Notas iniciais
Oie gente, estou aqui outra vez e, antes de qualquer coisa, quero muito deixar aqui o meu agradecimento para a Strawberry Fields Forever que me deixou uma linda recomendação para essa fic. Muito obrigada mesmo, você fez o meu dia mais feliz quando vi. Agradeço também pelos comentários lindos, engraçados e "revoltados" que recebo, é bom demais saber que o que escrevo é reconhecido e aceito por todos vocês.

Após o beijo, Emma não teve tempo de se explicar antes de Regina sumir. Mas ela irá atrás da Rainha e vai ter uma ajudinha. E quanto a Regina, será que se perdeu? Mais duas belas e fofas personagens são inseridas nessa história para interagir com nossas protagonistas. Quem serão elas?

Espero que gostem e boa leitura!

Henry retornou para o barco e viu os dois garotos que Hook vigiava chorando pela primeira vez. Ele notou que os meninos estavam “curados” e os soltou, vendo-os correr para dentro da floresta. O garoto subiu a bordo e viu Emma em total desespero. Ela chorava compulsivamente, segurando Hook pelo colarinho. O pirata estava com o nariz sangrando, o menino deduziu que aquilo era obra de Emma. Ele correu em direção à mãe assim que ela lhe desferiu o próximo soco, agora no queixo.

– Emma! – O menino gritou. A mulher soltou o pirata, empurrando-o pra longe. – Mãe, o que está fazendo? O que aconteceu?

– Esse maldito me beijou. – Ela cuspiu as palavras em direção ao homem que se mantinha encostado à parede da embarcação com a mão no queixo, desorientado. – Ele me beijou dormindo e Regina nos viu.

– Minha mãe está salva? – Ele se animou, mas logo seu olhar perdeu o brilho ao ver o estado de Emma. – Onde ela está? Emma, vai ficar tudo bem. – Ele a abraçou.

– Ela sumiu. – Emma soluçou a última palavra enquanto se abraçava ao menino.

xXx

Regina se recordava de tudo o que havia acontecido durante os momentos em que estava sendo controlada por Peter, todas as atrocidades que fez contra Emma. Mas depositava sua fé no amor da loira. Fé essa que ela perdeu totalmente ao encontrar a xerife aos beijos com Hook dentro do navio. Mal fazia vinte e quatro horas que Emma a havia beijado naquele mesmo quarto, naquela mesma cama. “Como ela pôde fazer algo tão baixo? Como eu pude me iludir tanto?” – O pensamento da prefeita vagou enquanto as lágrimas salgadas escorriam, banhando seu rosto.

Ela havia se teletransportado para algum lugar qualquer no meio da floresta. Caminhou sem destino por vários minutos, até que encontrou um lago com uma pequena cachoeira. Regina sentou-se ali, colocou as mãos na água gelada e lavou o rosto, o que não impediu as lágrimas de continuarem fluindo.

– Por que choras? – Uma jovem fadinha surgiu diante de Regina. A rainha não havia notado a presença dela, assustando-se com a voz delicada da fada.

– Coração partido. – A morena lhe deu um sorriso triste e notou que a jovem estava sentada sobre as águas do lago.

– Ah! Sinto muito. – Ela suspirou, encarando os olhos castanhos de Regina. Ao notar a expressão confusa da morena, a fadinha de cabelos azuis lhe deu um sorriso divertido. – Meu nome é Silvermist. Sou uma fada das águas, por isso consigo fazer o que está me vendo fazer. – Ela riu.

– Regina. – A morena sorriu de volta ao se apresentar, tentando secar as lágrimas que ainda escorriam.

– Muito prazer. – Ela sorriu, os brilhantes olhos azuis observando o rosto da mulher a sua frente. – Sabe, Regina, eu não gosto de ver ninguém chorando. – Ela confessou. – Acho que sei de algo que pode te ajudar. – Ela abriu um enorme sorriso com a ideia que havia acabado de ter. – Sabe o que sempre me ajuda a melhorar? Um bom banho de cachoeira. Por que não tenta? Vai se sentir mais leve. – Ela sorriu, os olhos azuis com um brilho empolgado.

– Eu... não sei. – A rainha suspirou, frustrada. Ela encarou a fadinha diante de si e a viu baixar a cabeça, desanimada. – Mas não me custa nada tentar, estou mesmo precisando de um banho. – A morena sorriu e viu o rostinho à sua frente se iluminar outra vez.

– Meu lago é todo seu. – Ela se pôs de pé sobre a água. – Vou deixá-la a sós. – Ela sorriu e alçou voo, sumindo dentre as árvores.

xXx

Preocupados com a demora de Regina, os três voltaram para o barco. Assim que chegaram, viram um Hook acuado e ferido, uma Emma desesperada sendo amparada por um Henry confuso.

– O que está acontecendo aqui? – Mary disse enquanto corria na direção da filha.

– Regina... – Ela fungou e continuou. – Ela pegou esse idiota me beijando enquanto eu dormia. Ela sumiu, não me deixou explicar. – Emma soltou as palavras de forma atropelada e passou a chorar mais.

Snow amparou a filha, abraçando-a e deitando sua cabeça em seu ombro. David partiu pra cima do pirata e o mesmo tomou um novo soco no nariz, que voltou a sangrar. Gold observava a tudo em silêncio, porém após os shows a parte terem sido feitos, ele permitiu se pronunciar.

– Miss Swan... – Ele começou, chamando a atenção da loira para si. – Talvez seja uma perda de tempo ficar aqui chorando pelo beijo roubado. – Ele sorriu com ironia. – Eu lhe aconselharia a ir atrás de Regina. Aliás, amando-a tanto quanto diz que a ama, eu me surpreendo por você ainda estar nesse barco.

As palavras de Gold foram um soco no estômago de Emma. Ela separou-se do abraço de Mary e encarou o homem com a bengala, secando suas lágrimas.

– Sim, eu já deveria ter feito isso. Eu vou atrás dela. Eu preciso encontrá-la e explicar o que aconteceu. Nem que eu tenha que virar essa ilha de cabeça pra baixo. – A loira estava determinada. O homem sorriu, satisfeito.

Emma partiu atrás de Regina. Assim que a loira sumiu de vista, Henry encarou Gold com os olhos estreitos.

– Por está ajudando a minha mãe?

David e Mary também encararam o homem. Até mesmo Hook se pegou curioso com aquela pergunta.

– Eu não fiz nada que o grilo não pudesse ter feito. – Ele fingiu ser algo insignificante.

– Eu poderia esperar isso de qualquer um. Mas você, Rumple? – Mary o encarou, desconfiada.

– Eu só quero voltar logo para StoryBrooke e receio que esse barco só vai zarpar com a Regina presente. Eu só apressei as coisas.

A resposta do homem foi o suficiente para convencê-los. Um gesto bonito de uma intenção egoísta afinal, como o esperado. Henry quebrou novamente o silêncio que havia se instalado.

– O que aconteceu na clareira? Onde está Peter Pan? Por que não esperaram a gente?

Mary e David então se puseram a contar a história para Henry e Hook, que se mostrou interessado em ouvir o fim que teve o Senhor das Sombras. Eles falaram da magia que Gold realizou, libertando as crianças e Regina. E libertando as fadas. Os olhos do menino brilharam com aquela frase. E a história continuou por mais longos minutos.

xXx

Emma perdeu a noção do tempo, correndo pela mata sem uma direção certa. Ela parou embaixo de uma árvore e dobrou o corpo, apoiando as mãos nos joelhos, ofegante. Enquanto se recuperava, a loira se permitiu olhar ao redor. A ilha parecia outra. Estava tão mais iluminada, parecia brilhar. Haviam belas flores pelo caminho e as árvores estavam de um verde mais vivo que no dia anterior.

Admirada, ela se distraiu um pouco de sua busca observando o lugar. Mas logo retornou a si ao ouvir ruídos baixinhos e o que parecia uma voz.

– Regina! – Ela gritou. – Regina, é você?

Fez-se silêncio. Emma já começava a acreditar que havia imaginado coisas quando virou-se para continuar caminhando e deu de cara com uma menina diante de si. Uma menina bem menor que o normal. E com asas. O rosto dela estava a um palmo de distancia do de Emma, fazendo-a pular para trás com o susto que levou, levando a mão ao coração disparado, quase tendo um enfarto.

– Olá! – A menina voava. Ela olhava pra Emma de um jeito curioso e a loira notou que ela tinha pouco mais de um palmo de tamanho.

– Olá. – A loira respondeu ofegante, com um olhar de estranhamento enquanto a fadinha se aproximava dela uma segunda vez.

– Meu nome é Fawn. Qual é o seu? – Ela sorria abertamente, a enorme trança castanha flutuando enquanto ela voava.

– Emma. – Os grandes olhos castanhos da fada analisavam a salvadora com curiosidade. – Você é uma...

– Fada? Sou sim. – Ela interrompeu a loira e respondeu com um grande sorriso. – Sou a fada da fauna, falo a língua de todos os animais que existem. – Ela riu, divertida.

– De onde você surgiu? – A pergunta da loira foi bem mais pra si do que para a fadinha, porém ela conseguiu ouvir e logo tratou de responder.

– Eu nasci nessa ilha. Ela é nossa. Estávamos presas pela magia das trevas que se instalou aqui. – Ela baixou o olhar e suspirou. – Mas aí o seu amigo, o Senhor das Trevas, quebrou a magia negra que se apossou do Peter Pan e libertou a todos nós. Irônico não? – Ela gargalhou.

A loira analisou as novas informações enquanto caminhava e concluiu que Gold tinha feito, o que quer que fosse que ele ia fazer, antes de ela acordar, liberando a todos, incluindo Regina, pra que a mesma encontrasse a cena que foi sua desgraça. O rosto da xerife se entristeceu no mesmo momento em que se lembrou do olhar de Regina sobre ela, o olhar de dor e decepção.

– Hey, o que você tem? – A fadinha voava ao lado do ombro de Emma, que voltara a andar, mantendo o mesmo ritmo que ela.

– Eu preciso achar alguém. – Ela disse em tom cabisbaixo, ainda caminhando.

– Por que não disse logo? Eu posso te ajudar, se quiser. – Ela abriu um sorriso gigante e seus olhos tinham um brilho empolgado e pidão.

– Claro, porque não? – Emma deu de ombros.

– Quem você procura? – Ela voou diante da loira outra vez, seu rosto tão próximo ao nariz de Emma que ela teve o reflexo de espantá-la como se espanta um pernilongo, fazendo a fadinha rir.

– Desculpe. – As bochechas da xerife coraram ao notar o que ela havia acabado de fazer. – Procuro uma mulher. O nome dela é Regina. Ela é morena, tem os olhos castanhos, cabelos negros... – A xerife começou a se perder na descrição que fazia da rainha. – Ela é linda, cheira a maçãs recém-colhidas, pele macia, lábios carnudos com uma cicatriz tão sexy logo acima deles... – A fadinha limpou a garganta, fazendo a loira se interromper e corar instantaneamente, enquanto a garota soltava uma sonora gargalhada.

– Eu acho que já entendi. – Ela bateu com uma mão na testa enquanto segurava a barriga com a outra, ainda rindo. – Ela é seu amor verdadeiro, não é? Não se preocupe, vamos encontrá-la.

A xerife se permitiu sorrir com as palavras da fadinha, vendo a mesma alçar voo vários metros acima, nas árvores, depois vários metros a sua frente, enquanto ela caminhava. Fawn ia parando e parecia realmente conversar com todos os animais que via. A menina de trança longa repetiu os movimentos incontáveis vezes, até gritar o nome de Emma. A loira correu até ela e viu a fada sentada sobre um fino galho de roseira com um lindo pássaro multicolorido diante dela.

– Achei a Regina. – Ela sorriu, agindo como se já fosse íntima de ambas as mulheres. – Ela está no lago, não é longe, eu te levo até lá.

Notas finais
Para quem não conhece ou não se lembra das fadinhas pelo nome, elas são dos filmes da TinkerBell.

Essa é Silvermist, a fadinha que interage com Regina:
http://images4.fanpop.com/image/photos/16100000/Silvermist-disney-fairies-silver-mist-16144732-800-600.jpg

E esta é a sapeca Fawn, que se encontra com Emma:
http://imagecache6.allposters.com//LRG//%5C27%5C2753%5CJA7TD00Z.jpg

Espero que tenham gostado! xD Beijos!!