Notas iniciais
Postando rapidinho mais um capítulo pra vcs!

Esse está bem fofo, com Regina e Emma. Espero que gostem! xD

Muito obrigada pelos comentários deixados, estão devidamente respondidos, pra quem quiser ver..kkk

Bjos a todos e boa leitura!

Emma e Regina reapareceram na areia fofa da praia que cercava a ilha. O lugar era mesmo lindo, paradisíaco, mas ambas sentiam que havia algo de muito errado no ar.

– Cobriremos uma área muito maior se nos separarmos. – Regina olhou para Emma, estava séria. Aquela não era uma sugestão, era uma exigência.

– Não irei pra lugar nenhum sem você! – Emma foi categórica.

– Mas que diabos, Miss Swan! Está pior que uma criança carente e birrenta. – Regina revirou os olhos. – Espere aqui.

Sem dar chances para a loira contestar, ela desapareceu. Emma sentiu seu coração entrar em um profundo desespero ao se ver sozinha ali, diante da floresta que cercava a praia. O sonho tornou a atormentá-la e ela sentiu um nó na garganta.

– Regina! – Ela gritou, depois se arrependeu e pensou que o silêncio era um aliado melhor. Tinha aprendido, de forma dura contra os ogros, que o barulho não servia para nada além de alertar o inimigo.

Segundos depois, Regina reapareceu diante dela. Mal a fumaça se dissipou e Emma correu de encontro à mulher, tomando-a em seus braços e roubando-lhe um beijo desesperado. A morena foi completamente pega de surpresa, deixou-se envolver por alguns segundos e então afastou a loira com um leve empurrão.

– Controle-se, Miss Swan. – Ela encarou os olhos verdes e brilhantes de Emma. – Tome! – Ela estendeu o livro de Cora para a xerife.

Então Regina havia apenas voltado ao navio. Ela tinha ido só buscar o livro. A loira sentiu-se uma tremenda idiota ao achar que a mulher a estaria abandonando em terras desconhecidas. No fim das contas, ela estava tentando ajudá-la.

– O que vou fazer com isso? – Ela virou o livro de todos os lados e o abriu, folheando-o rapidamente.

Regina sentiu o sangue subir a cabeça naquele momento. “Que tal jogar no mar pra ver se flutua? Por Deus, como pode ser tão idiota?” – Ela pensou e controlou-se, respirando fundo e rindo por dentro com a própria observação.

– Isso, Miss Swan, irá orientá-la se preciso. – Regina revirou os olhos para a falta de tato da outra.

– Como?

– Assim. – Regina tomou o livro das mãos de Emma com impaciência e abriu em uma determinada página. Ela assoprou o livro e a salvadora viu as palavras dele tornarem-se pó no ar diante de seus olhos. – Ande, respire antes que se perca.

Emma não entendeu o motivo, mas puxou aquele pozinho brilhante para dentro de seus pulmões com toda a força que conseguiu. Regina viu os olhos da loira se tornarem um tom de roxo e então voltarem à cor normal. Ela sorriu.

– Pronto, Miss Swan. Agora vamos testar. Quero que volte ao navio e deixe o livro de minha mãe lá. Esconda-o bem. – A xerife a encarou com ar confuso e Regina continuou. – É só pensar no barco com vontade e estará lá. – Ela sorriu, encorajando a outra.

Foi justamente o que Emma fez. Ela fechou os olhos e se concentrou no pequeno quartinho do navio. Ela sentiu seu corpo leve e então voltou a sentir o peso normal sobre suas pernas. Ela abriu os olhos e sorriu ao se deparar com as duas camas do quarto. Havia conseguido.

Deixou o livro bem escondido no lugar que achou mais seguro e então resolveu retornar para junto de Regina. Mas não tinha ideia de como fazer isso. Não se lembrava dos detalhes exatos da ilha para que pudesse ser levada até o mesmo local onde estivera antes. Tentou, então, se concentrar na rainha.

Ela viu o sorriso de Regina em sua mente, sentiu o cheiro de maçã que a morena exalava, sentiu o calor de sua pele e o gosto de seus lábios. Ela viu uma nuvem roxa, idêntica a da prefeita, envolvendo todo o seu corpo e, quando se deu conta, estava outra vez diante de Regina na praia.

– Eu consegui. – Ela sorria abertamente.

– Sim, Miss Swan. Você conseguiu. – Regina lhe deu também um belo sorriso como recompensa. – Como fez para voltar?

Emma sentiu seu rosto esquentar e sabia que suas bochechas iriam corar, traindo-a. Regina a encarava com uma sobrancelha erguida, esperando por uma resposta.

– Eu pensei em você. – Ela admitiu, fazendo Regina abrir um sorriso tímido.

– Agora, seguiremos caminhos diferentes. Temos que encontrar o Henry.

– Não! – Regina assustou-se com o grito de Emma. A loira se recompôs e aproximou-se da morena, segurando em sua mão e olhando no fundo dos olhos castanhos. – Não se afaste de mim. Não pode nos levar até o Henry?

– Não, eu não posso. Algo nessa ilha não deixa que eu o encontre, alguma coisa aqui está bloqueando minha magia. Teremos que fazer do jeito mais difícil.

– Só... eu não quero te deixar sozinha. – Emma continuou encarando-a.

– Miss Swan, eu já disse que sei me cuidar. – Ela soltou sua mão da de Emma e se afastou alguns passos. – Temos que nos separar, é o modo mais rápido.

– Certo. – A loira não teve outra escolha, porém seu coração estava apertado contra o peito. Ela virou de costas para Regina e pôs-se a caminhar na direção contrária.

– Emma... – Regina chamou sua atenção, fazendo-a parar de andar e se virar para ela. – Tome cuidado. – A morena tinha o coração igualmente apertado, mas deu um meio sorriso para a mulher diante dela.

A loira correu em sua direção e agarrou-a pela cintura, erguendo-a do chão e lhe dando um beijo intenso, cheio de uma saudade sem razão, cheio de desejo, quase desesperado. Ela colocou a morena no chão e juntou suas testas. O pulmão de ambas reclamava por ar e suas respirações estavam descompassadas.

– Cuide-se também. Promete? – A loira tinha um olhar preocupado.

– Eu prometo, Miss Swan.

– Só irei acreditar se me chamar de Emma. – A loira deu um meio sorriso.

– Eu prometo, Emma. Eu vou me cuidar. – A rainha sorriu e então sussurrou. – Agora você sabe como me encontrar.

Após dizer aquelas palavras, Regina soltou-se dos braços da xerife e voltou a caminhar. A loira ainda ficou um certo tempo parada no mesmo lugar, apenas observando a rainha caminhar, até a morena virar-se para ela e fazer sinal para que ela andasse logo.

– Miss Swan, não temos tempo a perder.

– Tenho medo de perdê-la de vista. – A loira tornou a admitir.

– Não deveria. Pelo que eu saiba, o lema da sua família é: Eu sempre irei te encontrar. – Ela riu, fazendo a salvadora rir também. – Precisa confiar mais em suas raízes, Miss Swan. – Ela piscou para a loira e entrou mata adentro.

Regina não tinha certeza se aquelas palavras faziam algum sentido. Ela sempre ouvira Charming ou Snow White às pronunciando, mas aquela era uma situação completamente diferente. O príncipe e a princesa tinham o amor verdadeiro ao seu lado. O que ela e Emma tinham a não ser inúmeras brigas em seus currículos e uma estranha ligação criada através do filho Henry? Estaria a Rainha Má desejando o amor daquela mulher? Emma parecia sentir algo muito forte por ela, o modo como a beijou e como sempre pareceu preocupada com seu bem estar demonstravam isso. E a morena não podia negar que isso a balançava. “Que sentimento é esse que tenho pela Emma? O que é isso que temos? Nós temos algo, afinal?” – Ela balançou a cabeça, tentando afastar os pensamentos. Aquilo tudo deveria ser apenas a carência falando, não era real. Ela concentrou-se no caminho à sua frente.

Enfim, Emma respirou fundo e caminhou para o lado oposto ao qual Regina foi, adentrando também na mata. “Eu sempre a encontrarei. Enquanto me lembrar do seu rosto, me lembrar do seu cheiro e do gosto dos seus lábios, eu sempre a encontrarei.” – A loira pensou, enquanto sorria sozinha em meio às árvores que a cercavam. Estaria a Salvadora realmente apaixonada pela Rainha Má? Seria amor verdadeiro, ao ponto de fazer valer a frase que seus pais passaram a vida repetindo?

Notas finais
E então, o que acharam? Espero reviews de vocês! Até mais! ^-^