For You

4 Conhecendo seu mundo


Notas iniciais
Oi gente Primeiro, agradeço pelos reviews, são fofos. Amo demais! Hoje vou postar dois caps de uma vez, pois já tenho muitos escritos. Espero que gostem.

Já haviam passado três dias desde que Junsu trouxera Yoochun para sua casa. Este ficava muito tempo no quarto, pois as tonturas e as dores ainda incomodavam muito. E também não se sentia à vontade circulando pela casa.

Junsu estava seguindo sua rotina normalmente, trabalhando e estudando muito e arrumando um tempinho para seu querido hóspede. Naquele dia Junsu não teria aula, somente trabalharia no fim do dia. Por isso pode dormir até mais tarde. Acordou com um gemido alto de Yoochun e se levantou para ver se ele estava bem. Mas Yoochun ainda dormia, estava tendo um pesadelo. Suava e tremia bastante e sua expressão era de dor. Junsu não sabia o que fazer, não queria acordá-lo, mas também não queria deixá-lo sozinho com seus sonhos ruins.

Então, fez o que sua mãe costumava fazer quando era criança e tinha pesadelos. Segurou a mão de Yoochun com uma de suas mãos e com a outra acariciou o cabelo do adormecido. Depois de alguns instantes, Yoochun estava calmo, não tremia mais e parecia voltar ao sono tranqüilo.

“Bem melhor não é” — Junsu falou em seus pensamentos enquanto acariciava os cabelos do outro. – “Minha mãe tinha razão, funciona mesmo. O que será que você estava sonhando? Devia ser muito ruim... Será que foi com sua mãe? Você dormindo assim não aparenta ser um homem tão solitário assim, tem um rosto tão bonito e tão tranqüilo. Se eu o conhecesse antes, gostaria de ser seu amigo, mesmo se você não tivesse dinheiro nenhum.”

Yoochun se moveu sob as mãos de Junsu, o tirando de seus devaneios.

– Junsu? O que está fazendo? — Yoochun perguntou quando abriu os olhos e se deparou com Junsu curvado sobre si e acariciando seu cabelo.

– Ah! – Junsu se assuntou e tirou suas mãos imediatamente do outro. Levantou-se e virou para voltar ao seu colchão. – Me desculpe, você estava tendo um pesadelo, estava tremendo, eu achei que podia ajudar. Sabe, a minha mãe fazia isso comigo, segurava minha mão e fazia carinho no meu cabelo, e o pesadelo ía embora, mesmo depois que me tornei um adulto – Junsu dizia tudo muito rápido e sem jeito, fazendo que Yoochun achasse graça do jeito atrapalhado do outro. – Eu não queria acordá-lo, desculpe.

– Tudo bem, não se preocupe. E... Obrigado por... Levar meu pesadelo embora. – Yoochun disse sorrindo. Nem ele mesmo entendeu de onde veio aquela gratidão, não gostava nem que as pessoas o tocassem.

– Hum... Ok. De nada. – E se enfiou no banheiro para tomar banho, deixando Yoochun constrangido e achando graça ao mesmo tempo.

Enquanto tomava banho se chutava mentalmente por ter sido pego numa situação tão constrangedora.

“Aiigo Junsu, idiota! Você é idiota! Porque foi dar uma de mamãe. Que vergonha, meu Deus, que vergonha. Ele vai achar que você é... Não, melhor nem pensar. Meu Deus, logo hoje que eu vou ficar com ele o dia todo. Que vergonha.”

Junsu demorou mais tempo que o de costume para tomar banho. Saiu do banheiro com uma toalha amarrada na cintura e outra jogada nas costas, escondendo seu corpo. Encontrou Yoochun sentado na cama esperando para poder tomar banho. Yoochun sorriu ao passar por ele e entrou no banheiro. Junsu sentiu-se mais envergonhado ainda por estar apenas de toalha. Geralmente trocava de roupa no banheiro ou no escuro desde que Yoochun chegara. Mas na pressa de entrar no banheiro esqueceu-se completamente da roupa.

Depois que Yoochun fechou a porta do banheiro, Junsu tirou a toalha de seus ombros e jogou em cima da cama. Abriu seu guarda-roupa e começou a procurar uma roupa para vestir e uma roupa que servisse em Yoochun.

– Junsu, você pode pegar uma toa... – Yoochun abriu a porta do banheiro de uma vez para pedir uma toalha a Junsu e deu de cara com as costas nuas de Junsu.

Suas costas estavam molhadas pelas gotas que escorriam de seus cabelos ainda encharcados. Junsu se virou de uma vez para porta e se viu de frente para Yoochun. Viu que Yoochun parou de falar e estava corando. – É, pode me emprestar uma toalha? Não tem nenhuma no banheiro.

– Ah, claro... Me desculpe, peguei as duas. – Junsu pegou a toalha que estava em suas costas e entregou para Yoochun. — Está limpa, só coloquei sobre as minhas costas.

– Obrigado. – Yoochun pegou a toalha e fechou a porta rapidamente.

Junsu se virou novamente para o guarda-roupa com as mãos na cintura e suspirou.

“Meu Deus, isto está cada vez mais constrangedor.”

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Depois do banho, Yoochun estava calçando um tênis de Junsu enquanto Junsu o aguardava sentado na cadeira da escrivaninha. Ainda estava constrangido por ter perdido a fala ao ver o menor só de toalha.

– Junsu, você conhece alguma loja onde posso comprar algumas roupas? – Yoochun perguntou olhando para os cadarços de seus tênis.

– Hum, conheço. Por que? Não gosta das minhas roupas? – Junsu perguntou com carinha de decepção.

– Não, não é isso. É que não posso ficar usando suas roupas. Já estou causando um grande incomodo ficando aqui e ainda fico abusando do seu guarda-roupa. – Yoochun se levantou e Junsu notou que a camisa estava um pouco justa para Yoochun.

– É, e roupas do seu tamanho também seria bom não é? – Junsu disse sorrindo.

Ambos saíram de casa depois de uma café da manhã em família. Yoochun se sentia o maior deslocado do mundo. Se Junsu que era sobrinho sentia-se um intruso, imagine ele, que era convidado do intruso.

Yoochun abriu sua carteira enquanto caminhavam devagar em direção às lojas para comprar algumas roupas. Viu que não tinha muito dinheiro. Se comprasse as roupas, por mais baratas que fossem, ficaria com muito pouco e queria ter algum dinheiro para ajudar em alguma despesa que estivesse causando na casa de Junsu. E claro que não pretendia voltar para casa nos próximos dias. Pensou em seus cartões, mas logo depois se lembrou que se seu pai estivesse procurando por ele, poderia tentar acha-lo rastreando-os. Com a influência que tinham isso era fácil. Já chegaram a achar um dos empregados da empresa que queria dar o calote neles rastreando os cartões do cara.

Quando colocou a carteira no bolso, sentiu que tinha um chaveiro ali. Então teve uma idéia que o fez sorrir.

– O que foi Yoochun? — Junsu perguntou vendo um sorriso travesso no rosto do outro.

– Junsu, preciso ir a outro lugar antes de comprar as roupas. Sei que já estou abusando, mas acho que vou precisar da sua ajuda.

– O que você precisa?

– Bem, para resumir, eu preciso de dinheiro.

– Ué, mas você não é rico?

– Sim, mas preciso de dinheiro em espécie. Se eu usar meus cartões, meu pai vai me achar. Há como rastreá-los. E eu ainda não quero voltar ou vê-lo novamente. Preciso de mais tempo.

– Hum... Entendi. E o que você precisa?

– Conhece algum lugar que compra carros?

– Hum, acho que sim. Tem uma revendedora de veículos muito boa por aqui. Meu tio já vendeu um carro para eles, parece que pagam até bem. Mas para que... Aaaah, entendi. Você disse que veio parar aqui dirigindo. Mas onde está seu carro?

– Bem, acho que está perto de uma praça. Foi onde fiquei um tempo depois que desci do carro. Você pode me ajudar a achar? Vou levar e vende-lo. Pronto, assim não vou precisar de usar meus cartões e terei mais alguns dias de sossego.

– Ok, eu te ajudo. Mas posso te fazer uma pergunta?

– Claro.

– Você acha certo deixar seu pai preocupado assim Eu sei que não tenho nada a ver com isso, não quero me meter, mas ele é seu pai. Por pior que seja. Talvez você possa ligar para ele, dizer que precisa de um tempo, que quer se afastar... Pelo menos para ele não achar que algo de ruim aconteceu com você.

– Olha, eu sei que não estou sendo o cara mais maduro do mundo. E você tem razão, ele pode estar preocupado. Mas eu não quero ligar. Ainda não. Ele vai querer me fazer voltar, não quero mais a vida que eu tinha. Se eu voltar muita coisa vai ter que mudar. – Yoochun disse olhando para o céu azul sobre suas cabeças. — Vou dar um jeito, se eu vender o carro posso ficar num hotel por um tempo, não vou precisar mais ficar te incomodando.

– NÃO! – Junsu falou depressa demais. – Você não incomoda, na realidade, eu gosto da sua companhia. Há muito tempo não converso com alguém assim. Sabe que... – Junsu baixou o olhar fitando seus próprios pés – Eu... Eu nunca falei para ninguém sobre a morte dos meus pais. As pessoas que me conhecem devem saber porque meus tios falam, mas eu mesmo, nunca falei nada. É um assunto delicado para mim. Mas com você, eu consegui, foi até fácil colocar tudo para fora. E também você não vai a lugar algum antes de se recuperar, está claro como ainda está cansado, sentindo tonturas e dores. Olhe só, andou um pouquinho e está pálido.

Yoochun notou que as bochechas de Junsu estavam rosadas e achou engraçado o fato do outro ser tão tímido.

– Mas estou me sentindo até bem, só um pouco cansado.

– Venha, vamos pegar um ônibus até a tal praça. Acho que sei onde é, se for a que fica mais perto da entrada da cidade, eu sei. Você não vai agüentar andar até lá.

– Ônibus? – Yoochun disse arregalando os olhos. Nunca havia andado de ônibus em toda a sua vida. – Podemos pegar um táxi.

– É, ônibus. Por que? Vai me dizer que nunca andou em um ônibus? E táxi é caro, não é necessário. – Junsu disse dando uma gargalhada gostosa que aqueceu o coração de Yoochun.

– Hum, na verdade não, nunca andei de ônibus. Ainda acho que um táxi seria...

– Então, hoje vai ser a primeira vez. Venha! – Junsu o interrompeu e saiu arrastando o maior até o ponto.

A viagem não foi tão ruim. Yoochun sentiu um pouco de tontura, pois o ônibus balançava muito, mas conseguiu chegar inteiro. Claro que anotou mentalmente que andar de ônibus era realmente desagradável. Desceram e caminharam alguns minutos.

– UAAAUUUU! – Junsu disse parando de repente e fixando o olhar em algum lugar.

Yoochun se virou, viu o que ele observava e sorriu.

– Imagino que esse seja o seu carro. – Junsu disse olhando um carrão preto que estava estacionado na rua. Destacava-se entre os demais veículos que ali circulavam.

– Sim, esse é meu carro. – Yoochun sorriu e foi andando em direção ao veículo. Junsu o acompanhou.

– Bem... Não quero te desanimar, mas não sei se as compradoras de veículos vão conseguir te pagar o quanto ele vale. E pessoalmente nunca havia visto um desse. – Junsu disse andando em volta do carro e observando os detalhes

– Não tem problema, eu preciso de dinheiro. E não preciso de tanto assim que seja o valor real desse carro. Pretendo vende-lo mais barato.

– Você é quem sabe. Só acho um desperdício. É um belo carro.

Yoochun viu a empolgação do outro com a beleza de seu carro e quis dar a ele uma prova antes de se desfazer do veículo.

– Quer dirigir?

– O que? – Junsu arregalou seus pequeninos olhos puxados.

– Você quer dirigir? Afinal, você é quem conhece tudo por aqui. Que tal me levar até a compradora de carros? – Yoochun disse jogando as chaves para o menor que as agarrou no ar.

– Sério? Nossa, eu vou adorar dirigir um desses! – Junsu deu a volta e entrou do lado do motorista. Encantou-se mais ainda com o interior do veículo. Era muito bonito e moderno.

Yoochun ficou feliz ao ver a alegria de Junsu dirigindo o carro. Parecia uma criança num parque de diversões. Depois de vinte minutos dirigindo, chegaram à compradora de carros. Yoochun desceu e foi falar com o responsável. Junsu ficou esperando no pátio, olhando os veículos que estavam à venda. Depois que se formasse, queria comprar um carro bom. Não igual ao de Yoochun, sabia que seria impossível, mas um carro bom e que fosse bonito, dentro de seu orçamento.

Depois de meia hora Yoochun veio ao encontro de Junsu sorridente.

– E aí? Deu certo?

– Claro que deu. Eles não podiam me pagar o valor real do carro, mas eu negociei e aceitaram me pagar a metade. É o suficiente para eu me manter por um tempinho, então estou satisfeito. – Yoochun disse sorrindo.

– Sério? Você vendeu pela metade do preço? Não acredito nisso. Você é doido! – Junsu disse sacudindo a cabeça.

– Micky?? – o dono da revendedora de carros chamou. – Você esqueceu o chaveiro quando entregou a chaves.

“Micky?” Junsu pensou. “Preciso perguntar sobre isso depois, que história que é essa de Micky?”

– Ah claro. Junsu segure aqui por favor, esqueci meu chaveiro, ele é importante para mim. – Yoochun entregou um envelope e um saco plásticos com alguns pertences. Deviam ser coisas que estava dentro do carro que pertenciam a Yoochun. Viu que tinha alguns CD’s de música, por sinal muito bons. Alguns papéis e uma agenda pequena.

A curiosidade foi grande, então Junsu abriu envelope e arregalou os olhos vendo o valor do cheque.

Yoochun estava voltando e encontrou Junsu encarando com cara de assustado o cheque da venda do carro.

– O que foi? Vendi tão barato assim? – Yoochun disse sério.

– Você tá brincando né.... Isso aqui é só a metade do valor do seu carro? MEU DEUS, eu tenho que trabalhar minha vida toda ganhando o salário que ganho sem gastar uma moedinha para juntar esse valor aqui e você me diz que essa é a metade do valor do carro? – Junsu o encarou ainda pasmo. – Cara, você realmente tem dinheiro!

– Hum... Bem, acho que eu tenho. Meu pai sempre comprou esses carros, então só segui a linha dele sabe... – Yoochun disse sem graça. Percebeu que Junsu sentiu como seus mundos eram distantes um do outro.

– Bem, tome. – Junsu fechou o envelope e entregou a Yoochun. – Desculpe minha intromissão, não queria ver o cheque, só estava olhando essas coisas e aí vi o envelope...

– Tudo bem, não se preocupe com isso.

– Acho que devemos ir. Você não pode ficar zanzando por aí o dia todo, ainda precisa de repouso e nós nem compramos suas roupas. Imagino que você queira descontar esse cheque também. E, sem querer me meter, como fica a questão dos documentos de seu carro, bem... Ex carro né?

– Bem, digamos que tenho meus meios de negociar e por enquanto não vou mexer com isso. – Yoochun disse caminhando pela rua. A colocação misteriosa de Yoochun fez Junsu se lembrar de algo que o deixou curioso.

– Hum, sei que não também não é da minha conta, mas quem é Micky? Por que o dono da loja te chamou assim?

– É meu nome. Minha mãe me chamava assim quando moramos nos Estados Unidos. Poucas pessoas sabem disso. Costumo usa-lo quando não quero que usem meu nome verdadeiro em algum negócio.

Junsu percebeu que Yoochun era um homem muito misterioso e cheio de truques. Não tocou mais no assunto. Ambos seguiram caminhando pela rua bem devagar. Às vezes paravam para Yoochun descansar, pois suas tonturas iam e vinham. Yoochun achou um banco para descontar o cheque e depois foram às comprar. Entraram em algumas lojas que Junsu costumava comprar suas roupas e Yoochun ficou pasmo com o preço.

– Jura que essa camisa custa só isso?

– Sim, você acha barato? Eu acho algumas mais baratas ainda. Essa está com um preço bom, mas nem tanto assim. Por quê?

– Nossa, a última camisa que eu comprei custava dez vezes esse valor. E olha que era barata hein...

– Bem, dá para ver que você foi acostumado com uma vida diferente. Mas vamos mudar certo? Você não vai a nenhuma reunião enquanto estiver aqui, então podemos comprar algumas roupas mais confortáveis. Nada de ternos. – Junsu disse sorrindo enquanto escolhia algumas camisas para Yoochun experimentar.

Foi uma tarde descontraída. Yoochun comprou um tanto bom de roupas, suficiente para ele não te que usar as de Junsu enquanto estivesse por lá. Também compraram um chinelo e um par de tênis. Antes de voltar para casa, tomaram um lanche na rua que Yoochun adorou. Nunca havia comido nada que fosse vendido na rua, e quase passou mal do tanto que aproveitou as delícias feitas por senhoras pequeninas que tinham uma barraca de comida numa calçada qualquer.

– Junsu, quero que pegue esse dinheiro. – Yoochun disse estendendo algumas notas para Junsu. Sei que você acabou gastando comigo, sei que foi você que comprou os remédios para mim. Por favor, aceite.

– Não, não quero dinheiro. Não preciso. Sério mesmo, não quero.

– Por favor... Pode dar à sua tia então, já que estou ficando lá e me alimentando com vocês, nada mais justo que eu dar um pouco de dinheiro a ela para as despesas.

– Não Yoochun, minha tia não vai aceitar, isso é muito dinheiro. Por favor, não precisa. – Junsu estava determinado, não iria pegar uma moeda sequer.

– Bem, tudo bem então, não vou insistir. Mas nada me impede de comprar algumas coisas no supermercado e levar para a sua tia, certo? – Yoochun disse com um sorriso travesso e caminhou em direção ao seu lar temporário.

Junsu ficou parado por um instante e depois seguiu o maior. Viu que seria difícil convencer Yoochun a não fazer aquilo.

Chegaram em casa quase na hora de Junsu sair para trabalhar. Yoochun chegou, deixou algumas sacolas com a tia de Junsu, dizendo que eram só alguns alimentos que havia comprado para retribuir a gentileza de recebê-lo na casa dela. Claro que a mulher ficou sem graça e disse que não precisava, mas Yoochun foi muito educado e com seu poder de persuasão profissional fez com que a senhora Shin aceitasse.

Logo antes de Junsu sair, Yoochun se deitou, pois uma forte dor de cabeça veio enquanto trocava de roupa no banheiro.

– Fique deitado, ok? Vou pedir para minha tia trazer um lanche e seu remédio está logo ali na escrivaninha. Não se levante... Não devíamos ter andado tanto hoje. – Junsu dizia enquanto perambulava pelo quarto e pegava suas coisas para ir ao trabalho.

– Eu vou ficar bem Junsu. É só uma dor de cabeça. Vai tranqüilo que eu não vou sair daqui “mamãe”– Yoochun disse rindo.

– Haha, muito engraçado, deve estar bem mesmo, fazendo piadinhas... Até mais tarde. — Junsu disse e saiu do quarto apressado.

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Junsu chegou do trabalho muito cansado, o restaurante estava cheio e os clientes são impacientes. Correu muito e atendeu muita gente. Yoochun estava acordado, folhando um livro de Junsu, um dos poucos que não eram de medicina.

– Como foi no trabalho? – Yoochun perguntou vendo o outro com os olhos pequenos e cansados.

– Hoje foi cansativo. Estou morto. – disse se jogando na cama.

– É, você está com uma cara horrível mesmo. Eu estava pensando Junsu, acho que eu... – mas parou de falar quando notou que Junsu havia adormecido. Nem suas roupas ele havia tirado. Yoochun se levantou e ajeitou Junsu no colchão e o cobriu. Ficou observando o outro durante um longo tempo antes de apagar as luzes.

“ Parece uma criança quando está dormindo. Esse rosto de anjo, delicado e fofo. E sua risada... é bonitinho quando ele dá uma gargalhada. Tem um sorriso encantador. Se não fosse seus estudos, teria muitos amigos. Com esse jeito tão... Aaaaiisshh Yoochun. Que isso? Pensando nas qualidades dele? Até parece listinha de agência de casamento, Aiigo... Mas é difícil não pensar assim dele, é uma pessoa especial.”

Junsu se mexeu e virou de lado, em direção à Yoochun. Yoochun sentiu uma vontade repentina de tocar aquele rosto. Ajoelhou-se ao lado do colchão e passou as pontas de seus dedos bem de leve na bochecha de Junsu. Seu coração disparou imediatamente.

“É tão bonito... Engraçado, por que eu fiquei nervoso? Ele me deixa nervoso quando está perto. Não é normal... Se ele fosse uma mulher bonita dormindo ao lado, até que seria... Meu Deus!”

Yoochun retirou as mãos imediatamente e se afastou do rapaz adormecido. Compreendeu o que podia estar acontecendo ali e se assustou consigo mesmo.

“Será que eu...”

Notas finais
Espero que tenham gostado! Viram que o Chun tá gamadão né... huahuahauhua Su derretendo o gelo. Já vou postar o próximo.