sua própria cama e estava dormindo um colchão para que ele pudesse descansar melhor.
– Olha, se você quiser podemos falar disso em outra hora. Não se sinta obrigado a me contar nada. – Junsu disse percebendo a situação.
– Não, tudo bem. É só que... É difícil para mim falar da minha própria vida, não costumo fazer isso. Aliás, não sou muito de conversar com as pessoas se o assunto não for sobre trabalho. – sorriu sem graça.
Depois de um longo tempo de silêncio Yoochun começou:
– Bem, eu vim parar aqui porque estou tendo dias difíceis lá em Seul. Naquele dia antes do acidente eu havia ficado a madrugada toda rodando nessa cidade, me sentia perdido. Nem sei como vim parar aqui, só sei que depois de uma discussão com meu pai saí dirigindo como um louco e acabei aqui. Fiquei andando pela cidade até amanhecer, que foi quando me atropelaram.
– E por que brigou com seu pai?
– É complicado. Meu pai é um homem de negócio e só enxerga o lado financeiro das coisas. E eu estou ficando exatamente igual. Nós discutimos na minha casa por ... – Yoochun não queria contar que era noivo, não sentiu que realmente tinha uma prometida. – Por algumas coisas da empresa e por meu pai querer controlar minha vida pessoal. Mesmo depois de 30 anos sinto como se ele me levasse amarrado ao lado dele o tempo todo.
– E sua mãe? – Junsu perguntou, mas logo se arrependeu. O olhar de Yoochun escureceu e sua voz se tornou muito mais baixa e carregada.
– Ela faleceu, quando eu era criança. Sofremos um acidente, mas para me salvar ela acabou morrendo.
– Sinto muito. – Junsu disse pensando em seus pais. Sabia qual era a sensação de perder alguém assim.
– E então eu senti raiva naquele dia e quis largar tudo. Cansei de ser o cara perfeitinho, responsável, que só trabalha e perde noites de sono por causa de uma reunião mal sucedida. Isso é ridículo, eu sei. Todo mundo pensa que eu devo ser o cara mais feliz do mundo, pois tenho dinheiro, apareço em revistas, moro num apartamento caro e tenho os carros mais caros. Mas minha vida é uma droga. – Yoochun já nem percebia o que falava, simplesmente colocou tudo para fora. – Não tenho amigos, sou uma pessoa sozinha que bebe todos os dias depois do trabalho para conseguir dormir. É patético.
Depois de um longo silêncio, Junsu sentou-se ao lado da cama de Yoochun, no chão mesmo.
– Olha... — e
E colocou sua mão sobre a de Yoochun. – Eu sei que deve ser difícil, mas as coisas podem melhorar. Pense assim, você já conseguiu enxergar que sua vida não está das melhores, então pode começar a mudar. E não se sinta tão mal por não ter amigos, eu também não tenho. Melhor ser sozinho do que ter pessoas interesseiras te cercando, não é?
Yoochun encarou aquele sorriso deslumbrante de Junsu e não acreditou no que acabara de ouvir. Ignorou os batimentos acelerados no seu peito e deixou a curiosidade falar.
– Como assim você também não tem amigos? Você parece ser uma pessoa tão... – não conseguia achar uma palavra menos constrangedora. – Tão encantadora, tão comunicativa e atenciosa, uma pessoa do tipo que tem dezenas de amigos.
– Não, eu não tenho nenhum. Minha vida é basicamente o que você viu, saio para a faculdade logo cedo, depois vou para o trabalho e depois estudo até dormir. Não saio, não tenho amigos e nem uma vida social digna. Não mesmo. – sorriu sem graça.
– E posso perguntar por que você mora com seus tios? Onde estão seus pais?
Junsu baixou a cabeça e fitou o chão. Não gostava de falar daquele assunto, mas faria um esforço, já que seu novo amigo o fez.
– Meus pais morreram num acidente. – disse baixinho e Yoochun começou a ver que eles tinham muito em comum, além da solidão. – Eu estava no primeiro ano da faculdade, mudei para cá para estudar e meus pais viriam depois, se mudando definitivamente. Mas durante a viagem, eles sofreram um acidente e faleceram. Desde então moro com meus tios. Eles são ótimos, cuidam de mim como cuidam do meu primo, mas as vezes me sinto um intruso. Não é como se fosse o meu lar sabe. É complicado. Por quase um ano eu senti que a culpa da morte deles fosse minha. Se eu não tivesse que estudar fora, eles não precisariam se mudar e não fariam aquela viagem. Mas... Depois de um tempo eu entendi que alguma forma aconteceria. Era a hora e eu não teria como impedir. Então resolvi que eu daria o melhor de mim nos estudos e seria um bom médico, era isso que meu pai queria.
– Entendo. Sinto muito pelos seus pais. – Yoochun percebeu que a vida de Junsu era bem mais difícil do que parecia. — Mas você é corajoso, continuou estudando, trabalha e se dedica muito. Você é forte. Se fosse comigo sinceramente não sei se conseguiria. Mesmo com a morte da minha mãe, meu pai estava lá por mim. Mesmo que querendo apenas me treinar para ser uma versão mais jovem dele, ele ainda estava lá.
Os dois permaneceram em silêncio por um longo tempo, até que Junsu tirou os olhos do chão e encarou Yoochun, que também o olhava. Ficaram assim por alguns instantes, presos pelos olhares um do outro, partilhando por um instante a dor de perder pessoas queridas e por serem tão solitários.
– Eu... Eu acho melhor me deitar. – Junsu quebrou o silêncio ficando envergonhado, os olhos de Yoochun eram de um escuro profundo que fez Junsu se perder até de seus pensamentos por alguns instantes.- Amanhã cedo tenho aula, preciso descansar.
– Claro, claro. Vá dormir, não quero atrapalhar.
Ambos se ajeitaram em suas camas e Junsu apagou a luminária ao lado do colchão.
– Boa noite Yoochun.
– Boa noite Junsu.
Fale com o autor