For You

7 Aprendendo a amar


Notas iniciais
Oi gente. Voltei com mais um cap. Obrigada do fundo do meu coração a todos que acompanham minhas fics e aos que comentam, vocÊs são lindos! Espero que gostem! kissus

No dia seguinte Junsu faltou à aula do período da tarde. Voltou para casa correndo, pois havia combinado com Yoochun de fazerem algo juntos.

– E então, o que quer fazer? – Yoochun perguntou quando o menor sentou-se ao seu lado no quarto.

– Hum... Podíamos dar uma volta. Estou com vontade de tomar sorvete. Você quer ir?

– Sim, você é que escolhe. Vamos tomar sorvete então.

Os dois saíram e foram em direção a uma sorveteria próxima de casa. Junsu escolheu sorvete de morango com pedaços de chocolate. Era se preferido. Yoochun preferiu de creme.

– Hum, adoro esse sorvete. Acho que faz uns três anos que eu não tomo isso. – Junsu disse se acabando na taça de sorvete, parecia uma criança.

– Sério, e por que? É tão perto de sua casa.

– Ah sei lá, pouco tempo, e também é uma coisa que eu fazia muito com a minha mãe. Não consegui vir sozinho e nunca falei para ninguém vir comigo. Achei que eu não conseguiria entrar aqui e me sentir bem sem ela sabe...

– Sinto muito Junsu, nós poderíamos ter ido a outro lugar. Por que não me disse?

– Não, tudo bem. Eu queria vir aqui mesmo há muito tempo. Só não tinha coragem. Obrigado por vir comigo, me sinto bem, consegui ultrapassar uma barreira, pelo menos agora posso tomar sorvete. – e sorriu mergulhando a colher na taça e pescando pedacinhos de chocolate.

Yoochun ficou feliz por ser ele que estava ali ao lado de Junsu. Ficou observando-o enquanto ele comia e viu os lábios de Junsu cheios de sorvete de morango. Pensamentos nada saudáveis povoaram sua mente. Então ele pegou um guardanapo e levou até a boca de Junsu. Este se assustou e pegou o guardanapo das mãos do maior e terminou de limpar a própria boa. Não podia deixar as pessoas verem um cara limpando sua boca com tanto carinho.

– Yoochun! – Junsu disse baixinho. – Ficou maluco?

– Me desculpe, é que ficar olhando sua boca cheia de sorvete assim, não ajuda em nada no meu auto controle. Pelo menos eu usei um guardanapo, minha vontade mesmo era de te beijar e lambuzar mais ainda. – Yoochun cochichou para Junsu que ficou tão vermelho quanto uma pimenta.

– Yoochun... Por favor...

Yoochun sorriu ao ver que havia mexido com o menor. Pelo menos soube que não era só ele que ficava maluco de vontade de abraçar e beijar o outro quando tivesse vontade.

Depois caminharam um pouco pelas ruas e pararam em algumas lojas, só para olhar as coisas e experimentar roupas engraçadas. Estavam felizes e falavam pelos cotovelos.

Quando entardeceu, Junsu foi trabalhar e Yoochun foi para casa. Subiu direto para o quarto e se jogou na cama pensando na tarde agradável que havia passado com o menor, sorrindo ao lembrar da lambança com o sorvete de morango.

“Estou mesmo ferrado. Não tem como ficar longe dele.”

– Posso saber o que é tão engraçado? – Changmin entrou no quarto e flagrou Yoochun rindo sozinho deitado na cama.

Yoochun se assustou e sentou imediatamente.

– É... Não é nada. Lembrei de uma coisa engraçada que aconteceu hoje.

– Sei... Eu vi você e o Junsu na sorveteria hoje à tarde. Ele não tinha aula?

– Não sei. Ele me disse que queria tomar sorvete e então fomos. – Yoochun disse sem graça.

– Fala sério Yoochun, o que está acontecendo aqui hein?

– Não entendo. Acontecendo aonde?

– Eu não sou idiota. Junsu aparece do nada arrastando você aqui para casa. Vocês ficam trancados aqui nesse quarto, aí de repente ele volta a rir e falar pelos cotovelos como antes dos meus tios morrerem, falta a aula na faculdade para sair com você... Junsu não era assim, o que está acontecendo entre vocês? Não me diga que são só amigos, porque essa não vai colar. – Chang pressionou Yoochun para confirmar suas suspeitas.

– Hum... Olha Chagmin, eu não sei do que está falando. Acho que você devia falar com o Junsu se acha que tem algo acontecendo. Eu realmente não posso te ajudar. – Yoochun disse tranquilamente e voltou a se deitar na cama.

– Pode apostar que vou perguntar mesmo. Ele é bem mais fácil de lidar, ele vai me contar, tenho certeza. – Chang deu meia volta e saiu do quarto deixando Yoochun preocupado.

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Quando Junsu chegou Yoochun o esperava em pé olhando o céu através da janela.

– Oi! — Junsu disse alegre entrando e trancando a porta do quarto.

– Oi.

– Tudo bem? Você parece preocupado. Aconteceu alguma coisa?

– Bem, tirando o fato de que seu primo sabe sobre nós, não, não aconteceu nada. – Yoochun disse e encarou Junsu.

– O QUE? – Junsu arregalou os olhos. – Como assim ele sabe?

– Bem, ele entrou aqui hoje depois que eu cheguei, e me fez um monte de perguntas. Disse que sabe que está havendo alguma coisa entre nós, que você esta muito diferente desde que eu cheguei e que isso não pode ser só amizade e blá blá blá. – Yoochun disse sentando-se na cama com cara de poucos amigos.

Junsu não disse nada. Viu que Yoochun estava chateado e pensou que o maior estava preocupado com sua imagem diante das pessoas. Simplesmente pegou sua roupa e entrou no banheiro para tomar banho. Yoochun não entendeu a reação do menor. Foi até a cozinha e pegou o lanche de Junsu, como fazia todas as noite.

Quando voltou ao quarto Junsu estava arrumando o colchão no chão para dormir.

– Junsu, por que está arrumando o colchão? Achei que você dormiria comigo.

– Não, acho melhor não.

– Eu trouxe seu lanche.

– Obrigado, mas não estou com fome.

Junsu se levantou e fez menção de sair do quarto, mas Yoochun o segurou pelo braço e trancou a porta de novo.

– O que foi? Aonde você vai?

– Me solta.

– Tudo bem. – Yoochun o soltou e suspirou. – O que foi, por que está tão bravo?

– E você ainda pergunta? Pelo amor de Deus Yoochun, eu chego em casa e sou atacado com um comentário irônico de que meu primo sabe sobre nós. Como se a culpa fosse minha e eu não me preocupasse com isso como você se preocupa. O que você achou? Que eu saí por aí contando para as pessoas? Desculpe se eu acabei de manchar a sua imagem de garanhão e partidão perfeito! – Junsu disse e saiu do quarto batendo a porta.

– Droga! — Yoochun caiu sentado na cama. Percebeu que havia feito besteira. É claro que Junsu não tinha culpa. E o maior devia estar preocupado com Junsu, e não com ele mesmo. Afinal estavam na casa dele, na cidade dele, e se as pessoas soubessem falariam de Junsu e não dele, que era um estranho que sofreu um acidente por acaso naquele lugar.

Depois de meia hora Junsu não voltou para o quarto e Yoochun resolveu ir atrás dele. O encontrou na sala, sentado no chão, num cantinho ao lado do sofá. Junsu estava abraçando as próprias pernas, com os joelhos dobrados contra o peito e com a testa apoiada no joelho.

Yoochun se aproximou em silêncio e tocou o braço de Junsu, que se assustou e levantou a cabeça imediatamente. Yoochun pode ver que o rosto do menor estava vermelho e molhado.

– Junsu... – sussurrou como um lamento e puxou o menor para seus braços. – Me desculpe, eu sou um idiota. Não chore, por favor, não chore.

Junsu estava tão triste que não se importou e deixou-se cair nos braços de Yoochun e chorou. Depois de longos minutos de soluço, Yoochun quebrou o silêncio.

– Venha, vou te levar para o quarto, seus tios vão acabar acordando.

O maior guiou Junsu de volta ao quarto e o colocou na cama.

– Junsu, não fique assim. Me desculpe, eu fiquei nervoso porque seu primo veio me pressionar para saber sobre nós. Você não tem culpa, eu que fui um idiota, não estou acostumado a ter pessoas me pressionando, geralmente eu é que faço isso. Por favor, me perdoe, não quero que chore.

Junsu ficou em silêncio por um longo tempo, deixando as lágrimas escorrerem por seu rosto. Quando já não tinha mais forças nem para chorar, deitou-se na cama e tentou se acalmar.

– Sabe Yoochun-ah... É disso que eu tenho medo. Por isso te disse que seria difícil. Se ficarmos juntos, muitas pessoas vão nos pressionar, vão zombar, vão criticar e muitos nos virarão as costas. Não vai ser fácil.

– Eu sei, isso é apenas o começo. Mas eu não vou desistir. Me desculpe pela maneira que falei com você, eu estava nervoso. Por favor, esqueça isso. Olha, eu acho que devíamos chamar seu primo e contar a verdade. Não adianta esconder, ele não é idiota, acho até que está preocupado com você.

– Você tem certeza? Depois que alguém ouvir isso de nossa boca, não terá volta. – Junsu disse olhando nos olhos do maior.

– Tenho. Eu escolhi você, e venha o que vier, não mudarei de idéia. Agora por favor, melhore essa carinha, ok? Me parte o coração te ver assim sofrendo. Eu sou um idiota, prometi que não o faria sofrer, e aqui estou eu, tendo que vê-lo chorar por uma estupidez minha.

– Tudo bem. Eu também fiquei nervoso.

– Posso me deitar com você? Se quiser, eu durmo no colchão. – Yoochun disse querendo tranquilizar o menor.

– Não, tudo bem. Não quero ficar longe de você. Não sei quanto tempo temos até você partir não é...

Yoochun percebeu que a insegurança de Junsu ainda era grande. Já não sabia mais o que fazer para fazê-lo feliz.

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Dois dias depois e Junsu ainda demonstrava estar chateado. Ficava o dia inteiro fora e quando chegava, mal conversava com Yoochun, apenas sorria, deitava-se ao lado do maior e logo dormia.

Yoochun estava preocupado, pois estava ciente que fazia o menor sofrer. Precisava fazer alguma coisa para mudar aquilo, não podia permitir que o menor fosse infeliz. Iria começar a tomar atitudes, precisava se responsabilizar e resolver seus problemas, senão não poderia estar ao lado de Junsu.

Naquela noite quando Junsu chegou, Yoochun estava sentado na cama o esperando. Pegou suas roupas e foi tomar banho como fazia todas as noites, depois de cumprimentar Yoochun e lhe dar um beijo rápido.

Quando saiu do chuveiro, Yoochun não estava lá,achou que devia ter ido à cozinha buscar o lanche, como fazia todas as noites. Mas para a surpresa de Junsu, Yoochun voltou com várias sacolas na mão.

– O que é isso? – perguntou vendo Yoochun forrar uma toalha no chão do quarto e começar a tirar um monte de potinhos e garrafas das sacolas.

– Bem, hoje eu resolvi fazer alguma coisa diferente. Eu preparei um piquenique para nós. Venha, comprei até seu sorvete de morango com pedaços de chocolate.

Junsu sentiu seu coração aquecer, mas também achou que fosse besteira Yoochun achar que poderiam ser felizes fazendo esse tipo de coisa trancados num quarto.

– Yoochun, não precisava fazer isso. Já é tarde e também...

– Espere, deixe-me falar. Depois você tira suas conclusões.- Yoochun o interrompeu puxando o menor para sentar ao seu lado na ponta da toalha. – Junsu, eu preciso te falar uma coisa. Eu sei que está chateado com que aconteceu aquele dia sobre seu primo e não tiro sua razão. Não estou tentando me justificar, sei que fui um idiota. Mas eu nunca tive nem mesmo uma namorada seriamente, menos ainda um namorado. Eu cresci em constante treinamento e trabalho para me tornar o que meu pai queria que eu fosse e depois que assumi os negócios da família, nunca tive tempo para relacionamentos, e também nunca me apaixonei por alguém. É tudo muito novo para mim, não sei como agir, não sei o que falar, às vezes faço besteira, deixo de te dar a atenção que você merece. Mas eu estou disposto a mudar e a aprender. Não fiz isso aqui hoje só para que você volte a sorrir para mim, eu fiz porque quero que saiba que é só o começo. Não vou abrir mão de você e não importa o que eu tenha que fazer. Hoje estamos aqui trancados num quarto, mas eu prometo que nosso próximo piquenique será ao ar livre, num lugar lindo, só eu e você e não importa se alguém vai estar lá nos vendo ou não.

Os olhos de Junsu ficaram cheios de água, começou a crer que Yoochun realmente gostava dele e estava se esforçando para ficarem bem.

– Me ensine como devo fazer Junsu, eu não sei muita coisa sobre gostar de alguém, mas por você eu vou até onde for preciso. – Yoochun disse isso acariciando o rosto do menor que se jogou nos braços de Junsu e o abraçou apertado.

– Yoochun-ah, você é maravilhoso. Eu sei que tenho sido mau com você, mas eu estava tão chateado e com medo, pensei até que estávamos errados de estar juntos, que por isso tudo estava ruim. Mas não, não estamos errados. Eu quero estar com você.

– Junsu... Eu te amo. – Yoochun disse olhando nos olhos do menor.

Junsu ficou sem palavras por um instante, não acreditou que tinha realmente ouvido aquilo.

“Ele disse que me ama!”

Há quanto tempo ninguém dizia aquilo pra ele? Depois que sua mãe morreu, nunca mais ouviu palavras assim.

– Eu te amo e quero ficar com você. Não importa o que aconteça. – Yoochun repetiu como se soubesse que Junsu não estava acreditando no que ouvia.

– Eu também te amo! – Junsu disse e beijou Yoochun. Pela primeira vez Junsu quem deu o primeiro passo. Segurou Yoochun com força em seus braços e aprofundou o beijo. Já estavam quase deitados um sobre o outro quando alguém bateu na porta.

– Junsu? – Era Changmin chamando pelo primo. — Posso entrar?

Junsu olhou assustado para Yoochun sem saber o que fazer. Changmin perceberia coisas demais se os visse fazendo um piquenique no quarto.

– Acalma-se. Deixe-o entrar, vamos conversar e contar a ele. Vai ficar tudo bem, ok? – Yoochun disse abraçando o menor.

Junsu balançou a cabeça concordando e se dirigiu a porta. Respirou fundo e abriu-a.

Notas finais
Chang colocando esses dois na parede,huahuahua, vai rir... E agora? Junsu vai ter coragem de contar??? E se contar será que o Chang aceita? Huuum... Final de semana eu volto. kissus