For The Greater Good
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Gente, sei que fiz vocês sofrerem com a ansiedade da "morte" da Emma, mas relaxem, temos boas notícias nesse capítulo para nossa heroína: Ela está de volta! (Não do jeito convencional, o beijo do amor verdadeiro, mas não deixou de ser um jeito clichê, geralmente visto em filmes, que estava meio esquecido. ^-^)
Espero que gostem e boa leitura!
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– Ok, talvez seja hora de contar uma história a vocês. – Gold disse encarando todos. – Certo. – David lhe fez um sinal com a cabeça, esperando que ele continuasse. – Peten Pan era um garoto como os outros, sua vida em nada se diferenciava das outras crianças. – Gold começou. – Mas, a vida do garoto foi dura, difícil, ele perdeu cedo o pai para a guerra, perdeu a mãe para a doença e ficou sozinho. Passou por todo tipo de provação, cuidando de seu irmão menor com a responsabilidade de um adulto. Com doze anos, Peter Pan era um adulto por imposição. – Ele olhou a expressão horrorizada de Mary com a história triste e deu um meio sorriso sarcástico. – Não se engane, Snow White, o garoto não é digno de sua compaixão. – Ele sorriu mais aberto e continuou. – Aos treze anos, Peter estava cansado de cuidar do irmão mais novo, agora com sete. Hook levantou-se e caminhou para longe do homem que contava a história. Ele olhava atentamente o caminho que seguiam e, pela luneta, já podia distinguir os traços da ilha ao longe. Ele suspirou. David lhe deu uma olhada com o canto dos olhos e então se voltou a Gold outra vez, que havia parado de falar ao ver o pirata se erguer. – O que aconteceu, Rumple? – Mary disse em sua voz doce e preocupada. – Ele tomou conhecimento desta ilha mágica, onde seus desejos poderiam se concretizar. Peter Pan não queria crescer. Ele não queria tornar-se um adulto, estava farto das responsabilidades. Mas, quando chegou em Neverland, descobriu que seu pedido de ser criança para sempre não era possível, Peter já havia passado da infância. Então ele quis parar o tempo na ilha para não crescer ainda mais. Para isso ele precisava de magia negra, que não existia naquele lugar. Ele descobriu e invocou forças do mal para atenderem seu pedido e o preço para a magia que ele queria usar era o preço da vida. Magia paga com a morte. – Gold sentiu uma certa satisfação ao visualizar o horror nos olhos da princesa e do príncipe diante de si. – Peter não poderia ter o pedido de ser criança para sempre atendido, porém, ele pediu para jamais envelhecer e ofereceu a vida do irmão em troca. Com a morte do caçula, Peter teve sua juventude eterna. Ninguém naquela ilha envelhece um dia sequer. – Gold fez uma pequena pausa. – Foi dado a ele poderes, uma magia muito poderosa e antiga. Ele tornou-se soberano de Neverland, o Senhor das Sombras. Seu poder vem de seus escudeiros, ele rouba-lhes a sua sombra e as crianças tornam-se seus escravos. Pela eternidade. Quanto mais sombras ele roubar, mais forte ele se torna. Nesse momento, os três pares de olhos diante de Gold viraram-se automaticamente para as duas crianças presas ao mastro. Nenhum dos dois meninos exibia sua sombra contra o chão, mesmo com o sol se tornando cada vez mais forte sobre suas cabeças. Hook nunca havia reparado nisso antes, talvez pelo fato de seus encontros com esses pestes serem sempre noturnos. – Oh não! Henry! – Mary soltou o gemido e agarrou-se a David, que acariciou os cabelos negros da esposa. – Emma vai salvá-lo. E Regina. E nós os traremos de volta. xXx Na ilha, Peter atacou Henry e Regina com magia, sua nova magia recém-conquistada, ainda em adaptação. Mas a rainha ainda teve forças para envolver a ela e ao filho em um escudo protetor, no último minuto. Ela mandou que Henry corresse e tomou a frente, atacando Peter, que não parecia fazer esforço para se defender. Um novo ataque da rainha, uma nova esquiva do garoto. Regina desesperou-se ao ver que Henry não havia corrido, que se mantinha ali, imóvel, a alguns metros de distancia dela. – Henry, corra! – Ela tornou a gritar e foi atingida, voando metros para longe e seu corpo caiu ao lado do corpo inerte de Emma. – Mãe! – O garoto gritou e Peter o olhou com um sorriso. – Junte-se a nós, Henry. – Ele fez com que galhos de árvore segurassem o menino e o levantassem no ar, trazendo-o para perto. Henry já havia tido aquela sensação antes, quando a mãe, certa vez, usou da mesma artimanha para evitar que saísse de casa. Entretanto, a raiva que ele sentira naquele momento não era, nem de longe, comparada com a de agora. Ele odiava Peter com todas suas forças, por tudo que o jovem havia feito a ele e sua família. O garoto notou que nunca odiou Regina, que se sentia apenas magoado às vezes com sua mãe, nada além disso.
– Henry! – Regina gritou e levantou-se, tentando correr na direção do garoto, mas também foi pega e erguida no ar por galhos dos quais não conseguia se livrar. Peter colocou mãe e filho lado a lado, suspensos pelos galhos logo acima do corpo de Emma. – Que bela família. Estou ansioso para ter um garoto tão determinado como meu servo. – Ele sorriu. – Deixo-o! – Regina gritou e esperneou, sem resultado. Henry o encarava com os olhos apertados. Os brilhantes olhos de Peter Pan estavam fixos nele. Regina sentia as lágrimas escorrendo sem controle por seu rosto, seu filho era extremamente corajoso, porém aquilo de nada adiantaria. Ela não o poderia proteger, ela havia perdido Emma, ela perderia Henry, o que seria dela? A morena encarou o corpo inerte de Emma no chão. – Ah, meu amor, me perdoe. – Sua voz era um soluço embargado pelas lágrimas. – Eu queria tanto poder proteger o nosso menino, mas eu notei que só sou forte com você por perto. – Um pequeno sorriso triste brotou em seus lábios. – Era você, sempre foi você, me obrigando a ser mais forte. A ser melhor que você. Me fazendo querer superá-la. – Ela sentia o olhar de Henry sobre ela agora, mas não se importou. – Eu quero tanto que você volte, Miss Swan, era para eu ter ido em seu lugar. Eu quero ir em seu lugar. Me perdoe. Eu te amo. – As últimas palavras foram apenas um sussurro, uma lágrima sofrida e solitária rolou pelo rosto de Regina até seu queixo e pingou do lado esquerdo da bochecha de Emma, que estava logo abaixo de seus pés, rolando pelo rosto da loira e descendo por seu pescoço até ser perdida de vista. O garoto olhava para a mãe, seu rosto tinha um misto de orgulho pela rainha e dor por Emma. Ele chorava, assim como Regina, enquanto Peter assistia a tudo, divertindo-se. O rapazinho deu as costas para o corpo da salvadora e arrastou os dois através da magia para longe da loira, porém um leve barulho foi ouvido e uma luz cintilou a alguns metros de onde eles estavam. – Mãe, olhe! – O menino disse, surpreso, e deixando um sorriso esperançoso lhe escapar entre os lábios ao ver que o corpo de Emma se mexia. – Você conseguiu. – Regina sorriu para ele e chorou ainda mais ao notar a loira se mexendo. Os olhos de Emma se abriram, ainda negros, e ela se pôs de pé, cambaleante, com as mãos nos joelhos, o corpo arqueado. Ela pareceu respirar fundo e então ergueu a cabeça, encarando as costas do menino alguns metros adiante dela. – Hey garoto! – Ela gritou, os olhos assustadoramente negros. Peter a encarou, surpreso, enquanto via toda a aura negra ir se dissipando do corpo de Emma. – Eu acho melhor você ficar longe da minha família. – Ela fechou os olhos e abaixou a cabeça, respirando fundo novamente. Reabriu-os e as íris da loira voltaram ao verde normal, porém exibiam um misto de ódio e coragem que os faziam brilhar como duas esmeraldas recém-lapidadas. – Agora é entre você e eu. Temos contas a acertar!
Notas finais
E então, o que acharam desse capítulo? Nossa querida Emma está de volta, graças à lágrima da Rainha e o desejo de sacrifício que ambas compartilharam. ^-^
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