Notas iniciais
Falaa pessoal! Prontos pra mais um pouco de FTGG? *_*

Inês, você conseguiu. Aqui está o nosso acordo! huahuahua

Bom, pra quem deixou perguntas nos comentários, eles estão respondidos, caso queiram ler. kkkk
E pra quem está com dúvidas sobre o que aconteceu com as duas, nesse capítulo vocês descobriram quem é a sombra e começaram a ter uma pequena ideia do que está por vir ^-^

Boa leitura!

Neverland. Então ali era a tão famosa e “temida” Neverland? Parecia uma pacata ilha paradisíaca perdida em meio ao oceano. Regina estreitou os olhos ao mirar outra vez a ilha, sentia seu coração totalmente apertado. Emma já não estava mais ao seu lado, tinha ido verificar o que havia acontecido com a ancora do navio.

– Regina, veja isso! – Ela gritou na direção da morena. A loira estava abaixada, tinha nas mãos a corrente partida da ancora. – Isso aqui não se quebrou sozinho. – Ela concluiu.

– E o que poderia tê-la quebrado? – Regina perguntou, se aproximando, mesmo já sabendo a resposta. Magia, é claro.

– Acho que a questão aqui é: Alguém queria apenas nós duas nesta ilha. Por quê? – Ela ergueu uma sobrancelha.

– Ou talvez não quisessem nenhum de nós. – A rainha ponderou. – A única coisa que sei é apenas que meu motivo de estar aqui é o Henry e não sairei dessa ilha sem ele. – Regina tinha um tom determinado em sua voz, o que fez Emma sorrir com suas palavras e levantar-se, ficando frente a frente com a morena.

– Nenhuma de nós sairá daqui sem ele. – Ela acariciou o rosto de Regina, que logo o virou e afastou-se, se voltando para a ilha novamente.

As palavras de Emma pareciam ter perturbado a morena, deixando a loira completamente confusa. Ela andou até a proa do navio e só então virou-se para encarar os olhos verdes da xerife.

– Ficará no navio, Miss Swan. – Ela falou em seu melhor tom de rainha. – Não sabe magia o suficiente, ou melhor, não sabe nada de magia. Não pode entrar em uma batalha como essa. – O tom de desdém na voz dela era nítido, mas Regina apenas queria esconder, no fundo, sua preocupação com a outra mulher.

– Eu não vou te deixar ir sozinha! – Emma alterou-se, aproximando-se com uma velocidade surpreendente de Regina e a segurando pelo braço. – Eu irei onde você for, me entendeu bem? – A lembrança do sonho que teve na primeira noite no barco a atormentava. A prefeita poderia jurar ter visto os olhos verdes brilharem por lágrimas enquanto Emma a encarava, transtornada.

– Miss Swan, eu sou bem grandinha e sei me virar sozinha. Você é a criança aqui. – Ela colocou o indicador diante da loira e exibiu um sorriso cínico.

– Se eu não desembarcar, você também não irá. – A xerife disse e trouxe Regina para mais perto de si, apertando-a pela cintura. – Se pretende ir a algum lugar, terá de me levar junto. Eu não vou te soltar.

– Pelo amor de Deus, Swan, deixe de ser inconveniente! – A morena estressou-se, porém era em vão, a loira estava decidida e nada a faria soltar sua cintura. – Certo. Já perdemos muito tempo aqui. Vamos logo. – Regina as envolveu em sua nuvem roxa e elas desapareceram do navio.

xXx

Enquanto isso, na pequena ilha em que os Charming, Hook e Gold foram deixados para trás, alguns jovens meninos espionavam os planos dos quatro ex-passageiros do Jolly Rogers.

– Precisamos dar um jeito de sair daqui. Emma deve estar precisando de nós. – David falou em tom sério e preocupado.

– Ah, minha menina! – Snow suspirou.

– Desculpe Mary, mas sua filha não é mais nenhuma menina. Ela é uma mulher feita e que sabe se defender. – Gold interrompeu as lamentações da mulher.

– Sim, incrível, mas eu concordo com o crocodilo. – Hook ainda estava emburrado por ter perdido seu navio. – Mas também concordo que precisamos sair daqui. E logo!

– Não pode nos levar até lá com mágica, Gold? – David o encarou.

– Não se eu não souber onde o “lá” é. – O homem o encarou de volta. – O barco pode estar à milhas de distancia ou em terras encantadas, o que acabaria conosco. Ou poderíamos acabar morrendo afogados.

– Como assim, afogados? – Snow estava confusa.

– O navio pode não estar mais sobre o mar. – Ele foi direto outra vez, deixando a mulher e o homem com expressões de angústia.

– Não, Emma está viva. Eu sinto isso. – Snow falou apertando o próprio peito e se abraçando a David.

– Talvez a gente possa construir um veleiro, ou algo do tipo, com esse nosso barco a remo. – David deu a ideia, esperançoso.

– Um veleiro? Isso funcionaria? – Snow estava apreensiva.

– Poderia funcionar, mas nos atrasaria bastante. – Hook foi sincero. – Também teríamos alimentos ainda mais escassos do que antes, já que o espaço é pequeno. Alimento nenhum, pra ser mais preciso. E não sabemos onde elas estão.

– Quanto a isso, deixem comigo. Arrumem um meio de transporte e eu arrumo um jeito de nos levar até elas. – Gold comprometeu-se.

– Certo! Teremos que arriscar algo. Vamos, já ficamos parados tempo demais. – David disse levantando-se da areia, sendo acompanhado por Snow e Hook. Gold manteve-se sentado no pedaço de tronco em que estava. – Creio que isso inclua todos nós. – David olhou sério para ele.

– Tenho outras maneiras de ajudar, Charming. Concentrem-se na embarcação, tenho que cuidar dos nossos clandestinos.

– Clandestinos? – Snow olhou confusa para Gold e ouviu o grito de Hook.

– Vejam! – Ele apontou para a mata.

Os meninos que estavam ali fugiam apressados e Gold se materializou na frente deles. Conseguiu prender dois deles com magia, mas um terceiro, que ele não havia visto, conseguiu fugir voando sobre o mar.

– Malditos garotos servos daquela sombra! – Hook enfureceu-se enquanto Gold se aproximava do grupo com os meninos imobilizados.

– Eles vão falar tudo o que sabem e vão nos levar a Neverland, não é mesmo? – Ele encarou os meninos, que se mantinham firmes, não demonstravam medo, porém não sabiam ainda que estavam nas mãos do Senhor das Trevas. – Estou com um pressentimento de que Regina e Emma já estão lá.

xXx

O jovem que fugiu foi direto até o seu senhor. Peter estava voando em círculos em volta da prisão de Henry, deixando o garoto totalmente amedrontado com os olhos brilhantes que lhe encaravam através daquela sombra sem face. Parecia fascinado pelo menino.

– Meu senhor! – O jovem o reverenciou e então caminhou até o trono negro, onde Peter sentou-se, encarando-o. – Pegaram Jimmy e Tom, mas eu consegui fugir e trago notícias.

A sombra mexeu-se no trono, mal dava para ver sua silhueta no negro do acento ao qual estava. Com um aceno de cabeça, fez o jovem continuar a falar.

– Eles estão presos numa ilha a léguas daqui. Não tem meio de chegar, não tão cedo. – O rapaz sorriu. – O navio foi solto e está encalhado na barreira de corais da ilha, como desejava, meu senhor. Mas temo que duas tripulantes estavam a bordo e chegaram junto com o barco.

O sol, que começava a ficar alto no céu, atingiu a abertura no teto da sala do trono, deixando-a completamente iluminada. Henry viu a sombra transformar-se em um belo rapazinho, quase com a mesma idade dele, talvez um ou dois anos mais velho. Ele vestia uma roupa toda verde e um chapéu de mesma cor, no estilo que o fez lembrar do amigo Pinóquio.

– Eu sabia que elas viriam. – Ele sorriu e encarou o garoto engaiolado, depois voltou sua atenção para o jovem à sua frente. – Tire todos os outros daqui. Quero estar sozinho com elas quando chegarem, ao cair da noite.

O garoto entendeu tudo. Então era tudo um plano para trazer suas mães até a ilha. Como ele havia conseguido separá-las dos demais? Elas estavam sozinhas uma com a outra? Como? Assim que o outro jovem deixou a imensa árvore que servia como palácio para Peter, viu o mesmo se espreguiçar no trono. Henry, que havia sido preso a pouco mais de 48 horas, viu a sombra matar Greg e Tamara diante de seus olhos após conseguir o que queria e começou a temer pela vida de suas mães.

– Por que tudo isso? – Henry encarou os olhos verdes do rapaz.

– Pelo que está vendo, pequeno Henry. – Ele olhou a própria mão com angústia e desdém, depois encarou o jovem atrás das grades. – Eu não possuo poder durante a luz do dia. Eu quero que isso mude.

– E pra que precisa de mim?

– Existe meio melhor de convencer uma mãe a fazer o que você quer do que colocar o filho dela em grande risco e prometer tirá-lo ileso disso? – Ele gargalhou.

Por um momento, Henry pensou no quanto de verdade havia naquelas palavras e acabou por julgar que Peter estava sendo sincero. E foi nesse momento que ele pensou em uma outra questão importante.

– Por que está me contando tudo isso? – O garoto o encarou, confuso.

– Acho que é porque você não pode me impedir. – Ele sorriu.

Notas finais
Então galera, só deixando um aviso aqui embaixo: A fic vai tentar seguir o que foi mostrado por cima em OUAT e aprofundado pela minha mente cruel e sem escrúpulos (e exagerada u.u) então, pra quem estranhar a história de Peter Pan, é essa a intenção. Um novo ar pra um personagem que nós conhecemos.

Conhecemos mesmo? ;)