For You

6 Eu confesso


Notas iniciais
Here we go again... Estou muito feliz com os reviews de vcs, muuuuuuuuito obrigada mesmo! Bem, preparem-se para morrer de amores mais ainda por YooSu. Toda vez que leio uma fic YooSu me apaixono mais ainda por eles, huahuahau. E agora vem uma fase boa, vcs vão gostar. Espero que gostem!

Junsu POV’s

Quando resolvi sair do banheiro imaginei que seria como antes. Nós fingiríamos que aquele momento constrangedor entre nós não aconteceu e ficaria tudo bem. Estava tudo bem. Mas eu abri aquela porta e ele estava lá, me esperando. Tive a impressão que se eu demorasse mais um pouco ele bateria na porta e me chamaria. Nos olhamos e naquele momento eu soube. Li nos olhos dele e senti meu coração palpitar. Eu estava apaixonado. Na última semana essa ideia passou pela minha cabeça uma vez. Pensei que era impressão minha, que por eu não ter amigos, me aproximara demais dele e por isso me sentia estranho com ele por perto, eu não era gay.

Afugentei aquela ideia e não pensei mais naquilo. Mas quando o olhei ali na minha frente, tive certeza. Quando ele tocou meu rosto, quando deu um passo em minha direção, eu nem me movi. Não adiantaria fugir ou recuar, eu estava preso por aquele olhar e não conseguiria escapar. Deixei-o vir, me beijar e quando não resisti mais segurar minhas próprias mãos, o toquei. O envolvi com meus braços e pude sentir o que nunca senti em toda minha vida. Eu o queria, queria estar ali o beijando, queria tê-lo por perto.

Nos afastamos e eu não tive coragem de abrir meus olhos. Fiquei ouvindo o som da minha própria respiração e de repente alguém bateu na porta. Ouvi a voz de Changmin e saí do banheiro. Fiz o melhor que pude, disfarcei e inventei uma desculpa para justificar o fato de eu estar com outro homem dentro do meu banheiro. Changmin ficou me enchendo com aquela história de que eu não me cuidava e depois foi embora. Então olhei para Yoochun e ele estava me olhando. Não consegui falar nada, nem mesmo consegui pensar em algo para falar. Não quis sair correndo também. Por mais estranho que fosse descobrir que eu estava gostando de um homem, eu não entrei em pânico. Estava mesmo era me sentindo um garoto que foi pego fazendo arte. Esse pensamento me fez rir, e como se lesse em meus olhos, Yoochun também riu.

Acabamos de tomar café em silêncio e Yoochun saiu para levar a bandeja para minha tia. Eu troquei minha roupa e nesse tempo Yoochun voltou. Ele também se trocou e pela primeira vez nós falamos depois do beijo.

POV's Junsu OFF

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– Junsu, hoje você ainda vai ficar em casa descansando né? – Yoochun perguntou quando se deitou na cama e ficou fitando o teto.

– Sim, eu queria estudar um pouco. Mas me sinto cansado, devo precisar de repouso ainda. Esses remédios que minha tia arruma quando adoeço me deixam lesado por três dias. — Junsu disse sério e Yoochun riu.

– A gente podia fazer alguma coisa. Sei lá, ver um filme ou algo assim. Não podemos sair, pois se juntar nós dois não dá um. Mas não quero dormir.

– Hum... o Chang tem uns filmes legais. Vou lá no quarto dele pegar e já volto.

Os dois rapazes assistiram três filmes seguidos, parando só para comer. Quando anoiteceu subiram para o quarto de Junsu e começaram a se arrumar para dormir. Não haviam falado nada sobre o beijo o dia todo, passaram como se nada tivesse acontecido.

Yoochun estava sentado na cama observando Junsu arrumar seu colchão. Quando Junsu acabou sentou-se também em sua cama improvisada e encarou Yoochun.

– Hum... Boa noite então. – Junsu disse sorrindo.

– Junsu... Nós precisamos conversar. – Yoochun disse sério e Junsu baixou a cabeça. Sabia que aquele momento chegaria.

Yoochun levantou e trancou a porta do quarto, não queria que alguém entrasse de repente e ouvisse aquela conversa. Precisava preservar Junsu, mesmo que fosse diante de sua família. Depois sentou-se ao lado do menor no colchão.

– Olha, eu não sei como começar, como falar sobre o que aconteceu. – Yoochun disse baixinho. – Foi a primeira vez que aconteceu isso comigo.

– Comigo também. – Junsu respondeu no mesmo tom. – Eu... Eu nunca gostei de ninguém, não de verdade. E hoje de manhã, não sei o que aconteceu... Eu ... – Junsu ficou tenso e Yoochun percebeu. Pegou a mão do menor e a segurou entre as suas. Por mais que fosse um cara solitário e sem costume de lidar tão intimamente com alguém, ele sabia lidar com situações difíceis e desconfortáveis, precisava saber para levar bem os negócios. E naquele momento só quis falar a verdade, o que estava em seu coração.

– Para ser sincero eu nunca nem olhei para um homem antes. Nunca cogitei essa possibilidade, mas desde que te conheci sinto alguma coisa diferente. Não sei bem explicar, um calor no peito, como se acendessem algo dentro de mim. E hoje, não sei o que me deu, eu quis ficar mais perto, eu quis te tocar e de repente eu queria te beijar. Desculpe por ter feito aquilo.

– Não foi culpa sua. – Junsu o interrompeu. – Eu também quis, eu deixei e eu também te beijei. Não se culpe.

– Eu me sinto mal por ter me aproximado assim. Você é mais jovem que eu, pode estar pensando que eu estou me aproveitando. Ma eu juro, foi a primeira vez que isso aconteceu e...

– Eu disse para parar de se culpar. E você não é tão mais velho que eu. – Junsu interrompeu novamente.

– Junsu... – Yoochun o chamou e esperou que ele o olhasse. Demorou um pouco, mas o menor levantou o rosto. – Posso te beijar de novo?

Junsu ficou olhando Yoochun e apenas acenou positivamente com a cabeça. Então Yoochun o beijou.

Dessa vez ficaram mais a vontade. Não estavam tensos, estavam experimentando algo novo para ambos. Foi um beijo curto e se afastaram rápido.

– E como a gente fica? Como vamos fazer? Eu acho que eu gosto de você. – Junsu disse bem baixinho e Yoochun percebeu que ele estava com vergonha e com medo.

– Eu não tenho idéia do que fazer ou o que esperar. Eu gosto de você, mas é tudo muito estranho para mim. – Yoochun viu a expressão de decepção do outro e tentou amenizar o mal que seu comentário causou. – Mas vai ficar tudo bem, eu prometo que vai. Talvez.... Talvez possamos descobrir isso juntos. — E sorriu, fazendo Junsu relaxar um pouco.

– É, talvez possamos tentar. Mas por enquanto podemos deixar isso em segredo? Realmente não sei o que o pessoal aqui de casa vai pensar se me virem te beijar.

– Claro, acho que tem razão. Mas falando em razão, o doente da vez é você, por que está dormindo no colchão, devia estar na cama. – Yoochun disse mudando de assunto.

– Estou bem, pode dormir na cama, não se preocupe.

– Então... Posso dormir com você? — Junsu arregalou os olhos.

– Hey, calma. – Yoochun tentou explicar rapidamente. – Não digo dormir nesse sentido, dormir, dormir mesmo, descansar. Acho justo, dois doentes em recuperação, nenhum dorme na cama, ou os dois dormem. – Yoochun disse sorrindo. – Claro, se você achar que não deve, eu compreendo. Desculpe, não queria...

– Não, tudo bem, você me assustou. Mas acho que pode ser. Cama ou colchão?

– Hum... Cama?

Os dois se levantaram e se deitaram na cama. Viram que não caberiam ali se não se abraçassem ou ficassem grudadinhos. Então Yoochun pegou Junsu pela cintura e o puxou, colocando seu braço por debaixo do pescoço do menor. Ficaram frente a frente e Junsu mais uma vez ficou corado pela posição tão íntima.

– Você fica bonito quando está com vergonha. Sua pele fica rosada. – Yoochun sussurrou enquanto acariciava as bochechas do menor, que ficou mais vermelho ainda.

– Yoochun, assim não vale. – e deu uma risada gostosa.

– Está aí mais uma coisa que eu gosto. – Yoochun disse.

– O que?

– Seu sorriso. Você é tão lindo... – Yoochun disse colando seu corpo mais ainda em Junsu. Em seguida o beijou, mas dessa vez foi bem diferente do que as primeiras vezes. Havia um ingrediente a mais entre eles, algo que os fariam ter sérios problemas adiante.

“Talvez paixão?” Junsu pensou enquanto sentia seu corpo esquentar sob o corpo de Yoochun que já o abraçava apertado enquanto se beijavam.

– Venha, deite-se aqui, você ainda precisa descansar, amanhã tem aula. – Yoochun disse colocando a mão sobre o próprio peito.

Junsu ficou um pouco receoso, mas aceitou. Deitou sua cabeça sobre o peito de Yoochun e o abraçou. Adormeceram rápido, mas bem mais felizes e tranquilos do que nas noites anteriores.

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Na manhã seguinte quando Yoochun acordou Junsu não estava mais ali. Olhou no relógio e viu que já fazia uma hora que o menor havia saído para ir à faculdade. Ficou deitado pensando no que havia acontecido no dia anterior. Tinha que admitir que gostou de beijar e abraçar Junsu e que sentiu-se bem tendo o menor em seus braços durante a noite. Na verdade, fazia tempos que não dormia tão bem. Mas também pensou que aquilo não seria tão simples. Querendo ou não, Yoochun não pertencia àquele lugar e mais cedo ou mais tarde teria que voltar a Seul e retomar sua vida. Por mais que fosse desgastante, Yoochun gostava de seu trabalho e ele não iria abandonar seus negócios para sempre. E pior, também havia HyeSoo. Como iria lidar com ela agora que descobria que gostava de um homem. Teria que arrumar uma maneira de terminar o noivado sem causar grande alvoroço. E havia seu pai, que com certeza nunca concordaria em ter um filho gay e logicamente esse assunto não poderia vazar entre os negócios de sua empresa, causaria danos assustadores. E agora?

Yoochun ficou quase a manhã toda deitado pensando que teria que arrumar um jeito de consertar sua vida. Sabia que estava apaixonado por Junsu, não tinha como negar. Mas seria muito difícil ficar ao lado do menor.

Quando era quase hora do almoço, Yoochun saiu do quarto. Changmin estava na sala assistindo televisão. A senhora Shin e o marido estavam na venda trabalhando.

– Oi Changmin. – Yoochun disse e se sentou no sofá.

– E aí? Está se sentindo bem? Não levantou para tomar café hoje.- Chang disse voltando toda a atenção para Yoochun e deixando o que estava assistindo.

– Estou bem sim, estava tentando colocar algumas idéias em ordem aqui na minha cabeça. Só isso.

– Hum... Sei.

– O Junsu foi para a faculdade?

– Sim, saiu no horário de sempre. Ele estava muito bem, nem pareceu que estava doente. E o mais engraçado é que estava rindo feito bobo. Até minha mãe estranhou.

– Como assim? Não entendo.

– Não sei se você sabe sobre os pais de Junsu.

– Sei, ele me contou.

– Sério? Nossa, ele deve gostar mesmo de você. Ele não conversa disso nem comigo. É que depois que os pais dele morreram, ele perdeu um pouco daquela alegria que ele tinha antes. Ele sempre foi uma pessoa risonha, brincalhona e falava pelos cotovelos. Eu sabia quando ele acordava e dormia, sem precisar vê-lo. Era só uma questão de ouvir as gargalhadas dele. – Chang disse encarando a parede como se assistisse as próprias lembranças passando ali. – Mas depois que meus tios morreram a alegria dele se foi. Ele ainda tem aquele sorriso angelical que conquista todo mundo, mas a alegria de antes eu nunca mais vi. Até hoje de manhã. Parece que o Junsu de três anos atrás está de volta. E eu gostaria de saber o que fez com que ele voltasse a ser o que era. – Changmin levantou as sobrancelhas de forma sugestiva para Yoochun. Este sentiu o peso do comentário do outro e baixou a cabeça.

– Que bom que ele está feliz. Tenho me sentindo um peso na vida dele desde que cheguei. – Yoochun tentou disfarçar.

– Não se preocupe com isso. Nunca vi o Junsu tão bem como ele está desde que você chegou. – Chang disse levando-se do sofá e indo para a cozinha. – Vou almoçar, você me acompanha?

– Sim, claro. – Yoochun levantou sentindo que sua relação com Junsu seria bem mais complicada do que já estava. Se ele fez com que o menor mudasse tanto assim, era porque o mesmo estava realmente apaixonado.

Os dois almoçaram e durante a tarde Yoochun voltou para o quarto. Depois da conversa que teve com Changmin ficou ainda mais preocupado. Ficou pensando formas e mais formas de resolver aquilo, sem magoar Junsu e sem ter que ficar longe dele. Não importava o que tivesse que passar, não poderia fazer Junsu sofrer.

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Quando Junsu chegou do trabalho naquela noite, Yoochun estava sentado na cama lendo um livro.

– Oi! – Junsu disse com as bochechas coradas.

– Oi! Como foi seu dia? – Perguntou colocando o livro de lado.

Junsu contou algumas coisas da faculdade e disse que no trabalho foi tranqüilo. Enquanto falava, arrumava uma roupa para tomar um banho e já arrumava seu colchão para dormir depois. Yoochun ficou observando ele movimentar-se pelo quarto, falando pelos cotovelos com um sorriso enorme no rosto. Sentiu-se bem vendo o menor tão feliz e sentiu o peso em suas costas por saber que era o motivo daquela mudança.

Junsu entrou no banheiro e logo depois Yoochun foi até a cozinha e arrumou uma bandeja com um lanche para Junsu. Quando voltou ao quarto Junsu estava enrolado na toalha prestes a se trocar.

– Trouxe seu lanche, você deve estar cansado. – Yoochun disse colocando a bandeja cobre a escrivaninha.

– Nossa, obrigado. Não precisava. – Junsu disse com as bochechas vermelhas.

Yoochun se aproximou e tocou aquela pele rosada e sentiu seu próprio coração martelando furiosamente em seu peito.

“Quer saber?” Pensou enquanto se aproximava de Junsu. “Que se dane! Eu enfrento o que for, mas não posso passar mais um minuto sequer da minha vida sem esse sorriso e essa pele corada.” E então tomou os lábios de Junsu.

Dessa vez Yoochun não se conteve. Deixou transbordar toda a paixão que sentia por aquela pessoa em seus braços. Junsu estava apenas com a toalha na cintura e ao sentir as mãos quentes de Yoochun tocando suas costas, deixou o desejo lhe dominar e se aconchegou mais ainda nos braços do maior. Não viram por quanto tempo ficaram ali, mas quando perceberam que estavam esquentando, resolveram parar. Afastaram-se e Yoochun pode ver que Junsu estava vermelho como nunca e suas respirações estavam descompassadas. Junsu apenas sorriu, se virou para pegar sua roupa e entrou no banheiro para se trocar.

Quando voltou ao quarto Yoochun ainda o esperava.

– Não sei porque você arrumou esse colchão, sabe que não vou deixar que durma aí.

– É... É que eu pensei... Bem, talvez eu deva... – Junsu ficou sem graça pelo convite indireto de Yoochun para dormir. Aquilo estava ficando fora de controle, nunca conseguia formular frases perto do outro. Odiou-se naquele momento por ser tão tímido.

– Ok, não precisa se envergonhar. – Yoochun se levantou e puxou Junsu consigo para a cama.

– Yoochun? – Junsu chamou depois de um tempo de silêncio. Estavam deitados e abraçados, Junsu de costas para Yoochun.

– Hum...

– Você vai ter que ir embora daqui alguns dias, não vai? – Junsu pegou Yoochun desprevenido, calculou que pela felicidade que Junsu estava demonstrando ele ainda não havia pensado nesse detalhe.

– Bem, não sei quando, mas em algum momento terei que voltar para resolver meus problemas. – Yoochun disse suspirando. – Olhe para mim. – Junsu se virou e ficaram frente a frente. – Eu não sei como vai ser, não sei quanto tempo eu ainda vou ficar, não estou conseguindo achar as soluções para meus problemas pendentes lá. Mas quando eu sair daqui, vou com a cabeça tranqüila para resolver tudo o mais rápido possível. Não sei como vamos fazer, sei que você não pode ir à Seul, tem sua faculdade e seu trabalho, mas eu vou dar um jeito de te ver e sei lá, a gente dá um jeito. Eu não quero ficar longe de você. Acho que no momento devíamos aproveitar nosso tempo juntos, certo?

Junsu balançou a cabeça concordando, mas seus olhos diziam que tinha medo do que viria pela frente.

– Ei... Não fique assim. Cadê meu sorriso preferido?

– Yoochun... Você pode me achar um idiota e iludido por eu gostar de você assim. Nos conhecemos há menos de vinte dias, do nada aconteceu isso e agora estamos aqui, deitados na mesma cama, tentando planejar o futuro de alguma coisa que nem começou direito. Eu não sei como lidar com isso. Só sei que estamos juntos de algum jeito, escondidos e eu não sei quando alguém vai poder saber disso e muito menos se vão aceitar. É muito fácil para nós estar juntos trancados em um quarto pequeno, longe de todo mundo onde ninguém nos vê ou nos ouve. Mas e depois? Eu sei que você é um cara famoso e tal lá em Seul e não pode expor sua vida assim... Eu... Eu só tenho receio de que nós fiquemos envolvidos demais e depois aconteça o pior e ...

– Não Junsu, não fale assim. – Yoochun o apertou em seus braços. – Eu não quero fazer você sofrer. Eu sei que é estranho, nos conhecemos há poucos dias e estamos aqui, confessando nossos sentimentos um pelo outro. Mas eu te prometo que vamos achar um solução. Mas por hora não precisamos nos preocupar, eu estou aqui, certo? E não pretendo ir embora tão rápido assim. – Yoochun disse e beijou a testa do menor, que se aconchegou mais em seus braços e ficou aspirando o cheiro do maior até adormecer.

Notas finais
E então? Gostaram? YooSu confessando seus sentimentos, KYAAA, é muito lindo.E o Chang dando indiretas foi o melhor... huahauhau Durante a semana posto mais, como eu disse, já escrevi vários caps. Obrigada por acompanhar. kissus