For The Greater Good
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Mais um capítulo especial para vocês! Teremos uma pequena surpresa com a aparição de uma personagem que estava faltando nessa história. Eu acredito que algumas pessoas vão surtar no fim do capítulo, MAS, faz parte. Está cedo demais para acabar com os dramas, não é? huahuahua
Bom, chega de falação. Boa leitura!
Bom, chega de falação. Boa leitura!
– Como é? – O pirata se engasgou com o ar. – Regina e Emma... juntas? O garoto acenou com a cabeça, um novo sorriso em seu rosto. – Eu sabia que toda aquela implicância uma com a outra acabaria dando nisso. – Ele riu, se divertindo com a situação. O pirata olhou em direção ao navio, ao mesmo tempo intrigado e decepcionado. “Regina e Emma juntas, quão provável isso seria? Logo agora que Swan lhe deu o primeiro sorriso sincero desde que a conhecia.” – Ele pensou e então se lembrou do menino diante dele, lhe olhando com um ar curioso. – Henry, pode me fazer um favor? – Ele encarou o menino. – O que é? – Indo nessa direção tem um riacho. Preciso que encha essas garrafas pra mim, pode ser? Você aguenta? – Ele sabia que desafiar o menino era a melhor forma de fazê-lo aceitar fazer qualquer coisa. – Claro que sim. São só umas garrafas pet. – Ele estufou o peito e pegou as garrafas. – Volto logo. Não deixe a Emma ir sem mim. O pirata lhe acenou um sim com a cabeça e observou o menino correr na direção indicada. Naquela velocidade, Henry demoraria uma meia hora para ir e voltar do riacho. Era tempo suficiente para Hook fazer sua tentativa desesperada. xXx David estava acordado, era o último no rodízio de vigia, então viu o dia amanhecer. Ele acordou Mary delicadamente com um beijo em seus lábios, fazendo-a se espreguiçar embaixo da árvore em que dormira. Gold havia adormecido em um lugar bem mais confortável: O Trono Negro. Aquele objeto era o orgulho de Peter Pan, o que o fez ficar ainda mais furioso e debater-se contra a gaiola inúmeras vezes, até ser vencido pelo cansaço e adormecer. O velho saiu de dentro dos aposentos reais de Peter com o amanhecer. Sua bengala fez um estrondo ao bater com força na gaiola, acordando o garoto de roupa verde no susto. Mary e David se aproximaram deles, olhando o jovem preso. – Então é assim que ele é sem estar... possuído? – Disse Mary olhando-o com pena. – Sim. Mas não se apegue, Snow White. Essa foi a última noite de Peter Pan. – O velho disse de forma ríspida. – Última noite? Gold, você não nos disse que ia matá-lo. – David o encarou com olhar severo. – E eu não vou. Mas eu duvido que ele sobreviva ao processo de liberação das sombras que roubou. – Gold encarou o menino, apesar do rosto de aparência doce, ele tinha um olhar furioso. Mary e David se entreolharam, ela se abraçou ao marido, penalizada pelo garoto. Encarou Gold, que estava parado diante da gaiola. – E como será isso? – Terei de invocar uma magia semelhante à de um Wraith. – Ao ouvir aquele nome, Mary olhou Regina, ainda paralisada, e fechou sua expressão quando olhou de volta para Gold. Aquilo, sem dúvida, não era algo bom. – Eu terei de sugar as sombras que ele absorveu para um objeto e então destruí-lo, liberando as sombras contidas ali. – E que objeto seria esse? – Foi David quem se pronunciou. Gold moveu a mão, uma fumaça surgiu e, em sua palma, apareceu uma espécie de caixa de madeira. Mary reconheceu que era uma como aquela onde se encontrava o coração de Cora, quando ela o enfeitiçou. – Vamos começar. – Espere. Emma disse que queria estar presente. – Snow se manifestou. – Se ela estiver, Henry também estará. Esse é mesmo o tipo de coisa que quer que seu neto assista, Mary Margaret? – Gold a encarou. – Prossiga. – Foi David quem tomou a iniciativa. O homem então encantou o objeto, abrindo a caixa diante de Peter e conjurando palavras que Snow e Charming mal entendiam ou ouviam. A caixa aberta começou a puxar as auras do garoto preso para o seu interior. Foi impossível para Mary não se lembrar do que viu quando chegou à delegacia naquela vez: Aquele imenso ser negro sugando a aura de Regina, algo que não parecia, em nada, agradável. Longos minutos se passaram até que a caixinha de madeira finalmente se fechou sozinha, lacrando-se. O garoto dentro da gaiola caiu, desacordado. Mary correu em seu socorro, abrindo a gaiola e verificando seus sinais vitais. Estava por um fio. Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto da princesa, enquanto ela olhava os dois homens do lado de fora. Gold estendeu a caixinha para David e lhe apontou a espada. O rapaz colocou a mesma no chão sobre uma pedra e, com um forte golpe da lâmina, partiu-a em duas. Foi um show de efeitos especiais o que aconteceu a seguir: Inúmeras sombras reproduzidas em auras multicoloridas voaram por todos os lados em busca de seus donos. À medida que os encontravam, as crianças imobilizadas acordavam de seu transe e conseguiam se mexer. A última pessoa a se mover novamente foi Regina.
A morena despertou, largando o punhal no chão, seus olhos imediatamente se enchendo de lágrimas com as recordações do dia anterior. Aos poucos, todos foram cercando a gaiola onde Mary segurava o corpo inerte de Peter. – O que faremos com elas? – David estava confuso, encarando as crianças que se aproximavam. As crianças se agitaram. Muitas estavam ali há tanto tempo que provavelmente não teriam mais uma família a sua espera. Outras já não sabiam mais viver de outra forma que não fosse em meio à natureza em que se encontravam. – Vejam. – Snow finalmente se pronunciou, olhando ao redor enquanto arrastava o jovem pra fora da gaiola. A ilha ganhou um colorido de flores que antes não se via, seu ar pareceu se tornar mais leve. E a surpresa apareceu naquele momento. Um pontinho amarelado surgiu no céu claro e desceu até onde se encontrava a princesa com o corpo do jovem. Aquele pontinho luminoso se revelou uma linda fadinha. O sorriso fácil no rosto claro de cabelos loiros e olhos verdes. – Olá crianças. Snow White, Charming, Rumpelstiltskin, Regina. – Ela abriu um novo sorriso em cumprimento, encarando cada um, demonstrando que sabia exatamente quem eram. – Meu nome é Tinkerbell. – Uma fada. – Regina surpreendeu-se. – Sim. Essa ilha era nossa há muitos anos, até que foi tomada pelo Senhor das Sombras. Ao salvar as crianças e retirar a magia negra, você nos libertou também, Dark One. – Ela encarou Rumple, se divertindo com a ironia dos fatos. – Nós reassumiremos a ilha, cuidaremos das crianças e de Peter. – Ela virou-se para Mary e sorriu. – Ele irá sobreviver. – Outras duas fadas aproximaram-se do grupo e se dirigiram até onde o garoto jazia. Elas cuidariam dele e Mary saiu de perto para não atrapalhar. – Pela enorme ajuda que nos deram, eu os presenteio com a sua passagem de volta para casa. – A fada rainha pronunciou-se, surgindo atrás de Tinker, assim como inúmeras outras fadas ao seu lado. – O portal para o seu mundo será aberto assim que embarcarem no navio. – Precisamos avisar Henry e Emma. – Snow sorriu abertamente. Eles agradeceram, Regina pensou no quanto Henry adoraria ver isso. Só então se lembrou que a loira e o filho não estavam presentes. Um enorme aperto se fez no peito de Regina com a ideia de Emma ter guardado alguma mágoa dela por tudo o que aconteceu, ou mesmo seu filho. Ela não suportaria perdê-los a essa altura. – Eu vou buscá-los. – Regina prontamente se ofereceu e, ao receber um aceno positivo de Mary, ela sumiu em sua fumaça roxa rumo ao navio. xXx O pirata subiu a bordo do barco assim que viu Henry sumir em meio à vegetação e foi em direção ao pequeno quarto onde Emma dormia. Entrou em silêncio absoluto e se deparou com a loira adormecida. Ela estava deitada, o corpo coberto e os braços nus pendendo para fora do lençol, os cabelos loiros emaranhados espalhados pelo travesseiro e um ar sereno no rosto claro, onde ele podia notar as sardas que ela tinha na altura das maçãs do rosto. Era uma visão tão linda que ele não resistiu. Aproximou-se da cama, ajoelhou-se ao lado e passou a mão pelos fios claros, tirando uma mecha e colocando-a com cuidado atrás da orelha da mulher. Emma remexeu-se ao contato, virando de barriga para cima, mas continuou dormindo. Havia um certo espaço ao seu lado na cama e Hook estava muito tentado a se deitar ali e passar seus braços em volta do corpo da loira, puxar ela para si e lhe beijar o pescoço e a boca. Entretanto, ele sabia que, se fizesse isso e fosse pego pela xerife, era um homem morto. O pirata suspirou e levantou-se. Olhou por mais um momento a salvadora e as palavras do menino voltaram à sua mente: “Agora ela e Emma vão poder ficar juntas. Seremos uma família” – Ele nunca imaginou a rainha com outra mulher, embora fosse uma fantasia um tanto sexy. Muito menos que essa mulher fosse Emma Swan, filha da sua maior inimiga. Ok, ele não podia dizer que havia visto a loira primeiro, mas que ele se encantou por ela desde o primeiro momento, isso era quase óbvio. Aqueles olhos verdes lhe lembravam de alguém há muito tempo deixada para trás. “Eu só preciso de uma chance. Um único beijo. Eu tenho que saber como é a sensação de beijar Emma Swan.” – Aquele pensamento lhe ocorreu e ele ajoelhou-se outra vez diante de Emma. Sua mão pousou no rosto da loira e acariciou. O gancho de Hook afastou o lençol que a cobria, revelando o corpo sarado da mulher, vestido com uma regata e um jeans colado que o deixou vidrado pelo contorno de seu corpo. Ele inclinou-se um pouco mais e sentiu a respiração de Emma misturar-se à sua. Ele roçou sua boca na dela e sentiu a loira afastar os lábios instintivamente. Hook não hesitou. O beijo começou lento, enquanto Emma ia despertando. O pirata sentou-se na cama e se inclinou sobre ela. Assim que Emma despertou e sua consciência se fez presente, ela notou que a boca pressionada sobre a sua não tinha a maciez e o sabor adocicado dos lábios de Regina. Algo pontudo e desconfortável roçava seu rosto, parecia uma... barba? Aquilo lhe parecia um sonho estranho. Ela estava prestes a abrir os olhos voltar para a realidade, quando ouviu a voz tão familiar da rainha. – Emma? É você que está aí? Eu tenho uma novida... – A frase ficou inacabada quando a prefeita adentrou o quartinho e viu a cena do pirata sentado na cama com Emma, forçando seus lábios contra os dela. A loira abriu os olhos no susto ao ouvir Regina e só então notou a quem pertencia a boca que a beijava. Não era um sonho, era o maldito pirata que estava ali. Afastou Hook com um empurrão que o jogou para fora da cama, enquanto limpava os lábios com o dorso da mão, enojada. Ela viu o olhar da rainha, um olhar de decepção inundado por lágrimas ainda por escorrer que cortou seu coração. – Regina! – A morena correu pra fora do quarto, batendo a porta atrás dela. – Seu traste, o que você fez? – Emma gritou com Hook enquanto pulava da cama, já saindo atrás da rainha. – Regina! – Ela gritou ao chegar ao convés, porém só teve tempo de vê-la sumindo em sua habitual fumaça roxa.
Notas finais
E então, o que acharam? Quem aí ficou com raiva do Hook? E quem ficou com raiva da Emma? O que acham que vai acontecer agora? Algum palpite de onde a Regina foi parar?
Descarreguem suas angústias nos reviews. huahauhua Beijoos!
Descarreguem suas angústias nos reviews. huahauhua Beijoos!
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